Notas iniciais
Capítulo 66 pronto para vocês... Desculpem a demora desses dias, esse final de semana não me sentia bem na verdade ainda não estou 100%, mas hoje eu já consegui escrever... Ontem eu tentei escrever, mas eu estava muito mal e fora que o capítulo estava saindo ruim demais tive que reescrever algumas partes hoje, enfim, espero que possam curtir o capítulo. Obrigada aos comentários e boa leitura! =)

Garcia precisou ser levada para o hospital pela ambulância, Morgan acompanhou a ida dela, alguns funcionários que sobreviveram aos tiros de John Curtis também foram socorridos e os corpos daqueles que morreram foram retirados dali, o andar da UAC havia virado uma cena de crime e tudo precisava ser processado então a equipe precisou usar uma sala de outro andar para que pudessem discutir o caso e achar uma solução para salvar Agatha antes que John Curtis pudesse fazer algo insano.

‒ Aaron nós sabemos que cada minuto conta, mas precisamos descobrir para onde ele a levou. – dizia Rossi a Hotch para conforta-lo um pouco, pois o mesmo estava descontrolado.

‒ Será que John Curtis não mencionou algo quando a raptou? – perguntou Blake – Garcia pode ter ouvido algo.

‒ Mas a Penélope levou um golpe na cabeça... – respondeu JJ – Ela não vai conseguir se lembrar dos detalhes.

‒ Morgan podia fazer uma entrevista cognitiva com ela. – sugeriu Prentiss.

‒ Mas ela foi ferida na cabeça. – insistia JJ – Deve haver outro modo.

‒ Infelizmente não tem. – falou Hotch – Prentiss ligue para Morgan e peça para ele fazer o interrogatório cognitivo com Garcia.

‒ Sim senhor. – Prentiss se retirou da sala para fazer o telefonema a Morgan.

‒ Enquanto isso nós temos que pensar... – começou Reid a teorizar – Agatha já mencionou algum lugar especifico que ela gosta? – perguntou ele a Hotch.

‒ Não... – respondeu Hotch tentando manter a calma para se concentrar – Da vez que saímos para jantar ela mencionou lugares e coisas do Brasil, mas nada em especial.

‒ Vocês saíram para jantar? – perguntou JJ que logo em seguida pediu desculpas pela curiosidade.

‒ Eu não acho que John Curtis a levaria a algum lugar que ela gosta. – disse Blake reflexiva.

‒ Não seria impossível ele leva-la para o Brasil... – mencionou Rossi – Como Agatha mesmo nos disse: ele tem um jatinho.

‒ Eu não creio que ela foi levada para o Brasil. – disse Blake ainda pensativa.

‒ Ele fez o telefonema da casa de Sean Smith para o celular de Francine... – teorizava Reid – Eu acho que a intenção dele era levar Agatha para lá, essa história de que Francine foi enviada por ele para simplesmente visita-la está mal contada.

‒ Isso era a primeira cilada dele! – exclamou JJ.

‒ Obvio... – continuou Rossi – Francine veio com a intenção de levar Agatha até ele.

‒ Mas devido ela parar para assistir a coletiva de imprensa o plano deu errado. – disse Blake.

‒ Vocês se lembram de quando Francine disse a ela na sala de interrogatório que Agatha estava acabada? – perguntou Reid.

‒ Ela quis mencionar o fato dela aparentar estar cansada. – respondeu Blake.

‒ O plano era esse: Francine vir aqui visitar Agatha e “faze-la voltar para casa com ela”. – disse Rossi.

‒ Na verdade ela levaria Agatha para Milwaukee. – finalizou Hotch.

‒ Como o plano não deu certo, John Curtis teve que optar por um plano B. – disse Blake.

‒ Eu falei com Morgan. – disse Prentiss voltando a sala – Ele disse que assim que terminarem de examina-la ele vai fazer a entrevista cognitiva.

‒ Temos que fazer a seguinte pergunta: Porque Milwaukee? Porque John Curtis escolheu a casa de Sean Smith? – começou Reid.

‒ Reid tem razão... – disse Rossi – Se conseguimos a resposta para essa pergunta logo podemos saber para onde ele a levou.

‒ Isso só vai funcionar se fizermos o perfil de John Curtis. – respondeu Prentiss.

‒ Não temos tempo para isso. – disse Hotch.

‒ Hotch todos nós sabemos o quanto você ama a Agatha. – disse Prentiss fitando Hotch – Mas para salva-la temos que pensar e analisar assim como fazemos com os demais casos.

‒ Aaron se apegue ao fato de que John Curtis gosta da Agatha, portanto, ele não a machucara. – pediu Rossi.

‒ Está bem... – respondeu Hotch se dando por vencido tentando manter a concentração.

‒ Pelo que percebemos John Curtis gosta de estar no controle. – começou Blake.

‒ Ele é controlador, paciente... Porque para ele ter investigado sobre cada um de nós precisou de muita paciência. – continuou Prentiss – Ele sabe assuntos muito pessoais de cada um.

‒ Ele é autoritário e quando quer ou precisa faz os outros sentirem medo. – disse Reid – Francine deixou isso claro para nós quando Hotch disse a ela para imaginar o que ele faria ao saber que ela falhou.

‒ Mas Agatha pelo visto não tem medo dele. – disse JJ – A maneira que ela falou com ele naquele telefonema demonstrou isso, ela estava nervosa, com raiva, mas com medo dele não pareceu.

‒ Mas agora ela pode estar. – respondeu Hotch tentando manter a postura.

‒ Pessoal... – disse Reid – John Curtis fez questão de mostrar o “fantasma” de cada um nos fazendo abrir aqueles pacotes da encomenda e lermos aquelas cartas.

‒ O da Agatha não era bem um trauma... – respondeu Blake entendendo o raciocínio de Reid – Era apenas uma exposição de um passado que ela fazia questão de que ninguém soubesse.

‒ Talvez ela encare isso como um trauma. – disse JJ.

‒ Ter quase sido morta por Sean Smith e George Foyet não é um trauma maior? – retrucou Blake.

‒ Blake tem razão! – exclamou Prentiss ao concordar – Porque ele não mencionou isso na carta?

‒ Por isso a casa que era de Sean Smith. – respondeu Reid – Agatha ao ter contato de novo com a casa logo se lembraria do que viveu nas mãos de Sean Smith.

‒ Depois de Sean Smith passou algum tempo e ela foi atacada por George Foyet. – disse Rossi.

‒ A primeira vez em sua casa... – foi dizendo Prentiss – E a segunda... – Prentiss paralisou.

‒ A segunda vez na casa em que eu morei com Haley. – finalizou Hotch – Eu já sei para onde o desgraçado a levou! – Hotch quis sair desesperado da sala.

‒ Hotch, espere! – implorou Reid.

‒ O que foi Spencer? – esbravejou Hotch ele já não podia controlar mais seu nervosismo por Agatha.

‒ Tem outro detalhe importante... – quando Reid ia começar a falar o celular de Prentiss começa a tocar.

‒ Esperem um momento... – pediu ela antes de atender – É o Morgan... Prentiss falando.

Emily você não vai acreditar. – disse Morgan do outro lado da chamada com um tom de voz preocupante.

‒ Aconteceu algo com a Garcia?

Não... Garcia está bem.

‒ O que foi Morgan?

Eu aproveitei que estou aqui no hospital e fui saber de Elle e Gideon.

‒ Aconteceu algo a eles?

Gideon continua em coma e Elle...

‒ Derek fala logo! – pediu Prentiss aflita.

Elle teve alta, mas alguém já veio busca-la.

‒ Não me diga que John Curtis foi busca-la!

Não... O nome que aparece no registro do hospital é Francine Carter.

‒ Eu avisarei os outros... – Prentiss finalizou a ligação e contou aos outros sobre Elle.

‒ Eu vou atrás desse infeliz agora! – vociferou Hotch sem paciência.

‒ Hotch, por favor, você precisa me ouvir! – suplicou Reid.

‒ É bom que o que você tenha a falar seja importante! – exigiu Hotch parando para ouvi-lo.

***

Agatha abriu os olhos com dificuldade, sua cabeça doía como se tivesse levado um golpe, notou que estava deitada em uma cama de casal em um quarto ao qual não parecia conhecer. Levantou-se ficando sentada e analisou cada detalhe do quarto, era um ambiente vazio e parecia ser sombrio, o roupeiro que se encontrava ali era de madeira e estava totalmente vazio com as portas abertas, o colchão da cama ao qual se encontrava não tinha nenhum forro, não havia lençóis nem travesseiros, havia uma janela que estava trancada com uma cortina azul claro.

Agatha levantou-se tendo dificuldade de início de se manter de pé devido à cabeça que girava um pouco, mas aos poucos sua vista foi melhorando e o ambiente ao seu redor parou de girar, mas a cabeça ainda doía. Tentou se lembrar do último acontecimento e ficou em choque ao recordar que havia sido levada a força por John Curtis do departamento, colocou a mão nos bolsos da calça com uma breve esperança de estar com seu celular, mas não havia em nada em seus bolsos.

Ela caminhou até a porta e quando se aproximou viu que a maçaneta girava então estando apavorada deu alguns passos para trás, a porta se abriu e John Curtis entrou no quarto:

‒ A minha boneca já acordou? – perguntou ele sorrindo maliciosamente.

‒ Que lugar é esse? – escandalizou Agatha desesperada.

‒ É melhor fazer silêncio. – pediu John se aproximando.

‒ Eu não vou fazer silêncio nenhum! – berrava ela – Socorro! Socorro, alguém me ajuda!

‒ Eu disse silêncio! – exclamou ele jogando Agatha contra a parede e assim tampou a boca dela com a mão – Eu não quero lhe machucar eu nunca quis, mas você está me fazendo perder a cabeça minha princesa. — John soltou Agatha que amedrontada preferiu ficar calada, lágrimas começaram a rolar de seus olhos.

John a pegou pelo braço e a fez sentar na cama, ele começou a acariciar os cabelos e o rosto dela que se sentiu enojada ao sentir que ele a tocava, ele passou a mão de leve na parte da cabeça que doía.

‒ A cabeça está doendo muito? – perguntou ele.

‒ Um pouco... – respondeu ela com a voz baixa ao enxugar as lágrimas – Foi você que me golpeou?

‒ Eu? – retrucou ele sentando-se do lado dela – Imagina meu amor... Foi a estupida da Francine que bateu sua cabeça quando estávamos no carro vindo para cá, mas não se preocupe quando nós chegamos eu dei uma lição nela.

‒ O que você quer de mim?

‒ Você ainda me pergunta? Eu quero você Agatha. – John começou a deslizar sua mão nas pernas de Agatha.

‒ John, por favor, não me toque... – pedia ela chorosa.

‒ Eu tenho saudades do seu corpo, do seu cheiro... – ia dizendo ele ao toca-la.

‒ John, por favor, não. – implorava ela entre o choro.

‒ Que tal relembrarmos os velhos tempos? – John ignorava as súplicas de Agatha e passou a toca-la mais e a forçou deitar na cama.

Agatha queria gritar, mas sua voz havia sumido, ela sentiu o peso do corpo de John que deitou em cima dela e começou a beijar seu pescoço, as lágrimas caiam sem cessar e ela achou que fosse vomitar enquanto ele ignorava a sua contra vontade, ele passeava as mãos pelo corpo dela. Ela só pensava em gritar mesmo que o escândalo custasse a vida dela, mas não queria permitir que ele a tocasse e começou a desejar a morte do que viver aquela situação, mas ela pode sentir um pequeno alívio quando Francine entrou no quarto interrompendo aquele pesadelo:

‒ John! – exclamou Francine ao chama-lo.

‒ O que você quer? – esbravejou ele saindo de cima de Agatha.

‒ Eu peço desculpas, eu não imaginava que... – Francine ficou envergonhada e com medo.

‒ Sua idiota! – ofendeu ele ao levantar para lhe dar uma bofetada. – Da próxima vez eu arranco seus cabelos com as mãos!

‒ Eu peço desculpas... – dizia Francine ao chorar com a mão em seu rosto na onde havia levado o tabefe.

‒ Agora diga o que você quer. – exigiu ele.

‒ O garoto acordou. – respondeu Francine enxugando as lágrimas.

‒ Traga-o para cá.

‒ Sim senhor. – disse Francine ao sair.

‒ Não me diga que sequestrou Jack? – indagou Agatha assustada assim que se levantou da cama.

‒ Ia ser interessante se eu o tivesse trazido, mas não meu amor, Jack não está aqui.

‒ Então que garoto é esse que ela veio falar?

‒ É uma surpresa minha princesa... – Agatha ficou calada e ficou desejando mentalmente que John não a tocasse mais a sorte que a interrupção de Francine fez com que ele perdesse o prazer no momento.

Francine voltou ao quarto, mas desta vez acompanhada e Agatha se surpreendeu ao ver quem havia entrado no quarto com ela que não se conteve:

‒ David!

‒ Agatha! – exclamou ele que correu ao abraça-la.

‒ David ele fez algo com você? Ele te machucou? – perguntou Agatha preocupada.

‒ Não... Só me ameaçou. – respondeu ele encostando a cabeça na barriga dela.

‒ Você é louco? – esbravejou Agatha a John enquanto estava abraçada ao garoto.

‒ Não gostou da surpresa? – retrucou John – Você é apegada ao garoto, eu te fiz essa surpresa e é assim que você me agradece?

‒ John você está passando de todos os limites! – Agatha voltou a chorar – Ele só é uma criança.

‒ Passando dos limites? Eu estou fazendo de tudo para te agradar!

‒ Para me agradar? John você estuprou Elle Greenaway, quase matou Alex Blake e antes disso matou mulheres inocentes imitando o que o pai dele aqui fazia e ainda o envolveu nos crimes! Você acha que me agrada com isso?

‒ Todas essas coisas eu fiz para provocar aquela equipe maldita!

‒ Você cometeu todas essas barbaridades porque não conseguiu um cargo de chefe na UAC? John isso é um absurdo!

‒ Era para eu comandar aquela equipe e não o agente Aaron Hotchner, mas agora isso não importa mais o que importa é que com você ele não vai ficar!

‒ Eu não vou ficar com você! – esbravejou Agatha apertando David em seu abraço.

‒ Isso é o que veremos... – John tirou sua arma do bolso e apontou para Agatha – Saia desse quarto anda caminha!

‒ Abaixa essa arma, por favor. – pediu Agatha chorosa.

‒ Anda logo antes que eu perca a paciência! – exigiu John com a arma apontada – Saia do quarto siga o corredor até o final e desça as escadas! – Agatha preferiu não discutir mais e de mãos dadas a David saiu do quarto seguiu o corredor e desceu às escadas, John foi a seguindo com a arma apontada e Francine logo atrás.

Quando Agatha desceu as escadas ela percebeu que lugar era aquele, ela chegou a uma sala de estar onde havia moveis empoeirados, as instantes estavam vazias e havia espaços em brancos na parede o que significava que houveram quadros ali pendurados.

‒ Essa é a casa de Haley! – exclamou ela.

‒ Essa é a casa de Aaron Hotchner e Haley. – respondeu John – Não se esqueça disso!

‒ Porque você me trouxe aqui? Para me fazer lembrar de que Foyet quase me matou neste lugar?

‒ Eu te trouxe aqui para você lembrar de que se Haley não tivesse morrido Aaron Hotchner estaria com ela!

‒ E se for? Eu não voltaria para você de qualquer maneira.

‒ Eu já me cansei! – vociferou John – Fique sentada ali no sofá junto com o garoto enquanto Francine traz as outras.

‒ Que outras? – indagou Agatha ficando mais tensa.

‒ Vá para o sofá agora! – ordenou John e sem questionar mais nada Agatha junto a David sentou-se no sofá.

Agatha havia ficado completamente confusa, ao olhar para aquele ambiente se lembrava de Foyet falando com Hotch ao telefone pedindo que ele escolhesse quem deveria viver, lembrou-se de Haley morrendo em seus braços pedindo que cuidasse de Hotch, de Foyet a esfaqueando, mas a presença de David a incomodava apesar de ser muito apegada ao garoto ele trazia lembranças horríveis daquilo que ela viveu nas mãos de Sean Smith de que se não fosse Hotch aparecer ela estaria morta, mas a situação atual também lhe perturbava, John Curtis estava fora de si, se achava que estava com razão e se mostrava disposto a fazer qualquer bobagem se as coisas não saíssem de seu jeito.

Foi despertada da sua maré de lembranças ruins quando Francine voltou a sala desta vez ela também carregava uma arma apontada para as duas pessoas que ela trazia consigo, Agatha tentou exclamar alguma coisa, mas com medo da reação de John optou por ficar calada, mas ficou perplexa ao ver que as pessoas que estavam ali eram Elle Greenaway e Erin Strauss ambas estavam com hematomas roxos nos braços e com alguns machucados pelo rosto era notável que elas haviam apanhado a diferença era que Strauss tinha muito mais machucados e hematomas do que Elle, seus cabelos loiros que viviam sempre arrumados estavam desalinhados com alguma mechas lhe caindo no olho, sua roupa estava amassada e estava descalça.

Elle e Strauss foram colocadas a ficarem sentadas no sofá de frente ao que estava Agatha com David, com a arma apontada John se aproximou ficando de pé entre eles na sala:

‒ Surpresa meu amor? – perguntou ele encarando Agatha.

‒ Eu já imaginava que tivesse sequestrado a Strauss agora a Elle... – Agatha não sabia o que dizer.

‒ Eu sequestrei a Strauss? – John começou a gargalhar – Erin Strauss porque não explica a ela? – ele apontou a arma para Strauss que o olhou meio de lado sentindo-se aterrorizada – É melhor que explique!

‒ Está bem... – respondeu Strauss ao começar a falar.

***

Morgan não teve sucesso fazendo uma entrevista cognitiva com Garcia, mas logo que soube que a equipe deduziu onde Agatha estaria ele voltou ao departamento o mais rápido que pode deixando Garcia em uma extrema vigilância com policiais a todo canto do hospital.

Rossi fez um chamado para que a SWAT os encontrasse no local, Hotch já estava desesperado ele não via a hora de salvar Agatha e se algo acontecesse a ela ele ficaria mais descontrolado do que já estava.

A equipe se dividiu em dois carros com destino a casa de Haley, em um carro estavam Rossi no volante, Hotch sentado ao seu lado, pois estava muito fora de si para que pudesse dirigir Blake e Reid no banco de trás, no outro estavam Morgan no volante, Prentiss sentada ao seu lado e JJ no banco de trás. Eles acabaram chegando antes da equipe da SWAT, Hotch queria a todo custo entrar invadindo a casa, mas Rossi não permitiu:

‒ Aaron não faça isso! – clamava Rossi.

‒ Ele está com ela! – retrucou Hotch desesperado.

‒ Eu sei, mas se você entrar desse jeito ele pode sair atirando para tudo que é lado, pode matar Agatha assim como as outras e ainda mais: se a teoria de Reid estiver certa o garoto David Smith está ai.

‒ Eu não posso ficar sem fazer nada. – insistia Hotch.

‒ Eu sei disso, mas agindo por impulso você arrisca a vida dela e a de todos. – respondeu Rossi.

‒ E se ele já a tiver a matado? – perguntou Hotch com lágrimas nos olhos.

‒ Ele não a matou. – disse Rossi ao colocar a mão no ombro de Hotch.

***

‒ Eles estão lá fora. – disse Francine ao espiar pela brecha da cortina azul da janela.

‒ Eles quem? – perguntou John desacreditado – Não me diga que é eles?

‒ Estão todos lá fora com coletes a prova de balas.

‒ Como já souberam que estávamos aqui? – retrucou ele irritado.

‒ Para quem queria ser um agente da UAC é bem devagar... – respondeu Agatha – Seria obvio que eles descobririam logo!

‒ Cala a boca! – ele apontou a arma para Agatha que protegeu David em seus braços – Eu já disse: eu não quero te machucar, mas é melhor você cooperar.

‒ John o que vamos fazer? – perguntou Francine aflita – Eu não quero ser presa!

‒ Sua vadia não começa com seus dramas... Eu vou buscar meu colete a prova de balas enquanto isso as vigie. – John se retirou da sala enquanto Francine ficou as vigiando com a arma apontada para elas, mas teve um momento de distração ao querer espiar mais uma vez pela janela e Elle deu uma piscada para Agatha que não entendeu nada e logo em seguida Elle pulou para cima de Francine tentando desarma-la.

Francine caiu no chão e entrou em uma luta corporal com Elle que tentava a todo custo desarma-la, Elle teve mais sucesso, pois já havia sido uma agente então era mais treinada para aquele tipo de situação e se levantou apontando a arma para Francine que não conseguia se levantar do chão e implorava:

‒ Por favor, não me mate.

‒ Levanta agora! – exigiu Elle.

‒ Elle! – exclamou John ao voltar para a sala, Elle se virou para olhar e ele sem pensar duas vezes disparou três tiros contra ela que caiu ensanguentada no chão.

‒ Não! – berrou Agatha entre o choro – Não!

***

‒ Eu vou entrar! – gritou Hotch que sacou sua arma ao ouvir os tiros vindo de dentro.

‒ Aaron não! – berrou Rossi que foi obrigado a acompanha-lo.

‒ Droga! – esbravejou Morgan que sacou sua arma e resolveu entrar pela porta dos fundos, JJ, Prentiss e Blake o acompanharam enquanto Reid acompanhou Rossi.

Hotch teve que chutar a porta ao entrar e surpreendeu a todos:

‒ Hotch! – exclamou Agatha e John já puxou Agatha e a agarrou pelo pescoço lhe apontando a arma na cabeça enquanto Francine rendeu Strauss e o menino David com a arma que Elle havia lhe tomado antes.

‒ John Curtis não faça isso! – ordenava Hotch.

‒ Você está cercado John! – disse Rossi.

‒ Não faça nenhuma besteira! – clamou Morgan que junto com JJ e Prentiss entraram pelos fundos.

‒ É melhor vocês não fazerem besteira! – vociferou John descontrolado – Olhem para o chão, vejam o que eu já fiz!

‒ Elle! – exclamou JJ e Reid ao mesmo tempo ao verem Elle caída no chão toda ensanguentada.

‒ O seu problema é comigo John! – berrava Hotch com a arma apontada – Vamos resolver isso de homem para homem!

‒ Se você acha que o problema é entre nós dois porque deixou que eles entrassem? Coloque todos para fora!

‒ Hotch não faça isso! – pediu Morgan.

‒ Você quer que eu a mate Aaron Hotchner? – John apertava o cano da arma na cabeça de Agatha que fechou os olhos já esperando o pior – Eu posso atirar nela e mesmo que você atire em mim ela já estará morta!

‒ Você não a mataria John! – disse JJ – Você não a ama?

‒ Eu a amo, mas entre deixa-la ficar com Aaron Hotchner eu prefiro mata-la! – ele apertou o cano da arma contra a cabeça de Agatha mais uma vez – Vai arriscar Aaron Hotchner?

‒ Todos para fora agora! – exigiu Hotch a todos aceitando a exigência de John Curtis.

‒ Aaron não faça isso! – suplicou Rossi.

‒ Eu não tenho escolha! – vociferou Hotch – Saiam todos agora! – todos perceberam que não adiantaria fazer nada se reagissem John mataria Agatha então a contragosto acataram a ordem de Hotch e saíram da casa.

‒ Agora que estamos a sós Aaron Hotchner eu exijo que tire seu colete e jogue sua arma pela janela e feche a porta! – exigiu John.

‒ Você não acha que está pedindo demais? – retrucou Hotch.

‒ E você acha que eu não tenho coragem de estourar os miolos dela?

‒ Está bem... – Hotch levantou as mãos se dando por vencido, ele fechou a porta, jogou a arma pela janela e tirou seu colete a prova de balas – Agora você precisa solta-la!

‒ Porque se preocupa tanto com ela Aaron Hotchner? – perguntou John que fazia questão de manter Agatha rendida a segurando pelo pescoço.

‒ Porque eu a amo! – gritou Hotch ao responder e isso fez com que Agatha abrisse os olhos.

‒ Você a ama? – John começou a gargalhar – Mentiroso!

‒ Eu não estou mentindo! – esbravejou Hotch – Eu a amo de verdade!

‒ Você ama a sua falecida, isso sim! – vociferou John – Você só está com Agatha porque Haley está morta!

‒ Não é verdade!

‒ Você pensa que me engana Aaron Hotchner? Eu sei de tudo muito mais do que você pensa! Há tempos eu venho investigando cada um dessa equipe até mesmo os ex-agentes que no caso são Elle Greenaway que já está morta e Jason Gideon que eu espero que morra em breve!

‒ Do que está falando?

‒ Eu vou lhe explicar Aaron Hotchner... Eu comecei a investigar cada um de vocês me fingindo ser ainda do FBI fingi que era um agente que cuidava dos assuntos internos do FBI, visitei a família de todos procurando saber sobre todos vocês... Eu mentia que era um agente que precisava saber alguns detalhes da vida pessoal de cada um, você nem imagina como todos me receberam bem e depois dizia a eles que por motivo de sigilo não mencionassem a minha visita!

‒ Você está mentindo!

‒ A primeira que eu visitei foi a senhora Haley Brooks Hotchner! E durante a conversa ela comentou que você não concordava com o divorcio, mas ela disse que se você continuasse na UAC não tinha como dar certo.

‒ Você não fez isso!

‒ É claro que eu fiz e só para me certificar depois da morte dela eu interroguei Jéssica Brooks e ela me confirmou o mesmo! Quer que eu acredite que você ama a Agatha? Confesse que está com ela para se consolar da morte da Haley!

‒ Eu amo a Agatha sim! – berrou Hotch – Eu a amo antes mesmo da Haley ter falecido!

‒ Que história é essa Aaron Hotchner?

‒ Você quer saber desde quando eu me envolvi com a Agatha? Quer saber desde quando eu a amo? Pois bem chegou a minha vez de falar... – Hotch tinha lágrimas nos olhos – Eu amo a Agatha desde o primeiro dia em que ela apareceu no departamento me perguntando onde ficava a sala de Erin Strauss desde esse momento eu não pude deixar de repara-la, não pude deixar de nota-la o quanto ela era linda, desde quando ela entrou para equipe para registrar os casos eu a amo!

‒ Mentiroso! – John Curtis se irritou mais ainda.

‒ Quando Sean Smith a sequestrou eu me desesperei e não sosseguei enquanto eu não a salvasse! Eu já amei a Haley sim seria hipócrita eu falar que não, mas quando Agatha surgiu na minha vida a primeira vez que ela apareceu Haley estava viva! Eu tentei fugir desse sentimento avassalador que me invadiu, mas não houve jeito... Eu já estava apaixonado por Agatha, quanto é que a primeira vez que nos envolvemos foi uma noite antes da audiência do meu divorcio!

‒ Cala a boca! – vociferava John – Não diga mais essas coisas se não eu atiro nela! Você entendeu?

‒ Porque não seja homem John Curtis? Largue a Agatha e venha brigar comigo!

‒ Quer uma briga de cavaleiros?

‒ Quero uma briga onde não a envolva.

‒ Como quiser... – John Curtis virou-se para Francine que rendia Strauss e o menino David – Francine os leve para cima!

‒ Sim. – respondeu Francine que com a arma apontada ordenou que Strauss e David subisse as escadas.

‒ E a Agatha? Não vai solta-la? – perguntou Hotch.

‒ Ela vai subir com os demais... – John a soltou, mas exigiu que ela subisse as escadas para se ajuntar aos outros.

‒ Hotch tenha cuidado. – pediu Agatha entre o choro antes de subir.

‒ Jogue sua arma para longe! – exigiu Hotch a John que gargalhou por alguns instantes, mas jogou sua arma para longe de si.

Hotch e John entraram em um confronto corporal, eram vários socos e chutes, John tinha uma pequena desvantagem, pois estava a bastante tempo afastado do FBI então estava destreinado Hotch já era mais treinado e ganhava um pouco de vantagem, mas John não deixava de ser forte então a luta estava quase de igual para igual, em alguns momentos Hotch batia mais e em outros momentos John ficava na melhor.

Agatha se juntou a Strauss e a David que estavam no quarto em que estava antes coagidos por Francine que tinha a arma apontada para eles, assim que se ajuntou a eles Francine começou a esbravejar inconformada:

‒ Eu não sei o que aqueles dois veem em você! John está perdendo seu tempo em fazer tudo isso por sua causa! Você nem sequer o ama!

‒ Então porque ainda está aliada a ele? – retrucou Agatha sem medo de Francine – Porque toda essa cumplicidade?

‒ Porque eu jurei ser assim para ele... Um dia ele vai reconhecer meu amor!

‒ Você é louca! – exclamou Strauss – Pare com essa loucura e nos ajude a sair daqui!

‒ Ajudar vocês a sair? Por acaso você acha que eu sou burra? – retorquiu Francine.

‒ Não é preciso achar nada... – respondeu Agatha – É certeza que você é burra!

‒ Não me faça perder a paciência! – Francine mirou a arma para a cabeça de Agatha – Eu te mato!

‒ Você me mata? Você nem sabe... – Agatha refletiu por alguns instantes.

‒ O que foi? Ficou com medo? – perguntou Francine rindo.

‒ Você nem sabe atirar sua idiota! – respondeu Agatha.

‒ Você acha que não? – Francine tentou apertar o gatilho da arma, mas a mesma travou em suas mãos.

‒ Eu não disse? – Agatha aproveitou a deixa e avançou para cima de Francine – Strauss corra para o banheiro com David agora! – Strauss sem pensar duas vezes pegou o garoto em seus braços e saiu correndo dali e se trancou no banheiro.

‒ Sua idiota! – berrava Francine em meio a luta corporal com Agatha que tentava a todo custo desarma-la. Durante o confronto a arma que Francine segurava foi parar para o outro lado do quarto, mas isso não fez Agatha desistir da briga ela ainda ficou a confrontar Francine fisicamente e acabou ganhando vantagem Francine não sabia brigar muito bem e acabou apanhando bastante.

Agatha empurrou Francine contra a parede que bateu a cabeça e caiu ao chão desmaiada, então Agatha aproveitou pegou a arma que havia caído para o outro lado do quarto a destravou e saiu do quarto descendo as escadas sorrateiramente.

John e Hotch estavam a lutar, alguns moveis ali haviam sido empurrados e jogados ao chão pela briga deles dois, Agatha ficou em um canto escondida a um muro que fazia divisão da sala com a cozinha e ficou esperando o momento certo e rezava mentalmente para que tudo desse certo.

Em um momento da briga John levou a vantagem e conseguiu empurrar Hotch para longe que caiu batendo a cabeça em uma instante e desmaiou caindo ao chão, John rapidamente pegou sua arma que havia jogado no chão antes e quando se aproximou de Hotch com a arma apontada Agatha viu que era o momento e disparou um tiro na perna de John que caiu ao chão.

Ela então se aproximou com a arma apontada para John que se encontrava ao chão com a perna ensanguentada ele virou seu olhar para ela e perguntou:

‒ Porque não me matou? Porque atirou em minha perna?

‒ Porque você está de colete a prova de balas seu idiota! – mantendo a arma apontada para ele Agatha apareceu na janela e fez sinal para que os outros da equipe entrassem.

Eles entraram com suas armas apontadas e Agatha apontou para John jogado ao chão, Morgan não perdeu tempo e o algemou.

‒ A Francine está em um quarto lá em cima. – avisou Agatha – Strauss e David estão no banheiro.

‒ Está bem. – disse Prentiss que junto a Blake subiu as escadas enquanto JJ e Reid foram checar se Elle tinha pulso.

‒ Hotch! – exclamou Agatha jogando a arma no chão e indo acudir Hotch – Hotch acorda! Hotch, por favor, acorda!

‒ Agatha... – chamou Hotch ao abrir os olhos.

‒ Eu estou aqui meu amor. – respondeu ela lhe tocando o rosto.

‒ Você está bem? – perguntou ele se sentindo zonzo por causa da pancada na cabeça.

‒ Hotch eu temi tanto! – respondeu ela ao ajuda-lo levantar.

‒ Onde está John Curtis? – nem foi preciso responder por que Hotch logo avistou John algemado e sendo levado para fora da casa por Morgan e Rossi – Quem atirou na perna dele?

‒ Fui eu... Ele estava de colete a prova de balas. – respondeu Agatha.

‒ Agatha meu amor! – exclamou Hotch ao abraça-la.

‒ É uma pena que tudo não acabou tão bem assim... – respondeu ela ao apontar para JJ que estava debruçada ao corpo de Elle chorando descontroladamente.

‒ Elle! – exclamou Hotch se aproximando de JJ – Não me diga que ela...

‒ Está morta... – respondeu Reid que continha as lágrimas.

Uma equipe de paramédicos chegou para socorrer Strauss, David, Agatha e até mesmo Hotch que se feriu durante a briga com John que também foi socorrido devido ao tiro que levou na perna, mas foi levado ao hospital algemado na companhia de três policiais, um paramédico examinou Elle e confirmou que infelizmente ela já estava morta, enquanto Agatha era amparada pela ambulância ela contou como Elle lutou tentando salva-las, mas que infelizmente John Curtis a impediu.

Francine foi algemada e colocada dentro de um carro de policia para ser levada a delegacia enquanto todos da equipe se lamentavam da morte de Elle:

‒ Eu peço desculpas. – dizia Agatha não conseguindo conter as lágrimas.

‒ Você não tem culpa meu amor. – disse Hotch – Você não teve culpa de nada.

‒ Talvez se eu tivesse reagido um pouco mais... – insistia Agatha em se explicar e desculpar.

‒ Agatha não se culpe. – disse JJ em meio ao choro – Não foi você que matou Elle.

‒ Mas a confusão em parte se deu por minha causa. – respondeu Agatha.

‒ Se deu porque John Curtis é um insano! – protestou Rossi.

‒ Não se culpe meu amor... – Hotch a abraçou – Não se culpe.

Notas finais
Hotch foi corajoso demais ao confrontar John Curtis... Agatha acabou o salvando nos últimos minutos... Uma pena que tudo não acabou muito bem e Elle acabou morrendo. O que acharam? Esperam que tenham gostado... Desde agora aviso que o próximo capítulo é o antepenúltimo. Isso mesmo a fanfic está chegando ao seu fim... Beijos e até o próximo! =)