Cap. 17

Puxo meu celular, eu preciso urgentemente sair dessa vida ou ficarei louca como a pessoa que escreveu esses livros idiotas. Disco o numero de Nina, minha melhor amiga.

“ Alo-o-ou?” eu digo, levanto pego o livro e coloco no lugar dele.

“ Alo-o-ou!” Ela diz, nós rimos.

“Sai comigo, sai comigo, sai comigo, sai comigo, sai, sai, sai?” eu digo e me jogo na cama desarrumada.

“Vamos tomar sorvete, sorvete, sorvete, sorvete?” Ela diz e eu sorrio.

“Simsimsimsimsimsimsimsimsimsim” eu digo, falo tão rápido que sai tudo junto.

“Agora hora hora ou que horas?” Ela pergunta, posso ouvir ela se jogando na cama também.

“Depois do almoço moço moço e a gente passa a tarde fora hora hora” Eu falo.

“Uma uma uma?” Ela pergunta, eu sorrio.

“Sim sim sim” Eu digo.

“Então se manca e vai almoçar porque hoje é dia” Ela fala.

“Vai esperar alguém no ponto?” Eu pergunto e rio.

“Vou sim, seu ex namorado” ela fala, ri e desliga o celular.

Eu desligo e reviro os olhos, ninguém realmente entende porque nós falamos assim, na verdade nem nós entendemos realmente. É só que quando a gente ta feliz, falamos as palavras varias vezes, e somos sem noção, e nos xingamos e depois nos abraçamos e falamos que nos amamos, nossa que lindas que nós somos, haha.

Realmente já esta na hora no almoço, lembro que acabei de almoçar e fico olhando para o livro, aquilo só podia fazer o tempo passar mais rápido, eu juro que acordei cedo.

Ouço algumas palmas la em baixo, sei que eles estão me chamando para almoçar, como se eles pudessem ler meus pensamentos, e as coisas só vão ficando mais estranhas a cada segundo.

Eu levanto e desço. Quando chego la meu pai me olha e sorri um pouco.


“Depois do almoço moço moço e a gente passa a tarde fora hora hora” Eu falo.

“Uma uma uma?” Ela pergunta, eu sorrio.

“Sim sim sim” Eu digo.

“Entao se manca e vai almoçar porque hoje é dia” Ela fala.

“Vai esperar alguém no ponto?” Eu pergunto e rio.

“Vou sim, seu ex namorado” ela fala, ri e desliga o celular.

Eu desligo e reviro os olhos, ninguém realmente entende porque nós falamos assim, na verdade nem nós entendemos realmente. É só que quando a gente ta feliz, falamos as palavras varias vezes, e somos sem noção, e nos xingamos e depois nos abraçamos e falamos que nos amamos, nossa que lindas que nós somos, haha.

Realmente já esta na hora no almoço, lembro que acabei de almoçar e fico olhando para o livro, aquilo só podia fazer o tempo passar mais rápido, eub juro que acordei cedo.

Ouço algumas palmas la em baixo, sei que eles estão me chamando para almoçar, como se eles pudessem ler meus pensamentos, e as coisas só vão ficando mais estranhas a cada segundo.

Eu levanto e desço. Quando chego la meu pai me olha e sorri um pouco.


Cap 16

“Ainda de pijama?” ele pergunta sorrindo.

“Pois é, eu nem vi que já estava tão tarde, eu estava lendo. Aqui a Nina me ligou e me chamou pra tomar sorvete depois do almoço pode ser?” Eu pergunto e me sento a mesa.

Olho para nossa comida e reviro um pouco os olhos, como se eu não estivesse cansada de comer frutos do mar, continua sendo super lindo e especial para todos os franceses entediantes.

“Tudo bem, mais voce vai ter que tomar um bom banho e pentear esse seu cabelo, acho que voce não troca de roupa desde ontem de tarde” Minha mãe fala e eu olho para o meu pijama. Eu coloquei ele ontem de tarde depois de tomar banho, me joguei no chão para ler e depois na cama.

“Claro, claro,eu não vou sair com esse ninho na cabeça” Nós rimos e minha mãe revira os olhos, assim como eu.

Meus pais são a coisa mais engraçada do mundo, não são realmente pais comuns, meu pai pode até ser mais minha mãe não é mesmo.

Já comentei sobre o trabalho de minha mãe, ela como pessoa é toda estranha e quase todas as minhas amigas a amam de coração porque ela consegue fazer com que todos se sintam bem não importa aonde, o que esta acontecendo ou quando.

Ela tem o cabelo pequeno e repicado, preto, o rosto dela lembra uma fadinha, com o nariz arrebitado e os olhos azuis, ela é magra e meio baixinha, não é a mais baixa mais com certeza não é alta também, ela se veste muito bem para alguém da idade dela, e não que ela seja muito velha. Ela fica muito bem do lado do meu pai já que os dois parecem muito mais novos do que realmente são, quando se olha para eles pode se ver o par perfeito, estão sempre em harmonia.

Meu pai, bom, meu pai é bem alto, e magro, e tem os cabelos cacheados e meio loiros avermelhados, os olhos pretos, e ele era bem.. Bom, ele estava quase sempre vestido com ternos, mais em casa ele se vestia normalmente, do lado de minha mãe ele fica simplesmente perfeito e eu tenho que dizer, nenhum dos dois é feio.

Estranho.

Eles continuam conversando o que eles estavam antes, eu não tento prestar atenção, simplesmente como em silencio, nem sempre eu socializo com eles, mais parece que esta tudo perfeito.

Mantenho o pensamento na pagina arrancada de meu livro durante o almoço, enquanto eu como fico pensando em como aquela pagina saiu dali.

Assim que acabo de comer sorrio,falo algo parecido com um chau e me levanto, vou para meu quarto, de la me encaminho para minha suíte, tomo meu banho, lavo bem o meu cabelo que sinceramente estava parecendo que um passarinho passou ali e faz um ninho, e tenho que dizer que foi bastante difícil tirar aqueles nós horríveis.

Depois de meu banho coloco uma roupa simples, um vestido meio branco meio bege com não-se-o-que-é-isso-pelo-amor-desenhado-bordado-colado-aimeudeus, um sapato de salto da mesma cor e uma touca meio rosa meio roxa, passo um pouco de maquiagem, só um pouco mesmo e me olho no espelho.

Eu realmente não pareço com aquela garota de ontem no espelho. Parece ser outra pessoa.

Estou, afinal, voltando as origens.

Eu olho o relógio, já é quase uma hora. E o tempo continua passando sem que eu perceba.

Eu pego minha bolsa da cor de minha touca e saio, desço as escadas, manda beijinhos para meus pais que continuam parados la conversando, talvez eles estejam falando sobre como eu estou voltando ao normal agora e de como isso é maravilhoso e é exatamente o que eles queriam que acontecesse. Vamos dar um pouco de felicidade para eles.

O café preferido meu e de Nina é bem perto de minha casa, e perto da casa dela também, é meio que no meio do caminho das duas. A famosa, ou nem tão famosa, Angelina.

O café era lindo e tudo que pedíamos la era maravilhoso, mas o que eu e Nina realmente amamos lá é que os turistas simplesmente amam aquele lugar, eles vão la e maioria deles não sabe falar Frances direito, alguns sabem mais maioria não e nós gostamos de ver eles fazendo biquinho para pedir café, o que fica realmente mais legal quando é um cara bonito ou uma garota legal, ou namorados, esses são os melhores.

Bom, é claro que nós não vamos ao café, nós vamos nos encontrar la para ir tomar sorvete no Gelati D´Alberto, que tem os melhores sorvetes de Paris em nossa opniao e, por acaso, la também sempre tem turistas fazendo biquinhos, mais maioria gosta de apontar. Não sei onde eles aprenderam a língua dos dedos, como diz Nina é tipo a língua dos retardados, sorri, fala “eeeeeeeeeerrrrr aaaahn” e aponta.

Eu chego no café, ela não esta la então eu me sento, uma garçonete vem perguntar de eu quero algo e eu falo que não. Vejo dois (completamente turistas, provavelmente vindos dos USA) caras sentados olhando o cardápio com cara de lesados. Me da vontade de rir, eles são muito bonitos para ficarem fazendo essa cara de lesados. Alguem cobre meus olhos e eu sorrio.