Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
8 Capítulo 07 - O Herói.
Notas iniciais
A equipe se separou em dois carros, em um estavam Hotch no volante, Morgan sentado ao lado dele, no banco de trás estavam Prentiss e Reid, no outro estavam Rossi no volante, Blake sentada ao seu lado e no banco de trás estava JJ.
Todos estavam no viva voz falando entre si e com Garcia que havia conseguido novas informações:
— Ei baby girl o que você descobriu?
— Então... – foi dizendo Garcia – Eu chequei o endereço que achei através do número de telefone que a Agatha ligou.
— E então? – perguntou Hotch.
— Então eu cruzei com os dados de uma das escolas e achei o seguinte: um aluno chamado David Smith de dez anos, pelo registro de uma professora ele é um aluno difícil de lhe dar tem problemas com bipolaridade.
— Muda de humor constantemente. – completou Reid.
— Isso mesmo gênio... – prosseguiu Garcia – Aqui diz que tem dias que ele chega sorrindo, mas há dias que ele chega chorando e sempre se lamentando de que tudo deu errado.
— Do que será que ele está dizendo? – indagou Blake.
— Ou ou ou... – Garcia achou mais informações – Achei algo bem triste.
— O que foi mama? – perguntou Morgan.
— David Smith mora somente com o pai, a mãe os abandonou e sumiu do mapa.
— Ai está o gatilho! – disse Rossi.
— Garcia qual é o nome do pai de David? – perguntou Hotch.
— Sean Smith e uau... Ele tem ficha criminal estou enviando agora.
— Ele já foi preso por tentativa de assassinato a uma prostituta. – disse JJ vendo as informações no tablet.
— Quer apostar que se a gente cavar a gente vai achar homicídios semelhantes com outras garotas de programa.
— Então como ele foi preso por isso ao sair da cadeia teve um novo plano e usou o filho como isca para pegar novos alvos! – disse Hotch nervoso, ele havia ligado à sirene e acelerou, Rossi fez o mesmo.
***
Agatha fez de tudo para o garoto se sentir bem, lhe preparou um lanche leu uma história e o colocou o garoto para dormir, enquanto ela o ajeitava na cama ele a olhou com um olhar de ternura:
— Você não disse seu nome...
— Agatha... – respondeu ela em voz baixa.
— Agatha você é legal... Eu sabia que você seria legal.
— Que bom... – Agatha segurou o choro.
— Você está com medo?
— Medo? Porque estaria? – ela tentou disfarçar, mas não conseguia.
— É só você ser legal... Que ele não vai te machucar, ele é bravo, mas ele é legal.
— Eu sei... David está na hora de dormir.
— O que vamos fazer amanhã?
— Amanhã? – Agatha o olhou assustada.
— Amanhã é sábado não tenho aula... A gente podia passear.
— Eu tenho que ver se seu pai concorda.
— Ok...
— Boa noite David.
— Agatha?
— Oi David...
— O nome do papai é Sean...
— Sean? Sean... Ok, obrigada David. – Agatha apagou a luz do quarto do garoto e saiu e caminhou até a sala, onde o pai do garoto estava sentado vendo TV.
Agatha olhou para o relógio e ficou pensando se Hotch havia entendido seu recado e se ele chegaria a tempo de salva-la, ela aproximou-se do sofá tremula respirou fundo e tentou manter as coisas em ordem até que Hotch aparecesse, ela secou uma lágrima que desceu pelo olho e resolveu encenar enquanto ninguém chegava:
— Sean... – ela o chamou com voz de choro.
— Lembrou meu nome?
— Sim... – mentiu.
— O que quer?
— Eu já coloquei o David para dormir...
— Que bom... Venha cá. – ele bateu a mão no sofá pedindo que ela se sentasse ao lado dele.
— Ok... – ela caminhou devagar evitou olhar ele nos olhos e sentou-se.
— Agora podemos aproveitar agora que o garoto dormiu. – ele se aproximou para beija-la.
— Não! – Agatha sentiu-se enojada e virou o rosto para o lado.
— Como não? – perguntou irritado.
— Digo... Está tarde e eu estou cansada quero descansar...
— Não! – disse ele pegando com força no braço dela – Você não tem opção aqui... Eu quero e vai ser agora! – ele a empurrou a fazendo cair do sofá para o chão e quando avançou para cima de seu corpo Agatha lhe deu um chute e saiu correndo para a cozinha.
Ela correu em vão porque ele logo conseguiu agarra-la por trás:
— Não banca a difícil!
— NÃO! – berrava ela aos prantos – NÃO ME TOCA! – ela mordeu a mão dele que tentou tapar sua boca e saiu correndo de volta para a sala.
— Desgraçada eu sabia... Eu sabia que você ia me enganar! – esbravejou ele tirando o canivete do bolso da calça.
— Papai o que houve? – o garoto apareceu de pijama e descalço.
— Vai para seu quarto David!
— David vai logo! – gritou Agatha querendo evitar que o menino visse o pior.
— Eu não vou... Papai não machuca a Agatha!
— Cala a boca! – respondeu o homem ao seu filho e o jogou no chão após um tabefe em sua face.
— Seu doente! – gritava Agatha – Doente louco... É seu filho!
— Cala a boca e venha aqui! – ele puxou Agatha para junto dele enquanto o garoto ficou chorando jogado no chão.
— David, foge David! – gritava Agatha que apesar de temer pela sua vida se importava com o garoto, ela foi arrastada de volta para o quarto que havia sido presa anteriormente.
Ele a jogou contra a parede e lhe deu um golpe no braço com o canivete, o corte foi superficial, mas Agatha se desesperou, o homem jogou o canivete no chão se pressionou no corpo de Agatha e lhe rasgou sua blusa, ela ficou com seu sutiã branco amostra.
Agatha preferia morrer a ser tocada por aquele homem ela criou forças e o chutou no meio das pernas.
— Vadia! – gritou ele gemendo de dor, quando ela tentou escapar do quarto ele teve forças e a jogou no chão ela bateu a cabeça, ela não chegou a desmaiar, mas sua cabeça girava e sua visão era turva.
Ela tentava se levantar, mas sua cabeça não permitia tentou ver o que ele ia fazer então achou que aquele seria o momento em que ele pegaria o martelo e a estaca para mata-la e arrancaria seu coração, mas ele saiu do quarto.
Agatha achou que seria a oportunidade de tentar fugir, mas ela não conseguia se levantar, logo percebeu que o homem voltou com um objeto escuro na mão o que parecia ser uma arma e na outra segurando o garoto pelo braço.
— David pega essa arma! – disse ele ao garoto e o forçou a segura-la.
— Pai não... – o garoto chorava.
— Não... – disse Agatha com sua vista melhorando aos poucos.
— Você escolheu essa e ela não presta... Então você deve acabar com ela!
— Não papai... Ela é legal!
— Ela não é legal! – esbravejou o homem.
— Eu não quero fazer isso! – exclamou o garoto aos prantos.
— Moleque idiota! – o homem pegou a arma da mão do garoto e lhe deu uma coronhada o menino caiu no chão desmaiado.
— Não... – disse Agatha tentando se levantar, mas sua cabeça doía muito.
— Pelo visto ninguém presta... Nem o infeliz do garoto! – disse o homem que apontou a arma para Agatha.
***
A equipe e a polícia local chegaram ao endereço que Garcia havia rastreado Morgan com cautela foi até a janela da casa e viu que as luzes da sala estavam acesas e que a TV estava ligada:
— É certeza que tem alguém em casa... – disse Morgan a Hotch.
— Precisamos invadir! – disse Hotch ansioso.
— Hotch não! – disse Rossi.
— Como não?
— Hotch se entrarmos com tudo ele vai ouvir e no desespero matar Agatha.
— Precisamos salva-la! – Hotch sentiu seu coração gelar ao pensar que Agatha podia ser morta pelo assassino.
— Vamos destrancar a porta com cautela. – disse Morgan – A gente entra sorrateiro.
— Não temos tempo! – insistia Hotch.
— Hotch... Hotch me escuta! – disse Morgan – A Agatha foi inteligente em dar um jeito de te ligar certo?
— Certo.
— Ela com certeza percebeu qual é a do cara... Ela deve estar agindo de acordo como ele quer, ele não ficava dois dias à toa com aquelas mulheres.
— Taylor Miller foi morta antes do prazo. – disse Reid.
— Ela foi porque deve ter se desesperado mais que qualquer uma... A Agatha é inteligente.
— Morgan estamos perdendo tempo! – exclamou Hotch.
— Hotch você estava na sala quando conversei com ela... Ela disse que quer ser uma de nós, ela então é inteligente e sabe o que fazer.
— Ok... – Hotch confiou na teoria de Morgan – Um policial destranca a porta e a gente entra.
— Certo! – disse Morgan colocando a mão no ombro de Hotch.
***
— Vocês são todas imprestáveis! – dizia o homem com a arma apontada para Agatha.
— Por favor, não faça isso... – implorou Agatha tentando se levantar.
— Cala a boca! – ele a levantou e a jogou contra um espelho que havia na parede, Agatha bateu no espelho que se quebrou e depois caiu no chão.
O homem apontou a arma mais uma vez para ela e quando ia apertar o gatilho se surpreendeu com a porta sendo chutada por alguém, ele olhou e viu um homem alto e branco com um colete a prova de balas do FBI:
— Sean Smith FBI!
— Hotch... – murmurou Agatha no chão toda machucada.
— Hotch? – questionou o homem – Esse foi o nome que você disse no telefone desgraçada!
— Largue a arma! – berrou Morgan entrando logo em seguida.
— Ela é a culpada... – dizia o homem – Ela não presta!
— Sean, largue a arma agora! – ordenou Hotch com a arma apontada para o homem.
— Ela não presta! – repetiu o homem que voltou seu olhar para Agatha e quando ia apertar o gatilho foi atingido por uma bala vindo da arma de Hotch.
O homem caiu no chão e Morgan foi verificar se ele ainda tinha pulso, enquanto Hotch correu em direção a Agatha e a abraçou, ela sentiu um alivio ao ver que Hotch estava ali:
— Eu sabia que ia chegar a tempo Hotch... Eu sabia. – disse ela que começou a chorar.
— Fica quietinha... – disse ele a pegando no colo – Você vai para o médico agora.
— Cadê o David? – perguntou ela.
— David?
— O garoto... Ele é inocente... Ele se negou a me matar.
— Está aqui! – exclamou Morgan que pegou o garoto no chão desacordado – Sean está morto.
— O David está machucado... – dizia Agatha.
— Ele vai ter cuidados médicos... – disse Hotch com ela no colo. Hotch saiu do quarto o restante da equipe não se conteve e sorriu ao ver que Agatha estava viva, Hotch sentia um alivio por dentro que não sabia explicar o desespero de pensar que Agatha já podia estar morta foi demais para todos, mas para Hotch foi muito mais do que os outros imaginavam.
Havia um carro da ambulância com as portas abertas e uma maca, um dos paramédicos pegou Agatha dos braços de Hotch e a colocou na maca, Hotch não quis se separar dela e nem ela dele, quando a maca era empurrada para dentro do carro Agatha exclamou:
— Hotch! – ele se aproximou dela – Hotch você é um herói... Hotch fica comigo, por favor!
— Posso? – perguntou ele ao paramédico.
— Então seja rápido! – respondeu o paramédico.
— Obrigado. – Hotch entrou na ambulância e sentou-se ao lado da maca, a ambulância deu partida.
— Hotch... – murmurou Agatha.
— Não fala... Poupa suas energias. – disse Hotch a ela.
— Hotch... Obrigada. – Hotch não disse mais nada, apenas pegou em sua mão e lhe deu um sorriso, aquele sorriso que faz Agatha sentir frio na barriga anteriormente.
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