Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada
41 Capítulo 40 - Um Caso Mal Resolvido (Parte 01)
Notas iniciais
Agatha dormiu enlaçada nos braços de Hotch que também dormiu por alguns instantes, mas que despertou espontaneamente e passou a acaricia-la. Agatha parecia uma criança em seus braços nem parecia àquela mulher que havia se deixado levar pelo prazer.
Ele notou que ela adormecida se tremia então puxou os lençóis para cobri-la e ficou afagando seus longos cabelos cacheados. Fazia tempo que Agatha não tirava um cochilo como aquele era tudo o que ela precisava desde os tristes acontecimentos que viveu.
Hotch não se conteve e beijou os cabelos dela indo para a testa, bochechas e nariz quando beijou os lábios de leve Agatha abriu os olhos devagar se despertando do sono tranquilo que tivera e correspondeu ao beijo dele, ficaram aos beijos por alguns instantes depois que os lábios se afastaram Hotch passou a acariciar o rosto dela que não se conteve e soltou um sorriso.
— Que horas são? – perguntou ela com a voz sonolenta.
— Eu não faço à mínima... – o celular de Hotch estava em cima do criado mudo que ficava ao lado esquerdo da cama que era o lado em que ele estava, mas a preguiça não o deixava pegar.
— Eu devo voltar ao meu quarto... – Agatha tentou se soltar dos braços de Hotch – Eu preciso ir.
— Fica aqui. – pediu ele com um olhar terno e ao mesmo tempo abandonado.
— Você quer mesmo que eu fique? – ela colocou uma de suas mãos na face do rosto dele.
— Eu quero muito. – ele lhe deu selinho.
— Hotch eu achava que você não queria que isso acontecesse...
— Agatha... – Hotch colocou o dedo indicador entre os lábios dela – Eu não quero pensar se isso é certo ou não... Eu sempre fui um homem que levou as coisas muito a sério nunca aprovei nada fora da linha e sempre fui um que foi contra as situações antiéticas no trabalho, mas sinceramente eu não quero discutir isso.
— O que você quer então? – ela o fitou nos olhos.
— Eu quero viver... Apenas isso Agatha, eu quero viver o momento... Eu já perdi muito por não ter vivido.
— Hotch eu não sei...
— Ei... – ele aproximou seus lábios ao dela – Apenas viva está bem?
— Está bem. – Agatha correspondeu ao beijo doce e carinhoso dado por ele o medo ainda a assustava, mas o desejo e o sentimento por Hotch eram maiores. Ela nunca havia ficado daquele jeito por ninguém já fazia algum tempo apesar de nova Agatha se manteve fechada para o amor por seus motivos pessoais, já Hotch sempre deixou claro o quanto amou Haley, mas o trabalho e outras coisas tomaram a frente do relacionamento e ele não soube viver o amor com ela e pelo que se entendia ele não queria perder isso de novo.
Será que eles estariam namorando? Não dava para saber ao certo o que ele queria era que quando tivesse a chance de ter Agatha em seus braços ele não hesitaria mais não deixaria aquilo que chamam de “falta de profissionalismo” ou o medo afetarem ele desejava Agatha e não podia negar mais isso a si mesmo. Ele queria além do prazer sexual, queria leva-la para jantar ou para ir ao cinema, tomar vinho e discutir o que gostavam e o que odiavam queria ter a oportunidade de vê-la rindo ao seu lado das coisas banais da vida ele queria tê-la ao seu lado sendo certo ou não.
Entregaram-se a alguns beijos e caricias e depois adormeceram um aos braços do outro, dormiram feito crianças, pois quanto ela e quanto ele não tinham um sono tranquilo há tempos.
***
Os raios de sol invadiram o quarto pelas brechas das cortinas, Hotch abriu os olhos com dificuldade se despertando do sono tranquilo que tivera e se assustou quando viu que Agatha não estava ao seu lado, mas respirou aliviado ao ouvir o barulho do chuveiro.
Levantou-se vestindo seu roupão branco do hotel e foi até o banheiro Agatha ficou surpreendida quando ele abriu o box e ficou tentando tampar com as mãos suas partes intimas Hotch riu da cena e disse:
— Está com vergonha?
— É claro que eu estou! – respondeu ela com a cabeça baixa e com as mãos tapando sua intimidade enquanto a água quente do chuveiro caia sobre suas costas.
— Sério? – ele arregalou os olhos querendo rir mais da maneira em que ela havia ficado.
— Hotch sai, por favor... Eu estou tomando banho.
— Eu quero tomar banho também... – antes que Agatha pudesse falar algo mais Hotch se desfez do roupão que usava e entrou no box junto a ela pegando a esponja para banho e começou a esfregar as costas dela.
Aquilo foi como uma massagem para Agatha que fechou os olhos e tirou às mãos de sua intimidade, Hotch ensaboou mais a esponja e esfregou a barriga, os seios, os braços, as pernas e coxas dela o que foi mais intrigante e interessante para ela foi ver que ele a ajudou no banho, mas em nenhum momento ele agiu com segundas intenções tendo a chance de ser ousado ele agiu como um cavaleiro.
Após Agatha tirar o sabão de seu corpo ela pegou a esponja da mão dele e esfregou suas costas, pernas e braços sem agir nas segundas intenções assim como ele havia feito, Hotch tirou sabão do seu corpo e então tomou Agatha em seus braços e a beijou docemente e ela como sempre fazia enlaçou os braços em volta do pescoço dele correspondendo ao beijo.
O beijo de leve e doce foi ficando tenso e quente Hotch já havia colocado um dos seus dedos entre a intimidade de Agatha a fazendo gemer entre os beijos e as mordidas que davam nos lábios. Agatha percebeu o quanto Hotch adorava a fazê-la sentir prazer e mesmo estando com receio sentiu que ela devia retribuir e fazer alguma coisa, ela começou a beijar o pescoço dele e dar algumas mordidas de leve ao pé da orelha o fazendo soltar gemidos abafados entre seus ouvidos, Agatha fechou os olhos sentindo-se com vergonha, mas ao mesmo tempo com vontade e desceu do pescoço dele para o peitoral, Hotch logo percebeu qual era a intenção dela e sentiu que ela estava receosa ele com carinho segurou o rosto a fazendo o olhar nos olhos e disse:
— Se está com vergonha não precisa...
— Eu quero fazer isso eu preciso tentar... – respondendo isso ela voltou a beijar o peitoral dele que fechou os olhos se entregando totalmente a aquele momento. Do peitoral ela foi para a barriga e logo chegou aonde queria chegar: no membro dele que já estava ansiando por aquele momento.
Agatha abriu os olhos rapidamente e com delicadeza tocou a intimidade de Hotch que mordeu os lábios se segurando para não soltar um gemido escandaloso a expectativa já o havia deixado maluco. Ela então o acariciou fechou os olhos e o abocanhou Hotch já não se contendo mais passou a gemer sentindo-se em êxtase com tudo aquilo.
Logo a vergonha foi embora e ela foi o agradando oralmente e também sentia-se extasiada com tudo aquilo ao ouvir os gemidos dele ela vibrava de alegria e satisfação quando percebeu que ele havia chegado ao clímax ela parou o ato, mas segurou o membro em suas mãos o ajudando a liberar todo aquele liquido branco.
Passaram mais um tempo no chuveiro e logo saíram, trocaram alguns beijos carinhosos e se vestiram Agatha teve que vestir sua camisola vermelha e colocar o roupão por cima enquanto Hotch vestiu um de seus ternos.
Quando Agatha o ajudava a ajeitar a gravata o celular de Hotch toca e ele de imediato atende:
— Hotchner.
— Senhor Hotchner aqui é o delegado Reece.
— Alguma novidade do caso?
— Sim senhor, mas são bem embaraçosas.
— Como assim? – Hotch encarou Agatha se mostrando preocupado.
— O garoto David Smith está aqui e apareceu na delegacia com um bilhete do suspeito.
— Eu estou indo imediatamente para a delegacia e já avisarei aos outros! – Hotch encerra a ligação preocupado.
— O que houve Hotch? – perguntou Agatha pegando a chave de seu quarto que havia derrubado no chão na noite anterior.
— É complicado... – Hotch hesitou um pouco – David Smith apareceu na delegacia.
— Como é? – Agatha levantou-se ficando desacreditada com o que ouvira – Ele apareceu assim do nada?
— Mais detalhes saberemos na delegacia... Eu estou enviando uma mensagem a todos da equipe.
— Eu vou ao meu quarto e ficarei pronta em cinco minutos! – desesperada Agatha corre até a porta.
— Agatha! – exclamou Hotch a puxando pelo braço.
— O que foi? – ela arregalou os olhos para ele.
— Isso... – Hotch a beijou docemente – Até daqui a pouco.
— Até... – respondeu ela sorrindo abrindo a porta.
***
Quando todos da equipe chegaram à delegacia se surpreenderam ao ver pelo vidro o garoto David Smith sentado a mesa da sala de interrogatório o delegado se juntou a eles:
— Como ele veio parar aqui? – indagou Morgan.
— Quando vimos ele já havia entrado não disse uma palavra apenas entregou esse bilhete... – o delegado pegou o bilhete que havia recebido de David e entregou nas mãos de Reid.
— O que diz no bilhete Reid? – questionou Agatha inquieta ao ver o garoto calado pelo vidro da parede.
Reid leu em voz alta o bilhete que dizia o seguinte:
Eu soube que vocês estavam muito preocupados com o garoto então o entrego para vocês ele estava muito bem comigo, mas a linda mulher loira dos olhos azuis se mostrou muito preocupada então decidi entrega-lo eu espero que cuidem bem do garoto... Podem questiona-lo a vontade ele não vai dizer nada e já aviso que não irei fazer mais vítimas.
Então sou igual ou melhor que Sean Smith?
— Que desgraçado! – esbravejou Morgan e Rossi ao mesmo tempo.
— Ele pode estar nos enganando... Quem garante que não tem mais vítimas? – indagou Prentiss indignada.
— O que será que ele fez com o garoto? – Agatha ficou pensando no terror psicológico que David havia passado nas mãos do suspeito já não bastava o que viveu com o pai.
Sentindo-se mal e enojada Agatha se retirou de perto de todos e saiu da delegacia para tomar um ar e Hotch sem pensar duas vezes foi atrás dela. Ao chegar ao lado de fora viu que ela se segurava no corrimão da escada que dava acesso a entrada da delegacia ela tinha a cabeça baixa e respirava fundo se sentindo ofegante ele se aproximou para ver como ela estava:
— Agatha o que houve? – ele tocou o ombro dela de leve.
— O que aconteceu com o menino Hotch? – questionou ela levantando a cabeça para encara-lo.
— Não sabemos vamos precisar o interroga-lo.
— Hotch já não basta o que ele passou com o pai dele? Tem que aparecer um idiota e fazer mais terror para ele? – os olhos de Agatha se encheram de água.
— Agatha... – Hotch tocou o rosto dela – Eu entendo que tenha se apegado ao garoto, mas você precisa ser forte... Eu sei que quando testemunhava o pavor ao lado de Sean Smith ele estava lá vivenciando tudo, mas você precisa ser forte!
— Eu preciso que me ensine! – Agatha enxugando as lágrimas toca o rosto de Hotch.
— Ensinar o que? – ele arregala os olhos.
— A ser forte... Eu preciso que ensine.
— Eu posso ajudar, mas ensinar é difícil.
— Aaron! – exclamou Rossi o chamando na entrada.
— O que houve? – Hotch e Agatha se afastaram na velocidade da luz ao ver Rossi.
— Vamos interrogar o garoto agora... O que acha?
— Perfeito... Não podemos perder tempo! – Hotch e Agatha junto a Rossi entraram de volta a delegacia.
Agatha pegou seu material para iniciar suas anotações e juntou-se aos demais que ficaram na escuta olhando pelo vidro o garoto ser interrogado, Morgan e Prentiss entraram na sala para interroga-lo:
— Oi David! – exclamou Morgan – Eu sou o agente Morgan e essa é minha amiga Prentiss.
— Oi David! – exclamou Prentiss que junto a Morgan sentou-se de frente ao garoto que permanecia calado.
— David sabia que estávamos preocupados com você? – indagou Morgan e o garoto deu de ombros.
— David nós podemos te mostrar algumas fotos? – Prentiss segurava uma pasta na mão o garoto deu de ombros novamente e balançou a cabeça respondendo sim.
Prentiss encarou Morgan brevemente se mostrando apreensiva já percebendo que seria difícil fazer o garoto falar. Ela abriu a pasta e mostrou fotos das vítimas não as fotos delas mortas, mas fotos normais do dia a dia e perguntou se David às conhecia o garoto mal olhou para as fotos e não respondeu ficando calado encarando Prentiss e Morgan.
— Ele pediu que você ficasse calado não foi? – perguntou Morgan recolhendo as fotos.
— O bilhete. – respondeu o garoto seriamente.
— Como? – Prentiss aproximou-se mais.
— O bilhete... Leiam o bilhete.
— Nós lemos o bilhete David... Mas precisamos de mais respostas. – disse Morgan.
— Estou com fome. – disse o garoto virando o olhar para o lado.
Prentiss e Morgan se olharam nos olhos e se retiraram da sala, os demais estavam apreensivos por eles não terem conseguido nada.
— Ele não vai responder... – iniciou Morgan – É provável que o suspeito tenha feito lavagem cerebral.
— Ele deve ter feito o mesmo que Sean... – continuou Prentiss – David nunca comentou a ninguém sobre o que o pai fazia e pelo visto não vai comentar nada agora.
— O suspeito deve ter colocado na cabeça do garoto de que ele é como um pai... – começou Blake – Mesmo que de uma forma distorcida.
— O garoto nunca teve a atenção que precisava... – continuou JJ – No lar adotivo ele nunca recebeu atenção quanto é que a mulher responsável não sabe dizer como o garoto sumiu.
— Ela nem percebeu o sumiço! – exclamou Rossi.
— O suspeito primeiramente mostrou a atenção que David queria receber... – disse Hotch – Depois que conquistou a confiança do garoto o usou nos crimes.
— Então David deve ter desaparecido há muito mais tempo que imaginamos! – disse Reid – Ele não ganharia a confiança do garoto da noite para o dia!
— A mulher do lar adotivo deve saber sim como David sumiu! – esbravejou Agatha fechando seu caderno de anotações.
— Porque acha isso? – indagou Hotch curioso.
— Judith Taylor pode ter ganhado algo para não dizer... Vamos pensar o seguinte: o suspeito soube do caso de Sean Smith soube que David era usado como isca então resolveu usar o garoto em seus crimes.
— Descobriu onde o garoto estava... – continuou Reid indo no raciocínio de Agatha – Deve saber que Judith Taylor não cuida bem das crianças que não tem responsabilidade e deve ter feito chantagem para ela.
— Querendo o garoto por algum tempo para seus crimes! – concluiu Blake.
— Pode ter ameaçado ela dizendo que a denunciaria... –começou JJ.
— E também deve ter rolado uma grana. – finalizou Morgan.
— Ele pode ter matado outras mulheres usando o garoto. – disse Rossi – Talvez o garoto mencionou o detalhe dos corações.
— Mas o detalhe dos corações todo mundo sabia! – exclamou Agatha.
— Como assim todo mundo? – questionou JJ.
— Saiu no jornal. – respondeu ela inocente.
— Eu não passei informações para ninguém da mídia! – exclamou JJ.
— Quando viemos para cá a primeira vez para o caso de Sean Smith lembro que quando fui à cafeteria liguei para Francine para avisa-la que havia viajado e ela perguntou se vocês trabalhavam no caso do “Ladrão de Corações”.
— Agatha você tem certeza? – indagou Hotch a encarando.
— Sim... Eu perguntei a ela como soube que ela sabia e ela disse que soube pelas noticias... Eu até comentei algo sobre o nome que haviam dado ao assassino e ela perguntou se não era o FBI que dava esses nomes.
— Agatha liga para sua amiga agora! – ordenou Hotch seriamente.
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