Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
37 Capítulo 37 - O Homem do Terno Cinza
Notas iniciais
‒ Porque eu sou a última a ficar sabendo de tudo?— exclamava Garcia eufórica pelo telefone.
‒ Meu amor fique calma, por favor. – pedia Morgan ao falar no celular – Agora o que importa é que está tudo bem.
‒ Não está tudo bem! Vocês poderiam ter morrido, sabia disso? Eu quase perdi vocês para sempre!
‒ Mama esses bandidos nunca venceriam a equipe, nós somos imbatíveis... Não é você mesma que diz que somos os melhores juntos?
‒ Own...— Garcia muda o tom de voz – Eu sei e por isso amo vocês, mas, por favor, se cuidem e mandem notícias.
‒ Está tudo sob controle, a única a levar um tiro foi a Agatha, mas pelo que soube foi de raspão em breve ela sai do hospital.
‒ E o Hotch?
‒ Preocupado, ficou mais tenso que ela que levou o tiro... Agora eu preciso desligar.
‒ Amo vocês!— Garcia finaliza a ligação.
Morgan se encontrava em um hospital ele esperava Hotchner a sair com Agatha, eles a acompanharam para ser socorrida enquanto os demais ficaram a delegacia para continuar as investigações.
Agatha estava recebendo os últimos cuidados médicos para ser liberada, pois foi como Morgan explicou a Garcia: o tiro foi de raspão e Hotchner era o mais preocupado que ela.
‒ A doutora tem certeza que ela pode ser liberada? – questionava Hotchner a doutora do plantão.
‒ Agente Hotchner está tudo bem agora, o tiro foi de raspão, vou receitar um medicamento para dor porque provavelmente inclusive na hora de dormir ela irá sentir dores. – a doutora escrevia em uma prancheta.
‒ Eu estou bem. – afirmou Agatha pousando devagar sua mão direita no braço esquerdo que estava enrolado em um curativo.
‒ De qualquer maneira não vou permitir que trabalhe em campo. – protestou ele.
‒ Hotch, não faça isso! Você tinha que estar de atestado por causa do tiro que levou no peito se lembra? Só que já voltou a ativa.
‒ Por motivos de força maior que é ficar do seu lado. – ele afaga as mãos no cabelos dela.
‒ Eu também será por motivos de força maior, como você mesmo disse: eu não posso sair do seu lado.
‒ Você venceu sua teimosa. – ele não resistiu ao olhar caridoso dela lhe implorando para não ser afastada e carinhosamente a beijou no rosto.
A doutora terminou de escrever a receita e a entregou a Hotchner e ensinou a Agatha como ela deveria cuidar da ferida. Eles saíram do consultório e junto a Morgan que aguardava pacientemente no corredor voltaram à delegacia.
Hotchner pediu que Morgan dirigisse enquanto ele ficava no banco de trás com Agatha e assim que chegaram os outros respiraram aliviados.
‒ Amiga como você está? – Ashley a recebeu com um abraço.
‒ Seaver, cuidado com o braço dela. – exigiu Hotchner.
‒ Peço desculpas. – Ashley ficou acanhada.
‒ Está tudo bem amiga foi só um tiro de raspão. – Agatha aproxima-se de Hotchner para falar ao pé do ouvido – Não é preciso tanto.
‒ Você está ferida! – exclamou ele não se importando em demonstrar sua preocupação.
‒ Que bom que está tudo bem. – afirmou Rossi chamando a atenção de todos da equipe – Precisamos continuar as investigações.
‒ O que descobriram? – perguntou Hotchner ajudando Agatha a se sentar-se diante da mesa.
‒ Os corpos dos criminosos foram levados para a autopsia. – começou Reid – Em breve vamos descobrir quem são eles.
‒ O juiz morreu todos nós vimos... – continuou Prentiss – E a senhora Sanders com certeza foi executada.
‒ Agora a dúvida é essa: o assassino da senhora Sanders está vivo ou morto? – especulou Blake.
‒ Quantos corpos foram para a autopsia? – perguntou Agatha.
‒ Sete. – respondeu Ashley.
‒ Sete? – Agatha surpreendeu-se.
‒ Será que durante o tiroteio aqui na delegacia um deles foi até a sala de interrogatório executou a senhora Sanders e voltou ou fugiu? – Rossi ficou pensativo.
‒ Vamos ter que repassar cada detalhe do ocorrido em nossas mentes. – sugeriu Reid.
‒ Mas foi tudo tão rápido! – reclamou Todd – Como iremos lembrar os detalhes?
‒ Nossas mentes guardam detalhes no nosso subconsciente, detalhes que de momento não parecem ser importantes. – explicou Morgan – Porém se especularmos vamos lembrar-nos de muitas coisas.
‒ Qualquer detalhe conta. – frisou Hotchner.
‒ Estou compreendendo. – afirmou Todd sentando-se a mesa – Iremos repassar com os policiais também?
‒ Eles também estavam no tiroteio, será necessário. – respondeu Blake.
‒ Vamos fazer entrevistas cognitivas com eles e entre nós? – questionou Agatha.
‒ Eu tenho uma ideia. – expos Reid.
‒ Qual é gênio? – Morgan já ficou curioso.
‒ Agatha deve lembrar quem atirou nela. – começou Reid.
‒ Reid eles estavam encapuzados. – lembrou Agatha – Eu não tenho a mínima ideia.
‒ Sim, mas eu tenho memória fotográfica e lembro-me perfeitamente quando os homens entraram... Antes que eu me agachasse ao chão ao lado de Blake um deles me chamou a atenção.
‒ Chamou atenção pelo o que? – perguntou Hotchner.
‒ Um deles usava um terno cinza.
‒ Não estou compreendendo. – Todd coçou a cabeça.
‒ Os corpos levados para autopsia todos estavam de ternos pretos.
‒ Reid você acaba de confirmar que eram oito criminosos! – exclamou Prentiss.
‒ E aonde entra a parte de que eu devo lembrar quem me atirou no braço? – perguntou Agatha.
‒ Você não deve lembrar-se de momento, mas eu acredito que isso irá ajudar na investigação. – explicou Reid.
‒ Agatha quem atirou em você usava um terno preto ou cinza? – Hotchner sentou-se ao lado dela – Por favor, concentre-se.
‒ Foi tudo tão rápido que eu não lembro que cor era o terno daquele careca. – contestou ela confusa e todos a miraram perplexos – O que foi que eu disse?
‒ Você disse: “... eu não lembro que cor era o terno daquele careca”. – redarguiu Reid.
‒ Ele não estava encapuzado. – Hotchner esclareceu.
‒ É mesmo! – Agatha ficou surpresa – Esse pode ter executado a senhora Sanders?
‒ Com certeza ele entrou com os demais e foi direto para a sala de interrogatório enquanto havia o tiroteio. – disse Rossi.
‒ O estranho é que ele sabia que a senhora Sanders se encontrava na sala de interrogatório. – intrigou-se Blake – Como ele sabia disso?
‒ Talvez deduziu. – sugeriu Prentiss.
‒ Gênio precisamos mais de sua memória fotográfica, você é o melhor para isso. – pediu Morgan.
‒ Reid, quando ele entrou o mesmo usava capuz? – perguntou Ashley.
‒ Um momento. – Reid fechou os olhos – Sim, ele usava.
‒ Ele entrou com os demais que iniciaram o tiroteio foi direto para a sala de interrogatório e executou a senhora Sanders. – expos Hotchner.
‒ Só que ele tirou o capuz na hora. – continuou Rossi – Quando ele voltou atirou em Agatha.
‒ Eu levantei. – recordou-se Agatha – Eu estava escondida atrás de uma mesa e quando podia eu me levantava para atirar foi nesse momento que eu levei o tiro.
‒ O desgraçado não levou nenhum tiro! – reclamou Todd.
‒ A pericia recolheu evidências da recepção e levou para analise. – lembrou Prentiss.
‒ Com certeza amostras de sangue foram recolhidas. – Blake captou o pensamento de Prentiss.
‒ Quem sabe ele não saiu ferido? – especulou Morgan.
‒ Blake e Prentiss tentem apressar o máximo possível os resultados da pericia. – ordenou Hotchner.
Blake e Prentiss acataram a ordem e foram para o laboratório criminal da cidade de Dallas.
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