Two Hearts, Two Bloods
18 Capítulo 18
Cap. 18
“Nina? AIMEUDEUS! Que bom que você esta bem, quando estava vindo pra Ca passou a carrocinha na minha frente e eu achei que tinham levado você!” eu falo, os dois turistas riem, eu percebo que estou falando em inglês, o que é realmente uma sorte a Nina ser de la.
Nina é minha melhor, melhor amiga, e de todas as pessoas falsas ela é a luz na escuridão, a lesbica nas mulheres, a cachorra nos humanos.. Ela tem a minha altura, o cabelo preto meio-liso-meio-cacheado que ela joga para um lado, os olhos verdes e a maquiagem fazem dela uma das garotas mais bonitas que eu conheço, e por ela ser legal, ou quase, todos gostam dela. E ela vem da Califórnia, mudou para Ca com os pais, a mãe dela se casou com um Frances e elas vieram morar aqui.
Ela sorri para mim.
“OMG OMG OMG Serio isso? Não me pegaram, graças a Deus, mais eu também fiquei preocupada com você meu amor, o carro da policia passou do meu lado e achei que você estivesse com suas ervas de novo!” Ela fala e nós nos abraçamos. “E aqueles lindos ali, já falou com eles?’ ela sussurra no meu ouvido e nós rimos juntas.
“Vamos logo por favor” eu falo e ela revira os olhos, os dois turistas se levantam.
“Licença? Vocês podem nos ajudar?” Um deles fala, ele tem o cabelo loiro e os olhos castanhos meio verdes. Nina sorri.
“Ah pode ter certeza” Ela fala e eu reviro os olhos.
“Claro. Eu não queria aquele sorvete mesmo” Eu falo e ela sorri para mim, o amigo dele também, o amigo dele na verdade podia facilmente ser Frances, tinha o cabelo preto e cacheado, os olhos verdes e era alto, eu preferia assim. Ele sorriu para mim, não consegui resistir e sorri para ele também.
Nina começa a conversar com o loirinho, eu não presto muita atenção, depois de um tempo eu sento, vejo o moreno vindo para Ca.
“Um saco” ele fala e eu reviro os olhos.
“ Nem me diga” Eu falo, ele olha para mim, tipo olha mesmo, bem nos olhos, eu sorrio um pouco.
“Sean, prazer” Ele fala, e estende a Mao dele.
“Anne” Ao invés de apertar a Mao dele eu dou dois beijinhos na bochecha dele e começo a rir. Ele olha para mim.
“Oi?” Ele fala sorrindo um pouco.
“Nada, eu sempre achei essa tradição engraçada sabe” Eu falo e sorrio.
“Então porque a faz?” Ele pergunta sorrindo.
“Gosto de ver a cara das pessoas depois que eu faço, eles me encaram como se eu fosse totalmente louca e devesse ir para um hospício.” Eu falo e reviro os olhos.
“Ou te olham como se quisessem mais.” Ele fala, eu coro um pouco e ele ri.
“Isso também, mais nem tanto” Eu falo e faz ele rir mais ainda, minha amiga (traidora) olha para mim e levanta uma das sobrancelhas bem feitas dela. Eu sorrio um pouco e reviro os olhos, isso é um sinal de que ela pode ficar, sair, rir, beijar, agarrar ou fazer o que ela quiser com o menino, eu não ligaria. Ela sorri em agradecimento e olha para o Sean. Reviro os olhos de novo.
“Você é daqui não é?” Ele pergunta.
“É, eu sou, e você não é” Eu falo e olho para o outro lado da rua onde um casal passa.
“Não, não sou, mas você fala inglês” Ele fala e eu olho para ele com cara de não-binca-como-voce-percebeu-isso? Ele revira os olhos, como eu faço, então eu reviro os olhos. “Chocolate?” Ele pergunta e me oferece um pedaço de uma barra de chocolate. Eu sorrio um pouco.
“Claro.” Ele sorri e me da um pedaço. Quando eu vou comer ele pega da minha Mao.
“Mentira você foi uma garota muito má fazendo esse olhar como se eu fosse idiota” Ele fala e eu tento pegar da Mao dele.
“Me da!” Eu falo e ele começa a rir.
“Não” Ele fala.
“Eu vou pegar então!” Eu falo e vou pra cima dele, Nina olha e ela e o amigo dela começam a rir.
“Não vai!” Ele fala, pega a barra e lambe ela. “Pega agora!”
“Ai urgh! Que nojo!” Eu falo e ele ri mais ainda. Eu pego da mao dele e dou uma mordida enorme. “ Toma essa!” Eu falo e ele pega da minha mao e morde.
“Toma essa!” Ele fala e nós rimos juntos, eu sento de novo. Vejo o novo “amigo” de Nina dando dinheiro a ela e reviro os olhos.
“Ela deve ter apostado que eu arrumaria briga com você até o final do dia e ele não deve ter acreditado.” Eu falo e ele revira os olhos.
“Claro quem imaginaria que essa menina com cara de doce e cabelo pintado iria brigar por causa de um chocolate lambido?” Ele fala e eu dou um tapa de leve na cabeça dele.
Nina e o novo amigo dela vem até nós, eles estão sorrindo e eu reviro os olhos para ela.
“Pode ir, eu não queria tomar sorvete mesmo” Eu falo, ela sorri e revira os olhos.
“Claro que não, chocolate lambido é muito mais a sua cara” Ela fala e nós rimos.
“Como você descobriu? É minha paixão de vida, eu não poderia viver sem isso sabe?” Eu falo e ela revira os olhos para mim. Porque vivemos revirando os olhos? Ninguém sabe.
“Ficou na cara depois dele” Ela sorri e aponta para o cara do meu lado.
“Ah nossa, eu não podia ter feito aquilo, descobriram meu maior segredo.” Eu falo e escondo meu rosto entre as minhas mãos.
“Bom, eu vou sair com esse bonitinho aqui, e eu sei que você estava doida para sair da sua casa e de sua família amável e linda (ela revira os olhos, de novo) sai com esse bonitinho ai. Falou, linda?” Nina fala para mim e eu faço que sim com a cabeça. Ela sorri para mim, o cara do meu lado levanta e vai falar com o amigo dele. Nina senta um pouco do meu lado. “Eles são bonitinhos sabe?” Ela fala.
“É, eu sei, e você estava precisando mesmo de uma nova paixão, e quando ele for embora você vai chorar no meu quarto e vamos comer sorvete. Sim? Quanto tempo?” Eu falo e ela ri um pouco.
“Um mês talvez. Quero sorvete de chocolate” Ela fala, o bonitinho dela a chama e ela me da um beijo na bochecha e vai.
“Então bonitinha, pra onde nós vamos?” Sean senta do meu lado de novo e me pergunta. Eu olho ele de novo, nos olhos. E os olhos dele são realmente lindos, ele tem os olhos verdes, e em contraste com o cabelo cacheado dele. Bom, ele é bonito.
“Não sei SEAN, mas podemos.. Você pode ficar aqui e eu vou para minha casa já que minha amiga me largou. De novo.” Eu falo e me levanto, ele segura meu braço.
“Não, não, não, você não vai para sua casa a não ser que queira que eu vá com você.” Ele falo e eu sorrio um pouco.
“Na verdade, você não precisa me seguir, seu guia esta ali na sua mesa e eu não tenho nada a ver com a sua vida.” Eu falo e puxo meu braço.
“Na verdade, você tem sim, por causa de você se sentar aqui, sem mesmo querer vir aqui, trazer a sua amiga e a sua amiga levar o meu amigo, e me deixar sozinho, tudo acaba sendo sua culpa, e eu vou andar atrás de você sim.” Ele levanta e me segura pelo meu braço.
“OK, ande atrás de mim, a policia sempre fica por aqui mesmo.” Eu falo, ele não me larga.
“E você vai falar o que pra policia? Que comeu meu chocolate lambido e agora dividimos DNA?” Ele faz uma cara super estranha.
“Nossa, você não vai me largar mesmo não é?” Eu falo olhando para ele e ele sorri.
Minha amiga estava certa, ele é bem bonitinho, mais que bonitinho na verdade. Eu devia aproveitar agora que eu tenho ele perto de mim, e ele era legal, na verdade ele podia ser uma versão masculina de Nina. Eu sorrio com esse pensamento.
“Ah, ótimo, por um segundo achei que você não deixaria mesmo eu ir com você.” Ele fala e eu reviro os olhos.
“Vamos andando, para, sei la, vamos em qualquer sorveteria por ai, e talvez eu te mostre um lugar bonito daqui.” Eu falo e ele sorri.
“Andando não é?” Ele fala, pega o resto do chocolate dele e morde, eu reviro novamente os olhos. “Um dia você vai perder seus olhos de tanto revirar eles” Ele fala a nós rimos. “Posso te chamar de An?” Ele pergunta.
“Ness, ou Nessie, é o meu apelido.” Eu falo e sorrio um pouco, isso não me trás lembranças realmente boas, mas ainda soa bem.
“Ness.. Por quê?” Ele pergunta e olha nos meus olhos. Porque ele faz isso?
“Não sei direito. Me chamam assim desde... Desde que lançou o livro de Amanhecer, sabe, da saga de Crepúsculo, eu e minhas amigas lemos, e por causa da Nessie elas me chamavam de Nessie.” Eu falo, é bem razoável essa explicação.
“Uhn.. Você gosta de Crepúsculo é?” Ele pergunta e sorri.
“ Não é do seu interesse!” Eu falo e ele ri.
“Uhn, você sabe ler né?” Ele fala, olhando para frente dessa vez, meio vago.
“Bom, se você quer saber, sim, um sei ler, sim eu leio Crepúsculo, sim eu acho que é muito bom e que é melhor do que qualquer coisa que você escrever na vida. OK? Mais alguma coisa?” Eu pergunto e ele olha para mim.
“OK, OK, sem ficar nervosa dessa vez por favor, ninguém quer ver a princesinha aqui ficar nervosa não é mesmo?” Ele fala e sorri um pouco.
“Mudanças de humor do nada, que lindo em bonitinho. Não consegue controlar suas emoções?” Eu pergunto e sorrio um pouco, e olho para ele, e ele não olha para mim, só sorri um pouco, meio forçado.
“Na verdade, não, princesa.” Ele fala, simplesmente.
“O que faz você ficar me chamando de princesa? Eu pareço uma princesa para você? E isso faz de você o que? Um cavaleiro? Ou o príncipe?” Eu pergunto.
“É, para mim você parece bastante com uma princesa. Parece que não consegue sair de casa sem seu salto e sua maquiagem.” Ele fala, olhando para frente, eu paro na frente dele.
“Olha para mim, olha nos meus olhos, e fala de novo na minha cara.” Eu falo, ele olha nos meus olhos, eu me arrependo de ter pedido para ele fazer isso, agora tudo que eu posso fazer é mergulhar nos olhos dele.
“Não consegue sair de casa sem seu salto e sua maquiagem, como se Paris fosse o seu desfile de moda, e só você importasse no meio de todas as modelos. Sim? Ouviu dessa vez?” Ele fala e eu respiro fundo.
“Acha que eu sou assim? Minha vida deve ser muito perfeita para eu sair por ai desfilando, pelo menos na sua imaginação, não é mesmo? Por deuses, o que te faz pensar que eu sou assim?” Eu falo. As palavras dele me machucam um pouco, não gosto que as pessoas pensem assim de mim, porque eu sei que realmente parece, e eu não gosto muito disso.
“Sua vida deve ser muito fácil não é mesmo? Perfeita, rica, tem tudo que quer na mao, não consegue pensar em dor.” Ele fala, lagrimas começam a nascer nos meus olhos. Eu tiro os sapatos, deixo na rua e saio correndo.
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