Two Years Later
1 Prólogo
Notas iniciais
Finalmente o grande dia havia chegado! Todas as “loucuras” do ano passaram, a festa de formatura havia sido maravilhosa, com direito a DJ e dança até a madrugada, e em fim tinha concluído o terceiro ano do ensino médio. Mas para incrementar toda essa felicidade, e melhorar tudo, ela e seu namorado passaram para a mesma universidade e o mesmo curso: Direito. O que significava que ficariam juntos por mais alguns anos.
E hoje era o dia mais importante de sua vida, era o dia que iria mudar tudo para ela e para todos que conviviam ao seu redor.
Hinata era uma moça jovem de 17 anos, de altura mediana, cabelos longos e negros, fazendo um perfeito contraste com sua pele alva e seus olhos acinzentados.
Estava sentada em uma das mesas com vista para rua, em uma padaria que costumava frequentar com o namorado, tinha o olhar distante, observando o fluxo da cidade, as pessoas se movimentavam apressadas, todas se preparando para a data comemorativa mais esperada do ano, o natal.
— Cheguei. — Disse o namorado sentando em uma cadeira a sua frente com um sanduiche natural e um café na mão, tirando-a de seus pensamentos.
Toneri tinha a mesma idade de Hinata, todavia era alguns meses mais velho que a namorada e mais alto, por infortúnio da vida nasceu com albinismo, mas ao contrário do que muitos pensavam, o fato dele ser albino não o deixava feio, muito pelo contrário, o deixava ainda mais encantador.
— Bom dia. — Sorria para o mesmo.
— O que deu que estava com o olhar tão distante? — Pediu o grisalho, Toneri, preocupado.
— Só estou com um pouco de medo. — Desviou o olhar para o prato do namorado após sua confissão.
— Não precisa ficar assim minha linda, vai dar tudo certo. — Ele transmitia confiança em sua fala, lhe dando a sensação de que tudo ficaria bem.
— Mas se algo der errado, eu posso morrer. — Correu seus olhos para o chão, tentando não transparecer sua insegurança.
— Não seja boba, você não vai morrer! E não importa o que aconteça, você só precisa lembrar que eu sempre, sempre, vou estar ao seu lado — Toneri falava confiante dando bastante ênfase na palavra sempre, e prosseguiu. — Afinal, eu te amo mais que tudo, pequena.
Hinata deu um sorriso para o namorado, ele realmente sabia como motivar alguém e isso era o que ela mais amava nele.
— Você vai me levar para o hospital? — Perguntou curiosa, mesmo já sabendo a resposta.
— É claro que eu vou minha linda, que tipo de namorado eu seria se não a levasse? – Comentava Toneri sorrindo enquanto pegava em sua mão.
— Um namorado horrível! — Descontraia ela enquanto se ajeitava na cadeira.
— Tem certeza que não quer comer nada? — Mudou de assunto.
— Tenho, médico foi bem claro, eu tenho que ficar em jejum para cirurgia. — Comentou no mesmo momento em que sua barriga fez um barulho, constrangedoramente alto.
O grisalho deu uma gargalhada perante a situação da namorada. — Que pena, porque está muito gostoso. — Fazia vontade para a mesma.
— Quando acabar a cirurgia nós vamos sair para comer algo decentemente. — Sugeriu.
— Beleza, vamos comer uma porção de batatas fritas. Conheço um lugar ótimo! – Riu da empolgação do parceiro, e continuou o observando comer o lanche. Passaram-se mais alguns minutos até Toneri se levantar para pagar a conta e levar Hinata para o Hospital, onde os pais dela já se encontravam.
Após dar entrada, a morena foi conduzida pela enfermeira até um quartinho, onde ela deveria retirar toda a roupa e colocar uma hospitalar para a cirurgia.
— Pronta Hinata? — Pedia a enfermeira vendo que a morena já se encontrava devidamente trajada.
— Sim. — Falou corada, já que aquela roupa era toda aberta atrás, realmente tinha necessidade disso? Se perguntava. — Vamos lá.
A Hyuuga sentou em uma cadeira de rodas que foi guiada pela enfermeira nos corredores, ela era uma mulher alta de cabelos negros e curtos, aparentava ser simpática e generosa. Sorriu por tê-la perto de si. Ao final do corredor se viu virando para uma sala espaçosa, com uma mesa branca no centro. Tudo estava organizado, devidamente planejado, objetos, mesas, suportes, luzes. Seu coração acelerou levemente.
— Pronto, pode se deitar aqui. — Falava a morena pegando algumas seringas e remédios para começar os preparativos para a cirurgia.
Hinata observava tudo atentamente, a mulher veio em sua direção e lhe entregou um copo d'água e mais dois comprimidos, que ela tomou logo em seguida.
— Hinata, vou ter que pedir que estique o braço direito para que coloquemos o soro e a anestesia em você, tente se manter relaxada, já que o seu braço irá formigar um pouco. — Sorria para a mais nova. — Também será colocada essa máscara de oxigênio, não precisa se preocupar.
Hinata observava ela fazer tudo exatamente como dizia, enquanto as outras enfermeiras iam preparando a sala cirúrgica, quando se deu conta, viu que seu braço parecia queimar por dentro, como uma espécie de formigamento.
— Pronto, agora basta eu colocar isso aqui e você já, já irá dormir como um bebê. — Falou um médico que provavelmente era o anestesista, colocando a máscara de oxigênio nela.
Sem perceber Hinata começou a cantar mentalmente a música Nobody knows da série Grey’s anatomy e por um momento teve um mal pressentimento, sua mente a levou para quando a Dr. Callie Torres, uma das personagens cantou essa música, imediatamente quis tirar, ou melhor, arrancar tudo e sair daquela sala...
Esses foram os seus últimos pensamentos, antes de pegar no sono que mudaria sua vida.
***
A médica entrou apressada no quarto, os pais já tinham se levantado com um sorriso no rosto esperando uma notícia que os alegrassem.
— O procedimento cirúrgico foi bem-sucedido... — A medica prosseguiu logo em seguida para não dar tempo de a família comemorar. — Mas infelizmente houve uma complicação e a paciente Hinata Hyuuga entrou em coma logo após. — Terminou a frase com tristeza no olhar, encarou os pais mudarem suas feições de dúvida, para espanto, e depois dor, desespero. O homem mais velho repetia a negação inúmeras vezes enquanto aumentava o tom, e se tornava levemente agressivo. A matriarca cedeu ao choro, caindo sobre seus pés. A médica retirou-se dando privacidade para a família.
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