Notas iniciais
Oi gente! Capítulo 34 pronto e desculpe a demora... Boa leitura! =)

Rachel Sanders além de fornecer todos os endereços possíveis que tinha da suspeita forneceu uma cópia da lista de clientes que a mesma usava para os encontros.

Hotchner e Agatha estavam ansiosos em chegar à residência do juiz e compartilhar as informações aos demais, mas além de suas novidades foram surpreendidos por mais notícias:

‒ Parece que temos mais uma vítima. – disse Rossi assim que o casal voltou a se juntar a equipe.

‒ Quem? – indagou Agatha curiosa.

‒ Mac Willians, 35 anos, solteiro e sem filhos. – respondeu Reid vestindo seu casaco – Blake e eu vamos visitar a cena do crime agora.

‒ Quem notificou? – perguntou Hotchner.

‒ É ai que fica estranho... – respondeu Ashley pegando seu celular do bolso – Ligaram para o juiz passando a informação, uma ligação anônima temos a cópia da gravação da chamada.

‒ Toque. – pediu Hotchner.

Ashley deu play em seu celular para que Agatha e Hotchner pudessem ouvir a gravação da chamada.

Mac Willians está morto, igual aos demais em um quarto de hotel, o mais próximo da sua residência. Era uma voz feminina na gravação.

‒ Depois disso não ouve mais nada, ela desligou. – explicou Ashley.

‒ Eu tenho quase certeza que é a nossa suspeita. – comentou Morgan.

‒ Descobriram algo com a tal da Rachel Sanders? – perguntou Prentiss.

‒ Sim... – respondeu Agatha abrindo a pasta que trouxe consigo a qual a senhora Sanders havia entregado – Temos uma suspeita... Megan Kane e... – Agatha ao abrir a pasta ficou paralisada com os olhos arregalados.

‒ O que foi? – Hotchner estranhou a reação dela e tocou seu ombro de leve ao questiona-la.

‒ A senhora Sanders anexou uma foto da suspeita junto.

‒ Que ótimo! – exclamou Todd.

‒ Agatha o que foi? – insistiu Hotchner.

‒ Hotch... Lembra-se dela? – Agatha levantou a foto para que Hotchner visualizasse melhor.

‒ Eu deveria?

‒ É a moça simpática do elevador!

‒ Quem? – perguntou Blake.

‒ Hotch e eu fomos analisar a cena do crime de Mark Gordan assim que chegamos, lembram-se?

‒ Sim eu sei quem é. – disse Hotchner – Agatha e eu usamos o elevador de serviço e havia uma moça com o uniforme de faxineira do hotel.

‒ Eu a achei muito bonita e ela foi muito simpática conosco, ela se ofereceu em apertar o nosso andar. – explicou Agatha.

‒ Não acredito! – exclamou Ashley.

‒ A senhora Sanders comentou que Megan Kane é uma das moças mais bonitas que ela tem... Tem uma beleza que não precisa de maquiagem, é a mesma com certeza.

‒ Porque o sobrenome dela é familiar para mim? – perguntou Rossi.

‒ Ela é filha do famoso empresário Andrew Kane. – respondeu Hotchner.

‒ E o que uma moça rica filha de um grande empresário quer trabalhando como garota de programa? – perguntou Todd.

‒ Vingança. – respondeu Hotchner que pegou a pasta das mãos de Agatha – Todos os nomes das vítimas estão em sua lista de clientes até mesmo a última de agora... Mac Willians.

‒ Megan Kane não se tornou uma Boneca de Luxo à toa. — disse Reid.

‒ Reid e eu precisamos ir... – disse Blake – Vamos à cena do crime.

‒ Eu vou ligar para Garcia saber mais da ligação feita ao senhor juiz. – disse Morgan pegando seu celular.

‒ E precisamos ir a todos esses endereços fornecidos pela senhora Sanders. – Hotchner estendeu a lista de endereços para que todos vissem.

‒ Esperem... – Reid pegou uma pasta que estava sobre a mesa – Olhem... Pouco antes de vocês dois chegarem, Donovan nos ligou passando informações dos gastos das vítimas... Alguns gastos são com esses apartamentos citados nessa lista.

‒ Sanders nos explicou que os clientes agradam as garotas com apartamentos, carros e outras coisas. – esclareceu Agatha.

‒ Eu vou falar com o juiz e vamos reunir mais policiais para irmos a todos esses endereços. – disse Hotchner – Não me importa se esse caso é um escândalo o que importa é que devemos deter Megan Kane. – todos então assentiram.

***

Reid e Blake foram à última cena de crime investigar, Garcia e Donovan pesquisavam sobre a chamada feita para o juiz, Hotchner teve uma pequena discussão com o mesmo que não queria envolver mais policiais no caso e se negava em acreditar que era Megan Kane que matava seus clientes, pois Andrew Kane era um amigo seu de longa data, porém Hotchner ignorou as desculpas esfarrapadas do juiz e seus pedidos, ajuntou uma grande equipe de policiais de todo o Texas, pois a suspeita tinha vários endereços pelo estado.

Enquanto demais policiais vasculhavam os apartamentos fora de Dallas, a equipe manteve-se na cidade, onde a suspeita tinha apenas um endereço aonde eles se encontravam.

Exceto Blake e Reid que estavam analisando a cena do crime da última vítima os demais se reuniram e com um mandato feito a contragosto pelo juiz foram ao apartamento de Megan Kane.

‒ Megan Kane, FBI! – anunciou Hotchner a porta.

‒ Pronto? – perguntou Morgan a ele.

‒ Pronto. – confirmou Hotchner e Morgan que estava vestido com seu colete à prova de balas e com a arma sacada igual os demais chutou a porta.

Todos se espalharam pelo luxuoso apartamento da suspeita, mas não havia sinal dela em canto nenhum.

‒ Ela com certeza sabe que estamos atrás dela. – disse Prentiss.

‒ Ela ligou para o juiz não foi à toa... – expos Rossi – Ela sabe que o FBI está no caso, ela quer chamar atenção.

‒ Ela quer ser pega? – indagou Ashley.

‒ Talvez. – respondeu Morgan.

‒ Vamos ter que colocar alerta em todos os aeroportos e rodoviárias, ela pode fugir. – disse Hotchner.

‒ Mas se a intenção dela é matar todos da lista, ela não acabou. – disse Agatha.

‒ Ligação do Reid... – disse Morgan pegando seu celular – O que descobriu Reid?

Blake e eu estamos na cena do crime... Realmente a vítima é Mac Willians, foi envenenado igual os demais.

‒ Então nada de novo?

Temos algo novo na cena do crime... Uma assinatura.

‒ Ela deixou uma assinatura? – quanto Morgan questionou todos o fitaram curiosos.

Sim... Ela escreveu de batom na testa da vítima as iniciais MK.

‒ Ok Reid, obrigado. – Morgan finalizou a ligação – Reid disse que Megan Kane escreveu de batom na testa da vítima as iniciais de seu nome.

‒ Temos que descobrir qual o proposito dela com tudo isso. – disse Todd.

‒ Todd reúna a imprensa, anuncie sobre a suspeita, mostre uma foto e diga que ela é procurada no estado todo talvez até fora, não quero saber mais o que o juiz pensa. – exigiu Hotchner, Todd acatou a ordem e se retirou do apartamento.

‒ O que será que esses homens fizeram a ela? – perguntava-se Agatha pensativa.

‒ Mas foi ela que escolheu ser uma garota de programa, ela que foi atrás dos riscos. – disse Morgan.

‒ Não é exatamente assim! – berrou Agatha.

‒ Agatha, o que está havendo? – repreendeu Hotchner – Isso não é maneira de responder um colega de trabalho!

‒ Desculpa Hotch é que...

‒ Fale o que quer falar. – pediu Rossi.

‒ Quando a gente entra para esse tipo de vida, por mais que acreditamos que sabemos os riscos, nós não sabemos.

‒ Explique. – pediu Hotchner.

‒ Uma garota de programa independente se é de luxo ou não acha que sabe dos riscos que vai ter, mas nunca imagina... Tudo o que a garota imagina é que ela vai ser paga para fazer sexo com alguém, mas vai além de tudo isso... Cada cliente tem seu fetiche, sua estranha fantasia, a garota passa por cada uma.

‒ Como assim? – perguntou Ashley.

‒ Tem uns que gostam de bater... De deixar hematomas, tem uns que querem amarrar a garota e judiar dela com queimaduras, arranhões, asfixia.

‒ Você acha que Megan esteja se vigando de clientes que pediram algo bizarro nos encontros? – perguntou Hotchner.

‒ Talvez.

‒ Mas ainda não faz muito sentido... Megan não precisa trabalhar como uma Boneca de Luxo.— disse Morgan.

‒ O motivo é vingança, mas não pelo o que os clientes pedem nos encontros, Megan Kane quis ser uma Boneca de Luxo por razões pessoais. – afirmou Hotchner.

Enquanto especulavam suas teorias o telefone do apartamento começa a tocar:

‒ Vou pedir para Garcia fazer sua mágica... – disse Morgan se afastando com o celular na mão.

‒ Devemos atender? – perguntou Rossi.

‒ Deixe cair na secretária eletrônica se for algum cliente de Megan, Agatha se passa por ela. – ordenou Hotchner e Agatha surpreendeu-se com a ordem.

Enquanto Morgan estava no celular com Garcia em um canto da sala do apartamento os demais ficaram próximos ao telefone, a chamada estava no viva voz:

Aaron Hotchner? Aqui é Megan Kane, atenda esse telefone!— era a suspeita na chamada.

‒ O que ela quer com você? – cochichou Agatha espantada.

‒ Aaron Hotchner falando. – ele atendeu a chamada.

Tem algum problema se eu o chama-lo de Aaron?

‒ Não.

Ótimo... Aaron eu só queria dizer que estou orgulhosa de você, está fazendo um bom trabalho, você não pensa como esses idiotas que só pensam em sua maldita reputação.

‒ Megan como você sabe meu nome? O juiz mencionou algo?

Aquele juiz é um idiota! Eu sei seu nome porque não sou surda... Pegamos o mesmo elevador, não se lembra?

‒ Eu te chamei pelo nome no elevador. – lembrou-se Agatha.

Aquela moça bonita e simpática se encontra com você?

‒ Eu estou aqui Megan e me chamo Agatha.

Prazer Agatha... Você não é muito nova para ser uma agente do FBI?

‒ Tive o privilegio de entrar para o FBI cedo, formei-me na faculdade nova.

Legal.

‒ Megan porque está fazendo tudo isso? Porque escolheu ser uma Boneca de Luxo? Esses homens já te machucaram nos encontros?

Você parece ter empatia... Pelo seu tom de voz empatia demais para meu gosto... Você não me engana... Você já foi uma não foi?

‒ Fui. – os olhos de Agatha ficaram marejados – Mas eu sai desta vida.

Então você já foi uma destruidora de lares?— berrou Megan Kane – Dormia com homens casados em troca de uma vida luxuosa? Você não tem vergonha?

‒ Eu me arrependo de tudo isso! – todos encararam Agatha – Eu fui uma estupida, aceitei ser uma Boneca de Luxo em troca de uma oportunidade.

Aposto que foi para entrar no FBI, estou certa?

‒ Em troca disso e de uma dupla nacionalidade. – Agatha enxugou as lágrimas – Mas eu não tinha muitos clientes assim como você.

‒ Por quê?

‒ Porque eu era a favorita.

O chefão se apaixonou por você?

‒ Sim... – Agatha sentiu-se enojada ao lembrar-se de John Curtis – Eu detesto lembrar-se disso... Eu era uma menina quando aceitei isso, eu sei não justifica muita coisa eu fui idiota.

Não Agatha, você não foi... Quantos anos tinha quando se tornou uma?

‒ Quinze anos.

Quinze anos?— escandalizou Megan Kane indignada – O idiota era um pedófilo safado! Mas não te incomodava saber que os homens com quem você fez programa mesmo não sendo muitos eram casados? Que eles deixavam suas esposas para dormir com você?

‒ O seu pai fazia isso Megan?

Até hoje o infeliz faz! Ele abandonou minha mãe porque se apaixonou por uma prostituta!

‒ E por isso você mata esses homens? Como uma lição?

Você realmente se arrepende de ter sido uma dessas?

‒ Se arrependimento matasse, não estaria aqui. – Hotchner sentiu-se mal, doeu-lhe o coração ele percebeu o quanto Agatha era arrependida do seu passado.

Que bom... Eu fico feliz por você... O agente Aaron Hotchner é seu marido?

‒ Somos noivos, por quê?

Eu percebi no elevador... Bom eu não quero me gabar, mas eu sempre fui uma mulher de chamar atenção.

‒ E realmente é.

A maioria dos homens que conheci que eu me envolvi são tudo descarados, só pensam em sexo, não te respeitam... Você não pode andar pela rua que eles estupram com os olhares.

‒ Infelizmente eu sei disso.

O agente Aaron Hotchner é diferente... Ele entrou no elevador e pude perceber que tipo de homem ele é.

‒ Porque ele não te “estuprou com os olhos”?

Sim... E pude perceber que vocês tinham alguma relação, você é uma mulher de sorte, que bom que se arrependeu do teu passado e eu espero que você Aaron dê valor a ela.

‒ Pode ter certeza que sim. – respondeu Hotchner.

‒ Megan porque você não se arrepende do que está fazendo?

Eu não posso... Esses homens foram clientes da vadia que meu pai se apaixonou um dia... Eles destruíram minha família, eles e meu pai merecem isso!

‒ Não Megan, isso não vai adiantar! – exclamou Agatha implorando – Por favor, se entregue... Eu procurarei ajuda para você, eu lhe darei apoio!

Tarde demais.— Megan começa a chorar.

‒ Megan, por favor, me escute: se vingar não adianta de nada!

Porque não?— berrou Megan.

‒ Porque seu pai não vai voltar a ser fiel com sua mãe e esses homens vão continuar a ser infiéis com suas esposas.

‒ Então eles merecem morrer!

‒ Megan, por favor, vamos nos encontrar e conversar está bem?

Você quer fazer o seu trabalho ou me ajudar?

‒ É a primeira vez que eu sinto empatia por um suspeito em algum crime.

Está bem... Confiarei em você... Peço que me encontre no hotel...— tiros foram disparados e a ligação caiu.

‒ Megan! – berrou Agatha ao telefone desesperada – Megan!

‒ Foram tiros! – disse Prentiss.

‒ Ela se matou? – perguntou Ashley.

‒ Não... – respondeu Rossi – Ela foi assassinada.

‒ Megan! – berrava Agatha na em vão esperança de ouvir a voz de Megan novamente.

‒ Agatha! – Hotchner agarrou Agatha que ficou descontrolada – Agatha acalme-se!

‒ Garcia rastreou a chamada. – disse Morgan ao desligar o celular.

‒ Hotch não... – chorava Agatha que foi contida nos braços de Hotchner – Ela morreu... Megan Kane morreu!

‒ Eu sei. – Hotchner envolveu Agatha em seus braços – Fica calma.

‒ Não pode ser. – Agatha encostou a cabeça no peitoral de Hotchner.

Notas finais
Uau! Quando descobrem quem é a suspeita morre... Será que Agatha teve mesmo empatia ou estava blefando para prender Megan? E quem será que matou a suspeita?