Um Amor Quase Impossível
16 O que sabe sobre o amor?
Notas iniciais
León:
Eu e a Ludmila estávamos muito próximos, faltavam poucos centímetros para nossos lábios encostarem, mas não aconteceu.
– Desculpa! — Eu disse com a cabeça baixa depois de desencostar-me dela.
– Como não León? — Ela perguntou calma.
– Eu não me sinto bem agora! — Falo me sentando na cama.
– O que houve? — Ela perguntou preocupada, sentou ao meu lado.
– Nada Ludmila. Preciso ficar sozinho por um tempo, se é que você me entende. — Pedi.
– Tudo bem, qualquer coisa me liga tá? — Assenti, ela deu um beijo na minha bochecha e saiu.
Eu não sabia se ainda queria estar com ela. Lembrei-me da conversa que tive ontem com a Violetta:
[...] eu achei que você tivesse mudado, tipo, fosse igual a Ludmila! — Ela disse
– Achava mesmo? — Perguntei — Não, eu não sou como ela. Ainda tenho esperanças que ela mude.
– Ama mesmo ela? Tipo, assim, o amor verdadeiro muda as pessoas. — Ela perguntou de repente.
– Porque a pergunta? — Olhei curioso pra ela
– Ah, por nada. Eu só queria saber! — Ela respondeu
– Não sei, depois de tudo o que aconteceu eu não sei. Não sei se a amo como amava antes. Independente disso, eu não conseguiria me afastar dela, não depois de três anos. — Eu disse confuso
– Conseguiria, só seria difícil superar! — Ela falou baixo, mas mesmo assim escutei.
Será que alguma coisa superaria três anos de namoro com a Ludmila? Se eu terminasse com ela, eu encontraria outra garota? Eu conseguiria me aproximar da Violetta? Essas perguntas martelavam a minha cabeça, não há respostas para ela. Independente disso, não posso terminar com a Ludmila, não as vésperas do aniversário dela. Não posso machucá-la.
Violetta:
Cheguei em casa, fui direto para o meu quarto. Deitei e comecei a chorar. Lembrei-me do livro, eu estava curiosíssima para saber o que ia acontecer a partir do capítulo 11. Abri o livro e a primeira frase que vi, foi do capítulo 8:
"Tomei coragem para enfrentar o que estava por vir. Eu me fiz de forte. Enfrentaria o que surgisse. Quanto ao que tinha ficado para trás, decidi que era melhor assim: deixar para trás."
– America Singer
Parti para o capítulo 11, como eu estava tão concentrada na leitura li até o capítulo 18. Acho muito fofo o que acontece nesse capítulo. Antes que eu lesse o capítulo 19, alguém bateu a minha porta.
– Quem é? — Perguntei concentrada na leitura
– A melhor irmã do mundo! — A pessoa do outro lado da porta gritou
– Ah, pensei que fosse alguém! Entra Ludmila! — Disse com a cara ainda enfiada no livro. Ela entrou
– Violetta, solta esse livro! Desde ontem que eu chego aqui, você tá lendo esse livro. — Ela disse assim que me viu lendo. Ela sentou.
– Sou uma pessoa da leitura! — Levantei os dois dedos da minha mão direita, como que "Paz e amor", mas sem tirar os olhos do livro.
– Solta esse livro, preciso falar com você! — Ela ordenou. Dei de ombros.
– Ah, mas como? O Maxon e a Olívia? — Perguntei espantada com o que tinha acabado de ler.
– Quem é Maxon? Quem é Olívia? — Ludmila perguntou sem entender
– Ninguém, esquece! — Voltei a minha leitura
– Violetta, solta esse livro! Preciso falar com você! — Ela ordenou outra vez.
– Ludmila, me deixa ler! — Falei brava, dessa vez a encarei.
– Tudo bem, se você não vai soltar... — Ela disse se aproximando — Eu mesma pego! — Ela pegou o livro das minhas mãos e foi até a porta com ele.
– Ludmila, devolve meu livro agora! — Levantei-me em um pulo e corri atrás dela.
– Você não me pega! — Ela abriu a porta e correu.
– Ludmila volta aqui! — Sai do quarto, mas não a vi. Desci para ver se a encontrava. — Ludmila! — Gritei. Rodei o andar debaixo inteiro, mas não a encontrei. Ela deveria está no quarto dela. Subi e lá estava ela, analisando o livro.
– Quando comprou esse livro? — Ela perguntou
– Não é da sua conta! Comprei com o meu dinheiro, e não com o seu! — Falei tentando pegar o livro, mas não consegui pois ela desviou.
– Não foi o León que te deu? — Ela perguntou
– Não Ludmila! — Respondi sentando-me na cama dela.
– Precisamos conversar! — Ela disse me entregando o livro.
– Até que enfim! — Falei assim que peguei o livro.
– Acredito que depois de ontem você não tenha voltado a falar com o León!
– Não Ludmila! Eu não falei com ele. — Fui sincera. A última conversa que tive com ele foi ontem.
– Ótimo! Já sabe, se voltar a se aproximar dele outra vez, eu conto toda a verdade pra ele. — Ela avisou
– Ludmila, porque você se preocupa tanto com isso? Todo mundo já sabe que seu namoro com o León, já está lá embaixo. Não duvido de que a alguns dias ele termine com você. — Falei.
– Claro, se você não se aproximar ele não termina comigo! Use a lógica! — Ela soltou um sorriso sapeca.
– Se o ama de verdade, a lógica não é nada! "Pra quê lógica quando se vê que é o amor?" - Li isso numa revista.
– O que sabe sobre o amor? — Ela duvidou
– Bem mais do que você! A única coisa que você sabe fazer é arrancar o amor das pessoas. — Disse a encarando. — Quer saber, eu não me aproximo mais do León. Seja feliz com seu namoradinho se puder! — Sai do quarto
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