Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada

36 Capítulo 36 - Execução na Delegacia


Notas iniciais
Oi pessoal! Tenho um aviso a vocês: Terei que fazer outra viagem a São Paulo e provavelmente a postagem de capítulos ira demorar mais... "Maria você vai viajar de novo?" Terei que fazer essa viagem, é um caso de família ao qual precisam de mim no momento, farei o que for possível para atualizar, mas já deixo avisado que o atraso será um pouco maior... Capítulo 36 para vocês... Boa leitura! =)

A senhorita Rachel Sanders fumava seu cigarro batendo os pés no chão impacientemente, quando Hotchner e Agatha adentraram a sala de interrogatório ela começou a protestar:

‒ Apague esse cigarro. – exigiu Hotchner.

‒ Vocês dois de novo? E ainda por cima mandam me buscar e me trazer a uma delegacia?

‒ Senhora Sanders apague esse cigarro e sente-se. – ordenou Agatha.

‒ Está bem... – Rachel Sanders a contragosto apagou seu cigarro e sentou-se a uma mesa que tinha na sala.

‒ Queremos lhe mostrar algo. – Hotchner tinha consigo uma pasta e a jogou aberta na mesa para que a senhora Sanders olhasse.

‒ O que é isso? – Rachel Sanders ficou horrorizada ao ver uma foto de Megan Kane ensanguentada e morta.

‒ Nós esperamos que a senhorita nos explique. – respondeu Agatha.

‒ Eu não sei de nada... Vocês acham que eu fiz isso?

‒ Ela estava acabando com seu negócio ao matar os clientes não é mesmo? – começou Hotchner.

‒ Agente Hotchner se eu quisesse mata-la não tinha dado aquela lista a vocês, não teria a entregue de bandeja... Eu arrisquei minha vida passando informações de Megan Kane, o pai dela pode mandar me matar! – Sanders começou a tremer de nervosismo.

‒ Explique isso melhor. – pediu Agatha.

‒ Eu vou precisar de proteção de agora em diante, estou me arriscando demais! – Sanders bateu as mãos na mesa.

‒ Primeiro explique e depois faremos um acordo. – disse Hotchner.

‒ Eu aposto que Andrew Kane já colocou meu pescoço na forca... – Sanders tirou um lenço de sua bolsa e enxugou a testa de suor – Com certeza ele sabe que eu entreguei a filha a vocês.

‒ Ele seria capaz de matar a própria filha? – perguntou Agatha.

‒ Andrew Kane é capaz de muitas coisas se mancharem a imagem dele.

‒ Então Megan matar esses homens poderia ser algo que acabasse com sua “boa reputação”?

‒ São homens importantes... Alguns deles até conhecidos dele, eu acredito que sim.

‒ Senhora Sanders a partir de agora você não sai desta delegacia. – Hotchner pegou a pasta da mesa e a fechou.

‒ O que? – Sanders se coloca de pé – Eu não posso ficar presa em uma delegacia!

‒ A senhorita pediu proteção. – respondeu Agatha – Qual é o problema?

‒ Sim eu pedi, mas ficar em uma delegacia é demais!

‒ A senhorita tem duas opções: ou fica aqui protegida ou pode ir embora, mas sem proteção nenhuma. – expos Hotchner.

‒ Está bem... – a senhorita Sanders senta-se novamente – Poderiam pelo menos trazer um café?

‒ Iremos providenciar... – Hotchner e Agatha se retiraram da sala de interrogatório.

Hotchner assim que tinha saído da cena do crime onde Megan Kane foi morta exigiu que a equipe agora se reunisse em uma delegacia da cidade de Dallas, o juiz Brooks obvio que não havia aprovado, mas Hotchner não confiava em ninguém mais além da sua equipe e era mais provável que se eles continuassem a se reunir na casa do juiz ficariam parados na investigação.

Assim que saíram da sala de interrogatório Hotchner e Agatha foram para outra sala onde o restante da equipe já se encontrava reunida.

‒ E então? – perguntou Rossi assim que Hotchner e Agatha adentraram a sala.

‒ Não foi ela. – respondeu Hotchner jogando a pasta em cima de uma mesa.

‒ Certeza? – perguntou Prentiss.

‒ Ela ficou bem abalada só de olhar a foto. – explicou Agatha – E o medo dela do senhor Andrew Kane é demais.

‒ Ela não se arriscaria tanto assim. – finalizou Hotchner.

‒ Então voltamos à estaca zero? – indagou Todd.

‒ O pai da Megan é um ótimo suspeito. – comentou Ashley.

‒ Concordo. – disse Agatha.

‒ E o juiz? – perguntou Blake.

‒ Seria muito estupido da parte dele chamar o FBI para investigar e depois ele matar Megan Kane. – afirmou Morgan.

‒ Talvez não... – começou Reid – E se ele nos chamou para que acreditássemos que ele é inocente a tudo? Talvez ele quisesse que descobríssemos primeiro quem era a Boneca de Luxo que matava seus clientes para mata-la.

‒ O juiz com certeza tem amigos mais próximos no FBI e tem dinheiro para contratar um detetive particular. – continuou Morgan – Desculpa gênio, mas eu não concordo.

‒ O senhor Andrew Kane é um bom suspeito. – disse Ashley – Devíamos interroga-lo.

‒ O problema é que ele sumiu. – disse Morgan – Garcia e Donovan estão de olho nas movimentações de cartões de crédito e das contas bancárias, porque quando fomos tentar um contato ele simplesmente sumiu.

‒ Que caso complicado. – disse Blake.

‒ Estão ouvindo esse alvoroço? – perguntou Todd e todos ficaram em silêncio para ouvir.

‒ Vem da recepção da delegacia. – confirmou Agatha.

‒ Estou ouvindo a voz do juiz. – disse Hotchner que ao lado de Rossi saiu da sala e os demais os seguiram.

O juiz Brooks se encontrava na delegacia a discutir com o delegado local:

‒ Eu exijo falar com o agente Hotchner! – berrava o juiz.

‒ Estou aqui! – anunciou Hotchner.

‒ O senhor ficou mesmo maluco de trazer essa investigação para uma delegacia? Eu exigi que se reunissem na minha residência! – escandalizava o juiz.

‒ Senhor Brooks estamos fazendo nosso serviço e não favor a ninguém. – afirmou Hotchner.

‒ Agora a mídia sabe... Todo mundo sabe... Até minha esposa! – continuava o juiz a gritar – Era para vocês serem discretos, mas eu já comuniquei Mateo Cruz sobre a imprudência de vocês!

‒ Senhor Brooks eu peço que mantenha a calma. – pediu Rossi.

‒ E a minha reputação como fica? – continuava o juiz os ignorando.

‒ Senhor Brooks viemos aqui fazer nosso trabalho que é investigar e prender o criminoso, nossa suspeita melhor dizendo nossa criminosa está morta e precisamos descobrir quem foi isso é muito mais importante que sua reputação! – afirmou Hotchner.

O senhor Brooks ficou sem palavras, respirava ofegante e encarava Hotchner e os demais da equipe demonstrando raiva ele ainda se preocupava com sua imagem do que com todo o caso em si.

Quando um policial se ofereceu a levar o juiz a uma sala mais reservada para que ele se acalmasse aconteceu algo inusitado aconteceu que obrigou a todos sacarem suas armas.

Um grupo de homens vestidos com ternos pretos e mascarados invadiram a delegacia atirando para todos os lados, um dos tiros atingiu o juiz.

Foi uma guerra, disparos de tiros para todo o lado, um policial chamou reforços pelo rádio, os homens misteriosos atiravam sem pensar, quem estivesse em sua frente eles atiravam.

‒ Meu Deus, o que é isso? – berrou Ashley jogada ao chão atrás de uma mesa com sua arma sacada tentando se proteger dos tiros.

Todos tiveram que se proteger, mas também tinham que agir, Morgan e Prentiss conseguiram atingir dois dos homens com suas balas. Hotchner atirava para tudo quanto é lado na intenção de acertar qualquer um deles, conseguiu atingir um que caiu ao chão ensanguentado.

Agatha havia imitado Ashley escondeu-se atrás de uma mesa para se proteger, mas quando podia se levantava e em questão de segundos tentava atirar em um dos homens, mas nesse abaixa e levanta Agatha foi atingida no braço.

‒ Agatha! — berrou Hotchner e um dos homens misteriosos tentou atirar nele em seu momento de preocupação com Agatha, mas Rossi foi mais rápido e o atingiu primeiro.

Hotchner teve que continuar atirando em vez de acudir Agatha, antes que aquilo virasse um massacre, felizmente alguns policiais e membros da equipe conseguiram atingir a todos eles e o tiroteio na delegacia finalmente cessou.

‒ Agatha! – berrou Hotchner se aproximando dela caída ao chão.

‒ Eu estou bem... – respondeu ela entre os gemidos de dor.

‒ Meu amor... – Hotchner rapidamente se desfez do seu paletó e rasgou um pedaço da manga de sua camiseta social e enfaixou o braço de Agatha.

‒ Eu vou chamar ajuda! – exclamou o delegado que saiu correndo.

‒ O que houve aqui? – perguntou Reid se levantando do chão ao lado de Blake.

‒ Vieram para matar. – disse Morgan desconcertado.

‒ Matar quem? – perguntou Prentiss.

‒ Estão todos mortos? – perguntou Todd com sua arma na mão.

‒ Sim. – confirmou dois policiais que checaram os corpos dos homens misteriosos caídos ao chão.

‒ O senhor Brooks também. – disse Rossi que foi confirmar se o juiz tinha pulso.

‒ Será que eles vieram para matar o juiz? – perguntou Ashley.

‒ A senhorita Sanders... – respondeu Agatha entre os gemidos de dor tentando se levantar.

‒ Meu amor, por favor, fica quieta. – pediu Hotchner impedindo que ela se levantasse – O socorro chegará em breve.

‒ Hotch a senhorita Sanders... Eu acho que ela era o alvo. – insistiu Agatha – Ai meu braço!

‒ Onde ela está? – perguntou Blake.

‒ Na sala de interrogatório. – respondeu Hotchner.

Morgan e Prentiss foram até a sala de interrogatório e ao chegar se chocaram com a cena que viram: a porta da sala aberta e a senhorita Sanders morta com um tiro na testa jogada a mesa.

Notas finais
Gente, mas que horror! Hotchner decidiu levar a investigação para uma delegacia em vez de continuar na casa do senhor Brooks, mas parece que não foi boa ideia... Quem será os homens misteriosos? E Agatha foi atingida no braço, coitada... E a senhorita Sanders foi executada, mas como? Enquanto rolava o tiroteio quem foi até lá e a matou? Mistérios a mais para a equipe.