Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
35 Capítulo 35 - De Suspeita Para Vítima
Notas iniciais

Esse meu ódio é o veneno que eu tomo
Querendo que o outro morra.
(Ódio — Luxuria)
Raramente o agente Hotchner não dirigia quando estavam trabalhando em algum caso e aquele dia foi uma das raridades, ele pediu que Rossi dirigisse enquanto ele ficava no banco de trás com Agatha que ainda estava abalada pela morte de Megan.
Durante a conversa de Megan com Agatha, Morgan ficou no celular com Garcia enquanto ela fazia sua “mágica” que era rastrear a chamada, Penélope Garcia quase nunca deu ponto sem nó e foi obvio que ela conseguiu descobrir de onde Megan ligou, infelizmente só não descobriu antes de alguém assassina-la.
Eles se dividiram em dois carros, no primeiro ficou: Rossi no volante, Prentiss no banco do passageiro, Hotchner e Agatha no banco de trás, no segundo carro Morgan ficou a dirigir e Ashley no banco do passageiro, Blake e Reid ainda estavam na cena do crime da última vítima e Jordan Todd tinha ido contatar a mídia como Hotchner havia ordenado, apesar de ser tarde demais.
Enquanto Rossi dirigia Hotchner que estava sentado ao lado de Agatha a abraçou e ficou tentando acalma-la eles estavam indo para o endereço que Garcia passou de onde foi feita a chamada. O endereço era mais um hotel luxuoso da cidade de Dallas, assim que estacionaram de frente e saíram dos carros, Hotchner pediu um momento em particular com sua noiva:
‒ Antes de entrarmos eu preciso conversar com Agatha a sós. – os demais não questionaram e decidiram entrar no hotel na frente deles.
‒ Porque eu sinto que vem uma bronca? – indagou Agatha enxugando as lágrimas.
‒ Eu quero saber se está preparada para ver o corpo de Megan lá dentro.
‒ Vou parar de drama... – Agatha voltou à postura séria – Eu sei, eu não devo ficar me envolvendo pessoalmente nos casos desta maneira.
‒ Eu não quero ter que ficar repetindo isso, eu entendo o porquê de ficar abalada, mas se todo caso que pegarmos você ficar envolvida desta maneira não irá conseguir trabalhar... Você está no estágio final de cadete se o Mateo Cruz sabe que você se abala fácil isso vai pesar para você pegar seu distintivo, entendeu?
‒ Está bem... Vamos entrar e ver se descobrimos algo. – Agatha não estava cem por cento, mas não ia estender aquele assunto com Hotchner querendo ou não ele estava certo.
Eles entraram no hotel e foram para o quarto onde se encontrava o corpo de Megan Kane, a mesma se encontrava em um vestido branco tomara que caia acima do joelho calçando sandálias pretas com detalhes prata de salto agulha, seu corpo estava jogado ao chão e ensanguentado no carpete do quarto.
‒ Ela está com o celular nas mãos. – apontou Prentiss – Ela falava com Agatha daí alguém entrou e atirou.
‒ Isso é estranho... – disse Rossi – Não há sinal de arrombamento na porta, Megan deixou o suspeito entrar.
‒ Mas ele não teria que ter batido? – perguntou Agatha que manteve o controle ao olhar de perto Megan Kane morta ao chão.
‒ Provavelmente sim. – respondeu Hotchner.
‒ Eu não me lembro de ter ouvido de alguém bater a porta enquanto falava com ela... Lembram? Eu falava com ela quando de repente veio os tiros.
‒ Amiga você está certa. – disse Ashley olhando em volta do quarto – A chamada estava no viva voz eu também não ouvi.
‒ Então a porta devia estar encostada. – disse Morgan encostando a porta.
‒ Ou o suspeito já tinha o cartão de acesso para entrar. – disse Prentiss – Para abri-la precisa de um cartão magnético.
‒ Alguém além de Megan tinha um cartão. – disse Hotchner.
‒ Um cliente, talvez. – disse Agatha.
‒ Seria impossível. – discordou Rossi – Porque Megan viria fazer um programa e ligaria para a casa dela sabendo que estávamos lá?
‒ Ela pediu para falar com o Hotch. – lembrou Morgan.
‒ Ela estava a par da investigação mais que todos. – disse Ashley.
‒ Como? – indagou Prentiss – Será que o juiz falou algo?
‒ A lista de suspeitos vai ser longa. – disse Morgan.
‒ Podemos descartar os clientes, exceto o juiz. – disse Hotchner – Rossi tem razão... Megan não ia marcar um programa e ligar para a gente, seria sem lógica.
‒ Hotch será que a louca da Rachel Sanders não estaria envolvida? – questionou Agatha – Lembra que ela disse que só ia ajudar porque ter uma garota matando os clientes não era nada legal?
‒ Se fosse ela o melhor que ela teria feito era fingir que não sabia de nada e ter matado Megan antes da gente sabermos que era Megan mesmo que matava... E a senhora Sanders demonstrou temer o pai dela o senhor Andrew Kane.
‒ O pai é um bom suspeito. – comentou Ashley e todos a encararam – E não? Pensem comigo: Eu sou Andrew Kane um empresário milionário eu tenho uma filha que é garota de programa que sai com os clientes da garota que me envolvi no passado e ela é suspeita de mata-los, preciso dar um jeito.
‒ Concordo com o pensamento da cadete Seaver. – disse Rossi.
‒ Foi execução mesmo, olhem o tiro certeiro no coração. – Morgan apontou para o corpo de Megan.
‒ Eu vou entrevistar os funcionários do hotel, quem me acompanha? – perguntou Rossi e Prentiss junto a Ashley se ofereceram.
‒ O pai dela pode ter mandado matar ou ele mesmo matouqu a própria filha? – indagou Agatha a Hotchner.
‒ Não podemos descartar essa hipótese... – respondeu ele – Morgan peça que a pericia entre e faça seu trabalho, peça que eles passem um pente fino por essa cena de crime.
‒ Pode deixar. – Morgan se retirou do quarto.
‒ O que faremos? – perguntou Agatha.
‒ Rachel Sanders não é uma suspeita que apostaria muito, mas é nosso trabalho investigar... Quer “comprar uma casa”? – Hotchner fitou Agatha nos olhos.
‒ Eu faço questão de falar com essa “vendedora”. – respondeu Agatha.
Hotchner e Agatha saíram do hotel e foram direto atrás da senhora Rachel Sanders, agora que a suspeita deles estavam morta eles precisavam descobrir quem a matou, de suspeita Megan Kane passou a ser uma vítima.
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