Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
45 Capítulo 44 - O Rei da Paquera (Parte 01)
Notas iniciais
O interrogatório com a família Stocks não ajudou em muita coisa os irmãos mais novos de Catherine eram crianças de nove e onze anos, Nicole deu algumas informações sobre a irmã de forma fria não se demonstrava muito triste com o ocorrido, após a entrevista se despediram agradecendo pela ajuda e foram embora.
Ao chegarem de volta a delegacia Hotch pediu para conversar com Agatha em particular em uma sala reservada, Agatha ficou preocupada com a tamanha seriedade que ele estava, mas aceitou conversar com ele, assim que chegaram a sala Hotch começou:
— O que foi aquilo com a senhora Stocks? – Hotch tinha o olhar fixo em Agatha e estava muito sério se notava que ele estava irritado ou incomodado com algo.
— O que foi aquilo o que Hotch? – Agatha arregalou os olhos se sentindo desentendida com aquele questionamento.
— Sobre você perguntar se ela estava preocupada com o que mídia dizia! Você anda sabendo algo que não sabemos?
— Calma Hotch eu posso explicar... – Agatha sentiu as pernas tremerem de nervoso e medo Hotch se demonstrava muito irritado – A mídia questionou a JJ se Nicole era vista como uma suspeita e Francine me comentou que Nicole tinha inveja da irmã é de se imaginar que a mídia esteja acabando com a imagem de Nicole e a senhora Stocks quer evitar escândalos é da pessoa dela.
— Mas a sua pergunta soou muita estranha... A mídia questionou a JJ sim, mas não precisamos expor isso!
— Hotch se acalma, em nenhum momento eu disse que a JJ contou isso na casa da família Stocks!
— Independente disso você não devia perguntar nada!
— Hotch desculpa... Eu só quis ajudar e...
— Você quis se livrar sobre o que a senhora Stocks estava lhe perguntando não é mesmo?
— Não entendi Hotch.
— Quem é John Curtis?
— Hotch faça-me o favor de não perguntar isso está bem? Peço desculpas por eu ter me intrometido eu só estou na equipe para fazer os registros e nada mais. – Agatha desviou o olhar.
— Eu peço desculpas... – Hotch passou a mão na cabeça – Não foi certo você questionar entendeu? Eu espero que não se repita.
— Eu peço desculpas por eu ter sido intrometida durante o trabalho de vocês.
— Agora quem é John Curtis?
— Hotch esquece isso está bem? – Agatha foi até a porta da sala.
— Ele já foi seu namorado? – Hotch perguntou sem pensar.
— Hotch eu não quero falar sobre isso! – esbravejou Agatha saindo da sala e batendo a porta.
***
A equipe se reuniu novamente para continuar a discutir o caso:
— Garcia até o momento não achou nenhum caso que se ligue a esse. – disse Morgan.
— Eu acredito que o alvo do assassino era Catherine. – começou Blake.
— Eu não sei... – continuou Prentiss – Eu acho que ele apenas mudou os tipos de vítimas.
— Primeiro três garotas de programa para depois de um ano matar uma socialite. – completou Morgan.
— Garotas de programa você só precisa falar que quer um programa e pronto... – continuou Rossi – Não existe conversa e nem paquera, o cliente paga e tem o programa que quer.
— Já com uma socialite não... – respondeu Reid – No vídeo das câmeras de segurança da boate que ela foi vimos que ele a paquerava.
— O que o fez mudar de garotas de programa para um alvo como Catherine? – indagou Agatha.
— E as garotas de programa que foram assassinadas eram tipos fáceis... – disse Prentiss abrindo um dos arquivos do caso que estava na mesa – Uma era de rua e duas faziam anúncios em jornais.
— Qual foi a primeira vítima? – perguntou Reid.
— Vejamos... – respondeu Prentiss lendo o arquivo – Foi Lauren Green, 23 anos, era a garota de rua.
— Perceberam? – perguntou Reid raciocinando.
— O que foi Reid? – perguntou Hotch.
— A primeira vítima foi uma garota de programa de rua então as outras duas eram as do anúncio e depois de um ano foi uma socialite.
— Estou entendendo garoto... – continuou Morgan – Primeiro foi uma vítima que digamos assim “que se oferece fácil” depois foram duas de anúncio que não se arriscam tanto nas ruas.
— E depois uma socialite... – continuou Prentiss – Ele foi escolhendo alvos difíceis cada vez mais.
— Essas que fazem anúncios em jornais costumam colocar alguns tipos de exigências... – foi dizendo Rossi – As de rua digamos se submetem a qualquer coisa.
— A intenção dele sempre foi matar só quis ir mudando os tipos. – concluiu Blake.
— Eu ainda não entendo... – começou JJ – Porque depois de um ano ele voltou a matar e foi logo uma socialite?
— Ele não deve ou devia ser um tipo de homem que sabe chegar nas mulheres... – começou Morgan – As primeiras vítimas eram alvos fáceis agora a Catherine ele precisou se aproximar e paquerar.
— Esse um ano de tempo foi para se preparar... – disse Agatha – Para poder chegar em alguém como Catherine.
— Como assim se preparar? – perguntou JJ.
— Provável que ele não era um homem atraente e legal para as mulheres... – respondeu Morgan – Ele se preparou para ser alguém assim e poder se aproximar de Catherine.
— Então ele vai atrás de mais vítimas. – concluiu Hotch.
— Podíamos ir até a boate onde Catherine o conheceu ele talvez seja um frequentador. – sugeriu Prentiss.
— Eu acho uma boa ideia. – respondeu Blake.
— Podemos arriscar... – concordou Hotch – Iremos nos dividir e interrogar as pessoas.
— Vai todo mundo? – perguntou Agatha – Digo vão todos vocês?
— Você pode ir Agatha para ajudar em seus registros. – respondeu Hotch.
— Está bem. – concordou ela voltando a suas anotações.
***
A noite logo chegou e todos da equipe foram a boate que Catherine Stocks havia ido pela última vez, Hotch dividiu a equipe da seguinte maneira: Blake e Rossi, Morgan e Prentiss, Reid e JJ e ele ficou acompanhado de Agatha.
A boate estava lotada com muitos jovens se divertindo e dançando, algumas pessoas não conseguiam dar muitas informações já algumas com o pouco que responderam ajudaram.
Hotch e Agatha encontraram uma garota que esteve com Catherine na boate na noite do crime.
— Eu não lembro muita coisa estava um pouco alterada. – respondeu a jovem a Hotch.
— Qualquer coisa que lembrar nos ajuda... – respondeu Hotch – Consegue lembrar da aparência dele?
— Um pouco... – começou a jovem – Ele era alto e parecia ser forte tipo corpo malhado, mas ele usava um chapéu que escondia um pouco seu rosto.
— Como ele estava vestido?
— Bem apresentável... Ele tinha uma voz rouca, mas doce.
— Ele se demonstrou muito interessado em Catherine?
— Demais senhor... Ele dizia bastante que ela era linda, ele disse algo assim “Eu não acreditava em fadas até ver você” eu acho que foi isso.
— Mais alguma coisa?
— Teve um momento que Catherine quis pegar o chapéu dele e se não estou errada notei que ele tinha um olho de cada cor.
— Um olho de cada cor? – indagou Hotch.
— É... Um era azul o outro eu não sei... Eu não lembro de mais nada.
— Tudo bem... – Hotch pegou um cartão do bolso – Caso lembre mais alguma coisa pode me ligar.
— Está bem... – a jovem pegou o cartão das mãos de Hotch e se afastou deles.
— Um olho de cada cor? – indagou Agatha aos berros, pois o som do ambiente estava no máximo.
— Talvez ele use lentes de contato. – respondeu Hotch.
Enquanto andavam pela boate tentando interrogar mais pessoas, Hotch sentiu-se incomodado ao ver que alguns rapazes flertavam com Agatha e quase rolou uma confusão quando um deles além de flertar pegou Agatha pelo braço nas segundas intenções e Hotch teve que interferir:
— Larga ela agora! – ordenou Hotch ao rapaz.
— O que você vai fazer “Senhor Engravatado?”— questionou o rapaz alterado de bebidas e drogas que havia ingerido.
— Faço você passar uma noite na cadeia! – disse Hotch mostrando a sua credencial do FBI.
— Eu não quero confusão! – o rapaz que se mostrava exibido e confiante logo ficou amedrontado e soltou Agatha.
— Que idiota! – esbravejou Agatha quando foram para um lugar mais afastado onde a música não incomodava tanto.
— Ele te machucou? – perguntou Hotch preocupado pegando com carinho no braço de Agatha.
— Não... Está tudo bem.
— Eu acho que não foi uma boa ideia você vir junto.
— Como é Hotch? Está tudo bem não precisa se preocupar.
— Vou mandar uma mensagem ao David. – disse Hotch pegando seu celular.
— Não precisa... – Agatha apontou para o lado – O restante da equipe vem aí.
— O que descobriram? – perguntou JJ – Porque Reid e eu só ouvimos cantadas.
— Estão arrasando pela festa! – brincou Morgan.
— Falou o senhor conquistador! – exclamou Prentiss rindo – Um monte de garotas querendo passar seus números.
— Eu aposto que ele pegou todos. – brincou Reid.
— Não garoto está enganado, eu estou aqui como todos: a trabalho. — respondeu Morgan.
— Encontramos uma colega de balada de Catherine... – começou Hotch – Ela disse que lembrava poucas coisas, mas mencionou do suspeito ter um olho de cada cor.
— Um azul e a outra cor ela não se lembra. – completou Agatha – Ele soltou várias cantadas a Catherine como uma em que ele disse “Eu não acreditava em fadas até ver você”.
— Que cantada barata! – respondeu Blake.
— Falando em cantadas... – disse Rossi tirando um cartão do bolso – Falamos com um barman que disse que a melhor pessoa para informar sobre tudo o que acontece nessa boate é esta pessoa.
— Como é? – perguntou Morgan que pegou o cartão da mão de Rossi – “O Rei da Paquera”? Eu li isso mesmo?
— É isso mesmo. – respondeu Prentiss lendo o cartão sobre o ombro de Morgan.
— Quem é ele? – perguntou JJ.
— O barman disse que ele pode ensinar qualquer homem a conquistar várias mulheres e que frequenta essa boate e outras mais. – respondeu Rossi.
— E ele está aqui hoje? – perguntou Hotch.
— O barman disse que provável que ele esteja em outra boate que ele tem seus dias fixos. – respondeu Blake.
— Ele pode ser o suspeito? – indagou Agatha curiosa.
— Talvez ele seja o cara que ensinou o suspeito a chegar em Catherine. – respondeu Morgan.
— O barman disse que se fosse ele a sair com Catherine da boate todos reconheceriam. – complementou Blake.
— Vamos precisar falar com este “Rei da Paquera” então. – disse Prentiss e assim todos saíram da boate para voltar a delegacia.
Fale com o autor