Um Amor Arranjado

18 Cante Pra Eu Dormir


Notas iniciais
Oi turma haha. Finalmente postei, a demora é a mesma desculpa de antes: " Muitas provas, muitos trabalhos, muitos simulados (sério, vou ter que acordar 6:30 da manhã de dois sábados seguidos)". Eu realmente quero passar de ano hahaha, então peço a compreensão e a paciência de vocês. Se eu demorar muito para postar, lembrem-se que não irei abandonar a fic. Então, pode demorar, mas irei postar. Grata. Um beijão, boa leitura.

– Foi a minha culpa. Este tempo todo, foi a minha culpa. O Fei Reed estava certo. – dissera a jovem, entre soluços.

– Não diga isto, Sakura. – falou Yelan a abraçando calmamente.

– Minha mãe não está ao meu lado, e isto é a minha culpa, senhora Yelan. – soluçou a jovem. Yelan a fitou de forma esguelha, desaprovando-a enquanto balançava a sua cabeça.

– Ela permanece ao seu lado, minha jovem. – sussurrou ao pé do ouvido de Sakura. A jovem flor dera fim as suas lágrimas, sobrecarregando todo o pesar presente em seus olhos na mulher a sua frente. Encarou-a confusa com o que fora dito, porém uma boa parte de seu coração encontrava-se em paz.

Yelan sorriu gentilmente, enquanto afagava o rosto da moça. Sakura sentia-se em um conforto incerto naquele local. Acreditara nas palavras de seu marido sobre a própria mãe. Porém, não aparentava ser tudo aquilo.

Algo alertara a sua mente. A ausência de seu marido começara a perturbar todo o seu ser como uma pequena contaminação que começara em seu cérebro e passara para os seus sentidos. Procurou-o inutilmente pelos cantos do quarto, recebendo apenas a frustração de não tê-lo a respirar o mesmo ar que o seu.

– Chamarei o Shaoran. – anunciou a mulher dos olhos castanhos, afastando-se da jovem. Sakura corou, questionando a si mesma se estava tão visível a sua agonia. Yelan riu baixo, retirando-se do quarto.

Sakura ficara completamente sozinha, porém apenas com a presença de seus pensamentos turbulentos. Ora encontrava-se em um passado obscuro, ora encontrava-se em olhos cor de âmbar. Talvez a confusão já não fosse mais algo incômodo, a partir daquele momento, a confusão fizera parte de todo o seu “eu”. Seus olhos esverdeados passaram para a grandiosa janela de cortinas brancas. A mesma encontrava-se aberta, permitindo a passagem de uma agradável ventania que insistia em chacoalhar os cabelos da moça e brincar com as cortinas que se debatiam de forma divertida.

Sakura ouvira um pequeno barulho da porta a se fechar. Colocou-se em direção a mesma, visualizando um rapaz franzido. Os cabelos castanhos escuros envolviam-se em uma dança de acordo que a ventania permitira e coreografava. A cerejeira o fitara de forma inconsciente. Admitira que o seu marido fosse de fato belo, porém nunca iria proferir tais palavras em voz alta.

– Está frio. Irei fechar as janelas. – disse o rapaz direcionando-se ao local de encontro com o objeto.

– Não. – pediu a jovem. Shaoran a olhara confuso.

– Irá pegar um resfriado assim. – contra argumentou.

– Eu realmente gosto da brisa e a forma que a natureza age em nossas vidas. – disse fitando as árvores do lado oposto. Shaoran assentira sorrindo fracamente. Aproximou-se da cama em que se encontrava presente a sua esposa, penetrando os seus olhos na mesma.

– Como está? – questionou.

– Não sei ao certo. – riu a moça. Shaoran sentara sobre a cama, ao lado de sua esposa.

– Fiquei preocupado. – admitiu aos sussurros.

– Perdoe-me por fazê-lo ficar preocupado. – disse a jovem. Shaoran balançara a sua cabeça negativamente.

– Eu devo me preocupar com a senhorita, preciso cuidar de ti. – falou colocando a sua mão sobre a da flor. Sakura ficara quieta, processando cada palavra pronunciada. Não soube entende-las muito bem, talvez o calor dos dedos do rapaz entrelaçando-se aos seus, causa-lhe mesmo alguma deficiência ao seu raciocínio.

– Obrigada por tudo. – agradeceu a jovem.

– Eu quem agradeceu. – sorriu o rapaz. Shaoran depositara a sua mão delicadamente sobre a bochecha de sua mulher, acariciando-a carinhosamente. Aproximou o seu rosto ao da jovem, colando os seus lábios aos cheios de sua esposa. Beijou-lhe delicadamente, causando leves suspiros da cerejeira. Sentiram a brisa divertir-se com os seus cabelos e vestes, a movimentarem-se.

– Boa tarde. — cumprimentou Fei Reed, logo após bater a porta violentamente.

Sakura afastara Shaoran, corando, afogada em seu próprio constrangimento. Agarrou-se ao travesseiro branco, escondendo a sua face completamente.

– O que faz aqui? Saia. – disse Shaoran bruscamente.

– Vim ver como está a jovem Sakura. – argumentou o velho jogando as suas mãos para o alto.

– Deixe-a. Sakura precisa descansar. – falou o rapaz passando os seus olhos para a sua esposa estendida sobre a cama.

– Ela não irá fazer nenhum esforço. – contrapôs o tio do rapaz.

– Saia... — insistiu Shaoran.

– Shaoran, deixe-o. – suspirou Sakura.

– Sakura, a senhorita está fraca. – Shaoran franziu o cenho.

– Estou bem, Shaoran-kun. – sorriu a moça. Fei Reed riu secamente, enquanto o seu sobrinho revirava os seus olhos, inquieto.

– Por favor, deixe-nos a sós. – pediu Sakura docemente. Shaoran a fitara perplexo.

– Como assim, Sakura? – questionou aturdido.

– Deixe-nos. – pediu novamente. Shaoran levara os seus olhos desconfiados de seu tio a moça sobre a cama.

– Me chame qualquer coisa. – disse entredentes, retirando-se do cômodo. Sakura fitara o desaparecimento de seu marido em sua visão, logo após voltando-se ao velho Reed.

– Sim? – iniciou o senhor dando de ombros.

– Eu já sei de tudo sobre a minha mãe... E o senhor. – suspirou a jovem.

– Perdão? – disse confuso.

– Sei que por minha culpa, minha mãe não está mais entre nós. – respondeu Sakura abaixando os seus olhos com tamanha a dor.

– Eu o entendo. Ela é a minha mãe, e eu a amo incondicionalmente, porém, isto não implica sobre mim. Em todo o caso, peço o seu perdão. – disse levando os seus olhos para o homem. Fei Reed manteve-se cabisbaixo, talvez pronto a desabar em qualquer instante. Sakura pôde ouvi-lo fungar, perguntando-se se o senhor se encontrava a beira de suas lágrimas. O homem apenas assentiu, retirando-se do quarto, atrevendo-se apenas a fincar os seus olhos ao chão.

Sakura voltou os seus olhos esmeraldas para a janela aberta em seu quarto. Ainda a deliciar-se com a brisa, se deixou cair em sono profundo. Em seus sonhos límpidos, encontrava-se adormecida sob sua amada cerejeira, que coloria a face da flor adormecida com as suas pétalas rosadas trazidas pela brisa da insistente natureza.

Acordara com três batidas na porta. Ainda em estado de sonolência, permitiu a entrada do desconhecido. Arregalara os seus olhos verdes ao deparar-se com um rapaz de cabelos loiros e olhos tão azuis quanto o céu. Sentara-se rapidamente, esfregando os seus olhos delicadamente com as suas mãos em punho.

– Perdoe-me intromete-la, mas o jantar da senhorita está pronto. – disse o rapaz, deixando visível uma bandeja em suas mãos.

– Oh, pode entrar. Agradeço. – falou a jovem sem graça.

– Qual é o seu nome?

– Fye D. Flourite. – respondeu sorrindo de forma marota.

– Sou a Sakura.

– Eu já sei. – disse Fye rindo baixo e sentando-se ao lado da moça. – A senhorita é a esposa do Shaoran Li.

– Ah sim. – murmurou a jovem. Fye colocou a bandeja delicadamente sobre a moça, mostrando-lhe uma tigela cheia de sopa.

– O senhor trabalha para o Fei Reed, não é mesmo?- falou a moça fazendo uma careta indispensável.

– Sim. – assentiu o rapaz contorcendo os seus lábios. O velho silêncio penetrara o ambiente, deixando apenas soar o barulho da colher a debater-se na cerâmica da tigela. Sakura encarava a sua sopa com total concentração.

– Porém, — continuou Fye, fazendo com que a jovem levantasse o seu olhar para o mesmo. – minha vontade mesmo era de ser mágico. – sussurrou brincalhão. Sakura alargara o seu sorriso.

– Mágico? O senhor sabe fazer algum truque? – questionou Sakura animada. Fye assentiu, mergulhado em seu ego e orgulho de si.

– Oh meu Deus, faça algum, por favor. – suplicou a jovem batendo as suas mãos. Fye encarquilhou os seus olhos, pensativo, mas cedera a vontade da moça. Sakura sorrira alegremente.

– Tudo bem. Escolha qualquer carta. – disse o rapaz retirando inúmeras cartas de seu paletó, após disso, oferecendo a moça. Sakura recolhera uma, agitada.

– E agora? – questionou.

– Veja qual é a sua carta. – Sakura assentira dando uma rápida espiada na carta que estava em suas mãos.

– Agora pode devolver. – falou o rapaz dos olhos azuis. A jovem a recolou sobre o bolo de cartas, e voltou-se ao “mágico”. Fye guardara as suas cartas em seu paletó, completamente quieto, encarou a cerejeira. A moça olhara-o confusa. O jovem apenas permaneceu em silêncio, sorrindo bobamente.

– Não dirá qual foi a minha carta? – questionou confusa franzindo o cenho.

– Não preciso dizer. – respondeu o rapaz aumentando o seu sorriso.

– Como assim? – perguntou Sakura aturdida.

– Olhe para a sua sopa. – pediu Fye. Assim Sakura o fez, deparando-se com uma carta de Valete a boiar em seu alimento. Dera um pequeno grito em êxtase.

– Esta é a sua carta? – perguntou o rapaz.

– Sim, é esta!-exclamou a moça boquiaberta. Fye gargalhou, jogando a sua cabeça para trás.

– Foi um prazer falar com a senhorita. – disse o rapaz, levantando-se.

– Digo o mesmo, senhor. – falou Sakura, sorrindo sinceramente.

– Até mais. – despediu-se, retirando-se do quarto.

Sakura retirou a carta cuidadosamente com a colher, rindo daquela situação inesperada. Fizera o seu desjejum, colocando a bandeja sobre a pequena escrivaninha ao lado de sua cama.

Encolhera-se em seus edredons, com os olhos já firmes e fechados, porém não pôde dar um começo, meio e fim ao percurso de seu sono.

– Por que falou com o meu tio? – questionou Shaoran atônito.

– Ah Shaoran, falamos sobre isto amanhã. – falou a jovem, bocejando. Shaoran riu balançando a cabeça e se deitando ao lado de sua esposa.

– Você é muito dorminhoca. – falou abraçando-a por trás. Sakura estremeceu ao simples toque do rapaz, sentindo as suas entranhas se agitarem em seu ser.

– A culpa não é minha se dormir é tão bom. – retrucou a flor, provocando gargalhadas por parte de seu marido. Shaoran ainda a sorrir, beijou-lhe o pescoço, inalando o doce aroma floral de sua esposa.

– Me prometa que não irá ficar mais as sós com o meu tio. – sussurrou Shaoran em seu ouvido.

– Eu prometo. Eu apenas precisava resolver algumas coisas com ele. – disse. O Li levantara o seu rosto, encarando a face de sua mulher.

– Resolver o que?

– Algo importante. – falou curtamente.

– Sakura. – reprendeu o rapaz.

– Eu... Eu descobri tudo o que houve com a minha mãe. – respondeu sentando-se de frente para o Shaoran, que franzia a sua testa completamente confuso.

– O que houve?

– Fei Reed amou a minha mãe, verdadeiramente. Porém, a mesma faleceu em meu parto. Eu apenas pedi perdão por ter sido motivo de seu sofrimento. – falou a jovem engolindo as suas lágrimas. Shaoran sentou-se de modo que pudesse encara-la.

– Sakura, diga que não é verdade. Que não aludiu nenhuma palavra sobre este caso com aquele homem. – Sakura negara com a sua cabeça, escondendo o seu rosto entre as mãos. Preparou-se em receber um sermão impiedoso de seu marido, porém o jovem Li permaneceu quieto.

– Entendo. – pronunciou-se docemente, enquanto pegava uma das mãos de sua esposa, beijando-a. Sakura levantara a sua cabeça.

– Não chore. – pediu o rapaz secando as lágrimas de sua cerejeira. Sakura assentiu ainda em soluços.

– Vamos, sorria. – disse Shaoran. Sakura entronchou os seus lábios, em uma tentativa de demonstrar um dos seus sorrisos mais belos.

– Assim está bem melhor. – falou o rapaz colocando a moça em seus braços, e a deitando sobre si.

Divertiam-se em meio às carícias e brincadeiras, causando sensações absurdamente estranhas vindas de ambos os corpos. As horas se passaram rapidamente, assim como as estrelas cadentes atravessavam os céus.

Na manhã seguinte, Sakura encontrava-se em estado de abstinência, em uma alegre incontrolável.

– Bom dia, Sakura-chan. – cumprimentou Yelan ao reparar na aproximação da jovem ao local que se encontravam.

Sakura se deslumbrava com cada mínimo detalhe, nada fora capaz de passar despercebido. A mesa em formato de um círculo encontrava-se em um local verde, rodeado de uma natureza grandiosa. A presença de seu marido não fora ignorada, aumentando todo o líquido desconhecido que teimava em circular em seu seio. A jovem se sentou ao lado da mulher esbelta, que sorria amigavelmente para a sua nora.

– Bom dia. – sorriu a moça docemente.

– Como se sente? – perguntou Yelan.

– Estou bem melhor, obrigada. – agradeceu a jovem.

– Ah, sabia que acordaria bem. Shaoran passara a noite com a senhorita, não é mesmo? – Shaoran engasgara-se com o chá que consumia, arregalando os seus olhos. Olhara para Sakura rapidamente, logo reparando na visível vermelhidão que tomava conta de sua esposa.

– Mãe. – reprimiu o jovem.

– O que foi? – disse Yelan descontraidamente, se fazendo de desentendida. Shaoran abaixara a sua cabeça em constrangimento.

– Shaoran, por que não mostra as nossas terras para a jovem Sakura? – aconselhou Yelan tomando um gole do seu chá.

– Ah, claro. Vamos? – a cerejeira assentiu sorrindo.

Levantaram-se caminhando em direção oposta da mesa. Sakura apenas a seguir o seu marido. – Para onde iremos? – questionou.

– Digamos que iremos para a única propriedade que pertence a mim neste local. – disse bagunçando os seus cabelos. Sakura assentiu confusa. Caminharam pelo verde por alguns minutos insignificantes, até se depararem com uma pequena casa na árvore feita de madeira, uma madeira desgastada, mas isto apenas a tornava mais bela.

– Eu a fiz, beirando os meus nove anos de idade. – disse aproximando-se da pequena escada feita de madeira.

– É linda. – disse Sakura avaliando-a.

– Venha, de cima é mais bela ainda. – sorriu o rapaz, segurando na mão de sua esposa e a conduzindo até o alto da árvore. Ao chegar ao topo, Sakura volveu o seu corpo em direção à paisagem. Deparando-se com uma das vistas mais belas que os seus olhos já viram.

– Oh meu Deus, é belíssimo. – sussurrou extasiada. Shaoran assentira.

Sentou-se sobre a madeira de sua casinha, passando a fitar as nuvens que sobrevoavam. Sakura fez o mesmo, divertindo-se com diversos tamanhos e formatos presentes no céu.

Os dias se passaram de forma corrida, e nenhum destes dias ousava passar sem uma gargalhada ou brincadeira. Yelan sentia-se em completa paz. Poderia afirmar com firmeza que todo riso, mínimo que seja naqueles dias, foram os mais sinceros de há muito tempo.

– Sakura-chan, a senhorita nunca andou a cavalo? – questionou Yelan com a sua xícara de chá em mãos. Sakura negara com a sua cabeça.

– Oh meu Deus, Shaoran. Leve-a para andar de cavalo. – disse Yelan. – É uma das melhores sensações do mundo, Sakura-chan.

– É Sakura, a senhorita irá adorar. – confirmou Wang, o mordomo.

– Ah, neste caso, não vejo nenhum problema. – falou a cerejeira.

– Permita-me. – pediu Shaoran oferecendo o seu braço como apoio para a moça. Sakura assentira, sorrindo.

Ao chegarem a seus cavalos, Shaoran assistira a sua esposa tentar subir desajeitadamente sobre o seu alazão branco. Quase caíra sobre o chão de tanto gargalhar das ações e reações de sua flor. Depois de alguns minutos, decidiu ajuda-la a subir. Sakura logo agradecera, apesar de bufar de tamanha irritação.

Shaoran ensinara a cavalgar lentamente, fazendo com que a jovem entendesse passo-a-passo. Em poucos minutos, ambos galgavam com os seus cavalos, sorrindo em excesso, libertando-se para mais uma lembrança alegre em suas vidas.

– Tudo bem, melhor irmos. – disse Shaoran entre risos. – Está tarde.

– Vamos. – disse Sakura retornando a casa dos Li, ainda sobre o cavalo.

– Quer apostar uma corrida? – questionou Shaoran brincalhão, atrás de sua esposa.

– Você sabe que irei ganhar. – retrucou a flor dando de ombros.

– É o que veremos. – riu o rapaz avançando com o seu cavalo, ultrapassando a sua esposa. Sakura rira avançando logo atrás, encurtando o espaço entre ambos. Em poucos segundos, já se encontrava a frente de seu marido. Virou o seu corpo para trás, dando uma piscadela rápida para o jovem.

Logo Shaoran aumentara a sua velocidade, quase a encostar com o alazão de Sakura. A jovem reparara que estava prestes a ser ultrapassada, avançou ainda mais. Porém, as suas mãos se soltaram das correias de seu cavalo, levando-a ao chão, enquanto o seu cavalo corria em alta velocidade. Sakura grunhiu ao bater com o seu corpo em um solo verde.

– Sakura!- gritou Shaoran indo de encontro a sua esposa. Agachou-se a avaliando, perplexo com o que acontecera.

– Está bem? – perguntou em pânico.

– Estou bem. Acalme-se. – disse sentando-se.

– Apenas com alguns arranhões, nada demais. – disse fitando os seus braços.

– Ai. – gemeu a jovem contorcendo-se, levando as suas mãos ao ventre.

– Sakura, você está sangrando! – exclamou o rapaz segurando-a pelos ombros.

– Oh meu Deus. – gemeu a jovem, ainda a se contorcer de dor.

– Acalme-se. Chamarei um médico. – disse Shaoran.

Sakura encontrava-se estendida sobre a sua cama. O seu olhar marejava o vazio de uma tristeza ausente há dias.

– Sinto dizer, mas a senhorita Sakura perdera o bebê que em seu ventre estava. – anunciou o médico. Shaoran desabara na cadeira mais próxima, apoiando os seus cotovelos nos joelhos e escondendo o seu rosto entre as mãos.

– Bebê? – questionou Yelan. O médico confirmara cabisbaixo.

– Não sabíamos que a Sakura-chan estava grávida. – disse a mãe do Li.

– Sinto muito. – sussurrou o médico.

Notas finais
Sakura-chan é um pouquinho azarada, não é mesmo ? Qualquer coisa é só comentar.