Notas iniciais
Oi pessoal, estou aqui com mais um capítulo. Este com certeza será bem mais picante, a pedidos de muita gente mesmo. Quero pedir desculpas caso eu tenha feito algo errado hahaha. Eu realmente espero que vocês apreciem. Muito obrigada por tudo, e boa leitura. Beijos ♥

- Seu covarde. Revide!

- Eu prometi. – sussurrou Shaoran cuspindo o seu sangue. Touya ignorou suas palavras, avançando sobre o seu oponente com suas mãos no pescoço do jovem, o enforcando.

- Pare Touya. – gritou a mais nova com as mãos em seu irmão o empurrando com toda a sua força.

Touya desviou os seus olhos raivosos de sua vítima, os colocando sobre sua irmã. A mesma o observava com lágrimas em suas esmeraldas, e as mãos completamente trêmulas agarradas às vestes do irmão. O mais velho suspirou fechando os olhos e afrouxando suas mãos do chinês.

- Tome cuidado com o que faz. – disse jogando Shaoran violentamente contra o chão. Deu as costas retirando-se do cômodo, deixando para trás o jovem casal.

- Oh meu Deus, Shaoran. Você está bem? — perguntou Sakura ajoelhando-se ao lado de seu marido.

- Estou bem, já estive em situação pior. – argumentou rindo sem jeito. – Tente se acalmar, Sakura. Retire-se do cômodo.

- Não Shaoran, irei ajuda-lo. – retrucou Sakura o ajudando a se reerguer.

- Não, por favor. Estou bem, vá se acalmar. Não seja teimosa. – a flor fitou os âmbares do marido, observando a calma mergulhada nos olhos do rapaz. Assentiu cabisbaixa retirando-se do local.

Shaoran permaneceu imóvel, sentindo suas entranhas contorcerem-se. Sentou-se em sua cadeira, apoiando seus cotovelos sobre sua escrivaninha e escondendo o seu rosto entre as mãos. Arfou pesadamente, procurando equilibrar suas emoções. Ouvira três batidas na porta, não dando o trabalho de conceder a entrada da pessoa por trás da mesma, apenas aguardou a porta se escancarar, deixando visível um inglês aturdido.

- Shaoran, o que houve... ? – Eriol abriu sua boca, horrorizado, deparando-se com o amigo ensanguentado.

- Longa história. – suspirou o chinês.

- E onde está a Sakura? Ela está bem? – Shaoran confirmou com a cabeça.

- Justifique esta sua cara horrorosa. – disse Eriol tentando descontrair o terrível clima que pairava sobre suas cabeças.

- Ah, foi o irmão da Sakura, Touya Kinomoto. Ele soube o que houve nas ruas desta maldita cidade. Fico abismado com a rapidez das fofocas. – contou o jovem rindo amargamente.

- As pessoas simplesmente não tem o que fazer. – Shaoran concordou.

- E como está com o velho? – perguntou Eriol sentando-se de frente ao amigo.

- Complicado. Ele opina em tudo que eu faço e até mesmo o que eu não faço. Sempre disposto a me criticar, como se eu não estivesse fazendo o meu trabalho da maneira correta. – falou jogando suas mãos para o ar.

- Ele já o questionou sobre a sua obrigação com a pequena Sakura?

- Não, espero que não questione nem tão cedo. – disse fechando os olhos e apoiando seu rosto entre as mãos.

- Oh Deus, não diga que ainda não houve nada entre você e a senhorita Kinomoto. – falou Eriol com um tom zombeteiro e apoiando-se na escrivaninha.

- Ah, não interessa Eriol. – esbravejou Shaoran com as bochechas esquentadas.

- Claro que interessa. Sabe que é o seu dever tê-la em seus braços todas as noites, até haver êxito com a sua obrigação, mesmo que não haja amor, é o seu dever.

- Eu sei disso, — suspirou o chinês. – mas não tive coragem de toca-la. O nosso primeiro beijo fora ontem à noite. – disse arregalando os olhos. Eriol abriu um largo sorriso, pulando em sua cadeira.

- Espere aí, ontem vocês se beijaram por vontade própria? – Shaoran confirmou envergonhando, causando gargalhadas por parte do seu amigo inglês.

- Qual é a graça? – questionou o chinês franzindo a testa.

- Você está apaixonado. – retrucou o rapaz dos olhos azuis como se fosse óbvio.

- Por que acha isso?

- Então quer dizer que você sai beijando todas as garotas que encontra? – Shaoran negou rapidamente perplexo. – Está apaixonado. Eu o conheço, Shaoran-kun. Você mudou desde que esta moça colocou os seus pés nesta mansão. – o chinês manteve-se calado cabisbaixo.

- Esta moça é o resquício de felicidade em sua vida, querendo ou não, você se agarrou a ela. Sua esperança está nela. – disse Eriol sério. Shaoran pôde sentir aquelas palavras perfurarem o seu coração. Estivera tão acostumado por tanto tempo em ser infeliz, que agora se encontrava apavorado por ter em mãos um sentimento tão belo. Era algo desconfortável, porém agradável.

- Não quero acreditar nisto. – disse o rapaz engolindo em seco.

- Você não quer acreditar no óbvio? – questionou Eriol levantando-se e indo em direção ao chinês. – Olha, sei que anseia em toca-la todas as noites, ama-la com todo o fervor de seu coração, beijar cada pedacinho daquele corpo. Porém também tem medo de tê-la em mãos e a deixar escapar, fazendo com que volte ao buraco negro de tua antiga vida. – disse colocando uma mão no obro de Shaoran. O mesmo o observou espantado. Como o amigo pôde ditar tudo o que passava em sua cabeça?

- Eu não quero perdê-la. Seria demais para mim, seria... Mais uma decepção em minha vida. – sussurrou.

- Simples, não a perca. – sorriu o inglês gentilmente.

Sakura sentou-se sobre a grama, pousando o livro sobre o seu colo. Passeou com os olhos pelo jardim que tanto amava. A combinação de cores era belíssima. Sorria verdadeiramente ao sentir a calma do vento chacoalhando as árvores e sendo utilizado como um teleporte para o que cheiro das flores alcançasse as suas narinas.

Sua mente encontrava-se em êxtase, enquanto seu coração inundava-se de um sentimento que nem a própria cerejeira compreendia. Sentia-se tão calma ao lado de seu marido, sentia-se estranhamente especial. Envolta daqueles braços quentes, nada poderia retirar estes sentimentos de seu seio, nem mesmo os seus piores pesadelos viriam acanhar o que vinha de seu coração.

Porém, mesmo com estes dias cheios, não esquecera da época em que sentara no chão frio de sua antiga casa, enquanto Sonomi sempre a sorrir penteava os seus cabelos caramelados. Sim, fora uma ótima época, porém utilizei o verbo no passado. Aquela época passou, levando junto aqueles momentos tão doces e tranquilizadores. Suspirou sentindo o peso da saudade sobre o seu frágil coração.

- Sakura-chan? – indagou uma senhora ao se aproximar. A jovem sobressaltou-se surpresa.

- Ah, Chun-san.

- Por onde esteve?- perguntou sentando ao lado da jovem.

- Ah, eu fui para a cidade. – disse sem graça.

- Deixe-me adivinhar. Colocou-se em encrenca? – Sakura assentiu corada. Chun riu docemente.

- Não é novidade. – falou sorrindo. – Então, o que fazes aqui?

- Eu estava pensando na minha vida. Como tudo ocorreu de forma tão rápida. – suspirou pesadamente.

- Sente falta do teu passado, não é mesmo? – a jovem confirmou.

- Não deveria Sakura-chan. – a cerejeira a olhou interrogativa. — O que eu quero dizer é que, o que torna o seu passado especial é a sensação de ter vivido. Porém, há o momento em que deve deixa-lo e criar novas experiências em sua vida. – sorriu a governanta.

- Eu nunca pensei desta forma. – disse Sakura abaixando a cabeça. – A senhora tem razão. – a governanta sorriu em resposta.

- Pensou no que conversamos da última vez? – Sakura observou-a confusa, mas logo corou ao recordar-se.

- Ah bem, não exatamente. Mas estou confusa.

- Compreendo. O senhor Li é de fato um homem complicado. – A jovem flor arregalou os olhos. Não se lembrara de ter proferido alguma palavra relacionada ao dono dos olhos âmbar.

- Como...

- Eu consigo ver em seus olhos, Sakura-chan. Sei que o rapaz mexe com o seu coração, e também sei sobre o seu ponto fraco com o jardineiro, Yukito. Ambos os rapazes encantadores, eu entendo o porquê de encontrar-se desta forma. – explicou-se rindo descontraidamente. Sakura corou violentamente.

- Não sabia que estava tão visível desta forma. – Chun balançou a cabeça negativamente.

- Eu penso que com o pouco de tempo que estive com a senhorita, aprendi muito ao seu respeito. – Sakura sorriu largamente.

- Então, como está com o senhor Li?

- Nos beijamos na noite passada. Eu senti algo que nunca houvera me possuído antes. – disse a moça.

- Beijaram-se? Nossa. – exclamou Chun sorrindo. – E vocês já... ?

- Não. — respondeu rapidamente.

- Já conversou sobre isso com alguém? – Sakura negou apertando suas mãos, constrangida.

- Sakura, a senhorita chegou a menstruar? – indagou a governanta fazendo com que a jovem desse um pequeno pulo espantada.

- Ah, eu... Sim. – respondeu sem jeito.

- Então, é uma moça mesmo. – Sakura confirmou procurando algum buraco mais próximo para enterrar-se.

- Estaria disposta a ter um filho, Sakura-chan?

- Hã? O que? – aquela pergunta pegara-lhe de surpresa. Nunca passara por sua cabeça a possibilidade de ser mãe, aliás, era nova demais para pensar em algo assim.

- Ah, penso que logo fará alguma coisa com o seu marido. O manifesto de afeição irá ultrapassar os beijos, querida Sakura. – Afeição? Encontrava-se tão confusa, tão aturdida.

- E-eu... Como eu devo agir?

- Não pense muito, apenas aja por instinto. – disse por fim levantando-se. Sakura a seguiu com os olhos. Deitou-se sobre a grama esverdeada, enquanto seus pensamentos eram ocupados por imagens incontroláveis. Pensara em seu marido sobre si, beijando-a por inteira, enquanto suas mãos másculas percorriam pelo seu corpo. Sentira os pelos de sua nuca se eriçar, junto de um pequeno calafrio em sua espinha. Balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos absurdos.

Em um escritório encontrava-se um chinês sentado em frente a sua mesa, tentando ao máximo ignorar a dor causada pelas feridas e hematomas pelo seu corpo. Queria preocupar-se somente com aquela papelada sobre a sua mesa, focar em seu trabalho era fundamental, principalmente com o seu tio observando cada movimento do jovem rapaz.

- Olá, meu querido sobrinho. – cumprimentou Fei Reed adentrando em seu aposento, acompanhado de seus dois ajudantes. Shaoran os observou com desgosto.

- É necessário mesmo trazer estes dois aqui? Eles também o acompanham no banheiro? – falou secamente. Fei Reed gargalhou jogando sua cabeça para trás, logo se sentando de frente ao seu sobrinho, e deixando para trás o seus funcionários. — Eu aprecio o seu humor, Shaoran.

- Li. – o chinês revirou os olhos.

- Como?- indagou o senhor.

- Me chame por Li. – falou desdenhosamente.

- Ah, claro. – sorriu Reed, debochando. — Então, querido Li, — começou enfatizando o nome do rapaz. — como está com o seu compromisso?

- Este assunto é meu e da minha mãe, não se intrometa. – respondeu.

-Ora, sua mãe pediu para que eu checasse tudo, sobrinho!

- Tudo bem. Diga para ela que está tudo certo, melhor impossível. – mentiu levantando-se de sua cadeira.

- Então, colocou em prática com a moça Kinomoto? – questionou Reed desconfiado.

- Ah bem...

- É, desconfiei. — falou sorrindo. — Ótimo, assim dá para mudar a candidata, não é mesmo?

- O que? Enlouqueceu? – esbravejou o Li.

- Não me diga que está tendo algum tipo de afeição por ela. – disse o seu tio com repulsa.

- Eu escolho quem eu quiser como minha esposa. E eu escolhi a Sakura. – anunciou apontando para o seu peito. O senhor grunhiu encolhendo-se em sua cadeira.

- Por que tanto ódio por uma moça que nem sequer o conhecia? – perguntou o rapaz perplexo.

- Um dia você entenderá. – falou abaixando o olhar.

Sakura despertara sobre a grama do jardim, observando o sol que insistia em dar o seu adeus para o dia. Recordou-se de onde deveria estar no momento, levantando-se em um pulo. Correu o mais rápido que os seus pés pudera aguentar, estaria atrasada? Preferia pensar que não. Apressou os seus passos chegando ao corredor no qual pertencia o seu cômodo preferido, adiantou-se a sorrir percebendo a doce melodia vinda de certo piano. Abriu a maçaneta demonstrando o seu mais belo sorriso, que logo se desmanchou ao visualizar um Fei Reed sentado onde o seu marido deveria estar.

- O-onde está o Shaoran? – gaguejou.

- Olá, Sakura-chan. Posso chama-la assim? – disse volvendo o seu corpo para a moça que assentiu.

-Bem, parece que o seu marido está um pouco ocupado com o trabalho. Mas não se preocupe, venha, sente-se. – falou dando tapinhas no espaço ao seu lado. Sakura o olhou hesitante, mas sentou-se por pura educação.

- Sabe tocar piano, Sakura-chan? – a jovem negou com a cabeça.

- Gosta do instrumento? – e mais uma vez a jovem respondeu com a sua cabeça, um “sim”.

- Não irá falar Sakura? – perguntou o Reed rindo.

- Desculpe-me.

- Tudo bem. – sorriu o velho.

- Senhor Reed...

- Sim?- indagou virando-se para a jovem.

- Ontem o senhor falou sobre a minha mãe. O que há afinal? – perguntou perfurando os seus olhos no do senhor. Aquilo com certeza o fizera sentir certa dó da jovem, mas não encolheu-se do seu posto.

- Um dia você saberá, Sakura. – falou amargamente retirando-se da cadeira e dando as costas para a flor. – Até lá, por favor, mantenha-se calada quanto a isto. – saiu do local, causando dor ao coração da moça.

Queria saber as respostas de tamanha à quantidade de questões que sobrevoavam sobre a sua mente. A ausência de sua mãe nunca a afetara de tal forma, sempre estivera tão distraída com o seu pai, seu irmão e sua querida governanta, mas agora, queria entender o porquê de não ter sua mãe por perto.

Passou seus dedos delicadamente sobre a as teclas do piano, reflexiva. Não queria sair daquele cômodo, era tão aconchegante e tranquilizador. Ali a pequena flor poderia afugentar os seus temores e suas preocupações. Era quase tão bom quanto encontrar-se com os braços de um chinês a sua volta, ou tão belo quanto o sorriso de certo jardineiro. Sakura suspirou pesadamente colocando suas mãos sobre o rosto. Confusão, completa confusão. Assim definia a sua mente estupefata.

Levantou-se se dirigindo a porta, saindo do local. Ao passar pela sala pôde ver os dois homens que vieram junto ao tio de seu marido. Conversavam descontraidamente com a senhora Chun, que logo parou em frente à flor, questionando-a.

- Sakura-chan, não irá jantar?

-Oh, não. Estou sem apetite. – falou de forma meiga.

- Tem certeza? – a moça apenas assentiu. Passou os seus olhos novamente para os dois homens. O loiro sorriu amigavelmente, enquanto o moreno parecia encontrar-se absorto em seus pensamentos.

- Boa noite. – disse subindo ás escadas.

Chegou ao seu quarto aprumando-se para adormecer. Deitou-se em sua cama, e fechou os olhos delicadamente procurando enterrar os últimos acontecimentos no fundo de sua cabeça. Dormiu maravilhosamente, sendo conduzida para os sonhos mais belos. Sonhara com uma pequenina garotinha de cabelos curtos e castanhos, que dormia tranquilamente nos braços de uma moça esbelta, de cabelos um pouco ondulados e compridos. Era tão bela, sorria tão graciosamente ao fitar a pequena em seus braços. Acariciava os cabelos acastanhados da bebezinha demonstrando a sua afeição, apertando-lhe mais ao seu colo. A pequena garota abriu os seus olhos, mostrando o mar esverdeado que nele havia. A garota sorriu exageradamente ao deparar-se com a moça a sorrir.

Sakura acordou violentamente ao ouvir um pequeno barulho em seu quarto. Ofegante, sentou-se na cama, pondo sua mão delicadamente sobre o peito.

- Desculpe-me, não quis acorda-la. – disse Shaoran a fitando.

- Tudo bem. – o jovem ficou quieto. Aproximou-se das velas, as acendendo. Sakura pôde ver o sangue seco e os hematomas sobre a pele do marido.

- Shaoran, não se aprumou? – indagou levantando-se em um pulo e indo em direção ao marido.

- Eu estou bem. Não tive tempo de retirar esta terrível aparência. – suspirou exasperado. Sakura o observou, aproximando sua mão ao rosto do chinês tocando-lhe em uma ferida. Shaoran gemeu de dor, contorcendo sua feição.

- Perdoe-me. – pediu a jovem recolhendo a sua mão.

- Tudo bem. – sorriu o rapaz gentilmente.

- Espere aí, irei procurar algo para te limpar. – falou afastando-se. Shaoran rapidamente a pegou pela mão, aproximando mais o seu corpo ao da jovem.

- Não, está tarde, não se preocupe. – sussurrou aproximando os seus rostos.

- Mas você está ferido, deixe-me ajuda-lo. – disse a garota extasiada com o cheiro de seu marido.

- Estará ajudando permanecendo aqui comigo. – falou Shaoran sinceramente. Abaixou o seu rosto na altura do ombro de sua esposa, descansando sua cabeça ali mesmo.

- Tem certeza? – indagou pousando as suas mãos delicadamente na nuca do marido.

-Absoluta. – respondeu o jovem docemente. Levantou à cabeça próximo a de sua mulher, fitou aquelas esmeraldas querendo enterrar-se ali mesmo. Ouvira a batida da chuva contra o vidro da janela, porém isto não o retirou de seus devaneios, apenas ostentou-se cada vez mais á aqueles olhos. Envolveu a moça delicadamente pela cintura, aproximando os seus corpos e a tensa respiração de ambos. Levantou-a delicadamente para o seu colo, inesperadamente. Sakura arregalou os olhos espantados, mas não ousou balbuciar nem sequer uma única palavra. Apenas agarrou-se mais forte ao pescoço do rapaz, mexendo em seus cabelos rebeldes. Shaoran rumou diretamente para a cama, deitando-se e colocando a moça sobre si.

- Deixe-me olhá-lo. – pediu Sakura aproximando-se do rosto do jovem Li. Avaliou os machucados e os hematomas, passando delicadamente os dedos por cada um. Shaoran suspirou fechando os olhos, e sentindo a gélida e delicada mão da moça passear pelo seu rosto. Seu coração palpitava exageradamente, enquanto seu estômago embrulhava-se em mil borboletas.

- Perdoe-me. – suplicou a moça aproximando os seus rostos.

- Não foi sua culpa. – sussurrou em resposta. Sakura abaixou os olhos com o pesar em seu coração.

- Mesmo assim. – disse por fim. Beijou-lhe um dos olhos, onde havia um pequeno hematoma arroxeado. Desceu os seus lábios roçando na pele do chinês, deu-lhe mais um beijo sobre um pequeno machucado localizado em sua bochecha. Logo após desceu os seus lábios ao queixo, depositando novamente outro beijo em um machucado. Shaoran não dissera nada até o momento, aquietou-se apreciando a carícia, e a suspirar a cada toque da cerejeira. Sakura moveu-se até o pescoço do rapaz, beijando-o delicadamente. Novamente os ouvidos do Li captaram o som da chuva e trovões afora, surpreendeu-se que a sua mulher nem percebera o que se encontrava no lado oposto.

Sakura voltou-se para o olhar de seu marido, fitando-o. Shaoran acariciou os seus lábios, aproximando mais o seu rosto ao de sua esposa. Tomou-lhe a boca devagar, saboreando aquele delicado sabor de sua cerejeira. Passara suas mãos delicadamente para os ombros de sua esposa, retirando as alças de sua camisola branca. Sakura arregalara as esmeraldas com espanto, mas não se encolheu em seu lugar. Suas mãos pousaram-se no tórax de seu marido, abrindo cada botão de suas vestes brancas desajeitadamente.

Aguardou a sua esposa finalizar com o feito, colocando-se em cima da mesma, e retirando sua camisola completamente. Afastou-se vislumbrado com a beleza de cada curva no corpo que encontrava-se sob si. A pele da moça era tão clara, e seus traços tão delicados. Suas mãos pareciam ainda mais grosseiras diante de um corpo tão frágil como o de sua flor. Estava tão... tentadora. Com a ausência de suas peças íntimas, e o doce arfar que saia de seus lábios ainda mais rosados que o normal, enquanto seus olhos estavam fechados.
Sakura abrira suas esmeraldas, deparando-se com o âmbar do homem a sua frente. Seus olhos estavam perdidos em desejo e algo a mais que a jovem não pôde decifrar. O mesmo visualizava cada pedaço do corpo de sua mulher, provocando o rubor da jovem.

- És linda.- sussurrou ao aproximar-se, selando os seus lábios. Sakura jogou a camisa do rapaz para longe, passando os dedos delicadamente pelo seu abdômen, causando um pequeno gemido por parte do rapaz. Sentiu-se encorajada, descendo os seus lábios até o seu peitoral, passou os dedos delicadamente sobre a cicatriz que vira dias atrás neste mesmo quarto. Shaoran fechara os seus olhos, aos suspiros. Nunca sentira tamanho prazer com toques tão puros e inocentes. Porém, ansiava em avançar.

Segurou-a gentilmente, beijando-lhe o pescoço. Sakura gemeu baixo, acariciando os cabelos do rapaz. Shaoran desceu até um dos seus seios sugando o seu bico, e o acariciou com uma de suas mãos. Pôde ouvir os gemidos de sua mulher elevar-se, assim como o simples prazer de ouvi-la dessa forma. Afastou-se voltando novamente para o rosto da moça, beijando-a com fervor. Pressionou mais os seus corpos, causando um suspiro de ambos ao sentirem o pênis do rapaz completamente ereto sobre a calça social preta.

Sakura desceu suas mãos até o cinto de Shaoran, o retirando junto com a sua calça. Acariciou a parte íntima de sua marido, a qual encontrava-se duro, sobre a ceroulas. O Li jogou a sua cabeça para trás mordendo os lábios, em uma tentativa de conter os seus gemidos. A jovem retirou a peça com as suas mãos trêmulas. Tinha certa noção do que deveria ser feito. Tomou o pênis do rapaz com uma de suas mãos, fazendo um movimento de vai e vem. Shaoran não contendo tamanha a excitação, gemeu alto, enquanto Sakura continuava com os movimentos cada vez mais rápido.

Shaoran colocou sua mão sobre a da moça, dando um basta ao ato. Olhou-a nos olhos, pôde ver a confusão estampada em sua face, deu-lhe um meio sorriso, tranquilizando Sakura, que logo fora domada novamente, ficando sob o rapaz. Beijou a sua barriga, descendo para a sua parte mais íntima, provocando um gemido fino e doce aos tímpanos do rapaz.

Penetrou sua língua ali mesmo, fazendo com que a pobre Sakura se contorcesse em pleno e puro prazer. De seus lábios avermelhados e entreabertos saiam suspiros interligados a gemidos. Passou a movimentar a sua língua mais rápido, enquanto sua flor delirava e desmanchava-se em seus braços. O seu sabor era simplesmente maravilhoso. Afastou-se se colocando ao lado de sua mulher, que rapidamente encontrava-se abaixo de si, enquanto sua língua percorria o seu pênis. Logo o colocou por completo em sua boca, chupando-o sem muita força para não machuca-lo. Shaoran recusara-se a fechar os seus olhos, a observando e sendo dominado por um desconhecido e grandioso prazer. O Li pegou-a novamente em seu colo, colocando-a delicadamente embaixo de seu corpo.

- Por favor, me faça sua. — sussurrou a flor com a sua voz rouca. Shaoran a fitou, acariciando sua bochecha com as costas de sua mão.

- Tem certeza ? — Sakura apenas assentiu com os olhos fechados.

Shaoran sentou-se a colocando em seu colo. Passou o seu pênis aprontando-se para a sua entrada naquele corpo tão pequeno e delicado. Aproximou o seu pênis para a vulva quente e úmida de sua esposa, que gemeu a pequena entrada. Shaoran franziu o cenho, receoso. Não queria machuca-la, nunca quis. Não queria fazer com que doesse mesmo que estivesse a entrega-la o amor.

- Vá. — encorajou Sakura docemente abrindo os seus olhos esverdeados.

Aquilo fora o bastante para o rapaz, que assentiu suspirando. Penetrou em sua vagina de vez, sendo o motivo de lágrimas e gemidos de dor vindas de sua pequena flor.

- Perdoe-me, perdoe-me. — pediu secando as lágrimas da jovem. A mesma sorriu encantadoramente.

- Não se preocupe. — sussurrou em resposta. Shaoran continuou os movimentos, tentando ao máximo ignorar a dor que Sakura demonstrava sentir apertando-lhe as costas. Logo os gemidos da moça tornaram-se cativantes, e cada vez mais altos. Aumentara a velocidade de seus movimentos, trocando gemidos de prazer com a moça sentada em seu colo. Logo ambos chegaram ao ápice, ao seu clímax total. Jorrando todo o estranho sentimento que ambos compartilhavam.

Shaoran retirou-se de dentro da moça, deitando-a delicadamente. Deitou ao seu lado, e fora abraçado calorosamente. Sakura suspirou, enquanto Shaoran afagava a sua cabeça. Nunca sentira-se tão em casa.

Logo o sol da manhã avançou por entre as janelas. Sakura abrira os olhos a sorrir, deparando-se com o chinês que ainda a envolvia em seus braços. Estava dormindo tão calmamente, estava tão belo. Afastou-se dos braços do jovem Li, levantando-se. Recordara-se de algo. Ajoelhou-se diante do sofá que guardara certo caderno de anotações. "Eu não preciso mais disto!" pensou consigo. Arrumou-se e fora de encontro a Chun que encontrava-se no meio do corredor.

- Chun. — chamou a cerejeira radiante.

- Ah, bom dia Sakura-chan.- cumprimentou a governanta a sorrir.

- Eu queria devolver isto. Não preciso mais. — falou sorrindo.

- Mas já o leu todo? — Sakura negou com a cabeça.

- Então tudo bem, entendo. — disse recolhendo o caderno.

- Ah, Sakura-chan? — questionou aproximando-se.

- Sim ?

- A senhorita está radiante hoje. — Sakura corou sorrindo, e deu ás costas voltando ao seu quarto. Chun gargalhou deliciosamente. Sabia o motivo de tamanha felicidade no coração da jovem flor de cerejeira.

Notas finais
Desculpa, não sou boa com hentais hahaha.