Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
44 Capítulo 43 - A Família Stocks
Notas iniciais
Assim que o avião pousou todos foram diretamente para a delegacia que cuidava do caso em que trabalhariam, o jovem delegado Nickolas Sanders recebeu a todos da equipe.
— Vocês são o pessoal do FBI, estou certo? – perguntou o delegado assim que os viu entrar.
— Eu sou o agente Hotchner. – Hotch começou a apresentar os demais – Esses são os agentes Rossi, Morgan, Prentiss, Blake, Jareau e o doutor Reid.
— Prazer em conhecê-los! – respondeu o delegado com um sorriso.
— E esta é a Srta. Silva nossa agente registradora. – assim que Hotch apresentou Agatha ao delegado o mesmo soltou um sorriso muito mais largo que o anterior.
— Uau o FBI tem pessoas muitos jovens... Prazer eu sou o delegado Nickolas Sanders estou a seu dispor! – o jovem delegado estendeu a mão para cumprimentar Agatha que um pouco sem jeito pelos olhares que ele lançava estendeu a mão, mas foi surpreendida pelo delegado que pegou a sua mão e a beijou.
— Eu já percebi tudo... – sussurrou Prentiss.
— Ele nem soube disfarçar o interesse. – concluiu JJ aos sussurros. Hotch encarou brevemente o delegado não gostando da postura dele com Agatha.
— Onde podemos ficar? – perguntou Rossi.
— Tem uma sala para vocês por aqui... – o delegado começou a caminhar e todos os seguiram – Já tem tudo, painel com as informações do caso, telefone, computadores e uma máquina de café.
— Perfeito! – respondeu Blake ao entrar com os demais.
— Se a senhorita não gostar do café da máquina posso providenciar um café melhor de outro lugar! – disse o delegado todo empolgado a Agatha querendo causar boa impressão.
— Não será necessário... – respondeu Agatha sem jeito sentando-se a mesa.
— Delegado Sanders preciso que um dos seus oficiais acompanhe dois agentes até a cena do crime. – exigiu Hotch incomodado pelo fato do delegado demonstrar interesse a Agatha tão explicito.
— Vou providenciar isso. – respondeu o delegado saindo da sala.
— Morgan e Reid vão até o apartamento de Catherine. – ordenou Hotch e Morgan junto a Reid saiu da sala.
— Blake e Rossi vão ver o corpo de Catherine.
— Estamos indo. – respondeu Rossi saindo da sala com Blake o seguindo.
— JJ eu preciso que cuide da mídia, Catherine era uma socialite muito conhecida precisamos manter o controle.
— Pode deixar. – JJ se retira da sala.
— Prentiss você fica aqui comigo na delegacia por enquanto e Agatha pode começar as anotações iniciais.
— Está certo. – Agatha pegou seu caderno de anotações na bolsa.
— Eu posso ajuda-los em alguma coisa? – perguntou o delegado voltando à sala.
— Pode começar a falar sobre quem encontrou Catherine morta. – respondeu Prentiss.
— A irmã mais nova que se chama Nicole a encontrou logo pela manhã de ontem, ela tem as cópias da chave do apartamento disse que era comum ir visitar a irmã sem avisar e quando chegou encontrou o corpo.
— Ela sabe alguma coisa sobre o homem que a irmã conheceu na balada? – perguntou Hotch enquanto Agatha já dava início a suas anotações.
— Estava muito abalada para responder qualquer coisa.
— Talvez ela possa responder agora... – começou Prentiss – Agatha você chegou conhecer a irmã?
— Eu a vi apenas uma vez... Francine que as conhecia bem. – respondeu Agatha em voz baixa.
— Uau, você era amiga da socialite? – perguntou o delegado.
— Não. – respondeu Agatha em seco.
— Delegado Sanders precisamos falar com a irmã. – disse Hotch.
— Eu não sei se será possível a mãe dela não quer falar com nós.
— Por quê? – questionou Prentiss.
— Eu não sei.
— Diga que o FBI está aqui e deseja falar com elas. – ordenou Hotch.
— Vou ver se eu consigo. – o delegado saiu sorrindo para Agatha.
— Daqui a pouco ele te traz flores... – disse Prentiss a Agatha – Ele nem disfarça.
— Não entendi o que você quis dizer. – fingiu Agatha.
— Agatha ele está interessado em você! – exclamou Prentiss.
— Quem?
— Ora Agatha o delegado!
— Vamos nos concentrar no caso. – exigiu Hotch não gostando da conversa – Prentiss vai atrás do delegado e peça os arquivos do caso das garotas de programa.
— Está bem. – Prentiss se retira da sala.
— Hotch eu posso falar com você? – sussurrou Agatha.
— O que foi? – Hotch se aproximou.
— Podemos ir lá fora?
— Lá fora? O que foi Agatha?
— Por favor, vamos lá fora.
— Está bem... – Hotch concordou e junto com Agatha saiu da delegacia – O que acontece?
— Eu me lembrei de algumas coisas que Francine falava de Catherine e Nicole. – dizia Agatha em voz baixa.
— O que ela já te contou?
— Algumas vezes ela disse que Nicole tinha um pouco de inveja da irmã... Catherine era conhecida em vários lugares, era notícia por qualquer coisa nas redes sociais, a Francine comentava que Nicole tentava ser igual a irmã.
— Você acha que ela pode estar envolvida?
— Eu não sei é como eu disse só a vi uma vez, mas sou sincera em dizer que a achei bem estranha já Catherine era alegre nas festas e chamava atenção de todos... Eu só estou dizendo isso porque talvez seja importante.
— Porque não podia falar lá dentro?
— O delegado já perguntou curioso se eu conhecia a Catherine e sei lá eu estou dizendo algo que eu ouvi não sei se é verdade.
— Tudo bem Agatha foi bom dar essa informação... – quando Hotch ia entrar ele deu meia volta.
— O que foi? – perguntou Agatha desentendida.
— O delegado gostou bastante de você não é?
— Hotch, por favor, não começa... Eu percebi isso eu fingi para Prentiss parar de falar.
— E você?
— Eu o que? Hotch você acha que... Eu não acredito!
— Não estou achando nada eu apenas... Sei lá, só não fica muito próxima a ele inclusive se estiver sozinha.
— Hotch você está... Não esqueci! – Agatha passou por ele para entrar.
— Eu estou o que? – perguntou Hotch desentendido.
— Nada, esqueci! – respondeu Agatha querendo rir ao pensar na possibilidade de Hotch estar com ciúmes e realmente ele estava.
***
Os demais depois de um tempo voltaram à delegacia e a equipe se reuniu para discutir o caso e fazer as teorias iniciais.
— O legista disse que ela recebeu vários cortes nos seios e nos quadris. – começou Blake – Eles não tiveram relações sexuais.
— E o mais estranho... – continuou Rossi – É que nas unhas foram encontrados vestígios de sabão e água sanitária.
— Por isso os produtos de limpeza! – exclamou Reid – Ele a torturou causando as feridas nos seios e nos quadris e deve tê-la obrigado a limpar.
— Faz sentido. – respondeu Morgan apontando para uma foto do corpo de Catherine que estava no painel – Veja como ela está de joelhos no chão com os pulsos amarrados, mas perto dela estão as coisas para limpeza... Sabão, água sanitária, escova e saco plástico de lixo.
— E depois de três horas ele cortou a garganta dela... – continuou Prentiss – Por isso não havia muito sangue no chão olhem bem para a foto.
— Não faz sentido... – comentou Agatha fazendo suas anotações – Ela limpar o sangue causado das outras feridas tudo bem, mas da garganta? Impossível! Assim que ele cortou a garganta ela morreu não tinha como limpar e que eu saiba cortar a garganta causa um sangramento muito grande.
— Ele limpou. – respondeu Hotch – Ele a obrigou a limpar um pouco e o restante foi ele.
— Que coisa bizarra. – disse JJ.
— Eu li os arquivos sobre as garotas de programa... – continuou Prentiss – Elas não tinham vestígios de água sanitária nas unhas, mas nas cenas dos crimes não foi encontrado muito sangue dando indicação de que alguém limpou tudo.
— O suspeito matou três garotas de programa um ano atrás... – começou Morgan – E depois de um ano volta para matar Catherine Stocks? O que estamos perdendo?
— Talvez Catherine sempre foi o alvo do suspeito... – respondeu Blake – E ele primeiro quis matar essas garotas como espécie de treinamento?
— Queria se adaptar para a morte da Catherine. – concluiu Rossi.
— Mas seria o caso dele matar mais vezes. – disse Agatha.
— Vou ligar para a Garcia para ela pesquisar sobre outros casos... Talvez teve mais vítimas. – disse Morgan pegando o celular e saindo da sala.
— JJ como está à mídia? – perguntou Hotch.
— Você acredita que teve alguns repórteres que perguntaram se Nicole Stocks era suspeita?
— Eu não acredito! – exclamou Blake.
— Pelo que eu ouvi dizem que Nicole tinha inveja de Catherine. – Hotch e Agatha se olharam brevemente.
— Falando na irmã precisamos falar com ela... Vou saber com o delegado se ele conseguiu contato. – Hotch se retira da sala.
— A irmã não está envolvida. – falou Rossi convicto.
— Porque acha isso? – perguntou Prentiss.
— Porque o crime cometido com as garotas de programa não faria sentido ela cometer... Os produtos de limpeza são a assinatura do assassino.
— Faz sentido. – disse Reid – Se Nicole quisesse matar a irmã não seria desta forma.
— Garcia já está procurando outros crimes que possam ter ligação. – disse Morgan voltando a sala.
— Prentiss e Agatha... – chamou Hotch ao voltar – Vocês vão comigo a casa da família Stocks.
— Elas não viriam até aqui? – perguntou Agatha.
— O delegado disse que quanto à mãe e a irmã se negam falar com nós, eu acho que elas escondem algo.
— Escondem o que? – indagou Prentiss se levantando da mesa com Agatha.
— Isso o que vamos descobrir. – respondeu Hotch que saiu da sala junto com Prentiss e Agatha.
***
O carro foi estacionado em frente a mansão da família Stocks, Hotch pediu que Agatha registrasse toda a entrevista deles com a família e Agatha optou de forma discreta gravar tudo pelo celular.
Eles foram atendidos por um mordomo que pediu que eles aguardassem na enorme sala de visitas, a casa era enorme e luxuosa todos os itens eram caros e chamativos tinha uma bela decoração.
Uma senhora dos cabelos loiros presos em um coque desceu as escadas para recebê-los, ela usava um vestido preto social que ia até o joelho e calçava sapatos fechados de salto da mesma cor do vestido ela usava um óculos de armação delicada, aquela era a Sra. Stocks.
— Eu lamento que quiseram perder o tempo de vocês vindo aqui. – disse ela com sua voz fina e irritante – Minha família não tem nada a declarar.
— Senhora Stocks eu sou o agente Hotchner e essas são as agentes Prentiss e Silva, nós queremos descobrir quem cometeu essa crueldade com sua filha.
— Eu já disse ao delegado por telefone que não tenho como ajuda-los!
— Senhora nós queremos fazer algumas perguntas sobre sua filha, qualquer informação nos ajudará. – pediu Prentiss.
— Eu já disse que não tenho nada a dizer! – esbravejou a mulher encarando Prentiss, mas quando ela a encarou reparou em Agatha – Agatha é você?
— Perdão senhora... – respondeu Agatha – A senhora me conhece?
— Claro que sim, não se lembra? Frequentamos várias festas juntas dadas por John Curtis!
— É claro que eu me lembro... – respondeu Agatha sem graça – Eu cheguei a ver sua filha Catherine em alguns eventos desculpe não me lembrar de imediato da senhora.
— Como está John? Nunca mais soube dele.
— Eu... Eu... – Agatha começou a gaguejar e Hotch com Prentiss achou estranho – Eu não tenho notícias dele.
— Vocês não estão mais juntos?
— Senhora Stocks precisamos conversar sobre sua filha Catherine. – Agatha tinha o celular no bolso de sua jaqueta gravando tudo para suas anotações.
— Eu já disse que sobre isso eu não posso ajudar. – respondeu a senhora com rispidez.
— A senhora está preocupada com o que a mídia está dizendo? – quando Agatha perguntou isso Hotch a encarou, mas não disse nada.
— Nicole disse que em todas as redes sociais estão dizendo que ela mandou matar a irmã! – a senhora Stocks começou a chorar – Eu não quero o FBI acusando minha filha!
— Senhora Stocks... – começou Hotch – Não viemos aqui acusar sua filha, viemos saber sobre a Catherine.
— Queremos apenas ajudar. – concluiu Prentiss.
— Posso confiar neles Agatha? – perguntou a senhora Stocks enxugando as lágrimas.
— Pode Senhora Stocks. – respondeu Agatha.
— Irei chamar meus filhos, por favor, sentem-se!
— Obrigado. – agradeceu Hotch que junto com Prentiss e Agatha sentou-se no enorme sofá.
— E Agatha... – disse a senhora Stocks enquanto subia as escadas – Porque você está trabalhando no FBI? Você não precisava disso você tinha o John na sua vida! – antes que Agatha pudesse pronunciar qualquer coisa a senhora Stocks subiu as escadas para chamar seus filhos.
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