Um Bonito Amor

13 Homem de fases :D / :


Notas iniciais
Hello! Tudo bem girl's? Espero que sim. Vindo aqui rapidinho para postar esse capítulo, aguardem novos capítulos no pro... Bem, não vou prometer nada. Vms ler!

— O que.. o que aconteceu? Pergunto para um vulto que visualizo à minha frente sentado em um sofá, enquanto eu estava em uma cama. Esfreguei os olhos para tentar enxergar melhor a pessoa, e então ela se aproxima de mim.

— Você desmaiou nos meu braços, e então te trouxe para o hospital.

Só então me lembro, e agora minha visão está limpando, e como uma capa branca e fina tivesse sendo tirada de meus olhos, eu puder ver ele ali, me olhando com cuidado.

— Raul?!.... Di-digo... Se-senhor Raul?

— Sou eu, como se sente?

— Porque es... estou a... aqui? Pergunto com a voz arrastada, nunca estive tão fraca.

— Com eu disse você desmaiou, por fraqueza e ingestão de remédios sem uso correto. Você tomou remédio em jejum, e isso acarretou para seu desmaio. Como você fica sem comer assim menina? Agora penso que está me dando uma bronca.

— Me des.. me desculpe por ter... lhe dado tanto trabalho. É o único que consigo dizer em minha defesa.

— Não se desculpe por isso.

— Obrigada. Você poderia... avisar minha mãe?

Eu não queria abusar do bom humor e vontade dele, mas queria que chamasse mãe Cecilia para está ali comigo para que ele pudesse ir dali.

— Infelizmente não poderei fazer isso, desculpe. Bom, eu ate a chamaria mas, creio que esteja zangada comigo por ter terminado com Raquel, talvez sua irmã tenha inventado várias coisas sobre mim.

— Então... Pode me passar minha bolsa para que eu possa ligar para ela? Eu já estava bastante constrangida por ele está ali.

— Gilda... Ele se aproxima da cama, está sereno. — não vamos preocupar sua mãe, está bem? Vamos fazer o seguinte, daqui a pouco o médico vai vim para te dar alta e ai eu levo você para comer alguma coisa. Eu estava pronta para dizer um Não mas, ele fora mais rápido. — Não aceito um NÃO.

E então eu não tive outra escolha que não fosse assentir com a cabeça. Eu estava indefesa, é verdade, mas é que a presença dele me deixa desconfortável embora eu sempre tivesse desejado está tão perto dele, porém, agora que ele está aqui, e até sendo gentil com minha pessoa eu me sinto deslocada, nervosa, logo porque não sei se essa bondade toda durará até umas horas mais. Vai saber, Raul é um homem de fases.

Algumas horas havia passado, eu folheava uma revista que tinha por ali, creio que estava ali para entrenter os pacientes. Levantei os olhos para ver Raul e este mexia ao seu celular.

— Boa tarde! O médico disse ao entrar no quarto, nós o cumprimentamos igual. — Hum, ótimo, o soro acabou, como se sente? Ele me pergunta tirando a pequena injeção da minha veia com muito cuidado, e logo pondo um curativo para que o sangue não dispersasse.

— Bem melhor. De fato eu me sentia bem, mas, estava com muita fome.

— Bom, vim lhe dar alta. Você precisa comer, recuperar as energias. Ele pisca um olho amigável para mim.

— Quanto a isso doutor não se preocupe, já ia mesmo levá-la para comer algo. Diz Raul se aproximando.

— Ótimo. Então, já pode passar na recepção e ver toda a documentação de sua alta. Cuide-se.

O médico saiu do quarto, enquanto eu me levantava daquela cama, graças a minha virgem eu não estava tonta para que Raul se prontificasse em me segurar.

— Consegue andar até o carro? Ele me pergunta. Acho que o verdadeiro Raul, o meu chefe, havia dado um tempo, dando espaço a esse gentil senhor.

— Sim consigo.

— Ótimo, então vamos, iremos a um restaurante.

Bem, ele não me segurou, porém pegou em minha mão e me conduziu até a recepção, dando baixa em minha alta. E desse modo no dirigimos para o carro dele, eu claro, com muita vergonha, pois penso que as pessoas poderia imaginar que éramos um casal. O que não era verdade.

Ele é tão lindo, sua pele alva em contraste com seus cabelos e barba negra,bem vestido.

Um deus.

E a concentração dele no trânsito demonstrou o homem sério que ele é, e esse seu perfume másculo, amadeirado e forte. Ah!. Ele mais uma vez está me deixando nas nuvens, ele então vira-se para mim, e eu rapidamente olho para frente, nervosa por quase ter sido pêga o olhando, e então o olho novamente e, ele esboça um meio sorriso, que se eu não tivesse sentada, juro que minhas pernas amoleceriam. Droga Raul para que ser tão lindo?

Flutuando por meus pensamentos nem me dou conta de que havíamos chegado ao tal restaurante. Ele então me conduz até uma mesa, nos sentamos e logo vem o garçom, anotando nossos pedidos.

A comida estava agradável, eu comi com muita vontade e de vez em quando observava o olhar de Raul sobre mim- ainda não acredito que estou aqui, com ele- penso que ele estava olhando só para certificar-se de que eu realmente não jogaria seu dinheiro fora e comeria tudo. E assim o fiz. Agora, nos delíciavamos com a sobremesa, era um sorvete daqueles de rico, entendem não é? Estava muito bom.

— Muito obrigada por ter se preocupado. Digo,enfim após ter finalizado o sorvete, ele também havia terminado.

— Não me agradeça, sei que não espera isso de mim mas, eu costumo ser humano. Ele agora abre um sorriso.

— É.. Bem, podemos ir, eu ja terminei. Digo, me apressando em levantar, ele segura minha mão, e eu não controlo as batidas eufóricas do coração.

— Calma, sente-se. Quero conversar um pouco.

Conversar? Ele quer conversar? Acho que tudo isso não passa de um sonho. Ele continua me olhando, enquanto eu devo está com a cara mais assustada do mundo.

— É..

— Você está dispensada essa tarde do trabalho, e eu não voltarei mais hoje ao escritório, então não tem problema demorar um pouco mais.

— Ah, obrigada senhor Raul, mas..

— Quer mesmo me agradecer? Então sente-se e converse comigo, será seu pago. Ele diz soltando minha mão, falando de forma tão natural.

Eu ainda não sei se devo, tenho medo de em poucos minutos ele deixar de ser esse cara gentil. Mas, resolvi arriscar.

— Tudo bem senhor...

— Raul, somente Raul.

— Mas,você é meu chefe.

— Sei disso, mas Senhor me deixa muito velho, portanto chame-me pelo meu nome, Raul somente.

Eu assinto.

Devo está com cara de boba, pois isso é uma real mudança.

P. O. V RAUL

É muita loucura o que estou fazendo. Mas o que eu poderia fazer com a garota desmaiada em meus braços?

Tive que ajudá-la, não sou um monstro de mulheres no total. Tive que trazê-la as pressas para o hospital mais próximo, Mariza ainda tentou me impedir mas eu a ignorei, essa mulherzinha é um pé no saco.

O doutor me havia dito que Gilda Barreto ingeriu remédios de estômago vazio, o que pode ter ocasionado nela vômito e fraqueza a ponto de levá-la ao desmaio, então ele a aplicou um soro com vitaminas para que ela pudesse recuperar as energias, e eu fiquei ali a velando até que a mesma despertasse.

Ela é muito mais frágil do que eu poderia imaginar, por baixo daquela mulher formada, há uma garotinha indefesa que ainda precisa de alguém para cuidá-la. Muito diferente de Raquel, ah Raquel, hoje mesmo me ligou umas trocentas vezes e nenhuma eu a retornei. Já era hora de dar um basta nisso e o fiz, cansei de brincar, acho que dessa forma me afetava muito mais do que nela mesma, penso até que ela não estava nem aí, que só queria pousar do meu lado do tipo que tenta fazer inveja as amigas.

No fim daquela festa, eu pude perceber que ter uma namorada só para dizer, não adiantaria nada, eu continuaria no abismo do desamor, continuaria preso a uma imagem de uma mulher frivola, desalmada... Minha mãe. Entendi então que, saindo com várias mulheres, nomeando uma como a oficial e as outras como diversão do prazer e desprezando todas,jamais afetaria minha mãe, isso nunca ia acontecer porque não era ela quem eu estava fazendo sofrer, não era ela quem eu xingava quando me irritavam, não era ela que eu feria os sentimentos, eram apenas outras mulheres que eu resolvi descontar todo o mal que essa genitora me fez passar, eram nas desconhecidas que eu descarregava toda a minha fúria, por não ter tido uma infância feliz, por ter perdido meu maior orgulho... Meu pai, meu velho pai.

E então naquela noite depois de haver feito confusão e ter beijado Gilda, estranhamente eu senti que eu fazia tudo errado, que eu tinha que me libertar desse mal. E foi aí que dei o primeiro passo, terminando com Raquel, eu quis, quero parar, a partir de então não recorrerei a nenhuma mulher para me satisfazer, apesar de tudo, elas não são um objeto e não devo generalizar só porque minha mãe envergonha a raça, se bem que tem muitas parecidas com ela- Ah se tem! -mas, decidi não misturar as coisas, quero deixar o passado lá atrás. Caminharei agora com novos pensamentos, mas sem uma mulher, é que estou preferindo está sozinho, as vezes é melhor. Mas como o previsto Raquel não aceitou bem, mandou também várias mensagens e vi que em uma delas ela dizia que havia dito para Cecília o descaso que a fiz passar e que a mesma estaria super brava, querendo que eu fosse falar com ela a respeito — posso com isso? — . Raquel nunca teve pensamentos elevados, mas acredite sua mentalidade consegue ser deplorável.

Vejo Gilda despertar, ela está desnorteada não tem muita noção de onde está ou que aconteceu.

A explico.

Ela então me pede para chamar sua mãe, mas eu nego, porque vai saber o que Raquel realmente tenha inventado e eu por agora não queria ter que discutir sobre a infantilidade de Raquel nesse momento, e por respeito à família em um outro dia qualquer procurarei Cecília e a explicarei melhor sobre o ocorrido. Por que agora, eu só quero sair desse hospital e levar Gilda Barreto para comer algo, não quero que ela tenha outro desmaio e eu tenha que ficar mais tempo nesse lugar. Dito e feito, o doutor disse que ela teria de se alimentar, e rapidamente me apressei em cuidar disso como eu havia prometido para o doutor.

No caminho até o restaurante, eu sei que ela me olhava, eu pude a observar nessa ação de soslaio, tanto é verdade que quando me viro para ela, rapidamente ela desvia o olhar — senão fosse constrangê-la eu riria- porque é até uma cena engraçada.

Tudo correu bem, nos alimentamos e ela já queria ir dali, mas eu a impedi a dizendo que eu queria conversar já que eu havia a dispensado dos serviços do escritório essa tarde. Percebo que ela reluta contra si mas, acaba cedendo. Algo tem que mudar, esse "Senhor Raul" é incômodo para mim, portanto peço que me chame somente de Raul, ela estranha é claro por eu ser seu chefe, ser mais velho que ela, que seja, mas prefiro que ela me chame só pelo meu nome, até porque nem sou tão velho assim.

Gilda Barreto é uma garota interessante, e eu estou muito afim de saber mais dela.

—E então, Você se dá bem com os Sandoval? Começo.

— Sim, digo, menos com a Raquel, não é novidade de que somos Tom e Jerry. Ela dá uma fraco sorriso, e até então não havia reparado o quanto seu sorriso é muito mais bonito.

— Ah claro, sei disso. Raquel não dizia muitas coisas agradáveis a seu respeito. Ela arregala os olhos.

— Sério? O que tanto ela falava de mim?

— Deixemos isso pra lá, não quero falar dela.

— Ah.. Tudo bem. Um silêncio surge, e eu tento quebrá-lo.

— Mas, então me diz, porque quis ter um emprego? Sendo que você não precisa, digo, sua família é rica e você ainda estuda, não entendo, muitas jovens de sua idade com certeza abominaria um emprego tendo tudo que tem.

— Ah, eu tinha que sair daquela mansão. Eu amo mãe Cecília, Bruno e Rogério é maravilhoso mas, não queria está no mesmo teto que Raquel, eu não guardo ódio dela como ela deve guardar de mim mas, precisava sair dali. Então achei que arrumando um emprego eu poderia comprar um apartamento e ter independência e o maior do motivos está longe de Raquel.

Ela me explica naturalmente, e eu até entendo agora. Não deve ser fácil está numa mesma atmosfera que Raquel, bem difícil de lidar.

— Entendi. Bom, parece que só temos Raquel como assunto. Digo,e ela dá de ombros então procuro um outro assunto na mente. — Me fale de você antes de chegar aqui, lá de onde você vivia antes. Não sei se fiz certo porque ela me olha surpresa, talvez não tenha sido lá uma boa idéia, mas não tinha assunto, porém queria continuar ali conversando com ela. — Vou entender senão quiser falar sobre..

— Não, tudo bem.. Não é nada demais..

E então ela começa a relatar sobre sua vida antes de ser encontrada como a gêmea perdida. Cada frase que ela fala, percebe -se que vivia muito mais feliz antes, ao mesmo tempo em que sofrera por conta da pobreza, talvez por isso ela tem esse jeito simples e reservado, por suas origens terem sido adequadas aquele modo.

— E é isso... Ela finaliza, limpando a garganta, penso que ela iria chorar quando finalizou com a morte de sua mãe adotiva. — E... Bem.. E você.. Digo.. Teve uma infância tranquila? Ela me pergunta um tanto nervosa e isso me inquietou.

— É.. Minha infância foi.. Foi normal...

E então eu contei superficialmente sobre minha vida, ocultando os momentos em que teria minha mãe, não estava confortável em lhe confiar esse episódio da minha vida para ela, e como pra qualquer outra pessoa, seria humilhante ter que dizer quem foi minha mãe, o que fazia e que ela acabou com a vida do meu pai e consequentemente a minha, não queria falar dela, ela morreu para mim.

— Você fala com tanto carinho do seu pai, isso é muito legal... Mas.. e sua mãe.?

— Olha, já deu nossa hora, vamos? Digo me levantando as pressas, porque raios ela tinha que mencionar essa senhora? Estava indo tudo tão bem.

— Ah... É, me desculpe. Diz ela, talvez percebeu o quanto sua pergunta me irritou, embora eu me esforce para não transparecer .

— Sem problemas.. Me dê o seu endereço e eu te deixarei em casa.

— Não precisa eu pego um táxi, você já fez muito por mim por hoje.

— Vamos, eu te deixo em casa. Insisto, deixando o valor da conta sobre a mesa. — Vamos?

Ela então inibida aceita e assim partimos para o meu carro. Ela me diz o endereço de onde fica seu apartamento, e então eu ligo o veículo e assim fomos. Não queria ter que terminar a conversa assim, mas é que o assunto "minha mãe " eu queria esquecer pra sempre que tive uma, lembrar dela não me faz bem.

Gilda Barreto tem uma áurea boa, não sei como não percebi de como ela poderia ser uma boa companhia.. Acho que preciso conhecer mais do mundo dela, parece ser interesse e estou disposto a saber mais, sua presença é agradável e quem sabe ela pode se tornar... Uma agradável amiga.

P. O. V/ RAUL OFF

Notas finais
Nosso Raulzinho está caindo na real ....