Um Bonito Amor

39 Uma benção


Notas iniciais
Hello! Que rápida hehe Bom, gente consegui trazer esse cap rapidinho e talvez o próximo seja logo tmbm.. Vms ler

Meus olhos estavam bastantes pesados mal conseguia abrí-los. Via com muita dificuldade Raquel e minha mãe, elas falavam alguma coisa que não entendia bem. O que será que está havendo comigo?

— Ela está acordando Doutor. — Mãe Cecília falou para um homem que agora conseguir ver.

— O que..aconteceu? — Digo tentando me levantar da cama em que estava.

— Você estava chorando muito e acabou desmaiando.- Raquel respondeu.

Agora tenho lembranças, e me lembrei que chorava pelo o acontecimento com Raul de que ele havia me descoberto e de suas palavras duras pra mim. Só de lembrar já sentia algumas lágrimas sairem de meus olhos outra vez.

— Não chore mais filha, vamos conversar com Raul e tudo vai se resolver. -Tranquilizava-me minha mãe.

— Bom Gilda, sua pressão caiu devido as fortes emoções e por não ter se alimentado direito, mas já está normalizado deixei com sua mãe uma receita de vitaminas para que se alimente melhor. — Dizia o Doutor.

— Eu...- Tentava dizer me ajeitando na cama. — não tenho sentido muita fome e, toda vez que tento comer alguma coisa sinto-me enjoada.

— E com que frequência sente esses enjôos? — Pergunta-me o médico.

— Ah, todas as vezes que sinto cheiro de comida. — Respondo.

— E já tem muito tempo assim? — Pergunta com certa curiosidade.

— Bom... — Olho para minha mãe preocupada, não queria que ela soubesse, pois ficaria bastante preocupada como está agora. — Tem pouco tempo, passei a sentir por volta da semana passada, eu acho.

— Bom senhorita, preciso que vá a meu consultório para fazermos uns exames, algo me diz que há algo, mas precisamos dos exames para me tirar de dúvidas.

— Dúvidas? Doutor, o que você acha que minha filha tem? — Perguntou-o mãe Cecília já aflita de preocupação.

— Bom, por agora não posso lhe assegurar de nada porque não tenho certeza e preferiria que sua filha viesse ao consultório para realizarmos os exames. — Disse ele.

— Mas...

— Não se preocupe senhora Cecília, não será nada de preocupante só quero que ela faça esses exames. Bom, agora já vou indo e você tome todas as vitaminas. — Disse-me ele gentilmente.

O doutor saiu e nos deixou, ainda não havia percebido, mas estava naquele que era meu quarto.

— Ai filha, a partir de agora você vai ficar aqui, por aqui vou poder cuidar melhor de você. — Disse minha mãe aflita sentando-se na cama.

— Não é para tanto mãe, vou ficar bem, isso não é nada preocupante você ouviu o doutor. — Tento tranquilizá-la.

— Por favor filha fique. — Implorava ela.

— Mãe...

— Gilda, é melhor que fique ou ela não desistirá até você aceitar. — Disse Raquel divertida e lhe sorri fracamente.

— Está bem, ficarei alguns dias, mas e meu apartamento?

— Eu mandarei uma de nossas meninas da limpeza irem lá zelar seu apartamento, o que importa é que você esteja aqui para que eu possa cuidar de você. — Disse carinhosa.

— Ah, e ninguém quer cuidar de mim? — Disse Raquel fingindo está com ciúmes.

— Ah, vem cá. — Disse mãe Cecília nos abraçando. — É claro que vou cuidar de você também, vou cuidar de minhas duas bebês. — Disse ela dando um beijo na bochecha de cada uma.

Ficamos conversando um bom tempo sobre outras coisas, até a imagem de Raul se fazer presente na minha cabeça me fazendo ficar triste outra vez.

— Que foi filha, porque essa carinha? — Pergunta-me mãe Cecília.

— É que...

— Raul não é? — Disse Raquel diretamente.

— Sim, como não havia de ser? — Digo triste.

— Ai Gilda, eu sei que não devia mas... Bem que eu te avisei né, te pedi tanto pra que pensasse melhor antes de ajudar essa mulher, agora veja a situação em que está. — Falou Raquel sincera.

— Realmente, mas eu quis aproximá-los e... Já não tem razões para que eu pense nisso, já foi feito e agora Raul me odeia tanto quanto odeia a sua mãe. — Digo e uma lágrima sai de meus olhos.

— Não meu amor, não é assim, Raul não te odeia.

— Sim mãe, ele mesmo me disse.

— Eu vou falar com ele. — Mãe Cecília tenta intervir.

— Melhor não mãe, vamos deixar assim, quero esperar um pouco até que ele se acalme para que eu possa falar com ele.

— E se eu fosse falar com ele? — Sugere Raquel.

— Você muito menos irmã, ele já não gosta de você então creio que não vai te ouvir de jeito maneira.

— Então faça como você diz, espere um pouco e depois fale com ele, tenho certeza que ele entenderá seus motivos. — Diz mãe Cecília.

— Espero que sim. — Digo um pouco receosa.

— Vai ver que sim. Bom, e amanhã mesmo vamos ao consultório do doutor Hernandez, temos que saber o que você tem.

— Amanhã? Amanhã tenho supervisão no primeiro horário, não creio que...

— Shii, não quero desculpas mocinha, quem está dizendo é a sua mãe e estou dizendo que vamos fazer a esses exames amanhã. — Disse mãe Cecília se mostrando firme.

— Está bem, eu não tenho escolhas não é mesmo? — Digo com um leve sorriso.

— Não, não tem. — E todas sorrimos.

Na manhã seguinte, tal como foi combinado, me preparava para ir ao consultório para fazer os exames. E assim que apenas finalizava penteando meus cabelos, Bruno entra em meu quarto.

— Bom dia, como você está se sentindo hoje? Mamãe me contou tudo o que aconteceu e, lamento. — Diz Bruno prestando solidariedade.

— Estou bem melhor agora Bruno, obrigada por se preocupar. — Digo-o dando um abraço.

— E como vai ficar você e o Raul?

— Não sei, o mais provável é que ele nunca me perdoe. — Digo pensativa.

— Dê tempo a ele, quem sabe ele te entenda e te perdoe, até porque você não fez nada de errado, tudo que você queria era ajudar com que ele se entendesse com a mãe.

— Eu espero muito que ele possa entender, embora ache muito difícil.

— Ele vai. Bom, soube que vai ficar um tempo aqui conosco, cansou da vida de adulta morando sozinha? — Diz Bruno brincalhão.

— Ai não, eu adoro morar sozinha, mas mãe Cecília insistiu muito. — Cheguei perto dele e cochichei. — Ela acha que não me cuidarei direito estando longe dela. — Bruno sorrir.

— Mãe é mãe e a nossa é muito protetora. — Diz e eu concordo dando risadas, era tão bom estar ali dividindo sorrisos outra vez com Bruno.

— Que lindos ver meus filhos alegres. — Diz mãe Cecília entrando no quarto.

— Estamos mesmo. — Digo e olho para seus braços que está com a minha pequena Pichula. — Oh meu Deus! Pichula, que saudades de você! — Digo a pegando e lhe dando vários beijos e abraços.

— Ela está bem cuidada. — Diz minha mãe.

— Sim, sim, vejo que sim. — Digo a verificando.

Já fazia um bom tempo que não estava próxima de Pichula desde quando viajei com Raul para a chácara dele.

— Desculpe não está pendente de você, é que estive ocupa desde então, mas veja só cuidaram muito bem de você, que linda. — Falava com minha coelhinha.

— Bom, você terá tempo para estar com ela já que estará aqui um tempo, agora temos que ir ao consultório do doutor, ele nos espera. — Disse mãe Cecília.

Nos despedimos de Bruno que ia para a faculdade e em seguida para a empresa,e assim mãe Cecília e eu seguimos para o consultório.

Doutor Hernandez passou alguns exames de resultados rápidos, ou seja saberíamos no mesmo dia, e assim que realizei todos os exames ficamos a espera do resultado por algum tempo ali em seu consultório.

— Você acha que pode ser algo grave? — Pergunto para minha mãe que agora estava mais calma do que eu.

— Não filha, não será nada grave, fique calma e confie. — Disse e tentei me tranquilizar.

Ao passar de algumas horas, o doutor nos chamou até sua sala para nos dar os resultados.

— Sentem-se. — Pediu ele e assim fizemos.

— Diga-nos doutor, minha filha não tem nada grave não é? — Perguntou minha mãe.

— Vamos, nos diga o que eu tenho. — Digo aflita.

— Acalme-se, você não tem nada grave, apenas concretizou minhas suspeitas. — Disse o doutor esboçando um sorriso amigável.

— E então? — Pergunto ansiosa.

— Meus parabéns, você está grávida!

Grávida? Eu? Não sabia como reagir diante desta notícia, era algo totalmente novo e estranho, não saberia explicar. Coloquei a mão sobre o meu ventre e tudo o que me ocorreu foi chorar, chorar muito a ponto de minha mãe e o doutor me acalmarem a base de calmantes.

— Se sente mais calma? — Pergunta-me o senhor Hernandez.

— Acho que sim. — Respondo ainda triste.

— Oh minha filha, você não se sente bem com essa notícia? Um filho é uma benção. — Disse mãe Cecília carinhosa, não poderia esperar menos dela.

— Eu não sei o que estou sentindo, mas também não o rejeito, acontece que... Raul... Raul é o pai e agora estamos... estamos...

Já ia começar a chorar outra vez, quando mãe Cecília me abraçou fortemente.

— Não pense nisso agora filha, veja você será mãe, uma linda mamãe. Agora é momento de esquecer os problemas e pensar no bem dessa criança que está vindo.

— Não quero sair da faculdade. — Digo em automático.

— Oh meu amor, e não vai, você já está no seu ano final e esse bebê talvez chegue depois de sua formação. — Diz ela sabiamente.

— Não pense que não quero tê-lo eu sinto que o quero, mas é que as circunstâncias se tornaram tão difícil para mim e para o Raul que....

— E se você falar pra ele sobre sua gravidez? Tenho certeza que ele amolecerá o coração? — Disse o doutor que até então só nos observava calado.

— Você acha? — Pergunto.

— Bom, não o conheço, mas qualquer homem que tenha amado sua mulher verdadeiramente algum dia, se sentiria mais que realizado com a vinda de um filho e seja qual for a situação que tenha feito com que vocês tenha se separado, essa notícia o fará repensar. — Respondeu o doutor com muita sabedoria o que me deixou mais animada.

— Talvez o senhor tenha razão, Raul queria ser pai, então eu penso que isso possa importá-lo. — Digo começando a sentir mais alegria.

— Isso meu amor, tente encontrá-lo e conversar sobre isso e o bebê, Raul não se aguentará de felicidade. Bom, mas agora vamos, estou louca para contar a todos em casa que terei um netinho. — Ela disse e nós rimos.

Saímos do consultório e seguimos para a mansão, pois mãe Cecília estava mais animada do que eu com essa notícia, ainda me sentia estranha, pois não imaginava ser mãe agora, mas se Deus o mandou como fruto de meu amor com Raul o receberei com todo o afeto que existe em meu ser e serei imensamente feliz por tê-lo.

A noite buscaria Raul e tentava imaginar suas reações de toda maneira feliz possível, sim acredito que com essa notícia nos entenderíamos e iremos partilhar dessa criança que já tem todo o meu amor...

Notas finais
Eita que a Gilda tá grávida, qual será a reação do Raul? Cenas dos próximos cap....