Uke Vs Seme
15 Capítulo 15 – Decepções de um coração partido
Notas iniciais
Paralisados. Os dois estavam completamente paralisados.
Das bordas dos olhos de um dos pequenos começavam a se formar pequenas gotas. Rogue sentiu a respiração presa na garganta. Ela não saía.
L apenas ficou ali parado, sem ter ideia do que fazer. Não sabia se chorava, gritava, corria ou simplesmente desistia de tudo ali mesmo. Antes que pudesse se decidir o uke ao seu lado adentrou depressa a mansão, cambaleando.
L: R-Rogue espera...! – tentou correr atrás do amigo, mas também não tinha forças o suficiente para isso.
Lawliet estava sem ar e suando frio quando alcançou a porta do banheiro de ukes do andar de cima, onde agora só se podiam ouvir os soluços sofridos de Rogue. O escutou chorar alto, muito alto. Um choro berrado e encatarrado, com direito a fungadas intensas e barulhos sem sentdo. Tentou fazer força contra a porta, mas o ar já não entrava em seu peito. Sem jeito, L deslizou porta abaixo.
L: ...Rogue... Abre... Abre a porta... A gente precisa... Isso não... – engoliu um soluço que certamente teria iniciado uma crise de choro daquelas que ele não tinha há tempos.
Rogue: V-V-Vai embo-ra...! E-Eu não quero mais... – fungou. – N-Não quero... Nunca mais eu... – o moreno não foi capaz de terminar a frase e dasatou a chorar alto denovo.
O amigo desistiu e com muito esforço se arrastou de volta até o corrimão da escada, onde, com dificuldade, conseguiu colocar-se de pé.
Rogue sabia para onde tinha que ir.
***
Itachi: Ah Link, dá um tempo! TODO mundo sabe que tirar uma espada de uma pedra NUNCA vai ser tão foda quanto matar um vilarejo inteiro. Bitch please.
Jellal: Eu não sei se devia falar isso, mas... Itachi, isso foi MUITO gay. – o azulado comentou enquanto derramava o resto do suco de laranja no copo.
Link: É Itachi, mas você se esquece de que ALÉM de ter tirado “uma espada de uma pedra”, – imitou a voz do outro. – eu também salvei a porra do reino todo. Três vezes.
Dark: Salvou de quem? De mim? É que eu sou muito malvado. – fez uma careta passando bem perto de seu namorado com uma cesta de pães nas mãos.
Link: MEU malvado. – Link puxou Dark pela camisa para um beijo.
Hibiki: AAAAAAHHH! – um vulto de cabelos laranja se lançou sobre eles. — *PUF!* — Hibiki derrubou os três no chão causando uma explosão de pedaços de pães diversos.
Hibiki: VOCÊ FICOU MALUCO LINK?! QUER ENTREGAR NOSSOS PONTOS ASSIM DE GRAÇA?! – o uke estava realmente alterado.
Link: Foi mal...? – deu um sorrisinho bobo.
Rin: Foi péssimo.
Byakuya: E Hibiki mais uma vez salvou o dia!
Eve: Não que o Hibiki salve o dia com muita frequência... Mas ok né. – comentou baixo revirando os olhos.
Hibiki: Fica quieto aí projeto de gente.
Eve: EI! Só porque eu sou baixinho né?! – Eve fingiu estar ofendido.
Near: Não vem reclamar de altura comigo. – Near fez cara de quem odiava a vida.
Soubi: Vocês são tão fofis! – exclamou colocando as palmas das mãos nas próprias bochechas.
Jellal: Ok, ISSO foi gay.
Loki: Jellal, não sei se você ta lembrado amor, mas, você é gay.
Jellal: Shhhhhh, detaaalhes, detaaalhes. – gesticulou com as mãos num gesto de indiferença.
Choji: Gente por acaso tem mais bolinho desse lado da me- L! – avistou o moreno se arrastando cambaleante na soleira da porta da varanda.
Ritsuka: Meu Deus L! O que aconteceu com você?!
Os rapazes se amontoaram em volta do amigo que respirava com dificuldade.
L: Eu não sou... Não sou prioridade... Rogue... Banheiro... Ukes... Andar de cima... Sting e Raito... Beijo... Traição... Eu... – L sussurrou algumas palavras soltas antes de tombar nos braços dos amigos, desmaiado.
Todos se olhavam atordoados sem entender o que tinha acontecido.
Sasuke: Acho que a pressão dele baixou! Peguem sal, álcool e um copo d’água, rápido!
Os meninos logo se colocaram em movimento procurando ajudar, exceto por um loiro imóvel que tentava absorver a frase que acabara de ouvir.
Lyon: Deidara...?
Deidara: Vem Lyon, a gente tem que resolver um problema. – cochichou baixo com a voz distante.
***
Rin: Rogue, por favor, abre a porta! – berrava do lado de fora do banheiro.
Hibari: Vamos lá Rogue, deixe a gente ajudar!
Chiaki: ROGUE ABRE ISSO AGORA MESMO! – o mais novo espancava a porta com força juntamente com Kisa.
Ritsuka: Rogue não nos deixe tão preocupados...
Todos: Rogue! Roguee! Rogue! ROOGUEE! TOC! TOC! TOC! TOC! TOC!
Após alguns minutos de insistência a porta foi aberta e os seis ukes adentraram o cômodo, esbaforidos.
Izaya: Rogue...
Paralisaram.
Encolhido no chão do banheiro estava um Rogue perdido e ensanguentado com uma lâmina de gilete ao seu lado.
Kisa: O que você foi fazer Rogue...
***
Deidara e Lyon contornaram o jardim inteiro até finalmente acharem Sting.
Lyon: Isso é mau...
Deidara cerrou os punhos.
Deidara: Ele vai ver só... – ameaçou com os dentes cerrados.
O seme começou a se locomover em direção ao melhor amigo.
Lyon: Deidara espera!
Deidara: QUAL O SEU PROBLEMA STING?! VOCÊ TEM DEMÊNCIA POR ACASO?! OLHA A MERDA QUE VOCÊ FEZ! TA FELIZ STING?! TA FELIZ?! COMO VOCÊ VAI CONCERTAR ISSO AGORA HEIN?! NÃO VAI! – Deidara estava furioso. Aos berros brigava com o loiro encolhido na grama com os olhos inchados pelas lágrimas.
Lyon: Deidara não precisa ser tão duro com ele... Ele só-
Deidara: PRECISA SIM LYON! E VOCÊ NÃO TEM NEM IDEIA DE COMO PRECISA! – voltou a se dirigir ao outro. – VOCÊ FOI UM MERDA STING! VOCÊ FEZ DENOVO! DENOVO! EU REALMENTE NÃO TÔ ACREDITANDO NISSO! URGH! – chutava a grama com força.
Deidara aplicou um soco na cerca de madeira abrindo um buraco na mesma.
Lyon: Espera... Como assim denovo? O que está havendo aqui? – estava confuso.
Deidara: Desculpa Lyon, mas eu e o Sr. Sem Noção aqui precisamos ter uma conversinha. – explicou com um sorriso cínico no rosto puxando Sting pela orelha e o levando para dentro da casa.
***
Raito: Gente... O que ta havendo aqui? Por que essa correria toda? E por que todos vocês estão reunidos em volta do... L! L O QUE HOUVE?!
Todos os olhos se voltaram para Raito.
Raito: L...? — abriram passagem. – Amor, ta tudo bem...?
L: Não me chama assim... Não finge que se preocupa Raito... Não precisa sério, não se dê ao trabalho. – falou com a voz carregada de emoções.
Raito: Mas o que eu-
L: NÃO! – berrou levantando-se da cadeira, mas tombando sobre ela logo em seguida. – Não. Não finge que não sabe, não mente pra mim denovo... Eu cansei Raito. – encarou o chão.
Raito começava a entender o que tinha acontecido.
Arregalou os olhos.
Raito: Não me diga que você viu o-
L: Exatamente. – interrompeu. – Não precisa se explicar. Se poupe dessa humilhação. – seus olhos se molharam. – Mas só me garante uma coisa... – encarou o namorado com raiva e pesar. – Que vai ficar BEM longe de mim.
***
Rin: Pronto, vai ficar tudo bem, não foi nada sério ok?
Rogue: Tudo bem... – a voz de Rogue estava fraca, seu corpo detonado repousava sobre a última cama do quarto 14.
Hibari: Só me diga por que Rogue... Por que você fez isso?
Rogue: Eu falei que ele não me amava mais... – sorriu fraco olhando para a parede.
Rogue estava perdido, e agora sua mente já não sabia para onde ir.
Chiaki: Rogue, explica o que aconteceu, a gente não ta entendendo nada. – a expfressão de todos era de preocupação.
Rogue: Eu... Não sei se quero falar...
Rin: Eu não via você fazer isso há tanto tempo Rogue... Você disse que tinha parado... – Rin tinha um olhar decepcionado.
Rogue: Eu tinha...
Izaya: Se você voltou é porque algo está muito errado.
Kisa: Você prometeu que ia parar Rogue! Você jurou pra mim! Falou que nunca mais ia se cortar Rogue! NUNCA! – os olhos do pequeno estavam cheio d’água.
O moreno se encolheu envergonhado, passando os dedos sobre seus pulsos enfaixados.
Rogue: Desculpe Kisa...
Kisa: Eu nunca vou entender porque você faz isso... – balançou a cabeça.
Rogue se contraiu ainda mais contorcendo a face de um jeito doloroso.
Ritsuka: Não vamos entrar nessa discussão denovo Kisa. Esse não é o ponto agora.
Kisa: Eu sei. É só que eu me preocupo com ele... Desde aquele dia eu...
Chiaki: A gente sabe Kisa. – lançou um olhar solidário ao amigo.
Rin: Que dia? – pareceu perdido.
Izaya: É mesmo, o Rin não sabe.
Hibari: Ele entrou depois no grupo. – acrescentou concordando.
Ritsuka: A gente nunca chegou a falar pra ele... – pensou alto.
Rin: Falar o que? Do que vocês estão falando??
Kisa: A gente nunca precisou Ritsuka... Até agora. – ficou sério. – Aconteceu há bastante tempo, a gente tava no primeiro ano do Ensino Médio.
~ Flashback Rogue — Kisa On ~
Kisa: Não fica assim, ela é uma vadia. – comentou indiferente enquanto tentava pela milésima vez passar da quinta fase de seu jogo.
Rogue: Não muda o fato, eu realmente gostava dele... – suspirou.
Kisa: Desencana Ro, ele é o capitão do time de beisebol, quais eram suas chances?
Rogue: Acho que você ta certo... Mas mesmo assim... Eu... Eu dei pra ele sabe? Eu realmente pensei que ele gostasse de mim... – fungou pela centésima vez quando seus olhos se encheram de lágrimas novamente.
Kisa soltou o gameboy.
Kisa: Vem cá vem. – puxou o amigo para um abraço. – Não vale a pena chorar por babacas feito ele. E se eu fosse você esquecia o time de beisebol. Quer dizer, qual é? Você já viu o tanquinho do Sebastian do time de basquete? Aquilo sim é um bom investimento. – cutucou o outro com um sorriso brincalhão no rosto.
Rogue: Ele ta com um tal de Ciel, acho que ele ainda é do nono.
Kisa: Ou só baixinho mesmo. – deu de ombros. – Enfim, você entendeu o recado. Melhor eu ir pro banho se a gente não quiser perder a sessão. Você confirma o horário do filme com o Chiaki pra mim? Aproveita e pergunta que horas a gente passa pra pegar ele.
Rogue: Ok. – concordou ainda sem muito entusiasmo.
Kisa: E se anima! Já volto.
Kisa entrou no banheiro deixando Rogue sozinho no quarto.
*alguns minutos depois...*
Kisa: Rogue! Pega a minha toalha pra mim, por favor? – berrou com a cabeça pra fora da porta.
Nada.
Kisa: Rogue!
Silêncio.
Kisa: Rogue...? Kisa saiu do banheiro enrolado em seu roupão e andou até o quarto.
Kisa: Ai meu deus... ROGUE! – o pavor tomou o pequeno.
Jogado no chão felpudo de seu quarto estava Rogue inconsciente. E a sua volta, uma imensidão de vermelho o cercava.
Kisa: ROGUE! ROGUE FALA COMIGO PELO AMOR DE DEUS! ROGUEEE! POR FAVOR, ME RESPONDE! – sacudia o amigo em desespero completo.
Kisa o soltou e discou depressa o número da ambulância. O sangue não parava de jorrar do corpo a sua frente.
Ficou ali, parado ao lado do outro aos prantos enquanto aguardava o socorro chegar. Já estava quase perdendo as esperanças de que ele pudesse ser salvo quando ouviu o barulho da sirene parada à sua porta.
***
Rogue se encontrava numa cama grande no 6º andar do hospital.
Kisa estava ao seu lado.
Kisa: Você acordou! – levantou-se as pressas da cadeira indo até a borda da cama.
Rogue: O que houve?
Kisa: Você quase morreu Ro... – a voz estava embriagada e cansada. – Os médicos disseram que mais três minutos e você não teria resistido... Foi sangue demais... – o pequeno uke tremia.
Rogue: Me perdoe Kisa... Eu não queria causar problemas a ninguém... – abaixou a cabeça.
Kisa: Rogue... Não é esse o ponto... Você podia estar MORTO entende?! MORTO! Por deus Rogue o que deu em você?! – estava estressado e preocupado ao mesmo tempo.
Rogue: Você sabia que eu fazia isso... – falou envergonhado.
Kisa: Sim, mas dessa vez foi longe demais! Não tinha motivo para isso entende? – agora seu tom era compreensivo.
Rogue: Sei lá... Eu só estava me sentindo tão triste... Tão destruído que... Eu não vi outra saída. – uma gota escorreu de seus olhos até a ponta do nariz.
Kisa inclinou-se para secá-la.
Kisa: Só me prometa que NUNCA, NUNCA mais MESMO vai fazer isso.
Rogue: E o que eu vou fazer quando me sentir assim? – não tinha coragem de encarar o amigo.
Kisa: Vai me ligar. – sorriu levantando a cabeça de Rogue que retribuiu o gesto. – A qualquer hora e em qualquer lugar. – Rogue assentiu. – Agora prometa, jure pra mim.
Rogue: Eu prometo.
~ Flashback Rogue – Kisa Off ~
Kisa: Você quebrou a promessa...
Rogue: Kisa eu... – Rogue estava com os olhos cheios de lágrimas. – Ele me traiu... – finalmente soltou deixando que o nó em sua garganta saísse.
Os seis amigos se juntaram em volta dele lhe dando um abraço em grupo.
Izaya: Shhh vai ficar tudo bem ok? Vai passar.
Chiaki: A gente ta aqui pra você Ro.
Ritsuka: Pera aí... Rogue... Você ta dizendo que o Sting te traiu... Agora???
Todos se afastaram com o susto.
Hibari: No jogo? Rogue assentiu.
Rin: Mas... Com quem? – finalmente fez a pergunta na qual todos estavam pensando.
Rogue: Com o Raito...
***
Deidara: Me explica Sting, o que eu faço com você? – olhou para o amigo tentando manter a calma.
Sting: Eu to falando sério Deidei! ELE ME AGARROU!
Deidara: E por que você não recuou?! Sting: Eu tentei, mas... Era como se todo o meu corpo estivesse de acordo com aquilo. Minha mente gritava para eu me afastar, mas o resto de mim simplesmente não queria se desvencilhar do beijo... – sua voz pensativa contava com detalhes o momento em que estivera mais uma vez nos braços de Raito.
Deidara: Awn, isso é tão lindo Sting. – sua voz era cética. – Pena que foi traição e você é escroto. Urgh sério, eu to com MUITA vontade de socar a sua cara agora!
Sting: Eu não queria Deidei! Eu não sei o que aconteceu ok? Uma hora a gente tava discutindo e cuspindo xingamentos um na cara do ouro e na seguinte... Eu não sei o que houve. Eu não entendo... Eu amo o Rogue!
Deidara: To vendo... – revirou os olhos. – Desculpa Sting, você sabe que é meu melhor amigo, mas você consegue ser um completo babaca às vezes.
Sting: Eu sei...
Deidara: Duas vezs! Você consegiu trair ele DUAS FUCKING VEZES! Quem ama não faz isso Sting! Não faz!
Sting: Mas eu amo ele...
Deidara: Bom, só espero que entenda uma coisa Sting. – fez uma pausa. – Essa sua mancada fez você perder o seu uke... Para sempre.
Dito isso, o loiro se virou e foi-se embora, deixando para trás um Sting decepcionado e uma história de corações partidos.
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