Um Último Suspiro

17 Sobreviventes...


Depois que o tiro foi dado logo pude ouvir algo como pessoas correndo pelos corredores na nossa direção, puxei Carol para dentro do quarto enquanto empurrava a pessoa para longe com um braço, fechei a porta rapidamente e olhei para todo o quarto, haviam uma três ou quatro pessoas ali, sem contar eu e Carol, todas olhavam aterrorizadas para nós, Carol e eu estávamos encostados na porta, enquanto um homem que aparentava ter seus trinta e poucos anos apontava uma arma para nós, ele estava na frente de uma mulher que aparentava ter mesma idade e um garotinho que ficava olhando para o chão, que não devia passar dos dez, ergui as mãos.

Eu: Olha cara, se você atirar vai apenas gastar munição à toa, podemos nos ajudar, podemos cuidar de seu filho e mulher.

Algumas lágrimas começam a escorrer no rosto da mulher e do homem, o garoto continua a olhar pro chão.

Homem: Eles não são minha mulher e filho, são a... A...

A Mulher abraça o garoto e então ambos começam a chorar, então entendi o que aconteceu...

Eu: O que aconteceu com ele?

Eles ficam mudo, o homem deixa algumas lágrimas escorrerem.

Homem: Eu o matei... Eu... Eu não queria mas... Mas... ele se levantou e...

O homem continuava a apontar a arma para mim, mas as lágrimas escorriam por seu rosto como duas cachoeiras, eu abaixei as mãos e olhei por lado, Carol estava cabisbaixa e eu sabia que ela estava segurando para não chorar, suspirei e encarei o homem.

Eu: Eu sei como se sente, ontem eu também matei alguém que... Que eu já considerava um grande amigo... Tudo por causa desses montros...

Nesse momento começamos a ouvir os zumbis dando murros na porta e arranhando ela do outro lado, a mulher e o garoto recuam alguns passos, eu dou alguns passos para frente e paro na frente do homem, olhando-o nos olhos.

Eu: Abaixe essa arma e então poderemos nos ajudar, aqueles monstros vão acabar entrando aqui uma hora ou outra, e vários deles vão estar aqui pois o tiro ecoou por uma boa parte da base, então abaixe a arma e deixe-me falar ok?

Ele abaixou a arma lentamente, a guardando no cinto, então se virou e sentou na cama, logo fazendo sinal para que eu falasse o que queria, a mulher e o garoto sentaram ao lado dele, limpando as lágrimas.

Carol ficou encostada na parede ao lado da porta enquanto eu contava o plano de achar mais sobreviventes e fugir daquela base, eles me olharam com cara de "Mas que merda esse filho da puta tá dizendo?"

Eu: Bem... Entenderam tudo?

Homem: Vamos ver se eu entendi, você quer que saiamos daqui, pegando o máximo de armas que conseguirmos e o máximo de pessoas que conseguirmos salvar, e então iremos de volta para a cidade para procurar por mais sobreviventes?

Eu: sim.

Homem: Você tem algum problema mental?

Eu: Não.

Homem: E você acha isso um plano simples?

Eu: sim.

Homem: Ok então, sou Eduardo, essa é Mônica e o pequeno Léo.

Eu: Que bom que concordou comigo.

Eduardo: Não tenho muitca coisa para fazer mesmo, e eu sei de algo que pode nos ajudar a andar pela cidade sem sermos emboscados por frotas de zumbis.

Eu: E o que seria?

Carol: Perái, não me diga que você sabe sobre as passagens de esgoto?!

Eduardo: Surpresa por um dos capitães saber isso?

Ele ri um pouco então Carol se aproxima dele, ela parecia um pouco nervosa.