Um Amor Para Recordar

35 Capítulo 10 — A culpa é da ruiva


Notas iniciais
Olá crianças. Esse cap tem muita informação, sério, prestem atenção. Perdão pelo final, mas eu não queria continuar depois dali. Explico mais no final. As ultimas notas serão maiores porque tenho alguns avisos. Enjoy it!

Annabeth

Eu mal conseguia parar de sorrir. Percy me levara ao lugar mais belo da terra.

Era mais do que uma cachoeira, era A Cachoeira.

Vir-me-ei para Percy e o abracei.

— Obrigada por me trazer aqui — sussurrei.

— Ah que isso.

Percy tirou seu casaco medieval.

— Bem... Não podemos vir aqui e não aproveitar essa bela cachoeira. — ele disse e passou a desabotoar a blusa — Vamos lá, nós só vamos nadar.

— É, nós só vamos nadar.

Dei as costas para ele e tirei primeiro os saiotes. Ainda bem que vim com uma lingerie bonita, pensei. Não me taxe como uma pervertida que já esperava por sexo, eu apenas coloquei uma bela roupa de baixo porque gosto de estar usando belas lingeries.

Quando terminei de tirar, olhei para Percy. E tentei não babar.

Percy nunca foi do tipo musculoso e com um físico divino, pra falar a verdade ele era magrelo. E eu gostava dele mesmo assim. Mas me parece que nesses 12 anos ele passou todo o seu tempo livre numa academia.

Ele estava... Lindo. Ele era como um Chris Hemsworth moreno.

— Precisa de ajuda com o vestido? — ele perguntou desatando o cinto.

— Hãn... Aham, aham. — balbuciei.

Percy riu.

— Esta bem — ele se aproximou e encostou as mãos nos meus ombros nus, o que me causou arrepios. — Deixe-me achar esse zíper.

Joguei o meu cabelo para frente para não atrapalhá-lo. Ele abriu o zíper e senti o vestido cair.

— Obrigada — sussurrei.

Arrumei o vestido da melhor maneira possível e pendurei num galho de arvore. Era um vestido Dior, tinha que cuidar dele.

Andei até a água e coloquei apenas a ponta dos pés, estava congelando. Abracei-me e cerrei os dentes.

— Fria.

— Depois que você entra você se acostuma. — Percy disse.

Respirei fundo e olhei a queda d’água.

— Não fique com medo dela. Evite olhar para a queda d’água, apenas aproveite o som — Percy indicou como se lesse meus pensamentos — É só água.

— Não me diga?

Ele riu.

— Esqueci que você é a minha sabidinha. — ele brincou.

Nós dois congelamos com o comentário. Sabidinha... Sabidinha... Ele não devia ter dito isso quando nós dois estávamos semi nus!

— M-m-me D-desculpe — ele gaguejou — Eu não...

— Não esta tudo bem — respondi — Sabe... De um jeito ou de outro eu continuo sendo a sua sabidinha.

— Continua? — ele indagou a expressão incrédula.

— É... Você sabe só você me chamava assim, então, ainda é algo só nosso — expliquei.

— Claro... Claro — ele concordou — Algo só nosso.

Respirei fundo novamente e contei até três. No três pulei na água. Ela era mais gelada que tudo que eu já sentira na vida, mas era boa. A sensação de refrescancia, liberdade e ousadia não se comparava a nada.

Submergi e encontrei com Percy me encarando.

— Você é corajosa. — ele declarou — Nem eu sou assim tão valente.

— Oh, me desculpe Sr. Coragem — brinquei — Oras Percy, pule logo.

Ele pulou e caiu bem ao meu lado. Quando Percy submergiu mal podia parar de rir.

— Está refrescante né?

— É água.

Ele revirou os olhos.

— O que fazemos agora? — perguntei — Não é muito aconselhável nadar em cachoeiras porque você pode ser levado pela correnteza, cair em uma depressão e bater em rochas.

Percy ficou com um olhar pensativo e mordeu o lábio inferior.

— Você se lembra do nosso primeiro beijo?

Comecei a gargalhar.

— E como eu me lembro — disse rindo — Eu te odiei por três longas horas.

— Só por três horas?

— Sim, só três. Ai eu comecei a ler um livro e esqueci-me da sua existência.

Percy fingiu estar ofendido.

— Eu era assim tão insignificante?

Comprimi os lábios.

— É, você era.

— Obrigada pela consideração.

— Não é nada

Abracei-me para espantar o frio.

— Sabe... Até hoje eu não entendo porque você me beijou.

— Eu te expliquei que foi um ato de impulso — ele explicou — Eu apenas queria causar ciúmes na Rach.

— Rach?

— É, Rach.

Suspirei.

— Você sabe que você estragou um momento da minha vida que eu estava planejando ser perfeito desde que eu era uma garota de 5 anos? — observei — E que você não me deu uma explicação plausível?

— Sim, eu realmente estraguei seu momento — Percy concordou — Mas você deu seu primeiro beijo com o seu primeiro namorado, no fim de tudo.

Pensei nas palavras dele.

— Você esta certo — falei — Mas, você continuou me ferindo muito. E você fez todas aquelas coisas fofa, mas de um jeito ou de outro, o que você fez nunca poderá ser reparado.

— Sim, eu sei que te machuquei demais. Só que não podemos esquecer que a culpa de tudo era da Rachel. — ele observou.

— Porque esta culpando ela? Você me beijou!

— Eu queria fazer ciúmes para ela. Lembra?

— Sim, eu lembro. Mas isso não significa nada — protestei — Ela nunca falou “Percy faça ciúmes para mim beijando essa coitada, essa cdf”.

— Eu não te achava uma coitada — Percy replicou — Eu te achava incrível.

Eu parei, confusa.

— Espera, você disse que me achava incrível?

Percy se calou.

— É... Eu disse — ele sussurrou — Algum problema nisso?

— Não... Nenhum. Voltando...

— Ah, não me diga que você quer voltar a brigar? — ele indagou — Você, por acaso, gosta disso?

— Não estávamos brigando, estávamos discutindo.

Nadei até a margem e sai. Estava tão frio e eu obrigada a me enrolar no casaco de Percy.

Odiava aquela minha conversa com Percy, odiava ter aceitado vir até essa cachoeira, odiava ter aceitado, primeiramente, aquele jantar medieval idiota. Odiava-me por ter aceitado participar dessa coisa toda.

Questiono-me do porque de ter aceitado tudo aquilo, desde a lista até aquele momento. Jackson ainda era bad boy enrustido e metido, “o dono da razão”. Porque algum dia eu pensei que talvez nesse tempo todo ele tivesse melhorado o jeito impertinente dele quando ele só havia piorado?

Era claro que ele não era mais o cara de 16 anos que eu conhecera, estava espantado nas primeiras paginas para todos verem e durante esses 12 anos eu ignorei essas revistas para evitar a verdade.

— Annie... — ele me chamou.

— Podemos ir embora? — perguntei. Eu não queria mais ficar ali.

— Podemos, mas você tem que me ouvir.

— Percy, não tem mais nada para se ouvir .

— Não, tem sim.

Comecei a me afastar, mas ele segurou meu braço. Puxou-me para mais perto dele e me segurou.

— Annabeth, por favor. Você que eu nunca quis te magoar. — ele se explicou — Eu sei que naquele momento eu fui errado, e eu já te pedi desculpas. E você também sabe que não adianta nada nós dois ficarmos remoendo nosso passado. Isso não vai nos levar a nada.

— Você começou — o lembrei. — Você começou a falar do nosso primeiro beijo. Foi você quem começou a relembrar.

— Eu não queria relembrar nada.

— Então o que é que você queria? — indaguei com medo da resposta.

Percy afastou o olhar e inspirou.

— Eu queria um pretexto.

— Pretexto? Um pretexto para que? — instiguei-o a continuar — Fale logo Percy! Seja direto ao menos uma vez e pare com essas meias-palavras.

Ele me encarou.

— Um pretexto para beijar você. — ele respondeu.

Seu aperto relaxou e depois ele voltou a me levantar, inclinei a minha cabeça e Percy me beijou. Era um beijo um pouco desesperado. Mas eu não queria que acabasse.

Infelizmente, nosso beijo foi interrompido por uma luz forte... Um flash.

— O que foi isso? — perguntamos em uníssono.

E então meus temores foram confirmados.

— Paparazzis — foi a única coisa que consegui dizer.

Percy me olhou e começou a gaguejar um pedido de desculpas.

— Eu... Eu não sabia... E-eu nem imaginava — ele balbuciou.

— Agora nós não temos tempo para isso — o puxei pelo braço e o levei correndo até o carro, antes peguei as nossas coisas. Tampei o rosto com o casaco enquanto corríamos. Percy abriu o carro e eu entrei lá.

Ele acelerou e saiu em disparada.

— Você esta bem? — perguntou-me.

— Estou, e você?

— Eu também estou — ele respondeu — É isso que importa.

Encostei a minha cabeça no vidro. Ainda não tinha entendido bem o que tinha acabado de acontecer.

A única pergunta que vinha a minha cabeça era “e agora?”.

Agora a mídia já sabia do nosso beijo, agora eles já deviam saber quem eu sou agora nada mais seria igual.

Ou podia ser igual, o fato de que o mundo estava sabendo não ia mudar nada entre nós. Uma hora iam descobrir. Uma hora os paparazzis iriam estar nos perseguindo.

Aquela era a grande questão: eu já sabia que ia acontecer, mas chegou tão de repente...

— Annabeth — Percy me chamou — Eu sinto muito.

— Percy, não sinta. Não foi sua culpa...

— Então porque aqueles fotógrafos estavam lá? Para fotografar a cachoeira? — ele retrucou — Não, eles estavam lá por minha causa!

— Sim, eles estavam! Mas você não é culpado porque aqueles... babacas estavam nos perseguindo! Você tem uma vida e eles tinham que respeitá-la. — gritei, e quando percebi isso abaixei o tom de voz — Desculpa.

— Não se desculpe.

Ele continuou dirigindo em silencio e eu continuei com o rosto encontrado no vídeo. Chegamos ao seu apartamento e Percy parou.

— É melhor você ficar aqui essa noite. — ele convidou — Venha, suba.

— Percy...

— Eu posso cozinhar alguma coisa qualquer e você pode me ajudar. Toma um banho, se seca. É melhor que ir pra casa.

Percy esticou sua mão e eu a aceitei.

Subimos correndo até seu apartamento. Os outros moradores deveriam ter se sentido ofendido. Um homem e uma mulher seminus correndo pelo seu saguão de entrada. Bela visão.

Jackson abriu a porta do seu apartamento e me deu espaço para entrar.

— Você toma banho primeiro — Percy indicou e foi para a cozinha — Eu vou fazer o jantar. E bem... Você já sabe o caminho para o banheiro.

— É eu sei.

Subi até o banheiro e coloquei as coisas em cima do balcão. Olhei-me no espelho. Estava acabada. Justo hoje que deveria ter sido um dia perfeito.

Parecia que fazia anos desde que eu estava no meu apartamento com Thalia e ela dizia “eufemismo do gueto”. Ri com o pensamento e me despi para o banho. Quando terminei enrolei-me numa toalha e percebi que não tinha pegado nenhuma roupa.

Dei um soco na parece. Burra, burra, burra!

Eu poderia ir até o quarto de Percy e pegar uma de suas roupas. E como qualquer casa normal, o quarto devia ficar próximo ao banheiro. Coloquei apenas a cabeça para fora do banheiro e conferi se não havia ninguém. Sai correndo e procurei o quarto de Percy. Acertei na segunda tentativa, enfiei-me dentro do quarto e bati a porta.

— Annabeth?

Merda.

Virei-me e encontrei Percy usando apenas uma toalha na cintura.

— Desculpa... Eu estava procurando uma roupa e... Lá não tinha, ai eu vim aqui. — expliquei-me.

— Certo, eu pego uma roupa pra você.

— Não, deixa que eu pego.

Fomos ao encontro um do outro e nos esbarramos, caindo os dois no chão.

— Desculpa... — sussurrei.

— Esta tudo bem.

Percy se aproximou de mim.

— Seu rosto, você se machucou. Deixa eu ver — ele afastou a minha mão da minha testa e assoprou o ferimento.

Nossos rostos estavam próximos demais, sua respiração era audível demais, o que ia acontecer era previsível demais. Eu mal consegui evitar quando ele encostou nossas bocas e estávamos nós dois no chão do seu quarto nos beijando.

Afastei-me dele por falta de ar.

— Dessa vez nenhum fotografo vai nos atrapalhar né?

Percy sorriu.

— Espero que não — ele sussurrou.

Começamos a nos beijar mais ferozmente e Percy passou a sua mão para a minha cintura. Ele me puxou e me colocou em seu colo.

— Me diga quando parar — ele avisou.

— Não quero que pare — murmurei em seu ouvido.

Percy sorriu e me levantou, levando-me até a cama.

Notas finais
Eai, o que vocês acharam? Dessa vez não vai ter capitulo bonus, desculpaaaaa. Eu sei que tenho várias taradas de plantão por ai, mas acho que poderia ser degradante pra fanfic. Não tentem entender. Um aviso: dessa vez eu vou demorar pra postar por dois motivos: a) Eu quero ficar um tempo apenas escrevendo, não só essa fanfic mas outras que eu quero postar. b) A fanfic tá acabando e eu quero encerrar ela logo e saber quantos capitulos vai dar. Eu já tenho todo o resumo do final pronto, mas pode acabar sendo acrescentada algumas coisas. De qualquer jeito, já ta acabando. Enfim, comentem, favoritem, e recomendem. Aliás, eu quero muuuuito que voces comentem porque a média de comentários é de 10 por capitulo e são mais de 100 leitoras! Isso é uma vergonha. Então voce leitora fantasma, comente por favor. Mande um "oi" apenas, apenas um "oi", eu só quero saber quem é que ta lendo isso daqui. Beijooos na testa