Um Baile Para Mona Lisa
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Leiam as notas finais por favor, é importante
Ponto de vista Thomas Candence
Estava dormindo quando fui levemente acordado pela comissária de bordo, para prendermos o cinto para a aterrisagem, e naquele momento eu senti um frio na barriga, acordei Melissa com uma cutucada de leve no ombro, quando ela me viu esboçou um lindo sorriso, aquele pequeno gesto me fez ficar mais seguro ainda da minha decisão de vir embora para o Canadá. Prendemos o cinto e esperamos a aterrisagem, quando saímos pegamos as malas e fomos para a saída, e por fim paramos um em frente do outro.
- Então é isso, bad boy. – Ela me olhou tristemente, eu estava sofrendo também, em pouco tempo, poucas horas com ela, e eu sentia que dependia dela para ser feliz, ridículo aquela afirmação , porem era isso que eu sentia, depositei minha mala no chão e ela fez o mesmo sem desviar o olhar. Ficamos mais uns minutos nos encarando , quando vi uma pequena lagrima escorrer do rosto dela, eu a abracei forte, a puxando para mim, ficamos abraçados como se dependêssemos daquilo para ficarmos bem, nois dois estávamos despedaçados por dentro. Eu a beijei no topo da cabeça e respirei fundo sentindo seu cheiro do shampoo de chocolate. Senti meu blaser ficar molhando , ela estava chorando, eu a abracei mais, demonstrando sem nenhuma palavra que eu estava ali – Posso parecer ridícula Thomas , mas eu vou sentir muito a sua falta ! Voce nem imagina o quanto –Ela estava com os braços ao redor do meu pescoço e sussurrou essas palavras no meu ouvido, eu não consegui evitar e derramei algumas lagrimas
-Eu também Melissa, eu também. – Ficamos mais alguns segundos abraçados quando nos separamos e nos encaramos, eu e ela estávamos da mesma forma, sofrendo com o coração partido, decepcionados , porem fortes para seguir em frente, eu peguei meu cartão pessoal e lhe entreguei dizendo que não importasse a hora ou o dia , que ela me ligasse quando estivesse em Vancouver. Ela sorriu com os olhos marejados e me abraçou, indo pegar seu carro que estava estacionado a alguns passos de onde nos encontrávamos, um pequeno Cherry cope . Ela colocou as malas no porta malas e sem se virar entrou no carro e saiu. Eu estava parado no mesmo lugar, com as chaves do meu carro, eu andei mais alguns metros e peguei meu volvo prata, entrando e logo indo fazer o retorno em direção ao centro de Vancouver, era estranho porem nenhum de nois dois dissemos adeus, era como se quiséssemos nos ver , e sempre. Eu suspirei com meu pensamento, e durante alguns minutos dirigi em direção ao meu apartamento. Chegando no mesmo, peguei minhas coisas e falei com o porteiro, o mesmo me deu boas vindas , estava sem animo algum para comemoração, estava no elevador esperando quando vi uma garota, uma jovem que aparentava ter seu dezoito anos, entrar ela apertou o mesmo botão que eu e esperou, ela estava com uma aparência horrível . Não conseguindo aguentar perguntei se a mesma estava bem.
- Você está bem ? — Ela me olhou e suspirou deixando algumas lagrimas descerem pelo seu rosto. Eu estava um pouco assustado com sua atitude e me aproximei, mesmo que o elevador não precisasse tanto.
- Não, tive que sair de casa, quer dizer, eu saí de casa, pois minha mãe se sentia infeliz por que não poderia viajar com seu novo marido William , agora eu estou aqui em Vancouver morando com meu pai, que também está feliz, por que depois de três anos eu resolvi voltar, agora ele já tem sua família e não sabe como agir comigo, então eu pedi para o meu pai, e estou indo morar em Forks com minha tia . – Eu escutei calado o que ela dizia, para uma garota com apenas dezoito anos ela tinha muitos problemas, ela suspirou e esboçou um sorriso sem graça , como se quisesse se desculpar – Me desculpa, eu despejei em você os meus problemas, meu nome é Ginevieve Lion, mais gosto que me chamem de Ginny – Ela estendeu a mão e sorriu, não um sorriso que chegasse aos olhos, porem um sorriso de desculpas.
- Thomas Candence, prazer Ginny , bem eu não tive tantos problemas com meus dezoito anos, mais acho que você deveria ser forte, e não desistir tão fácil. Se você for embora e se sentir feliz que bom, fez a escolha certa, mais se ir embora e continuar infeliz acho melhor ficar, e lutar , tentar melhorar sua vida por aqui mesmo – Eu sorri sem jeito, porem sustentei o olhar, ela me olhou intensamente e sorriu concordando. A porta do elevador abriu e nois dois saímos para nossos respectivos apartamentos, ela era minha vizinha o estanho de tudo era que o apartamento do lado era o do meu pai. Foi quando eu me toquei e olhei detalhadamente a garota, e me surpreendi, — Big G ? — Perguntei em voz alta, quando ela voltou e me olhou com um olhar desconfiado, assustada e interrogativa.
- Como sabe meu apelido ? Somente meu irmão sabe esse ape ... – Ela ficou em silencio me olhando, na verdade me analisando, quando ela arfou assustada e correu até mim – A meu deus ! Big T ! A meu deus ! É você mesmo ? — Ela me olhava com um misto de surpresa e alegria, eu também não acreditava que aquela mulher fosse minha irmã caçula a pequena que eu tinha deixado para terminar minha faculdade em Londres, eu a ergui e a abracei apertado.
- Puta que pariu ! Como você cresceu! Minha princesa! – Agora eu não enxergava mais nada, eu chorava e ela também, estávamos abraçados quando me separei dela e abri o apartamento, perguntei como todos estavam e ela me explicou tudo, até a separação de nossos pais a quatro anos até hoje e como ela havia se metido nesses problemas, eu estava atento a cada explicação sua, era incrível que em pouco menos de cinco anos estava tudo completamente diferente, ela buscou escondida suas coisas no apartamento, pois meu pai estava em um passei no parque com as filhas gêmeas e veio para meu apartamento, eu tinha feito questão para que ela ficasse ali até resolvermos tudo.
Estávamos sentados no sofá do meu apartamento assistindo um filme, o favorito da Ginny , o filme Orgulho e Preconceito, ela estava chorando e eu não sabia o motivo, na verdade estava pensando em como minha irmã tinha segurado a barra e não ter me ligado durante todo esse tempo, e eu nem ao menos tinha vindo visita-la. Depois da briga que tive com meu pai, nunca mais tinha falado com ninguém da família, fui tirado dos meu devaneios por um soluço da Ginny e já fazia algum tempo que o filme tinha acabado, eu a abracei e puxei pro meu colo, a envolvendo num abraço numa tentativa frustrada de protege-la do mundo ao redor, ela ainda era muito nova para sofrer tanto.
- Shhh , calma vai ficar tudo bem, o papai não chegou ainda, quando ele chegar eu vou falar com ele pra você morar comigo –Ela estava tremendo nos meus braços , tinha mais coisas do que simplesmente convivência com meu pai a atormentando eu podia ver através dos seus olhos que não era somente a aqueles problemas.
O sol já estava se pondo e minha irmã dormia na cama do quarto de hospedes que ali havia, me levantei e fui para o apartamento do meu pai, eu sabia que ele estava ali, tinha ouvido quando ele passava pela minha porta e dizia que a Ginevieve era uma rebelde sem causa que não sabia como agir, no mínimo falava com sua nova esposa. Respirei fundo e bati na porta esperei mais alguns minutos quando um homem de estatura mediana, um porte atlético porem já velho, cabelos brancos me olhava curioso.
- Posso ajuda-lo ? — Eu balancei a cabeça para despistar todos os meus pensamentos.
- Sim – Respirei fundo mais uma vez e respondi – Também é um prazer revê-lo pai.
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