Notas iniciais
Hello my friends! Bom, eu não tinha nada para fazer e então resolvi agilizar neste capítulo. É uma cap meio que para descrever alguns detalhes, do tipo O namoro da Gilda e Raimundo, a parte que Cecília conversa com Raul, Raquel e Gilda para saber sobre a questão do beijo e tmbm pq Mãe Cecília estava meio sumidinha haha... Olha mas o final eu gostei, achei cutis ❤,spoiler de início mas leiam do começo ao fim.. É isso, VMS ler!

Alguns dias haviam se passado e eu me esforçava para as provas do fim de semestre, não que eu precisasse me matar de tanto estudar pois estava com notas ótimas de Av1 e creio que não me sairia mal nas Av2 ,mas é que sempre é bom você ter uma garantia, então para que eu passe diretamente, estudo sempre que tenho tempo livre.

Até que com essa semana que passou, Raul agia diferente, digo, ele continua reservado, aquele 'durão ' de sempre que ele tenta passar — porque para mim, ele é mais sensível do que dez mulheres grávidas juntas — mas, percebi que está mais cordial, abre sempre um sorriso para mim, cumprimenta-me toda vez que me vê e o melhor já não fico mais tão nervosa em sua frente, ele está me passando confiança. Mas claro, tudo no seu devido lugar, pois eu me controlo o máximo para manter a formalidade embora ele ter me ordenado que o chamasse apenas pelo seu nome tirando o "Senhor ",assim faço, mas o tratando formalmente.

Algo estranho, Raimundo não entrou em contato comigo, mas eu tampouco fui atrás, penso que ele está chateado mesmo que eu não tenha culpa do ocorrido. Não o vi nessa semana de provas, oras, é prova ele tinha que aparecer para fazê-las, mas não o vi, talvez esteja me evitando.

Seria possível?

Vai saber. Eu também não estava afim de encará-lo por agora. Em um outro momento se ele não vier me procurar, terei de ir atrás, preciso saber como é que a gente vai ficar, porque já não sei mais se quero continuar com esse namoro que bem, não mudou em nada em relação aos meus sentimentos por Raul.

Eu estava no escritório, estava tudo calmo, não havia ligações ou anotações para fazer, logo porque Raul estava em uma audiência e então não teria muito o que fazer. Então, aproveitei esse meio tempo para revisar a matéria da última prova, eram apenas algumas anotações minhas das aulas que eu pretendia fixar ainda mais, embora eu já soubesse de tudo, mas como eu disse é sempre bom garantir.

— Aqui não é local de estudo. Preocupe -se em trabalhar! Diz Mariza com aquela mania irritante em chegar de surpresa.

— Mas não estou fazendo nada no momento, só aproveitei esse tempo livre para fixar a matéria. Explico-a, fechando as apostilas. Ela caminha próximo de sua mesa e se apóia na mesma me encarando com deboche.

— Tempo livre? Ela então solta uma gargalhada. Lá vem provocação. — Querida, aqui nunca se tem tempo livre, sempre tem o que fazer. Me diz bebendo um gole do seu café.

— Eu sei disso, mas me refiro a esse momento, não tem ligações a fazer e ninguém ligou para anotações. Creio que, devido ao Ra... é.. o senhor Raul está em audiência tudo aqui fica calmo. Digo pigarreando o nome de Raul, não poderia deixar que isso fosse mais um motivo para Mariza me infernizar, sendo que ela mesma o chamava somente pelo o nome.

— É mesmo? Menina, você não sabe o que é proatividade? Mesmo que não tenha nada que fazer, você tem que ir atrás do que fazer, sem que o seu superior te mande. Eu busco respirar fundo e ela se aproxima de minha mesa o mais ameaçadora possível.

— Claro que sei. E olha, não queira guerrear por isso, já estou guardando meu material, O. K? Falo, com entonação de deboche e ela notou tanto que não gostou nada disso.

— Você está se achando não é?

— Deveria? Subo uma sombrancelha.

— Você não me engana, com essa carinha de sonsa, só estava doida para cair nos braços do chefe. Ela diz e em sua fala percebo que sente raiva, eu já sabia que ela sente ciúmes de Raul, porque ela gosta dele, mas não vou despejar isso porque vai que tudo piora. Busco a ignorar.

— Sabia. Ela continua — você é igual a oportunista de sua irmã, não é a toa que são gêmeas. Agora eu a encaro, não posso acreditar que ela está me comparando com Raquel, minha conduta é completamente diferente da dela.

— Engana-se.

— Estou certa, você e sua ir...

— Olha Mariza, que tal você aproveitar esse tempo livre e checar suas redes sociais, vai lá, deve está cheio de contatinhos no aplicativo de conversações, é, ou não é ?

Eu realmente zuei com ela e pude ver a fúria em seu olhar, e por um momento pensei que ela jogaria aquele café em mim.

— Olha aqui sua pirralha, eu não sou essas suas coleguinhas inúteis para você falar comigo dessa maneira..

— Ué, mas eu só disse para você aproveitar esse tempo livre para fazer algo distraído para passar o tempo. Digo, com a maior cara lavada, agora estou me divertindo, Mariza é daquelas quase quarentona — será que Raul se interessaria por uma mulher mais velha que ele? — e então, é óbvio que se aborreceria com meus comentários.

— Está brincando com minha cara?

— Oras Mariza, mas é verdade, não estamos fazendo nada agora, tanto é verdade que você está batendo papo comigo agora.

Eu vejo ela me fuzilar e eu seguro o riso. Ela vira-se imediatamente de costas e caminha até sua mesa pisando fundo, tento não rir porque finalmente eu a tirei do sério, mas ela bem que procurou.

— Será mesmo que não tem nada para fazer? Ela vira para mim séria,dou de ombros. E então, ela derrama todo o liquido do café no chão, fazendo uma sujeira.

— O que está fazendo?

— Ops, deixei cair sem querer... Me diz fazendo cara de inocente ao mesmo tempo debochada. — Limpe isso agora mesmo!

— O que? Foi você quem derramou e de propósito. Me defendo constatando o fato.

— Limpe! Ordena.

— Não, chame as zeladoras, esse não é meu trabalho. A enfrento, o que ela está pensando?

— Estou mandando você!

— Você não Man.....

— Quer mesmo que eu diga para o Raul a funcionaria incompetente que você é?

— Mas esse não é meu serviço aqui, e você fez de propósito e mais ele não se importaria com algo tão pequeno.

— Ah. Ela começa a bater palmas irônica, e eu quero bater na cara dela, que mulher chata. — então você admite que está de caso com o chefe? Eu sabia.

A louca.

— O quê? Eu não disse isso, eu...

— Oras para de ser sonsa, comigo não cola. Portanto apresse -se em limpar isto agora, ou eu dou um jeito de falar para aquele palerma do seu namorado, o par de chifres que ele ganha da namoradinha-cara-de-santa.

Posso com isso? O vírus da Raquel pega mesmo. No entanto, eu não me preocupo com essa ameaça dela, até porque eu e Raimundo não estamos juntos e talvez nem ficaremos mais.

— Fale o que quiser, porque eu não vou limpar isso pra você. Oras, eu e você aqui estamos em um mesmo patamar, você não é superior a mim aqui, portanto, você derramou, você limpa.

Digo firme e me orgulho de mim mesma. Tento sair de sua presença desagradável e ela me puxa pelo braço.

— Olha aqui sua pirralha, você vai limpar isso agora mesmo, ou...

— Ou o quê? Interrompo-a, me soltando dela. — Ah, por favor Mariza, vá sair um pouco, namorar e me deixa em paz... Por que isso tudo... Então a olho de cima abaixo. — isso tudo, é falta de homem.

E então não dou tempo para que ela me esculache e saio dali as pressas, me segurando para não rir pois ainda pude ouvir " ah, pirralha, você me paga! ,certeza que ela irá me encher a paciência depois. Mas o melhor de tudo foi a ter enfrentado, não tenho nenhum sangue de barata para aguentar tantas humilhações.

Não mesmo!

Por incrível que pareça Mariza não dirigiu uma palavra sequer para mim, passamos o expediente inteiro sem falar uma com a outra, ela fazendo o trabalho dela e eu o meu, talvez por Raul já está por ali, pois fazia um tempo que ele havia voltado da audiência, mas possa ser que ela estivesse matutando o que fazer para vingar-se de mim, que seja.

No fim do dia, eu não fui para casa, disse a Bruno que não se preocupasse em me buscar, porque eu teria de passar em outro lugar antes de ir para o apartamento.

Tinha que ver Raimundo.

— Gilda, que bom te ver! Jamilex se aproxima erguendo os braços para um caloroso abraço ao me ver. Bem, parece que ela não estava intrigada comigo como eu havia imaginado.

—Que bom ver você também, só nos vimos... É... bem, àquela noite e... Jamilex, me desculpa por aquela noite, eu não queria atrapalhar seu aniversário. Digo penosa e ela me olha com carinho.

— Não, não foi culpa sua Gilda, foi tudo um mal entendido, não se preocupe com isso. E não acredito que não veio me visitar só por causa disso. Ela diz colocando as mãos na cintura, arqueando uma sombrancelha.

— É bem... Sim... Digo, por isso também, mas não foi só por isso.. Digo envergonhada.

— Pelo o quê então?

— Bom, Raimundo não tem me procurado desde aquele dia, então pensei que estivesse zangado comigo, não o quis perturbar.

— Ah, entendo. Meu irmão ficou bem chateado, mas ele sabe que você não tem culpa. Ela diz, afagando meu ombro.

— Mas então porque ele não foi à faculdade, tinha prova esse dias..

— Ah, mas ele foi, ué, vocês não se viram? Ela parecia está mais surpresa do que eu.

— Não, eu cheguei a pensar que ele estivesse doente.

— Meu irmão está vendendo saúde mas, é estranho que não tenha te procurado. Ela parece pensar em algo. — Bem, mas já que você veio falar com ele, vou chamá-lo para esclarecerem isso de uma vez. Aguarde só um momentinho. Ela diz amigável, e eu assinto, ligeiramente ela sobe as escadas.

A irmã de Raimundo é uma pessoa legal, não imaginava que fosse, mesmo que eu e Raimundo não fiquemos mais juntos, tentarei manter uma amizade com ela, sua companhia é bem agradável. Fiquei um bom tempo ali naquela sala enorme, já estava bem tarde e eu já queria ir para casa porque teria de revisar a matéria ainda. Talvez Raimundo não quisesse conversa comigo pois ja fazia um tempo que eu estava ali, e entendendo isso resolvi dá meia volta e ir embora dali.

— Gilda! Me viro, e lá estava Raimundo descendo as escadas, ele usava uma camiseta e uma bermuda, parecia está bastante à vontade.

— Oi. Respondo tímida.

— Você queria falar comigo?

— Sim, precisamos conversar.

— Tudo bem, vamos para o escritório do meu pai. E então ele me encaminha até o local, Raimundo parecia está tranquilo para quem me evitou uma semana inteira.

— Você não foi fazer as provas, sabe que já é fim de semestre e...

— Quem disse que não fui? Fui sim. Diz naturalmente, sentando — se em um uma das cadeiras que havia ali e eu segui seu exemplo.

— Bem, eu não te vi então..

— Gilda. Me corta novamente, agora ele parece está falando mesmo comigo. — se eu não te procurei a semana inteira, isso devia significar alguma coisa.

— Como? Pergunto confusa, Realmente eu queria entender.

— Vamos ser sinceros, você não me ama eu sei disso, eu sustentei esse namoro por gostar muito de você, jamais um garota havia me prendido tanto quanto você, mas, eu tinha que cair na real, você na gosta de mim. Ele me diz, e eu fico perplexa com a maturidade dele, realmente Raimundo está bastante mudado.

— É.. Bem.. Eu.. Não sei muito o que dizer a ele, porque é exatamente o que ele falou.

— Não se esforce em dizer o contrário, eu sei disso. Você não gosta de mim, você gosta dele.

— Dele? Dele quem? E então ele levanta-se irritado.

— Oras Gilda, não finja para mim, eu sei de tudo.

— Tudo o quê? Raimundo seja mais específico. Me levanto também.

— Você gosta de Raul de La Peña, gosta. Não minta, que eu sei.

Eu fico boquiaberta, como ele sabe disso?

— Quem disse isso? Acho que estou tentando fugir dos fatos.

— Não é preciso que alguém venha me dizer, eu vi como você correspondeu ao beijo dele, e nem venha dizer que pensava que era eu como ele descaradamente disse que pensava ser Raquel.

Bom, eu não ia dizer isso.

— Olha, creio que não viu direito, todo mundo que viu sabe que fui pêga de surpresa e poderia acontecer, Raquel estava idêntica a mim.

— Não, não poderia acontecer, porque embora você estivesse idêntica à sua irmã, eu jamais a confundiria, porque para mim você é única.

— Raimundo, eu não sei quem inventou essa coisas pra você, mas não justifica você ter sumido sem ao menos deixar que resolvessemos isso. Digo séria.

— Oh, quer dizer que a culpa é minha?

— Não estou culpando ninguém. Mas, eu me preocupei por você, pensei que estivesse mal e por isso também não o procurei, achei que precisava de um tempo, já que não foi atrás de resolver toda essa situação. Ele deu um fraco sorriso e eu penso que está sendo irônico.

— Ah Gilda, pois que bom que você veio, porque eu não teria coragem de ir procurar você para dizer que terminamos, porque eu não quero terminar, mas penso que amar é também deixar a pessoa livre.

Não sei se fico orgulhosa dele ou se me irrito, porque bem,essa maneira de terminar um namoro é bem estranha.

— Oh, então está terminando comigo? Ele se aproxima de mim e segura minhas mãos.

— Gilda, eu gosto muito de você, mas quero você por inteiro não quero ter que te dividir com aquele cara.

— Mas que droga! Falo brava, me soltando bruscamente das mãos dele, definitivamente ele não esperava que eu reagisse assim, seu olhar assustado diz que não esperava mesmo. — Você não pode acreditar no que os outros falam, você disse que confiava em mim, mas não é o que parece. Eu estava mesmo brava com Raimundo.

— Eu confio, mas não acho que Raquel inventaria coisas sobre você. Nesse momento eu fuzilo Raimundo, como ele pode me dizer isso tão natural? Sendo que ele conhece a cobra criada que é Raquel, ah!

— Raquel? Você acreditou nas invenções daquela garota? Você se faz de doido? Claro, porque não é possível que não saiba a cobra que é a minha irmã, claro que você sabe, era da corja dela. Digo me virando de costas, cruzando os braços, eu estava de fato bastante indignada.

— Não me ofenda Gilda, ela pode ter falado um monte mas sei que é verdade, você gosta daquele cara.

— Como pode afirmar isso? O pergunto me virando numa tamanha rapidez.

— Dar pra ver que se sente atraída por ele, veja, agora está toda nervosinha por causa dele.

— Ah. Ridículo isso.

— Não, não é, admite.

— Olha Raimundo, eu não tenho que dá satisfações a você, já que VOCÊ terminou comigo não é mesmo? E acredite no que quiser, só te digo que Raquel disse tudo isso porque está de orgulho ferido, porque ele terminou com ela, mas não por causa daquele maldito beijo mas porque ninguém aguenta ficar com ela, ela é infantil, prepotente, orgulhosa, esnobe, uma víbora, quem ficaria com uma pessoa assim? Ah, por favor. Falo rapidamente, deixando visível minha irritação.

— Tudo bem Gilda. Ele tenta me tranquilizar, uma vez que já estou bastante alterada. Raquel sempre me tira dos eixos.

— Olha, me desculpa. Eu só vim aqui mesmo pra tentar entender o que estava passando entre a gente, mas já que terminamos, não tenho mais nada para fazer aqui. Eu me apresso em sair dali, mas ele é mais rápido e me segura pelo braço.

— Espera ai Gilda, não quero que fique brava comigo, embora tenhamos terminado, eu ainda quero está bem com você, pode ser? Me pergunta gentil, e eu dou de ombros. — Ok. E então ele me solta devagar.

— É que Raquel consegue sempre me tirar do sério, não aguento mais ela inventando coisas ao meu respeito. Digo mais calma.

— Claro lindinha. Me desculpe, OK? Eu assinto.

— Então, boa noite, preciso estudar para a prova.

— Tudo bem, Boa noite. Ele me acompanha até o grande portão. — Gilda?

— Sim?

— Não quer que te leve em casa?

—Ah, não precisa, já chamei um taxi.

— Ah, mas tem certeza?

— Sim, não se preocupe. Raimundo parecia está triste agora, oras mas não deveria, afinal ele que terminou tudo, embora eu tivesse gostado porque nós não tínhamos nada a ver.

— Gilda? Me chama outra vez, antes de eu entrar no táxi.

— Sim?

— Não se esqueça que eu ainda gosto muito de você. Eu apenas lhe dou um sorriso antes de entrar no taxi e ir direto para meu apartamento.

Terminar com Raimundo era algo que eu já esperava fazer, mas não imaginava que surgiria da parte dele. Fiquei furiosa sim, por ele terminar comigo usando o Raul como pretexto, porque eu mesma gosto dele, mas o que me deixa furiosa é ele ter acreditado nas invenções de Raquel, vontade de tirar uns fios oxigenados da cabeça dela. Essa garota nunca vai me deixar em paz. Não sei mais o que fazer para que me esqueça, e acredito que não descansará em me infernizar, justo agora por Raul ter terminado com ela. Eu não mereço tamanho carma...

***

O semestre já havia finalizado, eu finalmente poderia dizer que estava de férias, quero dizer, somente da faculdade porque do escritório eu ainda teria de trabalhar. Mãe Cecília convocou a mim, Raul e Raquel para uma conversação, ela queria entender o que estava acontecendo com esse trio, que eu posso afirmar que não há nada, mas sendo Raquel a mentora de toda a mentira sempre ia ter algo mal esclarecido.

— Raul, você me desculpe em te submeter a isso, mas você entende que eu sou uma mãe que se preocupa com suas filhas, e eu gostaria muito de entender o que está acontecendo. Raul parecia está bem tranquilo.

— Eu entendo Cecília, e peço desculpas por não haver lhe dito qualquer coisa antes mas é que não estava com cabeça para discutir... Ele olhou sério para Raquel, pois entendia que aquela reunião desnecessária era devido a ela. — esse tipo de assunto, mas estava certo de que te procuraria para explicar o que aconteceu de fato.

— Pois bem, você terminou com Raquel, assim que beijou Gilda. Olha Raul eu conheço você, é um bom homem, é amigo da família, não é a toa que permiti com gosto seu namoro com Raquel, mas, eu precisava que você tivesse mais respeito..

— Olha Cecília. Ele a interrompe sério. — em momento algum eu desrespeitei as meninas, acontece que, elas estavam idênticas, de mesmo traje e cabelo,as duas até se estranharam por está exatamente iguais, e então Raquel me abandonou ali, eu não conhecia ninguém e só a acompanhei por ser o namorado dela e... porque ela insistiu muito, como eu não a encontrava, eu comecei a beber a esperando aparecer, foi então que vi um cara se aproveitando da Gilda, eu pensei ser Raquel pois como eu havia dito elas estavam iguais, eu não ia deixar um desconhecido avançar o sinal daquele jeito, e quando vi ele forçar ela, eu não pensei e parti pra cima e para mostrar que eu estava ali para protegê-la, a beijei, mas posso te jurar pelo o meu pai que pensava ser Raquel, senão jamais teria beijado Gilda dessa forma.. Resumindo foi tudo um mal entendido e eu peço desculpas pelo desconforto causado.

— Tudo bem, mas Raquel esse lado da história você não havia contado, disse que Raul estava dando em cima de Gilda e que ela cedeu e por isso se beijaram e logo em seguida terminou com você. Mãe Cecília a disse a olhando séria. Raul e eu nos olhamos incrédulos, como que Raquel poderia ser tão venenosa.

— Posso te garantir que isso não aconteceu, Gilda e eu só temos contato no escritório e quando ela precisa me passar sobre as anotações, fora isso nem trocamos sequer outra palavra. Não entendo para quê Raquel tenha que ser tão infantil e inventar tantas coisas. O fato de eu haver terminado com ela, fora justamente por ser essa garota insolente, você me perdoe Cecília mas com todo o respeito sua filha, é muito mesquinha.

Vejo Raquel fechar a cara.

— Mesquinha? Mesquinha é..

— Raquel, já chega! Posiciona-se mãe Cecília, séria e firme. — Como que você pode ser assim? Eu ja sabia que havia algo muito errado nessa sua história, mas precisava ouvir as partes envolvidas, filha você está me decepcionando.

— Mãe, você não vê que ELA. E então ela aponta para mim. — Ela, é louca pelo o Raul, sempre foi, você sabe disso, e tudo que ela quer é me destruir pra ficar com ele,. Mãe você não pode ficar do lado dela.

Eu sinto a vergonha me dominar, porque Raul me olha surpreso, eu sentir seu olhar jogado para mim, mas não tenho coragem de me virar para ele e constatar essa reação. Eu vou matar Raquel por isso.

— Raquel! Mãe Cecília a repreende, pois ela sabe que eu nutro um amor pelo Raul e percebeu o quanto as palavras de Raquel me constrageram na frente dele.

— Mas mãe..

— Chega, suba, ja entendi o que passou. Depois conversaremos. Ela então sai batendo o pé, e eu fiquei super aliviada embora bastante constrangida ainda.

— Mãe, me desculpe.. Finalmente me pronuncio mas ela me interrompe.

— Não meu anjo, você não tem que se desculpar. Eu já sabia que Raquel tinha inventado tudo isso, porque Bruno me esclareceu o que havia acontecido, e sei a pessoa boa que é Raul, me desculpe Raquel sei que ela tem um gênio difícil. Diz ela virando-se para Raul.

— É, sabemos, espero que ela entenda que eu não poderia ficar com ela..

— Certo, não se justifique, você sabe o que faz Raul. Ele assentiu. Minha mãe me dá tanto orgulho, ela é muito compreensiva.- Mas, de algo preciso saber... E então ela vira-se para mim. — descobri que você passou mal na faculdade e desmaiou no serviço. Por que não me contou filha?

Minha nossa, havia me esquecido de ter dito esse detalhe a ela.

— Me desculpe mãe, é que foi tudo muito rápido e..

— Mas também não se preocupe quanto a isso Cecília, eu a levei para o hospital. Ela não havia se alimentado bem e ingeriu remédios de estômago vazio e então não deu outra a não ser a fraqueza. Raul a explicou.

— Meu anjo, você sabe que tem que me falar, sei que já é adulta mas, eu me preocupo com você, devia ao menos ter me avisado em que hospital estava.

— Ah, ela até pediu que te avisasse, mas eu fiquei receoso de está brava comigo por conta do que Raquel tivesse dito a meu respeito, então busquei resolver por conta. Raul se apressou em dizer.

— Mas já estou bem mãe, e me desculpe, isso não irá mais acontecer. Digo, pedindo mentalmente que ela deixe esse assunto morrer.

— Tudo bem, mas não deixe mais de me consultar filha, você não está mais aqui em casa, mas eu preciso saber de você. E Raul muito obrigada por ter cuidado dela. Ela diz me abraçando pelos os ombros.

—Por nada. Bom, então eu agora vou indo. Diz Raul e então ele me olha. — Você quer que eu te dê uma carona Gilda ? O olho surpresa rapidamente .

— Não precisa eu..

— Filha é melhor você aceitar, pois Bruno e Rogério ainda estão fora e o motorista está de folga hoje porque o nosso carro está no conserto, portanto nem eu mesma poderei deixá-la.

Droga, essa era uma boa hora para me aprender a dirigir. Eu não estava confortável para está dentro de um mesmo carro que Raul, não depois do que Raquel disse, ele pode está achando que eu sou uma mera iludida.

— É...

— Vamos Gilda, não faça cerimônia. Eu não reluto e acabo aceitando, já que eu não teria outro jeito. — Então vamos.

— Ok. Boa noite mãe. Digo depositando um beijo na bochecha dela e ela me abraça carinhosa. Nos despedimos de mãe Cecília e assim Raul ligou o veículo, se afastando dali.

Em todo o percurso íamos calados, eu nem sequer me atreveria a olhá-lo de lado, como é ruim está dessa maneira. Por um bom tempo andando pelas ruas do México, percebo que não estávamos indo em direção ao meu apartamento, eu o olho questionadora mas ele finge não perceber.

— Porque estamos na praia? Meu apartamento fica do outro lado ... Falo enfim, por perceber que estávamos na praia, não era bem frequentada, era apenas daquelas praias vazias da qual pessoas que buscavam tranquilidade do tipo casal de namorados que iam para lá, e aquela hora da noite então, não havia quase ninguém, uma pessoa ou outra por ter um quiosque próximo, mas que já estaria fechando.

— Não se preocupe, eu só quero admirar essa beleza de noite um instante, daqui a pouco te levo em casa. Ele diz estacionando próximo ao calçadão e tirando o cinto de segurança dele.

Vejo ele sair do carro, logo em seguida tira os sapatos, jogando-os no banco do passageiro, eu fico boquiaberto, não sei o que significa isso. Ele então se senta um pouco afastado do carro, na areia. Eu realmente não o conheço, pois jamais imaginaria que Raul fosse desse tipo de homem que do nada para na praia a noite, se senta na areia e fica admirando o céu, jamais imaginaria isso dele.

Logo, eu me apresso em sair dali, saio do carro tirando minhas sapatilhas as colocando na mão, para poder entrar em contato com a areia, e vou em direção a ele, penso que ele queira está sozinho, quem sabe esse seja um momento só dele.

— Raul é... Bem, eu.. Vou pegar um táxi, muito obrigada por ter me trago até aqui, já está bem próximo de minha casa. Digo, tentando ter sua atenção, mas ele parece está longe, então busco sair dali.

— Ei, espera! Ele grita, quando percebe que eu saia dali, e então eu volto até ele. — Onde vai?

— Para casa, eu..

— Senta, vamos ficar um pouco. Eu disse que te levaria em casa, e vou levar. Só quero respirar o ar puro um pouco. Ele diz fechando os olhos inspirando, eu logo franzi o cenho, pois de fato não conheço esse Raul.

— Está tudo bem, eu pego um táxi. Talvez você queira ficar sozinho, então eu vou indo. Ele então segura em minha mão, eu congelo na hora.

— Fica, é só uns minutinhos. Engulo seco e assim obedeço, acabo por me sentar ali, do seu lado...

— Vem sempre aqui? Pergunto, depois de um tempo em silêncio.

— Não. Responde, sem me olhar a continuar olhando para o céu.

— E porque quis vim aqui?

— Aqui é um bom lugar para sentir meu pai. Ele diz tranquilo, e eu o olho sem entender, sei de que o pai dele havia falecido e que ele o amava incondicionalmente mas, como assim sentir?

— Ah..

— Gostávamos de ir a praia à noite para contar as estrelas quando era moleque, era divertido, porque nunca conseguíamos contar as estrelas no total. Ele disse dando um singelo sorriso, ainda olhando o céu, e seu semblante estava triste.

— Eu sinto muito. Digo, encarando minhas mãos, eu não saberia o que dizer naquele momento, porque bem, eu também sentia muito falta de um ente querido, de minha mãe Assunção.

— Ele costumava me dizer que estrelas eram pessoas especiais que quando deixavam a terra, viravam estrelas e que por isso nunca íamos conseguir contar todas as estrelas, porque em algum lugar do mundo uma pessoa estava deixando esse lugar e então virava estrela, e que isso acontecia a todo instante.

— Seu pai era um bom contador de histórias. Ele então me encara, e eu me arrependo do que havia dito, pois penso que ele não gostou.

— Sim, o melhor. Me diz e abre um sorriso, que acalma meu coração, e então lhe devolvo o riso e ele volta a olhar o céu.

— Você ainda acredita? Digo, no que seu pai falou de que as estrelas são pessoas especiais.? Pergunto receosa.

— Talvez. E então dá de ombros. — Não estou aqui por acredito ainda nesse conto, mas, pelo fato de esse conto ter sido contado por meu pai, é uma forma de eu senti-lo, entende?

Eu penso que entendi, então, assinto.

— Então aquela ali, brilhante e vistosa, pode ser mãe Assunção. Digo divertida, apontando para a estrela.

— Você acredita nisso? Pergunta-me com um sorriso amigável, e então me sinto a vontade.

— Não sei, talvez seja um modo de eu também querer sentir mãe Assunção. Digo, dando de ombros olhando a tal estrela.

Percebo então que ele me olha, mas não fala nada, no entanto eu o encaro também, e por uma primeira vez não sinto nervosismo.

— Sabe? Você é uma companhia agradável. Diz ele finalmente, e agora meu coração começa a acelerar.

— Obrigada. Não consigo dizer o mesmo, porque não sei se é tão agradável, uma vez que fico nervosa próximo dele.

— Bom, já está tarde. Vamos? Ele então se ergue sacudindo a areia de sua calça. E estende a mão para mim.

— Vamos. Me levanto com a ajuda dele.

— Gilda?

— Sim? Digo, colocando o cinto de segurança em mim.

— Gostaria de sair com você mais vezes, digo, para nos conhecer, como eu disse você é uma companhia agradável e eu gosto de está perto de pessoas que me fazem sentir bem.

— Tudo bem. É tudo que consigo dizer, embora em meu interior eu esteja numa explosão de sentimentos.

Seria real?

Raul, estava mesmo se agradando em está comigo?

Esse era mesmo o Raul?

Com tantas perguntas, eu não teria respostas, mas de algo era certo. Esse Raul eu não conhecia, ele estava agora sendo aquele que eu idealizei desde que o vi pela primeira vez, esse é o Raul dos meus sonhos, o qual sou apaixonada que se escondia por trás daquele grosseiro chefe de escritório, e sim, eu gosto desse e esse eu pretendo conhecer...

Notas finais
E ai? Eu acho que o Raul é uma caixinha de supresa ❤❤❤