Um Amor Sem Fronteiras
4 A Historia de Ana Beatriz!!!
Notas iniciais
Que falatório no café da manha! Geralda e jurema falavam por todos juntos e brigavam a troco de nada. Por isso quando Olivia teve que atravessar a cozinha, tapou as orelhas com as mãos. Mas com discussões ou sem discussões, as duas faziam bolos, pão de casa, rosquinhas, biscoitos e broas, por isso a mesa do café da manha parecia mesa de uma baronesa– talvez igual Àquelas que serviam à baronesa Almeida de Sá.
– Nossa que mesa farta! Disse dona Liete– desse jeito eu vou sair do meu regime, essa broa esta uma delicia!
–Ai pena que vocês vão embora hoje! Disse dona Laine– Já sei que tal se depois do café a gente fosse dar uma volta para vocês conhecerem melhor a fazenda?
– Boa ideia afinal vocês já vão hoje– disse seu Vinicius pegando mais um pouco de suco.
– É gostei afinal ontem agente acabo que nem viu nada não e verdade!? Disse seu Damázio.
– Bem então já que é assim eu e a Samantha vamos dar mais uma volta por ai afinal ontem não deu tempo de ver tudo. – Disse Vivi pegando mais um pedaço de pão caseiro.
– É verdade eu concordo com a Vivi e depois eu estou com muita vontade de dar mais umas voltas por ai. Disse Samantha enquanto dava mais uma mordida no delicioso bolo de cenoura com cobertura de chocolate.
Então depois do café todos acabaram saindo os adultos para um lado e as duas jovens da casa por outro, combinaram todos estarem de volta até às 11 horas, pois iriam fazer um churrasco para o almoço por isso dona Olivia resolveu orientar às empregadas para adiantarem as coisas.
Amanhã estava linda perfeita para um passeio, Samantha e Vivi foram até o porão pegar a moto e como no dia anterior fizeram a maior algazarra era galinha correndo de um lado cachorro de outro, gente reclamando aos gritos e as duas rindo muito.
Elas foram chupar laranja no pomar e visitaram os últimos limites da fazenda, foi ai que Vivi convidou Samantha para dar uma olhada na igrejinha da colônia. Como Samantha acabou topando lá se foram as duas. Resolveram então para perto da sombra de uma arvore que ficava perto da igrejinha.
– Gostaria de visita-la por dentro– disse Samantha.
– Eu não estou com a chave – respondeu Vivi com o olhar sombrio. – Mas, se quiser, outra hora viremos conhecê-la melhor. Aí, você vai ver o jazigo onde Ana Beatriz está embalsamada.
─ Embalsamada? Não entendi essa!
–Bem, é uma longa historia– falou Vivi com uma expressão distante. – Durante muito tempo, o corpo embalsamado de Ana Beatriz esteve enterrado debaixo do altar. Ela era a única filha da baronesa Almeida de Sá. O corpo ficou ali até que, depois da morte da baronesa, resolveram construir um jazigo numa capela, dentro da própria igreja, porque achavam que não ficava bem que o corpo de uma pessoa não santificada permanecesse num lugar tão sagrado. E então, depois de retirado o caixão, resolveram abri-lo para ver... e todos ficaram espantados com o espetáculo!
Os olhos de Vivi faiscaram. Samantha arrepiou-se.
– O que eles viram?
– O corpo de Ana Beatriz estava tão perfeito que ela parecia que estava dormindo igual à Bela Adormecida. Só as rosas brancas que forravam o caixão estavam secas, pretas e feias. De resto... era como se ela fosse despertar naquele exato momento.
– Nossa, que impressionante! –murmurou Samantha. – Ana Beatriz morreu velha?
– Era da nossa idade. Foi um choque tão grande que a baronesa enlouqueceu. Por isso, mandaram embalsamar o corpo da garota, por que a baronesa não queria que ele se estragasse. Usaram drogas caríssimas, veio um embalsamador de Acácia e custou um dinheirão!
– É?
Vivi continuava falando como se não estivesse ali, a voz saía mecanicamente, nem piscava os olhos. Parecia sonâmbula.
– Fizeram um caixão de cristal e ali deitaram Ana Beatriz com o vestido de seda azul com laço cor-de-rosa na cintura... o vestido que ela ia usar no seu décimo quinto aniversário e com o qual posou para que lhe pintassem a fotografia....
– Do que ela morreu? – perguntou Samantha com um sopro de voz.
– Isso ninguém sabe direito. Uns dizem que foi de tuberculose. Mas outros dizem que foi de amor, um amor proibido, reza a lenda se assim posso dizer que aqui na fazenda avia uma linda garota chamada Evangelina. Ana Beatriz e Evangelina se tornaram melhores amigas desde o dia em que se conheceram, todos achavam linda aquela amizade principalmente por causa das diferenças de classe, porem algo que não deveria ter acontecido aconteceu, as duas se apaixonaram, e se nos dias de hoje isso já soa como um escanda-lo imagine naquela época, em fim resumido a historia o que ocorreu depois foi que de uma forma meio que misteriosa Evangelina foi encontrada morta às margens de uma lagoa, depois que soube do ocorrido, Ana Beatriz caiu muito doente. Em questão de um mês, de garota tão cheia de vida, morreu igual a uma bolha de sabão que se desfaz. A partir de então, a fazenda começou a ir para trás...
Vivi então se calou e as duas continuaram a olhar fixamente para a igrejinha, a única testemunha viva daqueles tristes acontecimentos do século passado. Samantha então não disse nada, mas tinha ficado tremendamente impressionada com a jovem mumificada que, dormindo em um leito de rosas brancas murchas, estava sepultada dentro de um caixão de cristal, no fundo de uma sepultura escura.
Quando chegaram de volta à fazenda os pais e os tios de Samantha já preparavam o churrasco que estava muito animado Lipe e seus pais ajudavam assando as carnes, o churrasco estava muito divertido todos rindo, comendo e conversando muito.
Lá pelas cinco, seu Damázio falou em partir, pois na segunda teriam que voltar ao trabalho e ainda teriam que enfrentar duas horas de viagem ate Acácia. Todos então foram se despedindo.
Dona Liete beijou a filha:
– Tchau filha! Fique bem e qualquer coisa e só ligar.
– Esta bem mamãe...
Seu Damázio também beijo a filha. Depois foi a vez de Vivi se despedi dos tios.
– Olhem vê se vocês aparecem mais por aqui. Disse dona Laine depois de abraçar o irmão e o cunhado.
– É verdade sempre que quiserem as porteiras da fazenda dos Alcantra estará à aberta. Falou seu Vinicius depois que deu um logo abraço na irmã e no cunhado.
– Mas é claro que voltaremos acho que depois desse retorno não vamos mais querer sair daqui principalmente por causa dessa calmaria e dessa comida maravilhosa. Disse seu Damázio à irmã e ao cunhado.
– Pode deixar logo estaremos de volta. Falou dona Liete também se despedido do irmão e da cunhada.
Depois, entraram no automóvel, foi dada a partida e o carro arrancou. De pé, junto à porteira, Samantha ficou observando até que o veiculo desapareceu.
Na hora de dormir, Sabrina estava cansadíssima! Quando ficou sozinha eu seu quarto, abriu a janela para namorar as estrelas, abraçou-se ao travesseiro e ficou admirando aquele céu que era mil vezes mais bonito que na cidade. Os ramos da trepadeira cheia de flores perfumosas e que protegia as grades do alpendre recortava o céu azul metálico e, de vez enquanto, uma rajada de vento sacudia a cortina. De repente, Samantha começou a pensar em Ana Beatriz – Como teria sido ela? Como teria vivido? Quem teria sido a garota por quem estava apaixonada? E assim, um pensamento puxando outro, em sua imaginação começou a imaginar o romance das duas Jovens. Assim pensando acabou adormecendo.
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