Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
68 Capítulo 67 - Adeus Elle (Antepenúltimo Capítulo)
Notas iniciais

A contra gosto Agatha e Hotch precisaram ser levados ao hospital para serem examinados, Hotch tinha alguns machucados pela briga que teve com John Curtis e Agatha precisou ser examinada devido a pancada que havia levado na cabeça e pela briga com Francine. Havia sido uma noite agitada para todos, nem tiveram noção da hora que se surpreenderam ao ver o sol nascendo mais uma vez.
A equipe ainda precisou correr atrás das coisas para o funeral de Elle já que ela não tinha nenhum familiar à única família mais próxima de Elle eram eles mesmos.
Agatha e Hotch foram liberados do hospital, mas Agatha recebeu mais uma recomendação de passar por um psicólogo do departamento, ao saírem do hospital Hotch a levou para casa, foi estranho para ela entrar em casa depois de tantos dias fora. A casa estava do mesmo jeito que deixou significava que Francine não havia voltado mais ali.
Hotch se ofereceu para fazer um pouco de companhia:
‒ Eu posso ficar um pouco se quiser. – disse ele assim que entraram.
‒ Você deve estar exausto eu não quero te cansar. – respondeu ela ao sentar-se no sofá.
‒ Imagina... Eu posso ir até minha casa buscar algumas coisas e ficar aqui com você.
‒ Se você insiste...
‒ Eu não demoro.
‒ Está bem... – Agatha se levantou e deu um selinho em Hotch – Eu vou tomar um banho.
‒ Eu não vou demorar. – Hotch beijou Agatha e saiu.
Agatha não se sentia bem ao ficar naquela casa lembrou-se que quem havia comprado aquela casa para ela e Francine havia sido John Curtis, mas de momento não tinha o que fazer teria que ficar algum tempo ali até se ajeitar na vida. Foi dolorido para ela ver os quadros de fotos na instante, havia fotos dela e de Francine juntas, alguns quadros continham fotos de Francine sozinha sorrindo alegremente, Agatha tinha que assumir que Francine às vezes a incomodava que em alguns momentos não mostrava muita confiança, mas nunca imaginou que ela fosse capaz do que fez com ela, tudo para agradar John Curtis ela aceitou a participar de seus planos colocando a sua vida em risco.
Agatha se desligou das lembranças de Francine e subiu as escadas, entrou em seu quarto e por alguns instantes riu ao ver a bagunça: o vestido que havia usado na noite em que jantou com Hotch estava jogado ao chão lembrou-se que a última vez que esteve ali foi quando voltou do encontro com Hotch e os dois fizeram amor, isso fez com que ela esquecesse o pesadelo que viveu horas atrás por alguns instantes. Agatha se despiu pegou a roupa que havia usado junto com o vestido e o colocou na máquina para lavar na lavanderia depois voltou pegou uma toalha limpa e foi tomar banho.
Tomou um banho quente e relaxante quando estava fechando o chuveiro ouviu a campainha, saiu rapidamente do banheiro vestiu um roupão azul marinho as pressas e correu para atender era Hotch que havia voltado.
‒ Voltou rápido! – disse ela admirada dando passagem para Hotch entrar.
‒ Eu disse que não ia demorar... – Hotch foi entrando – Onde posso colocar minhas coisas?
‒ Coloque em cima do sofá que depois eu arrumo um lugar. – respondeu ela fechando a porta – Hotch você sabe algo sobre o funeral de Elle?
‒ Quando cheguei a minha casa Rossi me ligou... Ele disse que já preparou tudo e que depois nós nos acertamos com ele.
‒ O corpo já foi liberado?
‒ Será no final dessa tarde.
‒ Está bem então o que fazemos?
‒ Descansamos um pouco até lá... – Hotch pegou Agatha pelas mãos e sentando-se no sofá e a fez sentar em seu colo e a beijou — É interessante você se alimentar... Esses últimos dias foram tensos você não se alimentou bem.
‒ Você também... – Agatha lhe deu um beijo – Que tal eu preparar algo para nós?
‒ Estou em suas mãos. – respondeu ele a beijando mais uma vez.
***
O final da tarde chegou e todos tiveram que se preparar para o funeral de Elle, Reid antes de ir fez uma breve visita a Gideon no hospital e conversou com o médico sobre seu estado e o mesmo disse que não tinha previsões de quando ele fosse sair do coma.
Todos se encontraram no cemitério o caixão de Elle não demorou a ser entregue e antes de Elle ser enterrada um padre fez a recomendação do corpo, enquanto o mesmo fazia suas orações todos se surpreenderam quando Strauss entrou na capela e igual os demais estava vestida de preto por luto a Elle.
Quando o padre terminou suas orações ele disse que alguém poderia falar algo antes do caixão ser enterrado então Agatha criou coragem para falar:
‒ Eu não tenho nenhum texto preparado, mas eu gostaria de falar algumas palavras... – Agatha enxugou as lágrimas – Eu não cheguei a conhecer Elle Greenaway como vocês conheceram... Eu devia ser uma garotinha quando Elle fazia parte dessa equipe... Eu ouvi boas referências do trabalho dela como agente do FBI, soube que ela foi uma excelente agente capturando criminosos que cometiam atos insanos com mulheres indefesas... Elle foi a voz de muitas mulheres e garotas dessa vida que sofreram abusos... Infelizmente eu conheci Elle Greenaway em uma triste situação... – Agatha enxuga as lágrimas mais uma vez – Eu fico triste porque não tive o prazer de conhecê-la em um momento alegre da vida, mas o pouco que vi dela tive e tenho a certeza de que Elle foi uma mulher corajosa... Elle morreu sendo valente com uma coragem fora do igual... Elle morreu... – Agatha não se contém e soluça ao chorar – Elle morreu tentando salvar sua vida e as das demais pessoas que estavam com ela, Elle não desistiu... Foi trágica sua partida, mas devemos manter essa imagem de Elle Greenaway: uma mulher valente! – Agatha não sabia mais o que dizer e abraçou Hotch que correspondeu o abraço.
‒ Eu quero falar algo... – disse Reid e atenção foi voltada a ele – Eu não sei se faz sentido ou se é o certo ou talvez isso não ajude em nada, mas eu quero pedir perdão a Elle... – Reid conteve as lágrimas – Por alguns instantes da minha vida eu criei uma mágoa de Elle por ela ter cometido uma loucura contra uma pessoa a qual eu estimo muito, mas agora eu vejo que ela não teve culpa de nada... Elle eu sinto muito. – Reid então se calou.
‒ Uma salva de palmas para Elle Greenaway. – disse Morgan e todos aplaudiram em homenagem a Elle.
O caixão foi carregado por Hotch, Rossi, Morgan e Reid enquanto os coveiros enterravam o caixão o padre junto com todos fez uma oração final e todos jogaram flores para Elle.
Todos saíram do cemitério em silêncio não sabiam o que dizer um para o outro, Rossi quebrou o silêncio quando todos já estavam do lado de fora:
‒ Voltamos amanhã para a ativa?
‒ Eu creio que vocês merecem alguns dias de folga. – respondeu Strauss e todos a olharam admirados.
‒ Folga? – questionou Hotch.
‒ Querendo ou não todos eram um alvo de John Curtis então acredito que precisem de um tempo. – respondeu Strauss.
‒ Sei que é estranho e inapropriado eu perguntar... – começou Reid – A senhora poderia explicar como se tornou uma vítima de John Curtis?
‒ Eu conheço John Curtis há anos... – começou Strauss – Tivemos um pequeno caso quando ele era agente do FBI... Somente ele sabia qual era meu uísque preferido quando vi que recebi aquela garrafa eu liguei para ele para confronta-lo... Eu inocente achei que ele tivesse revelado coisas pessoais minhas a outra pessoa sendo que quem perseguia a equipe era ele, enfim, eu marquei um encontro com ele e foi ai que eu cai em sua emboscada.
‒ Ela me contou essa história. – disse Agatha – Enquanto estávamos presas com Elle e o garoto David.
‒ E a foto de Hotch que você recebeu? – perguntou Prentiss.
‒ A foto era por causa... – Strauss ficou envergonhada – Eu já fui apaixonada por Hotch um tempo atrás... Rossi já confirmou isso a vocês.
‒ É que você não deu certeza aquele dia que recebemos a encomenda. – respondeu Blake.
‒ Eu acho que tudo isso agora é passado. – afirmou Hotch.
‒ É sério o que disse sobre as folgas? – perguntou Rossi.
‒ Sim. – respondeu Strauss – É a última coisa que irei aprovar antes de me afastar.
‒ Você vai deixar o FBI? – perguntou JJ.
‒ Vou resolver algumas pendências e irei me afastar. – disse Strauss – Eu preciso de um tempo.
‒ Quantos dias de folga? – perguntou Morgan.
‒ Eu preciso acertar com o senhor Anderson, mas eu entro em contato. – Strauss virou-se para Agatha – Agatha eu preciso te agradecer.
‒ Pelo o que? – indagou Agatha desentendida.
‒ Pela sua coragem... Eu como uma agente do FBI foi muito falha já você foi sábia e corajosa.
‒ Imagina senhora Strauss não tem o que agradecer.
‒ Sim eu tenho que agradecer... Muito obrigada! – Strauss se despediu e se afastou de todos indo em direção ao seu carro.
‒ Vamos embora? – perguntou Hotch a Agatha que fez sinal de positivo com a cabeça e os demais também decidiram voltar para casa.
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