Notas iniciais
E se eu dissesse que não vivo sem você, o que você faria ?

Ponto de vista Melissa Jones Venuv

Eu tinha dirigido por três horas para poder enfim chegar no meu apartamento em Gulf Islands , estacionei o carro na minha vaga ,e tirei minhas coisas, eram poucas , porem as mais importantes, subi pela escada mesmo, indo em direção ao terceiro andar, estava cansada demais e triste o suficiente para não perceber nada ao meu redor, algumas pessoas me cumprimentaram e eu apenas esbocei um sorriso robótico, abri a porta do meu apartamento e fui direto para o meu quarto , abrindo as portas da sacada deixando a luz entrar, indo para a cozinha e fazendo o mesmo. Depois teria que arrumar tudo, mais não estava com disposição o suficiente para arrumar tudo agora, tirei minha bata e joguei em qualquer canto do quarto , fazendo o mesmo com a calça, e me jogando na cama, que era a única coisa que se mantinha arrumada e limpa, era minha única regra meu quarto permaneceria sempre arrumado enquanto eu estivesse fora, me jogando apenas de roupas intimas , pensando alguns minutos no meu trabalho que só começaria semana que vem, e em Thomas no quanto aquele homem tinha me feito sorrir em pouco tempo o que eu pensava ser somente possível durante anos. Não demorei a cair no sono.

Acordei com a lua alta no ceu, fui para a sacada sem me importar do modo que estava vestia, respirei fundo sentindo o cheiro das arvores que tinha no meu bairro, e fui para dentro de novo, agora indo fazer minha higiene pessoal, sai do quarto escutando meu celular tocar, olhei para a hora do despertador na cabeceira e eram oito horas da noite, estranhei, ninguém me ligava naquele horário, foi então que vi o numero do Thomas piscando.

- Bad boy ! Está tudo bem ? — Eu perguntei animada me sentando na beira da cama com meu roupão.

- Super Girl ! Na verdade não está nada bem- Ele suspirou do outro lado da linhapesadamente, me arrumei um pouco, me sentando seria.

- O que aconteceu ? — Perguntei seria e preocupara demais , era obvio que não era saudades e nenhuma besteira , e sim um grande problema. Escutei ele explicar sobre sua irmã e seu pai, ele disse que o pai havia deserdado a sua irmã, pois a mesma tinha fugido de casa e passado um mês fora sem dar noticias, e por causa disso ela não tinha onde ficar, e que ele agora estava indo embora novamente, estava se mudando e indo para Forks Washington EUA , depois que ele desabafou ouvi o mesmo chorando, comecei a trocar de roupa e falar pra ele não sair do apartamento durante as três horas seguintes eu estava indo ver ele, para resolver essa situação com ele, o mesmo reclamou no inicio porem concordou quando falei que estava no meu carro saindo em direção a Vancouver, e logo em seguida desligando.

Eu estava entrando em Vancouver , quando liguei pra ele pedindo seu endereço , logo recebendo instruções em como chegar na sua casa, era um apartamento muito caro , logo que sai o porteiro disse que minha entrada estava liberada e que poderia subir , para o apartamento 576 decimo andar. Olhei no relógio vendo que era onze horas, e que teria que arranjar um hotel para dormir. Quando a porta do elevador abriu, eu o vi, na verdade eu ouvi sua voz carregada de raiva e despreso, ele estava de frente para um homem na casa dos cinquenta anos.

- Como você pode fazer isso com ela ? Ela é sua filha ! Ela estava infeliz ! – Ele gritava, eu fiquei alguns segundos parada e resolvi intervir mesmo que isso fosse errado não deixaria ele brigar com o próprio pai, sim aquele era seu pai, tinha certeza, o mesmos traços, olhos e nariz, fui chegando mais perto quando escutei

- Voce sabe muito bem que ela não é minha filha Thomas ! Agora cale a sua boca e fale baixo – O homem soltou todo o veneno nessa frase, eu não tinha ido com a cara daquele homem. Respirei fundo para falar

- Thomas, não vale a pena você perder seu tempo – Eu falei com autoridade porem com a voz calma o suficiente para ele me ouvi. Ele virou, e fiquei surpresa com o homem que estava em minha frente, com os olhos tristes e inchados como se tivesse chorado por horas, o modo que os músculos do seu rosto estavam mostrava totalmente seu cansaço, ele concordou e não disse mais nada, e veio até mim, me abraçando e sussurrando um muito obrigado, não sei o que faria sem você , e depois fomos para seu apartamento, estava apenas com a luz da sala ligada, mais percebi que seu apartamento era elegante e clássico, com paredes claras , o sofá em tom de marfim , porem só percebi os detalhes da sala, nos sentamos no sofá , ele respirou fundo e me abraçou com força, eu fiz o mesmo gesto mostrando para ele que estava ali para o que fosse preciso . Ficamos alguns minutos assim, sentindo sua respiração no meu ombro e minha blusa molhada pelas lagrimas dele.

- Calma, a gente vai resolve tudo isso Thomy, a gente vai resolver acredita em mim – Eu falei convincente porem nem eu mesma acreditava nas minhas palavras, ele ficou em silencio mais concordou, falei pra ele deitar um pouco mais ele disse que não queria ficar só , então dei a ideia dele se deitar no sofá. Fazendo isso ele deitou com a cabeça apoiada nas almofadas que estavam em minhas pernas, ficamos em silencio absoluto, eu fazendo um cafuné em seus cabelos, e ele derramando algumas lagrimas, até que ele dormiu ali, eu estava pensando em como resolver todo aquele problema, seria difícil, pelo que eu tinha ouvido, Ginevieve era sua meia irmã, filha de outro homem, fora do casamento. E que agora o único homem que ela chamava de pai a tinha deserdado por ter fugido de casa, a mãe estava viajando para a Austrália e não sabia de nada do que ocorria com ela, e agora ela só tinha o irmão que na verdade nem era seu irmão. Porem era o único que ela confiava plenamente. Fiquei pensando durante um bom tempo quando adormeci encostada no sofá.

Acordei em uma cama, num quarto sofisticado, com cortinas escuras, uma cama king size, o quarto tinha as paredes pintadas de branco gelo, porem podia-se ver alguns desenhos mais não percebi quais eram, me levantei e fui para a porta onde era o banheiro, enquanto ia vi em cima de uma mesinha que tinha no quarto um bilhete e uma muda de roupa. Peguei o bilhete e comecei a ler.

“Melissa aqui está um short e uma blusa, coloquei você no meu quarto quando acordei e vi você encostada na parede dormindo, eu me sinto culpado por ter feito dormir sentada e encostada na parede comigo nas suas pernas, um verdadeiro peso , bem estas roupas é da minha irmã, servem em você, quando acordar vá tomar um banho ou volte a dormir, estarei na cozinha ou na sala, bem há ! BOM DIA Super Girl !”

Eu terminei de ler o bilhete e estava sorrindo, ele tagarelava até quando escrevia um pequeno recado , peguei as roupas e tomei um banho. Arrumei a cama, e sai, dando de cara com um pequeno corredor, enquanto segui para a sala eu vi algumas fotos, esboçando um sorriso em cada uma delas, até parar em uma que eu me surpreendi, era ele, a Charllote e pelo que parecia sua irmã Ginevieve, todos em um parque. Eu percebi que eram bastante íntimos pois vi mais três fotos, duas somente deles dois e outra com mais algumas pessoas, parecia ser na faculdade. Eu deixei de lado as fotos e segui pelo apartamento, logo escutando uma risada alta dele com e em seguida um xingamento do que parecia ser sua irmã, entrei na cozinha e vi uma cena que a muito eu não presenciava. Thomas com Ginevieve nos braços a abraçando, bagunçando seus cabelos, a mesma estava rindo alto enquanto tentava se soltar, eu sorri vendo aquela cena, aquela que parecia bastante com o comportamento de meus irmãos , que tinham morrido em um acidente de carro a quatro anos atrás, os dois se soltaram, e Thomas percebeu minha presença ali, acabei corando com seu olhar.

- Bom dia Super Girl! Dormiu bem ? — Ele veio ao meu encontro e me abraçou me puxando para a mesa. — Mel, essa é a minha irmã Ginevieve, Big G essa é a Melissa Jones a minha amiga que te falei hoje de manhã. – A garota riu abertamente vindo ao meu encontro me abraçar e me dar um beijo na bochecha.

E assim começou a minha manhã de segunda-feira, com muitas risadas, piadas, histórias e panquecas de chocolate. De alguma forma eu me sentia em casa, sentia que eu devia está ali, do lado de Thomas, que a cada minuto me olhava e sorria ainda mais.