Um Amor Capaz De Libertar

9 Capítulo VIII - A Primeira Visita


Notas iniciais
HÁ, não demorei dessa vez! Sei que disse que postaria ontem, mas aí que a moça que vos fala ficou estudando a tarde toda, então não deu tempo. Pra entregar pra vocês rapidinho hoje, fiz parte do capítulo até na aula, viram só?! Haha. Espero que gostem, nos vemos lá em baixo.

PS: Bem vindos leitores novos!

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Bella

O sol brilhava lá fora, mas ela não podia aproveitá-lo. Não havia sentido para tal, feito que seu filho fora morto, e agora estava praticamente confinada no que mais parecia um canil, do que uma casa, visto o modo animalesco que Jacob a tratava depois da revelação.

Não havia dia que Jacob não a torturasse, principalmente psicologicamente. Enquanto mantinha a própria bunda sentada no sofá, e os pés imundos sobre a mesa de centro da sala, isso quando ele não a mandava limpar a estante à sua frente, tendo a visão perfeita das nádegas dela enquanto ela o fazia. Não havia humilhação pior que aquela... Mas não havia escolha, por mais que ele não a agredisse mais fisicamente, a chantagem estava ali, pronta para ameaçá-la e despachá-la ao fim. Era obedecer, ou ir presa.

Mesmo que tudo parecesse já estar perdido, ainda que tudo parecesse não ter volta e que o melhor a fazer agora seria se entregar de uma vez por todas, Bella sabia que havia uma esperança remota de as coisas voltarem a fluírem no seu curso normal. Ela sentira isso, ao olhar nos olhos de Edward, de seu anjo. Ele a dava esperanças para continuar lutando por algo que já lhe fora tirado: Sua liberdade.

Sua mão ainda era capaz de formigar ao lembrar-se do toque suave dele. Era tão bom, tão doce!

Fechou os olhos com a lembrança, enquanto sua cabeça repousava no travesseiro de seu quarto e os lábios entreabriam-se em um suspiro. Seria possível sentir tal atração por ele? Quando estava próxima à ele? Não... Deveria ser loucura! Sim, estava louca e delirando por um cara que sequer sabia a idade! Deveria ser uma espécie de trauma... Um trauma muito bom por sinal! Mas ainda assim, era algo que sua mente criou para livrar-se ou amenizar a situação tenebrosa. Só poderia ser isso!

Como que para livrar a mente do homem que a perseguia constantemente, deixou a cama levemente desarrumada por onde esteve acomodada, e separou um blazer azul meio tonalizado ao verde, com várias tachas em dourado; uma regata branca ausente de estampas, lingerie e uma calça jeans. Era o que precisava para suportar a temperatura daquele dia, pois mesmo fazendo sol, ainda permanecia frio. Assim, ela seguiu para o banheiro que havia no corredor de seu quarto.

O corpo foi despido da calça de moletom cinza que usava, a peça deslizando pelas pernas curvilíneas de Bella enquanto ela esticava-se para dentro do Box acionando o chuveiro. Afastou a calça com a ponta do pé, enquanto passava por seus braços e cabeça o blusão que a mantivera aquecida, igualmente apagado e sem graça, seguido da única peça íntima que usava, a parte de baixo. Estava em casa mesmo, e não gostava do elástico a apertando quando não precisava dele.

Soltou os cabelos que eram presos com outras das suas próprias madeixas, fazendo-os caírem em cascata pelas costas nuas e pálidas da garota. Testou a temperatura com as pontas dos dedos, certificando-se de que a água a faria relaxar o suficiente.

Os pelos dela arrepiaram-se com a sensação do vento rondando sua pele descoberta, e num ato de refugiar-se do frio adentrou o Box, fechando-o e pondo-se de baixo d’água.

Imediatamente os músculos dela relaxaram com a sensação reconfortante da água limpando e aquecendo seu corpo devagar, a sensação do vapor contra seu rosto. Espalhou o sabonete nas mãos pequenas e fechou os olhos enquanto deliciava-se com o aroma gostoso que se misturava no ambiente.

Sem que ela mesma se permitisse tomar tal rumo nos seus pensamentos, viu-se lembrando de Edward. Desta vez o que veio à tona foram seus lábios, o modo como moviam-se ao falar, o modo como a voz rouca dele saía por entre eles, a língua dele serpenteando entre o lábio inferior e os dentes brancos, proferindo as palavras doces e preocupadas que ele lhe dissera.

O lábio inferior dela foi mordido levemente pela própria, enquanto ela recordava-se do toque dele. Como desejava senti-lo em sua pele agora! As mãos deslizavam pelo corpo esguio lentamente, acariciando sua barriga devagar e sentia pouco abaixo da mesma algo pedindo por atenção, seu corpo esquentando mais do que a água por si só permitira. A mão ameaçou descer mais um pouco para enfim livrar-se da tensão que seu corpo emitia, mas Bella abriu os olhos e rapidamente retirou a mão de onde pretendia tocar, ao perceber o que fazia. Não poderia... O que ela havia pensado em fazer não era correto. Céus! Como ela conseguira ser tão impura assim, mais do que já fora? Estava condenada ao inferno, literalmente. Odiava-se por isso, odiava-se pela malícia impregnada em seu ser. Ela não desejava ser assim... O que estaria ela fazendo?! Não! Era insano!

Desligou o chuveiro apressada e deixou o Box, vasculhando por uma toalha no armário do banheiro. Enrolou-se na mesma e seguiu para o quarto, onde vestiu-se, acrescentando um tênis Vans preto ao final, e penteou as mechas com os dedos.

Pegou seu celular e algum dinheiro guardado, e enfiou ambos no bolso. Lá era ela mulher de sair com bolsa?! Não precisava dessas coisas, achava mais um dos caprichos modernos que logo cairia em decadência, puro esquecimento e abominação!

Naquele dia, tivera muita sorte em conseguir sair de casa. Ela não o faria caso Jacob não estivesse trabalhando no restaurante até tarde, até porque não poderia se desejar menos que isto, visto que ele exercia um cargo importante onde trabalhava.

Parecia que ela era mantida em cativeiro quando ele estava em casa. Não, pior ainda! Era mantida em um zoológico, porém era um animal de circo. Note que em nenhuma das duas opções, ela era considerada uma pessoa, pelo contrário, era adestrada e maltratada porque caso se negasse, ela teria más consequências. Caso discutisse, seria pior para si mesma e disto ela tinha plena consciência.

Saíra porta afora sem destino previsto. Só queria espairecer, conviver com pessoas normais, com algo que a refugiasse mesmo que por algumas horas apenas, da realidade que vivia. Era bom esquecer-se e fingir que era apenas uma pessoa normal, como todas aquelas outras, apenas com problemas, não com traumas do passado. Apenas pessoas preocupadas com o emprego, família, contas para pagar. Quem dera fosse ela uma pessoa comum, não uma criminosa!

Estivera em um café aquela tarde, já era por volta da décima sétima hora, e pediu por um cappuccino enquanto assistia algum programa de comédia – na opinião dela, pura besteira lucrativa – na televisão. Como se algum deles fosse feliz assim na vida real! Pensou, revirando os olhos para os apresentadores e seus devidos convidados exibindo sorrisos no aparelho televisivo.

Sorveu o café por entre os lábios finos e delicados, no balcão da cafeteria. Não se alongara por muito mais no local, afinal não poderia abusar e correr o risco de chegar depois de Jacob em casa.

Estava caminhando sem direção exata na rua, quando o homem dos olhos tom esmeralda assolou novamente seu pensar. Deu-se por si, que não havia o agradecido como devia pelo seu ato gentil e bondoso para com ela.

Por mais que desejasse uma desculpa para vê-lo novamente, precisava mesmo agradecer por tê-la salvado naquela noite, ter impedido sua morte. Se não fosse seu anjo, estaria morta, pois duvidava imensamente que algum outro coração latente ali naquele lugar, tomaria a mesma atitude que ele tomara com ela.

Havia um único e imprescindível problema... Ela não sabia onde ele morava, ou sequer trabalhava. Não tinha seu telefone. Não sabia como poderia achá-lo! Mas para sua incrível sorte, Forks era pequena. Alguém, no mínimo um único ser vivente, deveria saber sobre seu paradeiro.

Ela sabia que ele era bonito, lembrava-se mais ou menos de sua altura e sabia seu nome e sobrenome. Creio que, em uma cidade pequena como ali, onde as fofocas rolam soltas, alguém deveria tê-lo visto por aí, próximo a um determinado lugar em tal zona. Não custava nada arriscar! Aquele ocorrido não poderia passar despercebido, ignorado por ela quando quase custara sua vida!

Atacando uma mulher de aparentemente 30 anos pelo cotovelo, a perguntou se ela sabia sobre alguém com sobrenome Cullen na cidade. Edward Cullen, mais precisamente. A moça lhe negou com a cabeça, e disse que sentia muito em não poder ajudar.

Pois bem... Próxima tentativa! Bella disse mentalmente, preparando-se para contar nos dedos.

Após não mais uma, nem duas, mas sim seis tentativas fracassadas de saber do paradeiro de seu anjo, um homem que ela dera no máximo 24 anos, a olhou com um sorriso nos lábios, como se gozasse dela.

– Ah claro! Você está procurando pelo arquiteto, certo? Dizem que ele está fazendo bastante dinheiro por aqui. Um conhecido meu faz a planta da casa dele com o Cullen. O pai dele sei que é médico licenciado, no hospital daqui, mas quanto ao filho não sei te dizer ao certo onde fica o escritório dele! – Olhou em volta, tentando recordar um caminho que levasse-a até o local desejado. – Se me lembro bem, você deve virar na rua à esquerda... – Ele prosseguiu.

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Isabella seguiu o caminho indicado e após ter de entrar em uma loja para ter certeza de que fizera a rota correta, destrambelhada como era, ela apenas precisou virar o olhar para trás e observar um prédio de estrutura grande, porém apenas edificado em um andar.

O letreiro prateado, contrastando com o Volvo estacionado bem na frente do local, dizia os seguintes fonemas que já mostravam por si só de quem tratava-se: “Cullen’s” e logo abaixo, as informações mais precisas “Escritório de arquitetura moderna” e o nome dele, seguido de um telefone.

A voz de Bella trancou na garganta e ela teve de dar um leve pigarro para disfarçar a surpresa. As mãos tornaram-se gélidas, e ela passou a suar frio por conta disto. Ela não poderia desistir agora por insegurança... Caminhara a tarde toda em busca de falar com ele, com o objetivo principal de agradecê-lo em sua mente. Borboletas dançavam alegres no seu estômago, só de pensar em revê-lo. Era agora ou nunca!

Isabella adentrou o escritório, muito bem adornado como logo notou, repleto de móveis em tonalidades claras; ao mesmo tempo que simples, sofisticados, contrastando com os detalhes das paredes ou dos belos quadros posicionados em áreas estratégicas.

Ela concentrou-se na moça que estava atrás do balcão da recepção e andou a passos firmes, como desejava estar internamente, até lá.

– Olá, eu gostaria de falar com Edward Cullen, por favor. – Ela disse, e a moça de cabelo repicado levantou o olhar e abriu um sorriso sincero, que ela normalmente não via nas secretárias... Bem, não só nas secretárias, mas em qualquer ser humano ultimamente.

– Claro! Meu nome é Alice, e o seu? – Ela perguntou, levantando-se brevemente para cumprimentá-la com um aperto de mãos, nunca tirando o sorriso de seu rosto. Ela era tão magricela e pequenina, porém parecia tão simpática!

– Isabella, Isabella Swan. – Disse à moça, que assentiu. – Só um instante que irei avisá-lo que está aqui!

Ela observou enquanto a jovem de pele bem pálida e delicada discava algo no telefone.

– Senhor Cullen? Isabella Swan está aqui e gostaria de vê-lo! – Ela olhou brevemente para a moça de cabelos achocolatados. – Posso deixá-la entrar?

Segundos se passaram e um silêncio se fez do outro lado da linha. Certamente Edward ficara surpreso com tal visita, mas poderia ser uma visita de negócios afinal... Quando que a garota que lhe encantara viria por algum outro motivo até si?!

– Senhor? – Alice repetiu e logo em seguida captou um pigarro da parte de seu chefe e amigo, embora no trabalho tratassem-se com formalidade.

Isabella se mantivera em completo silêncio fitando a secretária de aparência amigável, enquanto torcia as mãos umas nas outras em nervosismo.

Alice assentiu e desligou o telefone com os olhos soltando fogos de artifício de tão iluminados. Levantou-se então da cadeira em que estava trabalhando anteriormente e se dirigiu ágil até Isabella, levando uma mão sutil às costas dela e a convidando a acompanhá-la.

­- Venha, irei levá-la até a sala dele! – Alargou mais ainda o sorriso, e Isabella sentiu-se confortável perto da moça serelepe chamada Alice. Parecia muito rápida em tudo o que fazia, além do que seus olhos diziam que era de uma simpatia sincera inigualável. Bella gostaria de ser tão sociável e adorável quanto ela!

Chegaram frente a uma porta ao final de um corredor. Parecia que fora feita com madeira natural, já que não havia cor alguma sobre o material além do verniz. Notou que estava a instantes de vê-lo novamente, quando seu nome piscou para ela indicando que aquela era a sala dele, unicamente dele. Deveria vir de uma família importante para ter tal estabelecimento.

Alice girou a maçaneta e o coração de Isabella pareceu pular no peito. Queria sair correndo dali. Por que inventara de vir até ele? Que ideia maluca passou por sua cabeça! Como pôde se expor a tal situa... E então ela observou enquanto Edward vinha na sua direção, paralisando seus pensamentos de imediato. Antes mesmo que chegasse, ele já estava de pé à sua espera, ansioso com sua presença. Ele exibia todos os dentes em um sorriso largo, capaz de tirar o fôlego de Bella. Parecia um deus em seu esplendor. Os olhos dele brilhavam ao encontrarem-se com os dela e quando ele chegou a centímetros de si, ela pode inspirar o cheiro delicioso amadeirado de cravos que emanava dele, e teve de se controlar tanto ao não fechar os olhos para apreciar melhor o aroma!

Não soube dizer com exatidão quanto tempo se passou enquanto ambos entreolhavam-se, pois todas as unidades de medida referentes ao tempo se fizeram insignificantes visto que os minutos pararam para os dois ali presentes.

Alice ao ver a química, propriamente dita, entre eles, moveu-se desconfortavelmente, torneando a cabeça para o lado e soltando um breve resmungo antes de falar.

– Bem... Acho que eu irei, hm, ver se tem algo para mim no escritório... – Apontou para trás e mordeu o lábio, receosa.

– Tudo bem, Alice. – Garantiu Edward, deixando-a partir saltitante pelo corredor afora.

Todos os pelos do corpo de Bella eriçaram-se, mas não por conta do frio que cobria a cidade, e sim pelo timbre rouco da voz de Edward, naturalmente máscula e suave. Uma combinação perfeita de opostos, em um único ser.

Ela perguntou-se como podia alguém ser tão doce assim apenas ao falar, e ao mesmo tempo tão atraente.

Seus olhares não desprenderam-se por um segundo inteiro, cheios de significados contidos através das pálpebras.

Edward por fim esboçou nos lábios bem delineados um sorriso maior que atingia diretamente suas pedras preciosas e seu coração.

– Por favor, entre Srta. Swan. – Ele disse, a convidando e levando o corpo largo para o lado, a dando passagem.

– Ainda pode me chamar pelo primeiro nome, Cullen. – Dispensou o “Sr.”, pois gostava como o sobrenome dele soava em seus lábios, o que certamente não passou despercebido por ele que sentiu um leve formigar na região de sua lombar, ao seus tímpanos terem captado a pronúncia.

Ela entrou vagarosa na sala cujos clientes ele atendia. Havia um lustre no meio da sala e algumas estantes repletas de livros atrás de si, na esquerda. Situava-se à frente das estantes um tapete branco e felpudo, com dois sofás de apenas um lugar cada, completando o cenário. Mais quadros como os que vira no hall de entrada, se faziam presentes em uma parede de tom marrom claro, e uma mesa grande com um notebook, portas-caneta e uma pilha pequena de papéis, seguidas de uma agenda, tudo frente a uma enorme janela de vidro que cobria metade da parede, e era adornada por uma cortina, que naquele momento estava aberta. Do lado direito, emoldurados na parede havia alguns diplomas e uma televisão LED 32’’. No chão de piso frio branco, jaziam algumas plantas e flores exóticas, as quais eram dotadas de grande beleza embora porte pequeno. O aroma era agradável, havia um toque de lavanda... Nada comparado à essência pura de Edward, para ela, mas ainda assim muito perfumado.

Ela sentou-se em uma das cadeiras frente à mesa dele, quando ele a indicou para fazê-lo e descansou as mãos sobre a perna enquanto Edward sentava-se do outro lado, em sua poltrona.

– Quer um café? – Ele arqueou a sobrancelha, fazendo-a sorrir de canto de lábios.

– Não, obrigada... Estou bem. – Sorriu mais largo então. – Bem Edward... Eu não sei muito bem por onde começar... – As bochechas dela se tornaram mais avermelhadas, e Bella sentia seu sangue queimar no local. – Mas eu vim aqui para agradecê-lo por ter me salvado... – Foi direto ao ponto e ele a olhou surpreso, pois não esperava por aquilo.

– Isabella, você... Você não precisa me agradecer... – Ele negou com a cabeça e então passou a mão no cabelo uma vez. Será que ela não percebia que ele a salvara por que havia um motivo para tal? Porque ele não seria capaz de vê-la morrer e não fazer nada?!

– Sim Edward, eu preciso, pois se não fosse você lá... – Ela suspirou longamente antes de continuar – Eu estaria morta, e você sabe muito bem disso. – Levantou então os olhos que miravam as mãos, para olhá-lo nos olhos. Um silêncio se fez, e Edward viu nos olhos chocolate derretido de Bella, a confiança para se abrir.

– Sinceramente, não acho que eu teria feito tanto se não fosse você lá... – Ele teve de engolir a seco uma vez, para conseguir soltar outra frase. – Eu teria ajudado, claro! Mas... Você... Eu não sei... – Olhou para a mesa. – Eu fiquei no hospital até o instante que vi você saindo pela porta! Eu não consegui dormir... – Riu ironicamente de leve. – E não Isabella, não foram apenas naquelas nove horas. Foram dias... Eu ainda não sei se sou capaz de dormir sem que alguma hora da noite você venha em minha mente. – Ele a fitou no fundo dos olhos enquanto falava a verdade, tal como ela fora, nos últimos dias em que não a vira.

Ele inspirou mais uma vez, enquanto Bella observava calada. – Eu achei que nem nos veríamos novamente... – Ele sorriu com o pensamento de que estava errado. – Mas você veio! Como eu não sei... Pois não deve ter sido muito fácil me achar assim! – Ele abriu um sorriso com todos os dentes.

– Garanto a você, melhor não querer saber como eu fiz isso! – Ela riu alto, de forma tão contagiosa que ele se obrigou a acompanhá-la espontaneamente.

Fitaram-se por alguns segundos, todos os dois sorrindo feito crianças em uma manhã de natal.

Bella fitou o relógio de pulso e notou que estava ficando tarde. Tarde demais para que ela ainda não estivesse em casa. Jacob! O que ele seria capaz de fazer se a visse fora de casa, ainda mais com Edward?! Nem ela sabia dizer!

Ela fitou Edward com uma feição tristonha e deu de ombros.

– Edward, acho que demorei tempo demais o procurando – Sorriu fraco então – e já está na minha hora! É melhor eu ir... – Ela já foi se levantando em antecipação.

Ele por sua vez se fez inexpressível de repente,o desapontamento contaminando seu ser.

– Ah sim... Tudo bem. – Edward levantou-se juntamente dela e deu a volta na mesa, para ir em sua direção. – Deixe-me levá-la até a porta...
Quis tocar nas costas dela para assim poder guiá-la, mas não quis se tentar tanto. Somente a presença dela ali já o fazia bem, por hora. Ela aproximou-se passando por Edward e indo em direção à porta, sendo seguida por ele de perto. Ele fez a gentileza de abrir a porta para ela, que sorriu em agradecimento.

– Obrigada, de novo! Foi muito bom te ver. – Teve de controlar-se para não dar ênfase no “muito” ou substituí-lo por “ótimo”.

– Também foi muito bom vê-la, Isabella. É bom saber que está bem agora... – Bella sorriu com a preocupação dele, mas mal sabia ele que talvez estivesse pior agora.

Ela virou-se, pronta para sair, mas assim que deu um passo para fora da sala, sentiu a mão dele a segurando pelo braço e puxando-a delicadamente para trás. Ela virou-se novamente, bem a tempo de encarar os olhos dele, e sua respiração falhou um pouco com a sensação da mão dele a segurando, firme porém delicadamente. Seus corpos estavam tão perto que ela podia sentir a temperatura quente vinda do corpo dele, lhe aquecendo também. Suspirou uma vez antes de mordiscar os lábios involuntariamente, não sabia se por vergonha de estar sentido tais sensações ou se por desejo em senti-las mais intensamente.

– Eu queria saber se, hm, teria a possibilidade de nos vermos de novo, não sei... – ele deu de ombros, querendo parecer despreocupado, enquanto seu corpo implorava que a tomasse nos braços. Como alguém tão pequena, delicada, frágil e linda assim, conseguia fazer isso consigo mal trocando palavras com ela?! – Digo, se você gostaria de ir à algum lugar, comigo. Eu quero conhecer você, Isabella.

O coração dela pareceu falhar e ela só fez assentir, com os lábios entreabertos, ainda meio abobalhada com o pedido dele. Ao dar-se de si, balançou a cabeça como forma de afastar a distração que ele lhe causava.

– Eu adoraria! Mas hoje... Hoje eu realmente não posso, digamos que eu já estou meio atrasada, entende?! – Ela suspirou em desgosto.

– E amanhã? Ou algum outro dia que você possa... – Riu baixo, tentando incentivá-la, sem deixar-se cair na tentativa de dispensá-lo dela, que na verdade, como ele podia ver em seus olhos, era por um motivo realmente importante que ela não aceitara.

– Tudo bem, amanhã acho que eu posso sim. Mas Edward... Eu não sei como faremos para isso dar certo, eu normalmente não saio mais de casa... – Lamentou-se e ele tomou a liberdade em afastar um fio de cabelo dela, que estava colado em seu rosto, passando o polegar sobre a maçã do rosto dela lenta e delicadamente.

O ato fez Bella fechar os olhos momentaneamente, e com isso Edward sorriu, feliz pela reação de aprovação.

– Eu posso pegá-la em casa, a hora que você quiser. – Bella abriu os olhos com a possibilidade de dar certo. Jacob trabalharia a noite toda naquele dia, então ela poderia sair sem que ele soubesse.

Não havia como recusá-lo, e também não queria ter de fazê-lo. Ela acabou por dar endereço e telefone a Edward, para que assim pudessem comunicar-se entre si, e para que ele pudesse buscá-la no dia seguinte. Finalmente, parecia que as coisas iriam melhorar ao lado de Edward.



Notas finais
Gostaram, reviews, recomendações? Eu sei que prometi também bastante Edward, mas como eu gosto de me alongar e detalhar tudo, eu achei melhor deixar o passeio deles pro próximo, para ficar bonitinho e também para não adiar o post, nem para exigir muito de mim, que já to cansada de escrever esse. Meio que esgotou a cota por hoje! Haha. O próximo não sei quando virá, mas prometo fazer bem meigo, aí sim, com muito Edward que eu sei que faz falta e enfim, tentarei postar semana que vem, ou final de semana, pois amanhã nem escrever não vou porque os estudos me chamam! Beijos leitores amados! AAAAAH, tem mais um recadinho: Viram a nova capa? E SIM! AGORA TEMOS UM TRAILER PRA FANFIC! ♥ http://www.youtube.com/watch?v=ci__eLBpW1o&feature=youtu.be Quem quiser ver está nesse link! Agora sim, beijão!