Um É Pouco... Dois É Bom... Três? Aí Ja É Demais!
2 Confusão em dose Tripla!
Notas iniciais
Beijos Nana & Lilu
O dia havia começado bem. Vegeta como de costume estava treinando junto com Trunks dando paz a casa. Fui para meu laboratório e meu pai já estava lá. Eu estava atrasada cerca de 10 minutos, mas esta era a vantagem de trabalhar em casa. Papai estava guardando algumas ferramentas de cima das mesas de computadores. Chegou, e após dar bom dia ao meu pai, tratei de trabalhar. Sentei em uma das mesas e passei a fazer os projetos. A parte mais difícil já estava pronta, pois ela comigo o modelo da maquina do tempo de Trunks.
Faltava apenas precisava descobrir como Construir uma maquina que não precisasse viajar. Que trouxesse Trunks do Futuro para o presente com apenas um botão. Bips de erro eram ouvidos e alguns xingamentos escapolidos também. Papai tratou de encomendar as peças e ajudava na parte de engenharia.
Dias se passaram. Semanas. Fazia exatamente dois meses que o projeto começou e fazia questão construir a maquina do tempo com minhas próprias mãos. Estas que estavam sujas de graxa. Meus joelhos prostrados enquanto seus olhos lutavam para fechar. Passava das 04h00 da manhã. Vegeta á minutos atrás veio lhe avisar que o “verme do Kakarotto com sua família viria e antes que ele pudesse mandar Chichi para o inferno ela desligou.” E a mandou dormir para completar. Ele estava com seu humor pior do que o normal e decidi não contar-lhe por enquanto para que servisse aquela “Geringonça” como ele dizia. Os minutos passavam e me segurava para não dormir. Porém o cansaço venceu e acabei sentando em uma poltrona para dar um tempo. Acabei por dormir ali mesmo.
Quando abri os olhos estava deitada na cama, ainda com meu jaleco e toda suja. Vegeta não estava ali. Tomei um banho e vesti minha calça jeans com uma blusa de botões. Fui em busca de Vegeta, não sem antes olhar o relógio, passava das onze e o desespero tomou conta de mim. Me vi perguntando se deveria ir atrás de Vegeta ou para o laboratório, o amor falou mais alto e lá estava eu na sala de treinamento. Verifiquei se a gravidade estava desligada e então entrei. Vegeta estava sentando no chão e me olhou sério.
— O que esta fazendo aqui? – Ele perguntou.
— Preciso falar com você. – Eu disse calmamente deixando seu marido assustado.
— Diga, tenho coisas para fazer. – Ele disse demonstrando não dar importância.
— Sabe aquela maquina que eu e meu pai estamos construindo? É uma maquina do tempo. – Eu disse soltando o ar quase que me defendendo.
— E o que eu tenho haver com isso? – Ele disse.
— Achei que deveria saber. Quero trazer Trunks do futuro e queria saber o que você acha. – Falei ainda com medo.
— Tanto faz, eu já sabia. – Ele disse e foi minha vez de ficar confusa.
— Como você sabe? — Falei assustada
— Eu só sei mulher. Deixe-me em paz agora. – Ele disse fazendo me ficar mais confusa ainda. Sai, dei ombros e fui para o laboratório, onde meu pai estava dentro da maquina soldando. e parou para me olhar
— Boa tarde filha. – Disse ele tirando sua mascara.
— Boa tarde pai. Desculpe a demora, fiquei até tarde ontem e acabei pegando no sono – Eu disse e só então me toquei que não sabia como fui parar no quarto
— É, eu ouvi quando Vegeta levou você para o quarto filha. – Ele disse guardando sua mascara e uma alegria se apoderou de Bulma. Adora as demonstrações de carinho por parte de Vegeta.
— Ok pai, deixa que daqui eu assumo. – Falou ela animada.
— Nem se preocupe filha, já está pronto. – Ele disse para a surpresa de Bulma
— Mas como? – Ela falou impressionada
— Filha, durante todo esse tempo você trabalhou até tarde e eu ajudei você sempre que pude. Só falta a programação, mas o pior já foi feito. – Falou ele orgulhoso de seu trabalho. Seu e de sua filha.
Bulma sorriu e correu para o computador. Fazer a programação não era difícil, mas exigia o máximo de sua concentração. Em 4 horas de trabalho árduo, de xingamentos, de fast food e de cabelos azuis arrancados, estava pronto. Sua obra prima. Seu pai tratou de ligar e fazer os últimos ajustes enquanto ela tomava banho. Colocou uma calça jeans preta, uma camisa de botões azul e os cabelos soltos.
Queria trazer Trunks o mais rápido possível. Correu até seu laboratório e seu pai já não estava mais lá. Quando seu filho Trunks chegou dando-lhe um forte abraço e correu jogar videogame.
Ligou e pressionou uma série de botões. A maquina era alta e de inox por fora e espelhado por dentro. Lembrava muito um elevador. O mecanismo usado era praticamente o mesmo do tele transporte de Goku. Após apertar toda aquela seqüencia de números e letras a maquina se fechou e fez um pequeno ruído, Bulma virou-se de costas e não viu o alarme vermelho, quando de repente a maquina começou a pular de um lado para o outro e parafusos saíram voando, o pai de Bulma entrou e logo levou uma parafusada na testa deixando uma nada singela marca vermelha. Coisas começaram a quebrar e logo Vegeta estava ali. Este que deu um soco nos botões da maquina ou invés de simplesmente desliga-la.
A maquina parou de pular e uma fumaça saiu. Levou uns minutos para aporta se abrir e quando a fumaça se dispersou, lá estavam nada mais nada menos que o Vegeta do passado e o Mirai Vegeta. Calma eu vou explicar. O primeiro era desconfiado, tinha um olhar nervoso e perverso. Bulma se lembrou de quando conheceu seu marido e o convidou para ficar um tempo em sua casa, com a condição de não se apaixonar.
Condição quebrada por ambos. Era o Vegeta do passado, mais precisamente do tempo em que ela, Kuririn e Gohan estavam em Namekusei em busca das esferas do dragão e ele também. O segundo Vegeta tinha um bigode que ela particularmente não adorou, porém era mais musculoso, mais calmo, porém com o mesmo olhar. Mais maduro, mas ainda intolerante á demonstração de amor. Era o seu marido no futuro. Bulma estava chocada e pior ainda estava o Vegeta.
- Mulher, o que você fez? – Disse Vegeta e imediatamente ela se encontrou encurralada por três Vegetas.
— O que aconteceu? Você está tão jovem... – Falou Mirai Vegeta do futuro.
— Quem são vocês? Freeza mandou vocês me raptarem? Respondam seus cretinos! – Perguntou o Vegeta do passado.
O pai de Bulma esgueirou-se pela parede e saiu. Bulma abriu a boca para falar quando num passe de mágica estavam Goku, Chichi, Gohan, Goten e Videl na sala. A confusão estava armada!
_ Oi Vegeta! Oi Vegeta! Oi Vegeta! – Disse Goku com a mão coçando a cabeça.
_ Ka- ka –ro- ttooo? – Disse o Vegeta do passado, pausadamente. — Você também armou para mim? ISTO É UMA CONSPIRAÇÃO! – gritou ele.
— Será possível que você não envelhece seu maldito! – Falou o Vegeta do futuro.
Nesta confusão, Chichi desmaio nos braços de Gohan enquanto e Videl olhava abismada. Bulma depois de ter entrado em um transe finalmente tomou as rédeas da situação.
Chega Goku! Chichi, Videl e Gohan, adoro vocês, mas, por favor, me esperem na sala! – Falou ela com calma já de pé, e ai a coisa piorou.
-Bulma? Você está tão... Jovem! O que houve com você? – Falou o Vegeta do futuro admirado. Vegeta do passado olhou com um ponto de exclamação para Bulma.
— Bulma que porra é essa? – perguntou seu marido.
— Eu não sei. Esta maquina deveria trazer Trunks do futuro, mas a situação fugiu do controle, eu preciso de um tempo para entender o que houve. – Ela disse com calma. – Me deixa situar vocês, Você – Ela apontou para Vegeta do passado. — Eu Trouxe você, sem querer, do meu passado, Este aqui é seu futuro. – Ela disse apontando para os outros dois Vegetas.
— Então, isso – disse ele enfatizando a palavra “isso”- é o meu futuro. E Freeza? Vocês, digo, eu me transformei em super saiyajin? Porque eu vivo nesta casa? – Falou ele dando uma boa olhada em Vegeta do presente.
— Você chegou ao nível dois do super saiyajin – Falou Vegeta agora encostado na parede, como quem estava conformado com a situação.
— Não, você chegou ao nível quatro. – Falou o Vegeta do futuro encostado na outra parede. Os outros dois ficaram chocados. – E foi graças á ela. – Ele disse dando uma piscadela para Bulma que ruborizou.
— OQUE?! – Falou os dois, não acreditando.
— Uma terráquea me ajudou me transformar em super saiyajin nível quatro, isto é uma afronta! – Falou o saiyajin do passado. Bulma ficou pasma diante da situação, porém não duvidou afinal, ela era a mulher mais inteligente do planeta.
Quando, como se já não bastasse aquele turbilhão de surpresas, o pequeno Trunks entra correndo na sala e para na porta.
— LEGAL! Eu tenho três pais!! – Ele gritou, Bulma colocou as mãos no rosto. Droga! Agora o Vegeta do passado iria surtar.
— NÃO, NÃO E NÃO! – Gritou aquele que Bulma temia surtar. – EU NÃO CASEI, EU NÃO VIVO NESTA COMODIDADE ISTO É RIDICULO! SERÁ QUE NÃO PERCEBEM? ELA É UMA BRUXA, SÓ PODE, EU SOU UM GUERREIRO, SOLITÁRIO EU NUNCA ME CONFORMARIA COM ISSOOOOOO! – Gritava ele em plenos pulmões. Bulma temia pela sua integridade física. — Vocês dois são dois grandes idiotas de querer viver com esta... — Pensou e só então continuou – terráquea.
— Ai !Eu perdi a paciência com vocês! Em uma semana mando vocês de volta e fica tudo certo. Agora chega. – Ela saiu da sala deixando três Vegetas emburrados dentro da sala. – Chegou à sala de estar e encontrou Goku e Gohan devorando uma mesa com café, bolo, doces e tudo que tinham direito, provavelmente preparados por sua mãe. Goten e Trunks estavam lá fora, este ultimo que saiu do laboratório ao ver o surto de seu pai.
— Me desculpa, mas eu realmente não sei o que fazer. – Disse Bulma sentando ao lado de Chichi.
— Será que pode explicar o que era aquilo? – Disse Chichi olhando para a amiga.
— Criei uma invenção e acabei trazendo eles para cá. Um Vegeta do passado e outro do futuro. Não entendo como aconteceu isso. – Ela se perguntou
— Bom, eu não entendo dessas coisas, mas, você tem que manda-los embora. Se com um monstro desses em casa é difícil imagine com três. – Ela falou
— Eu sei, vou dar um jeito. – Falou tentando acalmar-se.
A tarde foi longa e Bulma não encontrou nenhum dos três Vegetas em parte alguma, provavelmente foram treinar em algum lugar. Andou pela cozinha de shorts e camiseta enquanto procurava algo para comer.
Viu uma caixa com salgadinhos feitos por sua mãe, esta que sumiu com seu filho. Assistiu a um filme e começou a pensar no que faria com seus maridos. Três maridos?? Sorriu ao se imaginar casada com todos eles.
– Isso seria loucura,Meu kami eu preciso descansar. Já estou pensando besteiras.
Bulma acabou adormecendo no sofá. Acordou aos poucos com barulhos de passos pesados. Era Vegeta do passado. Levantou-se calmamente e olhou para cima. Lá estava ele, cabelos arrepiados, com apenas sua toalha de banho em sua cintura. O perfume dele provocava calafrios onde ela nem imaginava que poderia dar calafrios. Seus olhos eram penetrantes e aquela pouca luz que entrava na sala deixou Bulma extremamente excitada. Aqueles olhos que penetravam até sua alma a fez sentir medo dele. Um medo que ela já não sentia há tempos. Quando viu, a boca dos dois estavam se encontrando querendo, pedindo espaço. Suas mãos fortes em cintura e de repente eles pararam e se afastaram um do outro e Bulma saiu correndo. Mil perguntas se formaram em sua mente. Sua adrenalina estava tão alta que quando viu deu de cara com o Vegeta do futuro.
— Está tudo bem? – Ele perguntou.
— Está... – Respondeu. Parecia estar sendo perseguida por lobos famintos pela sua carne. Ele caminhou em sua direção, meu Kami, como ele era musculoso. Ele a olhou dos pés a cabeça. Lentamente. Quando Bulma percebeu, suas costas encostaram na parede gelada. Ela sabia que estava úmida e que queria aquele homem. As duas mãos de Vegeta encostou-se à parede cercando Bulma e encostando seus corpos. Seus lábios se encontraram. Era um beijo calmo, porém sem deixar de ser instigante. Ela ainda sentia-se zonza, pois acabara de acordar. Suas mãos passaram pelos cabelos ainda úmidos do saiyajin e ele ergueu suas pernas em volta da cintura de Vegeta do futuro. Sentiu seu membro endurecer e ouviu um barulho. Rapidamente se recompôs e viu Trunks correndo ao seu encontro.
Ela andou com o menino até seu quarto sem olhar para traz. Em seu quarto, Vegeta estava deitado com as mãos na cabeça. Era como se ela estivesse fazendo algo errado,como se ela fosse culpada. Estava tão confusa.... Colocou seu filho para dormir e foi se preparar para tomar um banho. Precisava e merecia tirar toda aquela onda de excitação de seu corpo.
Encaminhou-se para o banheiro e ligou o chuveiro. Afastou-se, tirou as calças a camisa e sua calcinha e encaminhou-se para a pia, enquanto aguardava a água aquecer.
Olhou-se no espelho e estremeceu por causa da mancha escura que viu ao redor dos seus olhos, realmente merecia aquele banho quente pra relaxar um pouco depois do dia recheado de surpresas!
Encaminhou nua até a banheira que estava com água quente.
Entrou dentro da banheira e soltou um suspiro quando a água quente a envolveu.Deitou-se na banheira e fechou os olhos, permitindo que a água enchesse ao seu redor.
As imagens do dia encheram sua mente para depois ela balançar a cabeça com força para expulsar o que ela fez com os dois Vegetas mais cedo. Kami do céu ela tinha retribuído o beijo que tinha levado, e agora como ela iria encarar o marido depois disso?
A água esfriou e Bulma decidiu que era hora de sair da banheira.Ela se levantou, a água escorrendo pelo seu corpo,pegou uma toalha na prateleira e começou a secar-se. De repente ouviu um som atrás de si e virou-se assustada, e percebeu que era seu marido que com um sorriso aproximou-se, tomou a toalha de sua mão e começou a enxugar suas costas.
-Eu posso fazer isso sozinha _ disse Bulma mais alto do que pretendia.
Ela agarrou a toalha, bastante nervosa sem poder encarar Vegeta nos olhos. Ele a sondou com o olhar por um segundo, estudando sua expressão minuciosamente antes de soltar a toalha.
- Espero você na cama então _ disse Vegeta já saindo do banheiro.
- Eu não vou pra cama agora _ Bulma falou com a voz baixa.
- Como assim mulher você não vai ao quarto?
- É.... é.. que tenho o quanto antes consertar a máquina do tempo pra mandar os dois Vegetas para seus lugares que pertencem.
- Pelo amor de Deus Bulma, deixe isso para amanhã !
- Não...não.. quanto mais rápido eu resolver isso, será melhor para m... _ Bulma interrompeu o que ia falar e desviou o olhar dele.
Vegeta encarou-a por uns instantes e antes de fechar a porta do banheiro falou com uma voz fria.
- Faça como quiser então _ dizendo isso foi para o quarto.
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