Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada
7 Capítulo 07 - Um Pedido de Ajuda
Notas iniciais

‒ Peça e receberá!— respondeu Garcia ao atender a chamada.
‒ Garcia, sou eu o Hotch. – disse Hotchner ao ser atendido.
‒ Em que posso ajuda-lo senhor?
‒ Eu preciso que faça uma busca por fichas veterinárias aqui da região.
‒ O que estamos procurando?— Garcia já iniciou a busca em seu computador.
‒ Procure por fichas que mencionem alguma cachorra que tenha o nome “Candy”.
‒ Senhor, o pervertido que sequestrou Belinda Copland por acaso não está abusando de animais não é?— perguntou Garcia em um tom de voz preocupante.
‒ Ele usa a desculpa do “cachorro perdido” para atrair suas vítimas.
‒ Não basta sequestrar crianças, tem que usar os bichinhos inocentes em suas tolices!
‒ Garcia eu também preciso que envie as fotos dos que tem ficha criminal aqui da cidade, você e a Donovan já fizeram as buscas?
‒ Sim senhor, eu pedirei para a Donovan enviar as fotos com a ficha completa de cada um.
‒ Está bem, obrigado.
‒ Garcia encerra a chamada!— Garcia encerrou a ligação.
Hotchner e Agatha levaram a menina Connie que foi acompanhada pela mãe para a delegacia, assim que chegaram Morgan os avisou que as fotos já haviam sido enviadas por Donovan, mas infelizmente a menina não reconheceu ninguém pelas fotos e todos mais uma vez se reuniram para discutir o caso junto a detetive local:
‒ Precisamos analisar tudo o que a garota Connie disse a vocês. – começou Prentiss.
‒ Ela disse que foi abordada por um homem que pediu ajuda para procurar sua cachorra que se chama Candy. – respondeu Agatha.
‒ Ela disse que parecia que ele estava com medo de algo... – continuou Hotchner – Ele olhava para os lados preocupado.
‒ E isso tudo faz quinze dias? – perguntou Blake.
‒ Sim. – confirmou Agatha – Eu suspeito que ele seja da região.
‒ Por qual razão? – perguntou Rossi.
‒ Billie foi raptada há quinze dias, Connie foi abordada pelo homem nesse mesmo tempo... – respondeu Agatha — Ele primeiro abordou Connie, mas não teve sucesso então tentou mais uma vez e conseguiu levar Billie, ele parece se sentir confortável na região não acham?
‒ Eu concordo. – disse Reid – E acredito que esse tenha sido seu primeiro rapto de crianças.
‒ Ele abordou duas crianças no mesmo dia e na mesma região... – disse Morgan pensativo – Faz sentido a lógica de vocês.
‒ Eu pedi para Garcia verificar fichas veterinárias, talvez ela possa encontrar algo sobre alguma cachorra que se chama Candy. – disse Hotchner.
‒ Ele usaria o nome verdadeiro de seu animal para raptar crianças? – perguntou a detetive.
‒ Se esse foi seu primeiro sequestro... – respondeu Prentiss – Acreditamos que sim.
‒ É certeza que ele more na região? – perguntou JJ.
‒ Uma vez eu assisti a uma palestra... – Agatha mirou Hotchner, pois a palestra que ela mencionava havia sido feita por ele – Que predadores sejam de crianças ou de mulheres, enfim... No início eles começam a “caçar sua presas” perto do seu “habitat”.
‒ Alguém presta atenção em todas as aulas. – elogiou Blake – Parabéns Agatha!
‒ Obrigada! – Agatha se sentiu lisonjeada e Beth “virou o nariz” após Agatha ser elogiada por Blake.
‒ O que faremos? – perguntou a detetive – Eu estou cansada de descobrir pequenas pistas.
‒ Eu tenho uma sugestão... – disse JJ – Temos uma testemunha que disse que viu Belinda ser levada por alguém que dirigia um jipe verde escuro, certo?
‒ Sim. – confirmou Hotchner.
‒ E se fizermos os pais irem até a TV para fazer um apelo? – sugeriu JJ.
‒ E como isso ajudaria? – perguntou a detetive interessada.
‒ Podemos dizer que o jipe verde escuro foi visto, mas que na verdade o dono do veículo pode ser uma "testemunha" muito importante... – explicava JJ a todos – Jamais ousaremos mencionar que ele é um suspeito, os pais de Belinda vão até a mídia e fazem um apelo pedindo ajuda para essa “testemunha”.
‒ Para poder se livrar de qualquer suspeita o mesmo possa acabar vindo até nós e informando qualquer coisa para tirar o corpo fora! – respondeu Morgan entendendo a intenção de JJ.
‒ Sobre o suspeito ter um animal que se chama “Candy” isso deve ficar entre nós, não deve ser revelado. – disse Hotchner.
‒ É interessante então que os pais não saibam dessa pista. – disse Reid – Eles podem sem querer falar isso para os jornais.
‒ E se o suspeito desconfiar de tudo, ele pode se livrar de Billie. – disse Agatha pensativa.
‒ A garota deve estar morta a essas alturas! – exclamou Beth fazendo todos a encararem – O que foi? Eu estou errada?
‒ Eu acredito que Billie esteja viva. – alegou Agatha encarando Beth nos olhos.
‒ E porque acha isso? – Beth perguntou de modo desafiador.
‒ Pelo que investigamos até o momento o suspeito parece ser da região, se ele é um maníaco pedófilo porque não voltou a caçar após “matar” Billie? – retrucou Agatha lançando um olhar incitador a Beth.
‒ A menina Connie comentou se o suspeito era alguém estranho ou ela já o viu antes? – rebateu Beth.
‒ Ela disse ser um homem estranho para ela, mas quem sabe não seja um vizinho novo na região? – retorquiu Agatha seriamente.
‒ Ou talvez ele seja um vizinho silencioso. – disse Prentiss – Deve viver mais dentro de casa do que tudo.
‒ Ele deve ter um emprego que envolva computadores. – disse Rossi – Ele deve trabalhar em sua própria casa.
‒ JJ contate os pais de Belinda. – ordenou Hotchner – Precisamos agir.
‒ Enquanto isso nós aguardamos? – perguntou a detetive.
‒ Chegou a hora de passar o perfil. – respondeu Hotchner.
‒ Perfil do que? – indagou Beth desentendida.
‒ Do suspeito. – respondeu Hotchner – Agente Cruz porque você está na UAC?
‒ Como é que é? – retrucou Beth envergonhada pelos demais a mirarem cautelosamente.
‒Trabalhar para a UAC é analisar e estudar o comportamento humano quanto das vítimas quanto dos suspeitos... – respondeu Hotchner – Como não sabe que precisamos passar o perfil do suspeito?
‒ Desculpa pela minha pergunta... – respondeu Beth.
‒ Detetive reúna toda a sua equipe. – pediu Rossi.
‒ Me deem alguns minutos que em breve reunirei todos. – disse a detetive ao sair da sala.
‒ Eu vou contatar os pais de Belinda. – disse JJ pegando o celular ao sair da sala.
‒ Eu vou tomar um café. – disse Prentiss e Morgan, Reid, Blake e Agatha a seguiram.
‒ Com licença. – pediu Beth ao sair da sala estando envergonhada pelo questionamento de Hotchner.
‒ Pode dizer Dave... – disse Hotchner a Rossi.
‒ Dizer o que? – perguntou Rossi que na verdade queria se pronunciar.
‒ Eu conheço esse seu olhar.
‒ Está bem... – Rossi se deu por vencido – Primeiro eu tenho que assumir que: essa agente Cruz é estranha, ela nos disse lá no departamento que trabalhou em um escritório do FBI, mas é quase certeza que ela nunca trabalhou em campo.
‒ Isso é notável e eu vou procurar saber mais... – disse Hotchner mexendo nos arquivos do caso que estavam sobre a mesa.
‒ Agora a Agatha que é surpreendente... – continuou Rossi – Sempre atenta aos fatos, entra de corpo e alma na investigação e a preocupação dela com o bem estar de Belinda é impressionante!
‒ Eu tenho que assumir que estou orgulhoso. – respondeu Hotchner mirando Rossi – Dave, eu preciso de sua ajuda.
‒ O que acontece? – Rossi lhe lançou um olhar de preocupação.
‒ Agatha e eu vamos completar um ano de namoro daqui a um mês. – disse Hotchner em voz baixa quase sussurrando.
‒ Sim e daí? – retrucou Rossi desentendido – Qual o problema nisso?
‒ Eu pensei muito e...
‒ E o que Aaron? – insistiu Rossi completamente curioso.
‒ Quero presenteá-la.
‒ Está me pedindo ajuda meu amigo?
‒ Dave... – Hotchner olhou para os lados para se certificar se ninguém aparecia – Eu quero comprar uma aliança.
‒ Uau! – exclamou Rossi – Você quer pedi-la em...
‒ Sim... – respondeu Hotchner – Eu quero pedir Agatha em casamento.
‒ Hotch! – exclamou Agatha ao entrar na sala.
‒ O que foi? – Hotchner se assustou e virou-se para a porta para olhar para Agatha.
‒ Viu um fantasma foi? – indagou Agatha estranhando o comportamento de Hotchner.
‒ O que aconteceu? – perguntou Rossi interferindo na situação.
‒ Todos estão aguardando para que possamos passar o perfil. – respondeu Agatha.
‒ Estamos indo. – respondeu Hotchner e Agatha saiu da sala.
‒ Já vou começar a te ajudar com um conselho... – disse Rossi colocando a mão no ombro do amigo – Se quer fazer disso uma surpresa, você precisa saber disfarçar mais. – e assim Rossi saiu da sala deixando Hotchner pensativo sobre o assunto.
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