Os dias se passaram rapidamente e a Ângela se acostumou à rotina que minha vida havia tomado. Escola, trabalho e casa. O fim do mês estava quase chegando e eu aproveitava o fim de semana para descansar um pouco mais, já que eu estava de folga do meu trabalho.

Eu abri meus olhos e senti um peso sobre mim, eu olhei e vi Ângela abraçada em mim. Estranhei, pois já tinha quase um mês que ela estava ali comigo e ela sempre foi muito carinhosa, mas não a ponto de dormir ao meu lado. Eu a olhei e ela estava me olhando com os olhos em lagrimas.

- O que ouve Angela? Você teve um pesadelo?_ Eu perguntei a olhando.

Ela apenas acenou com a cabeça que não.

-Então o que ouve?_ Eu perguntei um pouco preocupado.

Eu senti ela me abraçar mais forte e eu a correspondi meio confuso.

- Me diz Ângela, o que ouve? O que você tem?_ Eu perguntei mais uma vez.

- Me desculpe meus amigos e eu... Nós não conseguimos salvar eles._ Ela disse e chorou mais.

Eu a olhei confuso para ela e disse:

- Quem você queria salvar e quem são seus amigos?_ Eu perguntei ainda a olhando confuso.

- Seus pais, nós não conseguimos salva-los._ Ela disse.

Eu a olhei mais confuso ainda.

- Você me conhece e sabe quem é os meus pais e o que aconteceu com eles?_ Perguntei confuso.

Ela balançou a cabeça em um gesto de sim.

- Então você veio de São Paulo.

- Não. _ Ela respondeu e prosseguiu. – Eu me lembrei de algumas coisas e em meio essas lembranças eu te salvei naquele acidente, mas infelizmente não salvamos seus pais. Eu lamento._ Ela disse me abraçando.

- Como você estava lá e não foi culpa sua meus pais terem morrido naquele acidente._ Eu disse tentando consolá-la.

Eu a olhei se levantando e tirando a camiseta em que ela havia dormido expondo seus seios para mim e eu tentei não olhar pra ela.

- Olhe pra mim Keven._ Ela pediu com firmeza.

Eu olhei meio perdido, confuso e desejoso. De repente uma luz azul surgiu em volta dela e duas asas saíram de suas costas. Eu olhava sem ao menos piscar pra ela. Após alguns minutos toda aquela claridade sumiu e ela se abaixou me envolveu com suas asas e me disse:

- Eu sou sua anja guardiã, eu te salvei naquele acidente, mas os anjos guardiões não conseguiram salvar seus pais. _ Ela disse com tanto carinho que eu me senti calmo e sereno.

- E como você veio parar aqui?_ Eu perguntei tentando acreditar em tudo que tava acontecendo.

- Eu não me lembro, mas fico feliz por estar com você Keven._ Ela disse ainda abraçada em mim.

- Olha eu agradeço por ter me salvo e quanto aos seus amigos, não se sinta culpada, vai ver era hora dos meus pais irem se juntar a Deus._ Eu disse tentando confortá-la e prossegui. — Agora vista as suas roupas.
_ Eu disse olhando em seus olhos verdes.

Ela me abraçou mais uma vez e eu sentiu o doce aroma da sua pele. Eu senti todo o meu corpo arder em chamas, senti seus seios nus encostarem-se ao meu tórax. Eu respirei fundo e meus olhos pesaram para a luxúria, não pude deixar de sentir todo calor daquela pele macia. Eu respirei fundo olhei bem para ela e disse;

- Ângela, vista a roupa, por favor. _ Eu disse me segurando para não beijá-la.

Ela olhou em meus olhos castanhos e disse:

- Por que se incomoda tanto em me ver sem minhas roupas?_ Ela perguntou ingenuamente.

Eu não resisti aquela pergunta e puxei para mim e a beijei delicadamente e ela tentava corresponder. O beijo foi se tornando quente e agradável.Eu deslizei as minhas mãos para a cintura e aos poucos eu fuisubindo quando de repente.

- Muito bonito Keven, eu viajo por uns dias e você aproveita pra colocar uma mulher dentro de casa.

- Tia Ana!_ Eu disse a olhando completamente perdido e surpreso e prossegui. – Não é nada disso que a senhora está pensando.

- Não é? Vocês homens são todos iguais. Mande a moça pra casa agora._ Ela disse meio irritada e a Ângela não estava mais com as asas.

- Tia, espere... Eu tenho uma esplicação para isso tudo._ Eu disse meio apavorado a ela.

- Eu sei que você tem, mas conversaremos assim que eu descançar e a moça for embora para casa dela.

- Tia, esse é o problema ela não tem casa, não tem família, não tem ninguém._ Eu disse tentando explicar.

Ângela só observava.

- Então você resolveu adotá-la e fazer dela a sua mulher. Parabéns Keven._ Ela disse nervosamente.

- Tia, eu há beijei hoje e pela primeira vez. Ela foi violentada e tivemos que depor na delegacia, porque eu a ajudei. Ela não tem nem documento, mas é uma ótima pessoa. Eu estou esperando o John chegar para pedir pra ele uma documentação para ela._ Eu disse dando uma explicação rápida.

- Está bem Keven, deixe-me descansar, falaremos sobre isso depois._ Ela disse e foi para o quarto, a porta já estava arrumada e claro que eu não ia deixar arrombada.

Minha tia entrou para o quarto fechou a porta. Eu votei ao meu e vi Ângela chorando novamente.

- O que foi agora Ângela?_ Perguntei colocando uma toalha sobre ela.

- Eu estou te causando problemas, não é?

- Não de forma alguma. Eu nem esperava a minha tia aqui hoje. Fique calma, vai dar tudo certo._ Eu disse acariciando o rosto dela com a minha mão.

Logo o telefone começou a tocar e eu fui atender.

- Olha Ângela, se troque e fique tranqüila._ Eu disse e fui para a sala.

- Alô._ Eu disse já atendendo o telefone.

- Keven, eu já estou no aeroporto de Goiânia como eu vou ai pra sua cidade.

- Seu maluco. Por que não ligou avisando antes eu ia te buscar.

- Não se preocupe me passa o endereço e eu pego um taxe.

- Está bem John, só você mesmo. _ Eu disse e passei o endereço para ele.

- Obrigado, logo estarei ai.

- Está bem John ate mais._ Eu disse desligando o telefone e indo a cozinha preparar algo pra comer.

Eu preparei um belo café da manhã, apesar de ser quase hora do almoço. Angela logo apareceu e viu a mesa.

- Você está cada vez melhor com isso._ Ela disse se sentando.

- Vou ver se minha tia quer comer alguma coisa e já volto.

Ela me olhou e me deu um sorriso enquanto eu caminhei até o quarto da minha tia, bati a porta.

- O que você quer Keven?_ Ela perguntou com a voz chorosa e nervosa.

- Vem comer tia, eu preparei um café da manhã para nós.

Ela abriu a porta e me olhou com os olhos vermelhos.

- Está tudo bem tia?_ Eu perguntei preocupado.

- Desculpe Keven ter viajado sem te avisar, desculpe por agir daquele jeito com você._ Ela me abraçou.

- Tia, você precisava de um tempo sozinha, não se preocupe eu me virei bem e ainda ajudei a Ângela. _ Eu disse sorrindo a ela.

Ela me abraçou carinhosamente e disse a moça pode ficar, meu sobrinho e pelo visto você está apaixonado por ela. Só me prometa uma coisa.

- O que tia?_ Perguntei confuso.

- Se previna, não engravide a moça viu. Use camisinha na hora do sexo.

Eu fiquei muito rubro, mas eu entendi o que minha tia quis dizer. Ela me acompanhou até a mesa se sentou e disse:

- Seja bem vinda Ângela.

- Obrigada tia Ana. _ Ela disse sorrindo.

Após alguns minutos a campainha tocou e minha tia caminhou até a porta e abriu.

- Oi John. Bem vindo.

- Obrigado Ana.

- Entre._ Ela disse sendo seguida por ele.

- Deixe suas malas ai no quarto do Keven e venha comer conosco. _ Ela disse mostrando meu quarto a ele.

- Obrigado Ana. _ Ele disse e logo se sentou a mesa.

- E você Ariel, como está?_ Ele me perguntou olhando Ângela.

- Eu estou bem. _ Eu respondi e prossegui. — John depois eu quero te pedir um favor.

- Claro, só não me arrume coisas complicadas.

- Acho que não será muito complicado é pra minha amiga Ângela.

- È essa moça ai?_ Ele perguntou.

- Sim, essa é Ângela._ Eu disse mostrando a moça a ele.

- Nossa você arrumou uma bela namorada.

Nesse momento eu fiquei rubro e não sabia mais o que dizer. A minha timidez foi quebrada quando vi minha tia saindo da mesa com uma rapidez e eu percebi que ela tapava a boca.

Eu a observei indo ao banheiro, então me levantei da cadeira e a segui preocupado.

Continua...