Um Amor Arranjado

17 As Sete Cores do Arco-íris


Notas iniciais
Oi, desculpa a demora. Eu ando muito, muito sem tempo. Sério, tenho muitas provas, simulados, trabalhos. Juro que já tenho trabalho marcado para dezembro haha, só estarei livre no finalzinho do ano. Mas continuarei postando na fic, com certa dificuldade, mas continuarei, até lá, ela já terá chegado ao fim. Aqui está o capítulo, qualquer coisa é só comentar, beeijos.

– Sakura, não seja teimosa. – pediu o seu marido, se aproximando. Sakura dera um passo para trás, pendendo o seu corpo para frente.

– Não se aproxime, por favor. — suplicou pausadamente. Shaoran a fitou incompreensivo. Sentira o seu coração oscilar, faltando-lhe palavras a serem ditas no momento.

– Sakura. — murmurou o rapaz. A jovem apenas balançou a cabeça, ainda em busca de ar.

– Eu vou ficar bem, deve ser apenas uma crise de asma. Por favor, deixe-me. – falou a flor almejando uma grande quantidade de ar esbaforida por entre os seus lábios.

– Por favor. –sussurrou a moça por fim.

O Li abaixou o seu olhar, sentindo a ausência do sentido em seus pensamentos. Acolhe-la em seus braços não era uma escolha mental, e sim uma escolha que o seu coração implorava e o seu corpo necessitava.

– Perdoe-me. – pediu o rapaz em um fio de voz. Sakura sorriu amarelo, apoiando as suas costas na árvore.

– Nã-o-o se preocup-e. – disse sentando-se com dificuldade sobre a grama.

– É claro que eu me preocupo. – falou Shaoran exasperado e sentando-se ao seu lado.

– Cuidar da senhorita, é um dever que preciso cumprir. E eu mesmo devo fazê-lo. – sussurrou abaixando a cabeça, porém rapidamente levantou-a novamente, e colocou a sua mão sobre a de sua esposa.

– Confie em mim. – falou fitando-a nos olhos. A jovem assentiu, deixando transbordar um dos seus sorrisos mais sinceros. Shaoran sentira o seu coração encher-se novamente de um material incerto. Aproximou-se a abraçando calorosamente. Sakura manteve a sua cabeça sobre o ombro do rapaz, esforçando-se em preencher o seu pulmão com o oxigênio.

– Mantenha a calma. – sussurrou Shaoran docemente, em seu ouvido. Sakura assentiu o abraçando mais forte. O rapaz passara os seus dedos para o rosto da moça, acariciando-a delicadamente. Sakura sentira toda a tensão esvaecerem-se, amolecendo todos os seus sentidos nos braços do chinês.

Esqueceram-se por completo de onde se encontravam, a esta altura, não era um fato de grande importância quando se deparavam um com o outro de tal forma. Shaoran a levara ao chão esverdeado, enlaçada em seus braços e sobre o seu corpo.

Colocou-a mais perto de si, travando-lhe os lábios aos seus. Alimentando cada vez mais o coração que se recusara a negar o estranho sentimento. Sakura não percebera a volta do ar atravessando-lhe pelo pulmão, e não seria agora que notaria este pequeno detalhe. Fechou os olhos, prestes a aceitar o carinho dado pelo seu marido, enquanto suas mãos subiam delicadamente pelo pescoço do rapaz, dirigindo-se ao cabelo acastanhado e enterrando-se ali.

Shaoran suspirou, afastando-se aos poucos daqueles lábios cheios que a sua esposa continha. Fitou-a, suspirando pesadamente. Vislumbrando a beleza de sua flor, posicionou a sua testa colada com a da mesma. Sakura abrira os olhos esfregando os seus cílios na bochecha de seu parceiro, dando-lhe um beijo borboleta involuntário. O rapaz alargou o seu sorriso, rindo baixinho, e apertando-a mais para si.

– Minha mãe sempre distribuía beijos de borboleta sobre a minha bochecha. – sussurrou ainda a sorrir. Sakura corou em resposta, desviando o seu olhar.

– Como é o seu relacionamento com a sua mãe?

– É complicado. Depois que o meu pai faleceu, minha mãe enlouquecera, deixara de dar-me a atenção devida, afastou-se de mim. Recusava-se a sair do quarto, sempre melancólica. – respondeu abaixando a cabeça.

–Então, quando completei 18 anos, a senhorita Li decidiu morar em outra cidade para espairecer. Deixou-me para tomar conta dos negócios da família, muito novo.

Sakura abaixou a cabeça apreensiva. A vida de seu marido fora uma verdadeira turbulência. Culpou-se por achar que o rapaz sempre fora o errado, sempre o incoerente. Porém está linha de sua vida era inexorável, inevitável. Era sua obrigação manter a palavra. A jovem sentira o seio queimar no ritmo das batidas de seu coração agonizante.

– Sinto muito por tudo. – sussurrou a flor. Shaoran a fitara, sorrindo amarelo. Permaneceram com o típico diálogo visual. Nenhum dos dois ousou quebrar um silêncio tão gracioso como este. Assim, as horas se passaram, e permaneceram ali sobre o chão coberto de variáveis folhas.

Shaoran arregalara os olhos ao reparar na situação que fora posta para o casal. Levantou-se rapidamente, olhando para os lados. Sakura juntamente ao seu marido acordara de seus devaneios, amedrontada.

– Oh meu Deus, o que faremos agora? – indagou. Shaoran coçara a sua nuca, em busca de uma resposta verdadeira, porém que não a levasse ao pânico.

– Eu... Não sei. Não conheço este local. – respondeu contorcendo os seus lábios. Sakura se encolheu ainda ao chão, abraçando os seus joelhos.

– Mas irão nos encontrar, rapidamente, creio. – disse o Li rindo nervosamente.

– Irei procurar mantimentos. Permaneça aqui, não saia. — suplicou o rapaz. A moça assentiu. Shaoran afastou-se com hesitação, procurando algum fruto pertencente à natureza, que poderia vir a calhar aos seus estômagos.

Sakura permanecera quieta, sem mover o seu dedo mínimo. Nunca se sentira tão desamparada em toda sua vida, nunca parara para refletir o quanto que este mundo poderia ser perigoso e injusto para o ser do coração mais puro.

Abaixou a cabeça pensando em seu pai, ele fizera tudo àquilo por amor. “E todos ali a julga-lo” pensara consigo, enquanto balançava a sua cabeça. O conforto de sua casa era o seu porto seguro, sempre fora.

Shaoran retornara com as mãos vazias, e o seu rosto estampado com a frustração.

– Não fui feito para viver do solo. – disse revirando os olhos.

– E se não nos encontrar?

– Não seja boba, Sakura. Irão nos encontrar logo. – falou o rapaz tentando conforta-la.

– O que devemos fazer? — perguntou levantando-se. Shaoran fixara os seus olhos em uma árvore, reflexivo. Logo se voltando a sua mulher, respondeu encabulado por não ter uma solução.

– Vamos permanecer aqui, até nos encontrar. – sentou-se novamente ao lado de sua mulher, observando o excesso de verde naquele local.

Rapidamente a escuridão contaminou a atmosfera, impossibilitando a visão do casal, causando a deficiência da coragem sobre uma flor a estremecer. Shaoran colocara os seus ambares em sua pequena garota, percebendo o terror reinar o coração da mesma.

– Sakura, acalme-se. – pediu Shaoran a envolvendo em seus braços. Sakura assentiu, apesar de sentir o seu corpo estrebuchar aos poucos, em meio ao medo.

– Acalme-se. – repetiu o rapaz, passando os seus dedos delicadamente pela pele da moça. Sakura suspirou.

– Desculpe-me, mas está tão escuro e nem sequer temos o conhecimento de onde estamos.

– Não estamos completamente no escuro, veja, olhe para o céu. Veja como é lindo. – disse o rapaz a sorrir, apontando para o céu. Sakura levantou a sua cabeça em êxtase, deparando-se com inúmeras reservas luminárias em um céu escuro.

– Lindo, não é mesmo? Olhe a lua. – disse Shaoran boquiaberto ao fitar o céu.

– Linda. — confirmou a jovem aos sussurros. Shaoran voltou os seus olhos para a moça, observando-a a assistir o fenômeno da natureza.

– É... linda. – sussurrou o rapaz, fitando-a docemente. Sakura sentira olhos sobre sua pele, voltando-se para o seu marido. Vira aqueles olhos ambares tocar-lhe a alma, sentindo suas bochechas queimarem. Shaoran balançou a cabeça debilmente, voltando às estrelas que pairavam sobre o céu, apontara para uma específica.

– Consegue ver aquela? – questionou apontando para um enorme ponto de luz. Sakura assentiu, observando-a.

– Seu nome é Sirius. É a estrela mais brilhante do céu noturno. – disse sorrindo. Suspirou pesadamente, dando continuação a sua fala. – Queria poder dá-la a você.

A jovem flor arregalara os seus olhos em espanto, ainda a observar a Sirius, fora pega desprevenida. Sentira o seu coração entrar em reboliço, até perceber uma pequena risada vinda de seu marido.

– O que foi? – questionou confusa.

– Mas do que adiantaria dar-lhe esta estrela? Você é a mais brilhante que os meus olhos já viram. O teu sorriso cabe perfeitamente no universo. – disse a sorrir desajeitadamente.

– Shaoran-kun... – falou Sakura em um fio de voz. O rapaz virou o seu rosto para a flor, deparando-se com gigantescas esmeraldas a fita-lo. Pudera jurar que perdera os seus sentidos naquele momento.

Aproximara o seu rosto ao de sua esposa, unindo os seus lábios delicadamente. Controlou-se para não sorrir durante aquele beijo, ao sentir os lábios macios de sua flor.

Uma gota pousara em sua bochecha, trazendo-lhe a realidade, fazendo-o enxugar com a sua mão. Afastou-se um pouco, com os olhos semicerrados e um leve sorriso em seus lábios.

– Precisamos encontrar algum lugar para nos refugiar desta chuva. – disse em seu ouvido. Sakura riu baixo, colocando a sua mão na nuca do rapaz.

– Não sou feita de açúcar. – retrucou arrancando uma doce gargalhada do Shaoran.

– Teimosa. – sussurrou.

Levantaram-se assim que a chuva tornara-se violenta. Shaoran pegara a sua flor pela mão, enquanto corria compulsivamente, em busca de um local seguro. Em alguns minutos encontraram uma caverna, aparentemente vazia.

Sakura se sentou no escuro, observando o seu marido produzir fogo com pedras, galhos e folhas. Porém sem sucesso.

– Desisto. – disse jogando as suas mãos para o alto. Sentou-se ao lado de sua esposa, esfregando as suas duas mãos, tentando dar calor ao seu corpo.

– A senhorita deve estar congelando. – falou. Sakura de fato tremia, porém negara com a sua cabeça.

– Venha, precisamos nos aquecer com os nossos corpos. – Shaoran se aproximou cautelosamente, mas fora impedido com uma pequena mão em seu peito.

– Eu estou bem. – falou a jovem, logo depois espirrando. Shaoran bufou cruzando os braços.

– Não a deixarei morrer congelada. – disse a enrolando em seus braços. Sakura não recusara, sabia que sairia derrotada nesta história. Aceitou, reconhecendo o conforto e o calor dos braços de seu marido.

Shaoran enterrou o seu nariz no pescoço da moça, inalando o doce aroma floral pertencente a sua flor humana. Sakura sentiu o seu corpo estremecer ao toque de seu marido, suspirou delicadamente. O Li passara com o seu rosto a altura do pescoço de sua mulher, beijando-lhe. Subiu até encontrar-se com os lábios carnudos de sua dama, beijando-a. Suas mãos passaram para as costas da moça, fazendo-lhe um carinha, logo após tentando abrir os botões do vestido.

– É melhor tirarmos estas roupas, estão ensopadas. – sussurrou ao pé do ouvido da jovem. Sakura suspirou assentindo. Shaoran retirara toda a vestimenta de sua mulher, beijando cada pedaço de seu corpo e vislumbrando o corpo da moça estremecer a cada pequeno toque.

O sol aparecera gloriosamente, como estivesse a sorrir por uma noite afundada em uma tempestade. Sakura acordara nos braços de seu marido. Levantou-se, rapidamente se aprumando.

Saíra da caverna com a mão em frente ao rosto, evitando a irritação dos olhos com o excesso da luz solar. Retirou a mão, deparando-se com um belo arco-íris apresentando as suas sete cores, fruto de uma noite que se inundara. De uma noite perfeita.

– Bom dia. – falou Shaoran abraçando-a por trás. Sakura sorriu.

– Bom dia. – respondeu.

– Está com fome? – indagou o rapaz.

– Um pouco. – disse Sakura

– Penso que vi um pequeno lago por aqui perto. Quer me ajudar a pescar? – disse ficando posicionando-se ao lado de sua mulher.

– Claro.

Encontravam-se a beira do lago, enquanto tentavam desajeitadamente capturar algum peixe, ou até mesmo algo que os seus estômagos pudessem ingerir sem rejeitar. Usavam gravetos, pedras e até mesmo as suas mãos.

– Isso não está dando certo. – falou Shaoran rindo, cruzando os braços.

– Concordo. – Sakura suspirou exasperada, sem fôlego.

– Vamos tentar mais um pouco. – Sakura assentiu.

Shaoran avançara a um peixe a sua frente, pegando-o com as suas próprias mãos. Sorria vitorioso, erguendo o peixe em mãos. – Consegui. – gritou.

– Sakura, veja. – disse volvendo o seu corpo para a sua mulher. Largara o peixe assim que pusera os seus olhos sobre a flor apoiada em uma árvore.

– Sakura, você está bem? – disse correndo em direção a sua mulher.

– Estou bem, apenas um pouco enjoada e sem ar. – falou rindo nervosamente. Shaoran envolveu a sua cintura, dando-lhe apoio.

– Fique bem, Sakura. Por favor. – suplicara o rapaz.

– Ficarei. – sussurrou a moça, repousando a sua cabeça sobre o ombro do Shaoran. As suas pálpebras caíram em derrota, trazendo-lhe escuridão total. Mesmo em plena inconsciência, nunca estivera tão assustada em toda a sua vida. Sonhava em viver lindos romances, aventuras fantásticas e ter o seu final feliz, mas agora a sua razão dissera-lhe que isto só existe em livros.

Encarquilhou os seus olhos, os abrindo com certa dificuldade. Passara a sua mão no estranho solo em que fora deitada. Era macio. Abrira os seus olhos totalmente, deparando-se com um teto branco e pequenos detalhes em dourado. Sentou-se na cama, dando de cara com uma mulher esbelta e de olhos castanhos e a pele tão branca quanto à neve. Sakura arregalara os olhos, assustada.

– Não se assuste. Você está segura agora. – disse a mulher a sorrir.

– Onde estou? Quem é a senhora? – perguntou a flor aturdida.

– Ah, perdoe-me. Sou Yelan Li, mãe de teu marido. – respondeu amigavelmente.

– Senhora Yelan, ah meu Deus, perdoe-me o transtorno. – pediu Sakura levantando-se.

– Permaneça aí, Sakura-chan. Ainda está muito fraca. – falou Yelan, impedindo-a de prosseguir com a sua ação.

– Onde está o Shaoran? — perguntou a jovem olhando para os lados.

– Ele está bem. Está aguardando do lado de fora. – disse empertigando-se na cama, ao lado da flor. — A sua saúde é fraquinha, não é mesmo Sakura-chan?

– Um pouco. Quando menor, pegava gripe facilmente. — respondeu suspirando.

– O médico nos informou que a senhorita estava com uma pequena infecção no estômago. O que a fazia vomitar e sentir tontura. Quanto ao desmaio, você entrou em choque a tudo o que estava ocorrendo.

– Ah, vaso ruim não quebra. – disse Sakura rindo, enquanto apontava para si mesma. Yelan sorriu, balançando a sua cabeça negativamente.

– A senhorita é uma boa moça. Estou feliz por ter se casado com o meu filho. – falou colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha de Sakura. – A família Kinomoto tem muita sorte por ter a tido, e agora nós, os Li, temos sorte por tê-la.

– E-u agradeço, senhora Li. – disse Sakura corando.

– Eu que agradeço minha jovem. Por favor, me chame por Yelan. – pediu. A jovem assentiu, sem jeito.

– Yelan-san?

– Sim?

– A senhora conheceu a minha mãe, Nadeshiko Kinomoto? – indagou a jovem fitando-a receosa. Yelan aparentara hesitar, mas rendeu-se ao olhar suplicante da flor a sua frente.

– Sim, querida. – disse tristemente.

– O que houve com ela, e porque o senhor Fei Reed a odeia tanto?- Sakura pôde ver os tons opacos que os seus olhos assumiram, causando-lhe um aperto em seu seio efervescente.

– Ele não a odeia, Sakura. Não a odeia. – disse abaixando o olhar. Sakura franzira o cenho, confusa.

– Não entendo.

Yelan suspirou pesadamente, retomando as suas palavras. – Nadeshiko fugira da casa dos Kinomoto, dizendo-nos que não amava mais o seu marido e que o seu coração pertencia a outro ser humano. – dera uma pausa, inalando todo o ar que seus pulmões aguentariam.

– Este ser humano era o Fei Reed, e sentia o mesmo pela moça. Ambos apaixonados e vivendo em um mundo feito para os dois. Em alguns meses, Nadeshiko assumira estar grávida, porém o filho não pertencia ao Reed, e sim ao Fujitaka Kinomoto. Fei Reed encontrava-se afogado pelo próprio amor, engoliu todo o seu orgulho e assumira o filho. Meses depois, Nadeshiko dera a luz a uma linda menininha dos olhos esverdeados. – disse Yelan a sorrir para a moça que engolia esta história em seu cérebro.

–Porém, — dera uma pausa, suspirando tristemente. – Fora uma gravidez tão arriscada, Nadeshiko não aguentara, faleceu, deixando para trás a menininha em meus braços. – a mulher dos olhos castanhos fitou a flor, reparando nas lágrimas que brotaram no mar verde.

– Não chore Sakura. Ela te ama incondicionalmente entre as nuvens. – Sakura abaixou a cabeça, escondendo o seu rosto nas mãos, aos soluços. Yelan retomou a história, com um ar mais triste.

– Fei Reed encontrava-se enraivecido, sentia ódio da pequena garotinha, a culpara de todas as formas, absurdamente. Não quis mais tê-la, muito menos cuida-la. Foi para a casa dos Kinomoto, colocando a pequena garota no colo do Fujitaka. E jurou para si mesmo que nunca mais iria amar alguém. – disse Yelan abaixando a cabeça.

– Oh meu Deus. – falou Sakura entre soluços.

– Sakura-chan.

– Foi a minha culpa. Este tempo todo, foi a minha culpa. O Fei Reed estava certo.

Notas finais
Enganeeeeei vocês hahaha, a Sakura não estava grávida.