Um Amor Quase Impossível
17 Com você não dá para conversar!
Notas iniciais
No dia seguinte no Studio:
Eu ainda estava mal pelo que tinha que acontecido. Eu achava que o León estivesse sendo sincero comigo sobre seus sentimentos. Mas estou realmente segura com o que disse ontem a Ludmila. Vou deixar o passado para trás, e seguir em frente. Endireitei a minha postura, Camila me viu e veio em minha direção.
– Oi Vilu, como está? — Ela perguntou simpática.
– Oi Cami! Não sei, não sei como eu me sinto! — Falei de cabeça baixa.
– O que aconteceu? Ainda é aquela história da ameaça da Ludmila? — Ela perguntou preocupada.
– Como ele pôde ter mentido pra mim?
– Ele quem Violetta? — Ela perguntou sem entender
– O León! Ele disse que não sabia se ainda gostava da Ludmila. — Falei alto, e percebi que estávamos no corredor principal do Studio, qualquer um e até a Ludmila poderiam escutar aquilo.
– Talvez ele esteja confuso Vilu, mas você não estava tão feliz porque vocês iam se encontrar ontem? — Ela disse para consolar.
– A Ludmila estava com ele, e quando cheguei lá os vi se ... — Fiz um gesto com a mão para indicar o que aconteceu. Ela entendeu.
– Quê? — Seu queixo caiu.
– É Cami. E depois disso, eu concordei com a Ludmila depois de sua ameaça. Ela estava certa esse tempo todo, e eu nunca liguei. — Me senti derrotada.
– Não pode se deixar vencer por isso, Vilu! Porque você não diz logo pra ele? Talvez doa menos! — Aconselhou.
– Se eu disser, ele nunca mais vai querer olhar na minha cara!
– Pensa em um lado positivo também! Se só pensarmos no lado negativo, nunca vamos alcançar o que queremos! — Aconselhou mais uma vez.
– Preciso pensar! — Fechei os olhos com força e respirei fundo.
– Sente alguma coisa por ele? — Ela perguntou de repente.
– Não sei se eu sinto, se eu vou sentir, eu não sei! Tudo está acontecendo tão, tão rápido...- Abracei ela.
– Logo vai ter a resposta, eu tenho certeza! Só escute o seu coração. – Ela disse, e saiu. Olhei para trás.
– Podemos conversar? — León me pergunta.
– Eu não quero conversar! — Falei grossa e me retirei.
– O que está acontecendo? — Ele puxou o meu braço.
– E ainda pergunta? — Perguntei como se fosse óbvio.
– Não sei porque está assim, eu não sei o que eu fiz, não sei o que aconteceu... — Ele falou
– Como não sabe? León, por um momento eu achei que você estivesse confuso com seus sentimentos e ... — Não consegui falar.
– E? — Ele me incentivou a falar.
– León, você ama a Ludmila. — Falei de cabeça baixa.
– Somos namorados exatamente por isso, ou você não lembra?
– Sim, eu sei, eu lembro! Mas... — Não continuei.
– Porque se incomoda tanto? — Ele perguntou .
Fiquei calada, não sabia o que responder. Eu não podia dizer a verdade, não agora. O quê? O León me deixou sem fala?
– Deixa eu entender, você está com ciúmes? — Ele perguntou com um sorriso.
– Não tenho motivos para ter ciúmes de você. Quer saber? Com você não dá para conversar! — Sai.
Narrador:
Violetta foi embora. Ela não sabia o que realmente sentia, mas sabia que crescia e que também doía.
León:
A Violetta ficou brava comigo por eu não ter certeza dos meus sentimentos em relação à Ludmila. Ela deve está certa, eu disse que não sabia o que sentia pela Ludmila e no outro dia eu digo a Ludmila que a amo. Mas, espera! Como ela soube disso? Tem alguma coisa por trás disso tudo!
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