Uke Vs Seme
16 Capítulo 16 - Felizes para sempre
Notas iniciais
Era fim de tarde na grande mansão de Sasuke Uchiha. Na sala principal, se reuniam ali quase todos os participantes da competição. Dois semes arrependidos se encontravam de pé ao passo que muitas e muitas vozes falavam ao seu redor.
Pain: Eu ainda não sei como vocês foram fazer isso...
Barry: Eu ainda não entendi direito o que houve. – confessou meio perdido.
Deidara: Houve que o STING e o RAITO TRÍRAM os namorados deles! – explicou gritando essas três palavras entre dentes e em seguida sorriu satisfeito para Barry. – Isso que houve.
Yukio: Ok... Isso eu entendi, mas queria saber o porque.
Dark: É gente, vocês não amavam eles até hoje de manhã?
Sting e Raito: A gente ama! – se olharam feio.
Zoro: Então qual foi?
Sting: ELE QUE COMEÇOU!
Raito: VOCÊ QUE DISSE QUE QUERIA CONVERSAR!
Sting: VOCÊ FALOU ISSO PRIMEIRO!
Raito: MAS VOCÊ FOI ATRÁS!
Sting: VOCÊ FOI UM BABACA! A CULPA É SUA!
Raito: SE VOCÊ NÃO TIVESSE ME SOCADO ISSO NÃO TERIA ACONTECIDO!
Sting: SE VOCÊ NÃO TIVESSE FALADO DO ROGUE DAQUELE JEITO EU NÃO TERIA TE SOCADO!
Raito: CALA A BOCA STING! É TUDO CULPA SUA!
Sting: CULPA MINHA NADA! VOCÊ QUE ME AGARROU!
Raito: COMO SE VOCÊ NÃO ESTIVESSE GOSTANDO! VOCÊ ME BEIJOU COMO QUEM ESTÁ COMPLETAMENTE APAIXONADO!
Sting: E SE EU ESTIVER?!
A briga teria se seguido, não fosse o uke parado no primeiro degrau da escada.
Sting: Rogue, você apareceu...! – o moreno subiu novamente o degrau seguido por seus amigos de volta para o quarto, aos prantos. – Rogue, espera!
Kisa: Fica Sting! – ordenou antes de seguir o grupo.
Myagi: É assim que se faz Sting. – comentou sarcástico.
Sting: Cala a boca. – emburrou a cara. – Por que você me beijou Raito? Isso não faz o MENOR sentido. – o loiro estava nitidamente aborrecdo com toda aquela confusão. – Por SUA culpa meu relacionamento está arruinado. O Rogue não vai acreditar em mim. Por que então? Se eu não passava de tudo aquilo que você falou, então qual o objetivo disso?
Raito: É só que... Eu preciso te falar uma coisa Sting, só a gente.
***
(No quarto 7)
Hiroki: Não fica assim L, ele não merece isso. Você é um gênio, que tal se a gente bolasse planos diabólicos pra extreminar ele da face da Terra que nem a gente fazia com as vadias do ensino médio? – tentava animar o amigo.
Freed: Ei! Elas eram minhas amigas!
Itachi: Não é culpa nossa se você era o GBF de todas as garotas do colégio.
Link: GBF?
Todos: Gay Best Friend.
Freed: Não é verdade, só porque eu tinha estilo! Ainda tenho, mas ok.
Byakuya: A gente qual é, não importa o quão gay o Freed conseguia ser, Near e Ciel sempre foram os chodós das meninas.
Jellal: Mesmo que eles odiassem elas.
Hibiki: Eu lembro que minha primeira namorada vivia dizendo que ainda ia encolher o Near e colocar num copo de Milkshake. Ela era... Estranha.
Itachi: Trduz-se “Fujoshi”.
Todos: Uhg... Fujoshis... — *estremeceram*.
Beyond: Tinha a Go.
Iruka: A Gooo! Aquela minina era foda! Ela juntou o irmão com o Haruka lembram? (Free)
L: Ela... *sniff*... Ela juntou muita gente...
Ichigo: Ela me juntou com o Grimm.
Jellal: Também me juntou com o Loki.
Link: Ela era bem amiga do Dark, vivia na casa dele.
Hiroki: Ouvi dizer que eles tiveram um caso no segundo ano, é verdade?
Link: Não sei, prefiro não pensar nisso.
Hibiki: Você e o Dark mal se falavam no segundo ano né Link?
Byakuya: Na real o Link mal falava com o Dark e com todo o resto né?
Itachi: Correção, o Link NÃO falava.
L: Teve aquela vez que o professor de literatura perguntou pra Zelda se ele era mudo, lembram?
Freed: Você falava com a Zelda quando ninguém tava olhando? – implicou, segurando o riso.
Link: Para gente! Eu era tímido ta? – se encolheu envergonhado. – Foi um ano difícil pra mim... Aquela luta com o Ganondorf foi bem mais complicada do que vocês pensam...
Iruka: Eu ouvi sobre isso na época, falaram muito.
Itachi: É me falaram que ele tinha quebrado 17 ossos seus e mesmo assim você conseguiu vencer.
Hibiki: Eu ouvi que ele tinha te acorrentado e te abusado, mas você se soltou e se vingou dele.
Byakuya: Pra mim disseram que na verdade você não tinha lutado coisa nenhuma, que os deuses resolveram tudo e você acabou levando o mérito.
Ichigo: Eu cheguei a ouvir até que a Zelda que derrotou ele.
Link: Nossa quanta coisa. Mistura um pouco de tudo. O que aconteceu foi assim: Eu cheguei lá e vi a Zelda amarrada. Daí eu parti pra cima do Ganondorf, mas ele me bateu com a espada dele e eu apaguei. Quando acordei eu já não estava mais vendo a Zelda e senti ele me tocando de um jeito... Desagradável. Eu recuperei as forças e comecei a lutar. A luta foi se seguindo por realmente muito tempo, eu estava esgotado, mas ele parecia de ferro, simplesmente não cansava. Por alguns segundos eu fraquejei e ele me acertou em cheio. Eu senti alguns ossos se quebraram, mas tenho certeza que não foram 17... Enfim. Eu estava quase desistindo. Vi ele levantar a arma e foi quando aconteceu, a magia dos deuses interviu e me salvou, eu estava intacto. Quando olhei para trás vi Zelda com aquele sorriso de sempre estamapado no rosto. Ela se juntou a mim e por fim derrotamos aquele monstro pervertido e maligno juntos.
Todos estavam calados, olhando fixamente para Link.
L: Isso foi... Inesperado.
Jellal: Com certeza. – estava chocado.
Hibiki: Ele realmente tentou te abusar NO MEIO DA LUTA??? ISSO NÃO FAZ O MENOR SENTIDO!!!
Link: ÉÉÉÉ! EU SEEEI! Ele era completamente doido! E quase que eu repeti três vezes porcausa daquele babaca! Você tem noção do quão complicado é salvar um reino E estudar ao mesmo tempo??? Diferente da Zelda que era um gênio e tinha tempo pra ficar sendo sequestrada e seguindo coisas divinas, eu precisava estudar.
Beyond: Você faltava muito.
Link: Enfim... Depois as coisas mudaram. E pensar que eu ia namorar o Dark... Vai entender...
***
Sting: O que você quer? Você não cansa de arruinar a minha vida Raito? – questionou derrotado. – Eu não consigo nem ficar bravo sabe... A essa altura eu só quero que você me deixe em paz. – confessou com uma ponta de súplica na fala.
Raito: Me perdoe Sting.
Sting: Pelo que? NÃO VAI FAZER DENOVO NÉ?! – deu um pulo para trás com os olhos arregalados.
Raito: Fazer o que?
Sting: ...Me beijar...
Raito: Não.
Sting: Então pelo que? – o loiro estava confuso.
Raito: Pelo que eu vou te falar agora. – respirou fundo. – Eu não sei se você vai acreditar em mim, afinal, motivos não faltam para você pensar que é só mais uma mentira. Mas eu juro Sting, dessa vez é a mais pura verdade, depois disso, vou te deixar viver sua vida bem longe de mim.
Sting: Fala logo Raito!
Raito: 2º ano do Ensino Médio, a gente tava namorando há um ano e onze meses. Escondidos. Você me levou para a sua casa, seu pai estava lá. Você saiu, ele disse que você tinha médico, mas não tinha, só descobriu depois que chegou. A parte que você não sabe, é que enquanto isso... A gente teve uma conversinha...
~ Flashback Sting x Raito on ~
Raito estava estirado no sofá vermelho do quarto de Sting. A decoração obscura do lugar costumava amedrontar as pessoas, mas por algum motivo o mais velho se sentia a vontade ali.
— Toc! Toc! Toc! Toc!
Raito: Entra!
*Weisslogia: Boa tarde, Raito. – cumprimentou, educado.
Raito: Boa tarde, Sr. Eucliffe. Seu filho foi até a cozinha pegar alguma coisa, ele já deve estar voltando.
Weisslogia: Ah não, eu sei. Vim avisar que ele teve que sair, estava atrasado.
Raito: Atrasado? Para que? – questionou confuso.
Weisslogia: Médico.
Raito: Médico? Ele ta bem??? – tentou não demonstrar a preocupação, mas esta transparecia descaradamente.
Weisslogia: Ele está ótimo, não tem médico.
Raito: Mas você acabou de dizer que-
Weisslogia: Ele estava atrasado para o médico que ele supostamente tinha, ele vai descobrir que não quando chegar lá, mas isso nos dá tempo o suficiente. – interrompeu.
Raito: Tempo suficiente para que...? – o garoto encontrava-se completamente perdido.
Weisslogia: Vocês acharam mesmo que eu não ia perceber esse namoro? Faz MESES Raito, MESES que eu estou aturando isso, mas agora já chega. Meu filho é meu único herdeiro, somente ele pode herdar os negócios da família e gerar essa impresa com veemência, mas para isso ele precisa de alguém decente ao seu lado. Você compreende Raito?
Raito: Eu não... Desculpe Sr. Eucliffe, não estou conseguindo entender...
Weisslogia: Uma mulher! Ele precisa de uma mulher ao lado dele! Não de um... Garoto.
Raito: Você está dizendo que não quer que eu e Sting fiquemos juntos porque-
Weisslogia: Porque meu filho não é gay! – berrou determinado.
Raito espantou-se.
Raito: Sinto muito senhor, mas eu e seu filho estamos apaixonados, e não há nada que o senhor possa fazer a respeito. – explicou decidido.
Weisslogia: Pois é o que você pensa. – ajeitou a gravata. – Raito, se você ama mesmo meu filho, vai fazer exatamente o que eu disser, ou ele pode acabar se machucando... – ameaçou com um sorriso macabro. — E você não quer que isso aconteça não é mesmo?
Raito: Você machucarai o seu próprio filho?! – sua expressão era de nojo.
Weisslogia: Por deuses menino! Claro que não! Eu nunca faria mal ao meu pequeno, não dessa forma. Já você por outro lado... – seus dedos deslizaram por entre os cabelos de Raito. – Eu estrangularia esse seu pescoçinho com o maior prazer.
O menor engoliu em seco.
Raito: O que você quer dizer...?
Weisslogia: Que se você não obedecer direitinho... Eu te mato. – dito isso puxou uma arma até então escondida de dentro do paletó e apontou-a na direção do outro.
O mais novo estava em choque.
Raito: Mas...-
Weisslogia: Parece que você continua sem entender nada. – interrompeu. — Por céus menino, como você é burro! Vou explicar somente uma vez então presta muita atenção: o Sting ama você, ama de verdade. Se você morrer ele ficará destruído. Então se o ama tanto, tenho certeza que não vai querer vê-lo sofrer dessa forma, ele nunca mais voltará a sorrir. Por outro lado, se ao invés de simplesmente ser banido deste mundo você o magoar, ele terá raiva de você. Ele entenderá a burrice que fez em estar com alguém assim e, apesar do coração partido, ele seguirá em frente e encontrará um novo amor, uma mulher, pois essa experiência também servirá de trauma, fazendo com que ele nunca mais namore outro homem. Compreendeu agora?
Raito se esforçava para manter-se respirando.
Raito: Você é um mons-
Weisslogia: Um monstro. Já sei, já sei! Poupe sua raiva para outra hora, temos pouco tempo. – interrompeu passando a mão nos cabelos brancos.
Raito: E como você espera que eu o magoe a ponta de traumatizá-lo?
Weisslogia: Muito simples... Você vai traí-lo.
~ Flashback Sting x Raito off ~
Sting estava paralizado tentando absorver o que tinha acabado de ouvir.
Raito: Eu sei que você não acaredita em mim ta bem? Eu sei que você não tem motivos para isso e que eu sou um babaca e te magoei muito. Que você pensa que isso é só uma desculpa, mas-
Sting: Eu acredito.
Raito: Tudo bem eu entendo, pode socar a minha cara ou... Espera, você falou que acredita? – arregalou os olhos.
Sting: Não é para acreditar?
Raito: Não. Quer dizer, sim! Quer dizer... É verdade!
Sting: Ta bem, eu acredito. Mas... Se é verdade Raito, só me explica uma coisa... Por que você demorou tanto tempo para me falar isso? – a voz do loiro começava a falhar, em seu peito muitos sentimentos conflitavam. Ele se esforçava para manter a calma.
Raito: Ele me ameaçou Sting... Disse que se eu falasse isso para qualquer um ele me matava. Mais tarde ele começou a fazer ameaças piores...
Sting: Imagino, depois de ter partido o meu coração daquela forma, te matar já não era algo que me afetasse diretamente não é mesmo? – deu um sorriso fraco. – Mas Raito, ele morreu faz tanto tempo...
Raito: Eu ia contar, ia mesmo, mas... Depois que a gente se formou eu não te esqueci Sting. Eu fiquei com o L, é verdade, mas fiquei porque ele estava apaixonado por mim. Eu usei ele para partir seu coração e quando me dei conta disso... Eu não podia partir o dele também, ele não merecia. Você já me odiava de qualquer jeito, então eu fiquei com o L mesmo sem amá-lo, mesmo pensando em você. O tempo foi passando, eu fui gostando do L, gostando de verdade. Pensei que finalmente poderia esquecer tudo aquilo e seguir em frente, mas então eu soube que ele havia morrido. Meu primeiro pensamento foi largar tudo e ir correndo atrás de você, mas aí eu lembrei: você amava o seu pai Sting. Eu lembrei de como você costumava me falar dele, de como o admirava, ele podia ser um monstro para muita gente, eu incluso, mas para você ele ainda era um herói. E ele tinha ido embora, simplesmente acabado de ir. Eu não fui capaz de destruir essa imagem tão bonita que você tinha dele, não naquela hora. Eu achei melhor esperar. O tempo passou mais e eu me apaixonei denovo, eu estava amando o L e melhor, eu estava feliz. Sempre de olho em você, você se mudou para Fiore e começou a namorar o Rogue. Você parecia tão feliz também... Eu deixei para lá, era melhor ficar do jeito que estava. Eu peguei toda aquela história, guardei bem guardada e fui viver minha vida. Deu certo, até...
Sting: Até você receber a carta do Sasuke. – os olhos de Sting estavam molhados como os de Raito, e gotas escorriam da face de ambos.
Raito acentiu.
Por um momento, Sting e Raito se deram ao privilégio de esquecer tudo ao seu redor, e apenas se olharam. Durante o olhar, não disseram nada, não era necessário palavra alguma. Naquela hora não existia outra coisa no mundo. Eram só eles e todo aquele passado, só eles e toda a mágoa, só eles e todo o perdão implícito. Eram só os dois.
Mais lágrimas escorreram molhando a roupa e levando embora qualquer tristeza que ainda estivesse guardada.
Como se capazes de ler a mente um do outro, eles se aproximaram e se abraçaram como não faziam há anos.
Raito deixou que em seus braços, Sting soluçasse mais uma vez como fizera aquele loirinho indefeso tempos atrás.
Naquele momento os dois sabiam: Agora, finalmente, já podiam ser felizes para sempre.
***
Rogue: Por que a gente ta aqui L? Que motivo nós temos para escutar eles?
L: Eu to tão mal quanto você Rogue, mas eles pediram uma segunda chance, e eu sempre acreditei que todo mundo merece uma segunda chance.
Rogue: Ou uma terceira... – sussurrou baixinho para si mesmo.
L: O que?
Rogue: Nada, esquece. Cadê eles?
Raito: Bem aqui. – respondeu surgindo de trás de uma das árvores imensas da floresta do Uchiha.
Sting: Que tipo de pessoa tem uma floresta em casa? – perguntou retoricamente enquando tentava se desvencilhar de um galho.
Rogue: Por que vocês demoraram tanto? Esse lugar é assustador à noite.
Raito: Desculpe, é que o Sting virou a droga do mapa que o Sasuke deu para a gente de cabeça para baixo, daí a gente foi parar lá na entrada do cinema.
Sting: Outro ponto interessante, que tipo de pessoa tem um cinema em casa?
L: Na verdade o cinema e a floresta não ficam dentro da casa, ficam na propriedade. – retrucou de cara amarrada.
Rogue: Galera, não importa! Por que vocês chamaram a gente aqui?
Os semes se olharam.
Sting e Raito: Para explicar tudo.
Rogue: Tudo o que?
Sting: Tudo o que aconteceu.
L: Estamos esperando.
Raito: Quer começar? – perguntou ao outro.
*algum tempo depois*
Rogue: Isso... Isso é horrível... Sting, por que você nunca me contou que já tinha sido traído?
Sting: Machucava demais falar disso... Eu só queria esquecer.
L: Então você não me amava de verdade no começo...? – tentava lidar com aquiilo.
Raito: Não... Mas eu juro que amo agora L! Amo muito! Muito mesmo! Eu não seria capaz de viver sem você, me perdoe, por favor? – Raito implorava da forma mais sincera possível.
L: Vamos deixar o passado no passado. – sorriu para o namorado. – Eu te amo.
Raito: Também te amo. – aproximou-se o beijando com delicadeza.
Rogue: Mas e o jogo?! – interveio.
Sting: Acho que depois que eu e o Raito nos beijamos nós já estamos fora do jogo.
L: Falando nisso, uma coisa que eu ainda não entendi foi porque você beijou o Sting, Raito.
Raito: Depois que ele me socou, ele começou a me xingar e falar coisas horríveis. Não o culpo, eu falei coisas muito piores, mesmo que não fossem verdade. Enfim, eu não suportei ver ele falando tudo aquilo e me mostrando pela primeira vez toda a mágua que vinha guardando a anos. Acho que por alguns instantes eu voltei a ser aquele adolescente completamente apaixonado por ele e o beijei para que a discussão cessasse. Eu só não esperava que ele fosse retribuir tão bem...
Sting: Eu também não queria brigar mais. E os sentimentos voltaram à tona na hora, eu não... – Sting se interrommpeu vendo as expressões desconfortáveis dos ukes. – Desculpe Rogue.
Raito: Desculpe L. – pediu de cabeça baixa.
Ukes: Desculpados. – sussurraram pouco a vontade.
Raito: Bom, se me dão licença, eu preciso muito de um tempo a sós com o L. Vem amor. – puxou o uke pelo braço e juntos adentraram a mata.
Sting: Você está bem?
Rogue: Sim. Eu só queria entender uma coisa... Se você sabe como é ser traído Sting... Por que fez isso comigo antes?
Sting: Eu tava tão mal Rogue... Eu sei que não justifica, eu sei disso. Não vou tentar parecer certo, mas naquela noite com o Deidei... Deidara. A gente não se via há três meses amor, eu tava com muita saudade! E aí eu soube que o Raito e o L tavam na cidade. Eu tentei me segurar, juro que sim, mas eu não consegui. Eu tive uma crise. Eu comecei a chorar e tremer, eu mal respirava. O Deidara gostava de mim na época, eu nunca te falei isso porque ele era meu melhor amigo e a gente trabalhava junto, eu não queria que você me obrigasse a me afastar dele, você era tão ciumento Rogue... E naquela noite foi ele que me acalmou. Eu estava frágil, tinha bebido muito, não conseguia pensar direito... Ele acabou se aproveitando disso. Depois você descobriu e a gente brigou e aí eu briguei com e ele e bom... O resto você já sabe. Rogue: Você jurou que na ia fazer mais... – seu olhar estava perdido.
Sting: Não foi a mesma coisa Rô, me perdoe... – Sting chorava de arrependimento, seu peito estava dilacerado. – Sabe, por incrível que pareça, a parte que mais me dói nessa história toda, não foi nenhum dos momentos horríveis pelos quais eu tive de passar. Não. O que mais me dói foi você ter saído machucado. Porque isso eu não posso reparar sozinho...
Rogue levantou os olhos e encarou o namorado.
Sting: Mas eu juro que vou tentar. –depositou sutilmente a mão na face do moreno. – Me dá uma última chance Rô?
Rogue: A última ouviu? – foi à única coisa que conseguiu falar antes de desatar a chorar no peito do seme.
Sting: Não se preocupe, eu não vou precisar de mais nenhuma.
***
Era madrugada. Deviam ser cerca de 3 da manhã no casarão quando a porta do banheiro se abriu. Sasori lia um livro qualquer à luz fraca de um abajur.
Sasori: Você só pode estar querendo me provocar saindo enrolado assim nessa toalha né?
Deidara: E você tem alguma dúvida disso?
Sasori: Baka. – sorriu de canto e voltou-se novamente para o livro.
Deidara: Ta lendo o que?
Sasori: “Como não se excitar com seu namorado de toalha”.
Deidara: Hm, parece interessante, quem é o autor?
Sasori: Desconhecido, é que ainda não encontraram ninguém com essa característica.
Deidara sorriu.
Deidara: Vem cá seu bobo.
Deidara puxou o namorado para fora da cama em um movimento veloz. Antes que se desse conta, a camisa de sasori já estava jogada próxima a porta do banheiro e sua toalha tombada no chão.
Sasori: Sabe o que eu estou com vontade de fazer? – sorriu malicioso beijando o pescoço de seu namorado.
Deidara: Diga...
Sasori desceu ainda mais os beijos.
Deidara: E depois o pervertido sou eu. – segurou um gemido quando o menor abocanhou-lhe o membro. – Tinha esquecido como você era bom nisso...
Sasori demoava-se nos movimentos, e conforme eles iam ficando mais rápidos e envolventes, Deidara tinha cada vez mais dificuldade de segurar os gemidos.
Deidara: Quer saber de uma coisa?
Sasori tirou o órgão da boca.
Sasori: Diga. Deidara: Você pode ser ótimo nisso. – afastou o menor de si e o levantou. – Mas eu sou melhor.
Dito isso, o loiro empurrou Sasori na cama arrancando-lhe as peças de roupa restantes. Não se deu nem ao trabalho de observar muito, apenas aproximou-se e começou a lamber de leve o mais novo.
Sasori: Não me tortura não vai... – reclamou manhoso. – Põe logo na boca...
Deidara: Você gosta que eu sei. – deu mais uma lambida.
Sasori: Adoro... Mas é tortura assim mesmo! O maior não deu ouvidos as queixas e prosseguiu com as implicâncias carnais. O vai e vem veio assim que se cansou da cara sofrida (e excitada) do outro. Mas não bastava ficarem ambos só ali.
Deidara levantou-se e dirigiu seu corpo até a boca entreaberta do ruivo.
O beijo simples foi estendendo-se, as línguas agora se misturavam e se provavam, ao passo que os lábios não contentavam-se em estar separados.
Sasori: Senti falta do seu beijo esses dias. – cochichou no ouvido do mais velho.
Deidara: Também senti pequeno, também senti...
***
L encontrava-se deitado nos braços de Raito, eles olhavam as estrelas como se o amanhã nunca fosse chegar.
L: Você sabe que podia ter me contado tudo isso antes não é?
Raito: Eu sei.. Desculpe.
L: Chega de desculpas por hoje, só vou te perdoar quando ganhar meu bolo. Por causa desse beijo idiota o Rogue acabou não me dando bolo nenhum! — fez bico.
Raito: Ta legal, ta legal, eu te compro um bolo. — deu risada beijando a testa do outro.
L: Ei Raito, como é que ficam os pontos?
Raito: Como assim? Eu e Sting somos semes, então vai para vocês eu acho...
L: Eu sei mais, o Sting tava contando como seme ou uke na hora? E a gente ganhou um ou dois pontos? Porque se ele estivesse contando como uke, o ponto ia ser nosso assim mesmo porque você beijou primeiro, mas sei lá... Tô confuso.
Raito: Amanhã a gente vê isso com todo mundo ok?
L: Ok. — silêncio. — Ei Raito?
Raito: Diga.
L: Agora que você já resolveu seus problemas com o Sting, a gente já pode ter o nosso "felizes para sempre"?
Raito sorriu.
Raito: Pode L, pode sim.
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