Um Amor Para Recordar

36 Capítulo 11 — Fantasias de gato não são sexys


Notas iniciais
Olá minhas gatinhas sedutoras (to no clima do titulo) Como voces estao? FELIZ ANO NOVO! QUE O ANO DE VOCES SEJA FANTASTICO!!! Aceito mortes depois desse cap.

Perseus

A campainha tocou e eu fui até o balcão pegar os dois cafés com Chris incrédulo seguindo atrás de mim.

— Não acredito que vocês transaram! — ele exclamou.

Todos no Starbucks olharam para nós.

— Calado! — reclamei.

Duas fãs se aproximaram e pediram um autógrafo. Elas parabenizaram Chris pela gravidez e saíram rindo.

— Sim, nós transamos — cochichei para Rodriguez — Depois nós tomamos café juntos e ela foi embora.

Há duas manhãs acordara com Annabeth aconchegada em mim. Foi fantástico. Eu nem conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo de novo. Depois que nós dois tomamos café ela saiu para o ensaio e 1 hora depois um ingresso para “Cats” passou pelo vão da porta com um bilhete “Venha me ver xoxo Annabeth”.

Narrei aquilo para meu amigo e ele não fechava a boca.

— Ela disse mesmo “xoxo”? — ele concordou e eu acenei com a cabeça concordando — Isso é tão Gossip girl.

— Você assiste Gossip Girl? Isso é muito gay.

— Eu assisto com a Clarisse — ele explicou-se — E não é gay. E você assiste Sexo e a cidade — ele lembrou-me e levantou as sobrancelhas indicando vitória.

— A Clarisse assiste Gossip Girl? Deus... Ela passa tempo demais com a Silena.

Chris riu e abriu a porta da loja. Fomos atacados por paparazzis, os dispensei com um gesto de mão. Depois de 10 anos convivendo com eles, nós já éramos parceiros.

— Você vai ir vê-la? — ele perguntou.

— Claro que vou. — confirmei — E não é apenas por Annie, minha mãe já foi atriz da Broadway sabia? — ele negou com a cabeça — Bem... Foi quando ela era criança, e ela sempre me falou muito sobre Cats.

— Um dia Clarisse me mandou uma indireta — ele suspirou e imitou o tom de voz dela — “Agora que Annabeth é nossa amiga, bem que nós podíamos ir ver ela se apresentando sabe?”

— E você levou ela?

— Mas é claro que não! — ele gritou — Não vou perder meu tempo vendo adultos vestidos de gatos.

— Ela vai estar vestida de gata? Que sexy. — observei.

Chris me olhou e maneou a cabeça.

— Você realmente nunca assistiu Cats. Sua mãe não te falou sobre a fantasia? — ele questionou.

— Não.

— Acredite: não é sexy.

Continuamos andando até chegarmos à gravadora. Estávamos trabalhando no novo álbum. Subimos até o estúdio e pegamos nossos instrumentos. Íamos compor hoje, mas Nico e Charles não poderiam comparecer.

— Sacanagem da parte deles darem um fora na gente — Chris comentou.

— Darem um fora?

— Sim.

Sentamos e usei minha guitarra como mesa. Comecei a pensar no próximo verso da música e comecei a cantarolar baixinho o ritmo. O interfone tocou e Chris se levantou para atender. Ele ficou cochichando e depois desligou.

— Quem era? — perguntei.

— O porteiro — ele disse — Parece que tem um cara ai querendo falar conosco. Diz ser um amigo.

— Ele não disse o nome?

— Não teve tempo de perguntar, o cara já foi subindo.

— Que atrevido. — murmurei.

Passaram-se alguns segundos e o tal cara bateu na porta. Nós dois fomos atender, não o reconhecemos. A sua expressão era comum para mim, mas parecia muito diferente.

— Ei caras, vocês realmente não se lembram de mim? — o homem perguntou.

— Desculpa, mas não... — respondi.

O homem riu e então tudo se tornou claro para mim. Como eu pude ter me esquecido?

— Grover! — exclamei e o puxei para um abraço. Não me importava, ele era meu amigo, mas perdemos o contato com o tempo e agora ele estava lá.

— Cara, quanto tempo! — Chris disse — Você esta bem melhor com o cabelo cortado, sério.

— E você perdeu a cara de nerd virgem — brinquei e lhe dei um “soco” no ombro, como nos velhos tempos.

— E vocês dois continuam idiotas — ele falou — Vocês estão velhos.

— Já temos quase 30 amigo. — lembrei.

Ficamos três longas horas conversando e botando o papo em dia. Contamos tudo para Grover e ele nos contou tudo também.

Quando notei, já estava quase na hora de eu ir embora. Tinha que me arrumar para a peça.

— Grover, é ótimo te rever, mas eu preciso ir. — avisei.

— Ele tem um encontro — Chris contou e os dois riram.

— Quietos! — gritei e sai correndo. Peguei um táxi e fui para o meu apartamento.

***

Observei meu reflexo no vidro do carro e ajeitei as flores. Apertei-as contra o meu corpo e caminhei até a bilheteria.

— Senhor Jackson, é um prazer recebê-lo aqui — o bilheteiro disse.

— O prazer é meu.

Entreguei-lhe o ingresso.

— Boa peça — ele desejou-me.

— Obrigada!

Acenei e entrei. Procurei o meu lugar na terceira fileira. Odiava a primeira porque era um áudio horrível e uma péssima visão. Sentei e esperei as cortinas se abrirem.

Annabeth era uma das primeiras a aparecer, e assumo não prestar atenção nenhum na peça. Ela estava incrível.

Usava uma fantasia de gato ridícula, mas estava incrível. Eu fiquei extasiado.

Quando a peça acabou, corri até os bastidores e a encontrei lá conversando com um cara.

— Você que foi fantástico Marley — Annie elogiou — Substituiu o Zac a altura.

— Obrigada Anna. Então esta marcado? — ele perguntou. — Amanha, no domingo?

— Esta sim, eu te vejo lá — ela acenou e virou para mim — Perseus!

Annabeth veio até mim e me abraçou, depositando um beijo na minha bochecha.

— Você foi fantástica — falei e lhe puxei para um canto — Você tem tempo para jantar?

Ela olhou em volta e analisou um relógio.

— Me encontre lá nos fundos daqui 15 minutos ok?

— Isso é um sim? Você aceita jantar comigo?

— Sim.

— Ótimo — murmurei.

— Ótimo.

Dirigi-me até a saída e encostei-me a uma parede esperando. Passado os 15 minutos Annabeth apareceu na porta. Ela usava a camiseta de um time de basquete que era claramente muito maior que ela, por baixo uma calça jeans preta e tênis All Star.

— Ué, nós não íamos jantar?

— Tem um jogo da NBA hoje e eu tenho dois ingressos — Annabeth explicou.

Tentei parar de sorrir. Ela era incrível.

— Mas... E a minha roupa?

Annabeth tirou de trás dela uma outra camiseta.

— Você pode guardar o seu paletó lá no meu armário.

— Certo, eu vou ir lá me trocar.

Entrei e tirei a camisa e o paletó, coloquei a camiseta que apesar de tudo ficou bem com a calça. Guardei dentro do armário de Annabeth e depois sai.

— Vamos? Meu carro esta estacionado lá na frente.

— OK.

Annabeth enrolou seu braço no meu e me acompanhou até o carro. Os paparazzis chegaram tarde demais e quando eles tiraram a primeira foto, eu já estava saindo com o carro.

De repente, fui tomado por um sentimento de culpa.

Era claro que “A lista” não seria a mesma agora que vários paparazzis estariam nos perseguindo, não teria o mesmo clima.

Coloquei a mão no freio-de-mão e Annabeth depositou a sua em cima.

Como se lesse meus pensamentos, ela disse:

— Ei, não fica preocupado ta?

— ‘Tá.

Chegamos ao jogo, peguei os ingressos e entramos. Novamente os fotógrafos nos atacaram, mas dessa vez não nos preocupamos. Entramos no jogo e comprei dois bonés para nós dois, dois refrigerantes e dois cachorros quentes.

Escolhemos nossos lugares e nos sentamos.

— Não sabia que gostava de basquete — comentei com Annabeth.

— Se você quer saber, nem eu sabia que gostava — ela riu — Foi algo de ultima hora. Antes de ir para o jantar medieval, eu entrei na internet e um amigo meu me ofereceu os ingressos. Achei que seria ótimo para a lista e aceitei. Eu nem sabia que era um jogo de basquete, tive que pesquisar na internet hoje de manhã e também comprei as camisetas. — Annie contou.

— Você não precisava fazer isso — falei — E você sabe disso.

— Eu sei, mas eu queria fazer. Orgulho feminino.

— Eu entendo.

Quando o jogo começou, Annabeth gritou igual um torcedor fanático. Ela realmente se empolgou. Com certeza ao chegar em casa cairia morta na cama: trabalhar e depois ir para um jogo de basquete era para poucos.

— O que você esta achando? — perguntei entre os gritos — Esta gostando.

— Estou sim — ela respondeu e me puxou para um selinho.

— Eu vou ir buscar mais refrigerante — avisei e sai.

Caminhei até a loja, fiz meu pedido e fiquei ouvindo apenas o burburinho do jogo, não me importava muito. Basquete não era o meu forte.

— Senhor Castellan, vamos logo! Estamos perdendo o jogo! — ouvi uma garota gritar e depois cair em gargalhadas.

Esse era o sobrenome de Luke. Vir-me-ei e me deparei com ele. Loiro e alto com uma cicatriz no rosto. Com certeza era Luke.

Ele sorriu para mim.

— Luke! — o chamei. Agindo sem pensar de novo.

— Percy?

Assenti.

— Uau, cara, quanto tempo! — ele me cumprimentou com um “hi5”.

— Verdade, muito tempo — olhei para a garota ruiva que sorria para mim — Essa é sua namorada? — perguntei.

— Sim. Essa é Gabrie... Gabbe Salvatore — ele se corrigiu quando a garota lhe deu um cutucão.

— É um prazer — ela disse estendendo a mão — Adoro suas músicas. A maior decepção da minha vida foi quando vocês perderam aquele Grammy para a Taylor Swift.

— Ah... Eu agradeço — ri — Mas estamos bem, Taylor é uma amiga.

— Você a conhece? Uau — ela exclamou — Ela é mesmo tão alta?

— Sim, ela é — confirmei.

— Senhor? — o atendente chamou e peguei os dois refrigerantes.

— Obrigado — disse, pagando-o. Olhei para Luke e me lembrei que ele era amigo de Annabeth — Ei, eu estou com Annabeth.

— Sério? — eles perguntaram em uníssono.

— Sim, venham. Vou levar vocês até ela.

Eles em acompanharam e fomos até Annabeth. Ela estava gritando com o técnico.

— Annie! — a chamei — Olha quem eu achei.

Ela virou-se e ficou boquiaberta quando viu os dois.

— Luke! Gabbe!

As duas se abraçaram e começaram a conversar. Tomei um gole do meu refrigerante e fiquei prestando atenção no jogo. Luke fez o mesmo.

Não tinha nada contra Luke, apesar de saber que na época em que eu e Annabeth nos aproximamos ela gostava dele. Mas naquele momento estava me sentindo desconfortável. Era estranho ter ele ali, “saindo” com a gente. E por mais que eu tivesse convidado eles a se juntar com a gente, ele estava atrapalhando o nosso encontro.

— E então — ele perguntou de repente — Você e Beth estão namorando?

— Não é bem um namoro, não a pedi oficialmente. Estamos saindo — confessei.

— Entendo.

Ficamos num silencio constrangedor. Não era exatamente um silencio já que o estádio estava uma loucura. Annabeth veio até mim e me abraçou.

— Gabbe teve uma ideia — ela sussurrou no meu ouvido.

— Ah é? Qual?

— Ela nos chamou para um jantar com ela e Luke. — Annie contou — Na terça à noite.

Pensei na ideia por um tempo, se fossemos jantar com eles pelo menos teria Annabeth lá e o clima não ficaria tão pesado.

— É, acho que eu posso.

— Você não trabalha? — Annabeth perguntou, entre risos.

— Férias prolongadas para o bebe de Clarisse.

— Certo. Então olha na sua agenda. — ela indicou e voltou sua atenção para o jogo.

O intervalo chegou e os telões focaram na “Câmera do Beijo”. Eles passaram por vários casais e também por Gabbe e Luke.

A câmera continuou seguindo e focou em nós dois.

Annie começou a rir e me encarou.

— E então? — ela perguntou.

— Então o que?

— Você vai me beijar ou não?

Passei os braços pela sua cintura e a beijei. Todos do estádio começaram a gritar. Annabeth parou o beijo com um selinho.

— Você vai se arrepender disso. — murmurei em seu ouvido.

— Eu espero que não.

Quando o jogo acabou, nós quatro combinamos a hora e o local do jantar. Era um restaurante Frances da cidade. Eu odiava aquele lugar, mas Annie amava, então preferi não objetar.

Fomos caminhando a pé para casa para curtir a brisa de primavera da cidade. Eu amava aquela brisa, era o melhor vento do mundo.

— Percy, eu não vou ir para a sua casa hoje esta bem? — Annabeth avisou — Não estou me sentindo muito bem e prefiro dormir na minha cama.

— Esta certo — concordei — Acho que você comeu lanches demais.

— É, eu também acho isso — ela riu.

Quando chegamos a porta do seu apartamento, Annabeth me deu um beijo e foi saiu. Ela estava entrando no elevador, parou e se comprimiu. Fiquei observando para saber o que era e fui surpreendido por Annabeth vomitando. Corri até ela.

— Você esta bem?

— Estou, mas como eu disse, me sinto enjoada.

— Acho melhor você subir — sugeri — Depois eu peço para alguém limpar isso.

Subi com ela no elevador e a deixei aos cuidados de Thalia. Annabeth correu para o banheiro.

— O que você fez com ela? — a garota punk perguntou.

— Eu a deixei comer cachorros quentes demais — assumi.

Thalia maneou a cabeça descrente.

— Ela tomou muito refrigerante?

— Sim.

— Eu sabia! — ela exclamou — Quando Annabeth tem muito açúcar no sangue ela fica enjoada.

— Esta certo, me desculpe. — sussurrei.

— Não, não. Esta tudo bem, logo passa.

Assenti com a cabeça e acenei indo embora.

Tive que andar de volta até o estádio porque me esquecera do carro e nesse caminho fiquei pensando se Annabeth estava realmente enjoada por causa dos lanches. Ela não comera nem metade do primeiro e tomara apenas um copo de refrigerante. Deveria haver outra explicação para isso...

Cheguei ao carro e entrei. Dirigi até em casa e quando cheguei joguei-me na cama e fiquei esperando o dia amanhecer, não conseguia pregar o olho e quando o primeiro sinal de luz entrou pelas cortinas, sai até a varanda e observei o por do sol.

Era ótimo para pensar. E eu precisava pensar naquele momento.

Pensar no meu atual relacionamento com Annabeth. Eu passei 12 anos me perguntando como seria se um dia eu a encontrasse de novo, a destruidora do meu coração. E agora que eu me encontrei fiz tudo, menos o que jurei fazer.

Eu a perdoara tão fácil que era fantástico até para mim mesmo. E nós estávamos tão bem que nem parecia que tínhamos um passado.

Não sabia o que tinha acontecido comigo, mas eu queria que aqueles momentos entre nós dois durassem para sempre.

O telefone tocou, levantei para atender e fui surpreendido pela voz rouca do meu pai.

— Pai! — exclamei surpreso — Deus... Quanto tempo em? O que faz o senhor me ligar?

— Oi filho... Eu estou ligando por que...

— Por quê? — Instiguei-o.

— É a sua mãe Percy. Ela... Ela não suportou.

Notas finais
Me digam que, apesar de tudo, gostaram, por favor. Continuo sem saber quando volto. xoxo P.S. Essa é a Gabbe diva http://www.tumblr.com/tagged/jackie-emerson