Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
38 Capítulo 38 - A Intervenção
Notas iniciais
No momento em que Prentiss junto a Blake saíram para verificarem as evidências físicas com a pericia de Dallas, a equipe foi informada pelo legista local que os corpos dos sete homens misteriosos já haviam passado pela autopsia e que a identidade de ambos já havia sido descoberta, Hotchner ordenou que Reid, Morgan e Seaver fossem até o encontro do legista para coletarem as informações.
Hotchner, Rossi, Todd e Agatha permaneceram na delegacia e ficaram teorizando o caso que de simples foi para complicado, na verdade nenhum caso nunca foi simples, mas esse era um daqueles que se transformava em algo maior e eles nem imaginavam que aquele caso lhe trariam muitas novidades.
Quando Reid voltou do seu compromisso junto aos demais que foram com ele, coincidentemente Blake e Prentiss haviam voltado do laboratório da pericia.
‒ Quais são as novas? – Rossi sentou-se a mesa igual os demais.
‒ Podemos começar? – perguntou Blake e todos assentiram – Prentiss eu fomos ao laboratório e conseguimos que apressassem alguns resultados.
‒ As amostras de sangue foram coletadas e bingo! – continuou Prentiss – Além das coletas das amostras de alguns feridos daqui da delegacia foram coletadas oito amostras – Prentiss abriu uma pasta onde continha os resultados – Uma delas é pertencente ao nosso suspeito de matar Megan Kane: Andrew Kane.
‒ O pai de Megan? – Agatha ficou surpresa – Não brinca!
‒ Mas ele não é um dos que estavam na mesa de autopsia. – explicou Seaver.
‒ Não mesmo. – confirmou Blake.
‒ Ele é o homem do terno cinza. – afirmou Hotchner.
‒ Isso significa que Andrew Kane executou a senhora Rachel Sanders? – perguntou Todd.
‒ Só pode ter sido ele. – respondeu Rossi.
‒ E qual seria o motivo? – indagou Agatha – Nós achávamos que ele havia matado sua filha por ela ser uma assassina e estar manchando sua imagem.
‒ Se ele matou Rachel Sanders isso quer dizer que ele não matou sua filha. – começou Morgan – Eu acho que ele vingou a morte dela.
‒ Rachel Sanders nos revelou sobre a lista e foi assim que descobrimos que Megan Kane matava seus clientes. – interpretou Hotchner a Agatha – Provavelmente ele a culpou pela morte.
‒ Porque se caso Rachel Sanders não tivesse revelado nada não teria sido descoberto sobre Megan e ela poderia estar viva. – concluiu Agatha – Entendi agora.
‒ Temos que voltar a lista de clientes de Megan. – disse Rossi – Se não foi o pai algum cliente deve ter matado com medo ser o próximo, com certeza o juiz Brooks revelou que era ela a alguém.
‒ E ele trouxe uma equipe para executar todos nós. – começou Reid – O legista conseguiu as identidades dos sete homens encapuzados... – Reid abriu um arquivo sobre a mesa – Eis a identidade deles.
‒ Adam Brown e Adrian Brown, são irmãos gêmeos. – continuou Seaver – Connor Moore, Damon Turner, Gary Parker, Harper Collins e por último Jacob Clark.
‒ Esses são os homens dos ternos pretos. – finalizou Morgan.
‒ Adam Brown... Adrian Brown... – Rossi murmurou os nomes para si de modo pensativo como se quisesse lembrar-se de algo.
‒ Quer compartilhar conosco? – pediu Prentiss.
‒ Esses nomes me soam familiares.
‒ Suspeitos de algum caso passado? – perguntou Agatha.
‒ Não... Mas eu tenho uma leve impressão que já ouvi esses nomes.
‒ Os irmãos Brown. – afirmou o delegado entrando a sala.
‒ Delegado, o que descobriu? – perguntou Hotchner ao levantar-se da mesa.
‒ Eu recebi uma cópia do legista sobre as identidades.
‒ Nós já iriamos mostrar ao senhor. – desculpou-se Reid.
‒ Tudo bem meu jovem, sem problemas... – tranquilizou o delegado – Eu ouvi um pouco do que disseram e o agente Rossi tem razão: esses nomes são familiares.
‒ Será que pode revelar o que sabe? – Agatha não continha a curiosidade.
‒ Adam Brown e Adrian Brown eram dois matadores de alugueis de alto escalão além de serem um dos maiores traficantes que o governo procura, eles eram procurados dentro e fora do pais. – o delegado aproximou-se deles colocou sobre a mesa um arquivo aberto.
‒ Eu sabia que já tinha ouvido! – triunfou Rossi.
‒ Matadores de alugueis? – Agatha esticou-se para ler o arquivo – Está explicado agora!
‒ Foram contratados pelo senhor Kane com os demais para matar a todos da delegacia. – confirmou Morgan.
‒ Andrew Kane culpa todos nós pela morte da filha. – afirmou Hotchner.
‒ Era só o que faltava! – resmungou Seaver.
‒ Estou recordando... – continuou Rossi – Delegado, não era a CIA que estava investigando o caso deles?
‒ A Agência Central de Inteligência? – Agatha arregalou os olhos.
‒ Eles mesmos. – respondeu o delegado.
‒ Isso não é nada legal. – manifestou Morgan – Isso significa que eles vão intervir no caso.
‒ Mas os homens estão mortos! – protestou Todd – O caso continua sendo nosso.
‒ O caso é nosso, mas mesmo que já estejam mortos a CIA irá precisar interver, eram dois suspeitos deles, é o protocolo. – explicou Hotchner.
‒ Eles precisam ser notificados. – disse Prentiss.
‒ É melhor o FBI notificar. – sugeriu o delegado.
‒ Pois é chefe, o senhor tem uma tarefa. – Agatha apoiou sua mão ao ombro de Hotchner.
‒ Eu vou avisa-los. – Hotchner levantou-se da mesa com o celular a mão e retirou-se da sala e o delegado o seguiu.
‒ Droga! – esbravejou Morgan ficando de pé.
‒ Derek, o que foi? – Prentiss ficou preocupada.
‒ Algum de vocês já tiveram que trabalhar com eles? – Morgan encarou a todos.
‒ Eu só sou uma cadete. – respondeu Seaver e Agatha concordou com ela.
‒ Eu já tive. – respondeu Rossi.
‒ Morgan, está incomodado por causa da CIA? – questionou Blake.
‒ Sim, eu estou... Uma vez Hotch, Gideon e eu precisamos trabalhar junto com eles e acreditem: eles queriam comandar tudo, praticamente deixavam Hotch, Gideon e eu fora da investigação na época.
‒ Tem alguns que são legais, mas a maioria deles é assim mesmo: quando precisam trabalhar com outra equipe querem comandar tudo. – expôs Rossi.
‒ Mas a CIA só tem que se preocupar com os irmãos Brown. – manifestou Agatha – O caso de Megan Kane ainda é nosso.
‒ É melhor você se preparar... – alertou Morgan tocando-lhe o ombro – Eles vão querer comandar tudo.
‒ Em breve um deles pousa em Dallas. – disse Hotchner ao voltar à sala.
‒ Já? – Seaver ficou surpresa.
‒ Não é só o FBI que possui jatos. – respondeu Rossi.
A equipe então iria precisar aguardar o agente da CIA que chegaria em algumas horas, Agatha ficou pensando sobre o que Morgan dissera e pressentiu que problemas viriam. Hotchner também ficou preocupado, porém como sempre fazia: não demonstrava o que sentia a ninguém, mas Agatha ao olha-lo nos olhos sentiu a tensão, ele não conseguia esconder mais nada de sua namorada que agora era noiva, ambos previam que aborrecimentos surgiriam só não imaginavam quais.
Eles aguardaram a chegada do agente por algumas horas, não podiam continuar a investigação até a chegada do mesmo, Morgan já ficou inquieto igual à Agatha que ás vezes tinha o costume de perder sua paciência fácil.
Quando a noite se aproximava e todos ainda se encontravam na delegacia cansados de tomarem café e comerem biscoitos da delegacia, o delegado adentrou a sala:
‒ Ele chegou! – exclamou o delegado.
‒ Até que enfim! – Morgan e Agatha falaram ao mesmo tempo.
‒ Peça para entrar. – pediu Hotchner.
O delegado saiu, mas em alguns minutos voltou na companhia de um homem alto, forte e moreno, ele tinha um jeito latino e aquilo denunciava que ele não era americano por natureza.
Todos da equipe que estavam sentados colocaram-se de pé quando o agente entrou a sala.
‒ Aaron Hotchner – Hotchner estendeu a mão para cumprimenta-lo e o delegado se retirou.
‒ Luke Alvez. – o agente da CIA cumprimentou Hotchner – Vejo que tem uma equipe grande.
‒ Esses são os meus agentes... – Hotchner os apresentou a ele – Rossi, Prentiss, Blake, Morgan, Todd, Doutor Reid e as cadetes Seaver e Silva.
‒ É um prazer conhecer a todos. – o agente Luke Alvez cumprimentou um a um ao começar por Rossi – Eu já li os seus livros, são ótimos.
‒ Eu fico feliz em saber que agentes da CIA leem minhas obras. – disse Rossi gentilmente ao cumprimenta-lo.
‒ É um prazer conhece-lo pessoalmente. – Luke Alvez ao terminar de saudar Rossi cumprimentou Prentiss, Blake, Morgan, Reid, Todd e Seaver, Agatha foi à última a ser cumprimentada.
O agente da CIA ao se aproximar de Agatha para saudá-la a fitou da cabeça aos pés e não escondeu de ninguém a fascinação ao conhecê-la.
‒ Luke Alvez. – apresentou-se ao pegar na mão dela.
‒ Cadete Silva. – apresentou-se Agatha ao cumprimenta-lo.
‒ Agatha Silva. – Luke Alvez leu o nome gravado no crachá de Agatha que estava preso a sua blusa – Bonito nome.
‒ Obrigada. – Agatha tentou educadamente soltar a mão dele que insistia em segura-la.
‒ O FBI anda caprichando em suas admissões... Nunca vi uma agente tão jovem e bonita.
‒ E a CIA admite agentes muitos observadores. – interferiu Hotchner.
‒ Qualquer bom agente que se preze seja da CIA ou do FBI precisa ser observador, não é mesmo? – Luke Alvez finalmente soltou a mão de Agatha para encarar Hotchner.
‒ Podemos começar a investigação? – Morgan intrometeu-se parar diminuir a tensão entre os dois.
‒ Devemos. – Luke Alvez sentou-se a mesa e os demais se acomodaram em seus lugares.
Agatha teve sua cadeira estirada por Hotchner para que ela se sentasse e ele assentou-se ao lado dela, Luke Alvez reparou no curativo do braço dela.
‒ O que foi isso? – indagou ele apontando para o braço ferido.
‒ Foi um tiro, mas está tudo bem. – respondeu ela de maneira educada, mas não o olhando nos olhos, pois o olhar dele a intimidava.
‒ Um tiro causado pela tiroteio que tivemos aqui. – disse Hotchner o encarando – Tiroteio referente à nossa investigação, podemos começar?
‒ Devemos. – replicou o agente da CIA.
“Devemos” repetiu Agatha em pensamento. “Já deu para sentir que tipo de pessoa ele é... Porque eu sinto que teremos problemas?” questionou-se mentalmente.
A questão X era: Será que o agente da CIA Luke Alvez vai causar problemas para a equipe ou apenas para dois membros?
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