Two Hearts, Two Bloods
13 Capítulo 13
Cap. 13
O resto do vôo nós dormimos. Quando chegamos no lugar nos chamam e nós acordamos.
Nós saímos do avião tudo acontece muito rápido, estava tudo bem e claro, em paz, mais só por um tempo. A escuridão chegou. Ness gritou.
Quando acordei eu estava presa na parede, doía, parecia que eles tinham passado algo para queimar naquelas cordas, ou elas machucavam por elas mesmas, eu olhei tudo, era um porão vazio, só com caixas. Ness estava no meio, machucada, parecia que estávamos sozinhas, mais nós nunca estávamos realmente sozinhas.
Vi eles chegando meu pai e meus tios. Isso seria horrível, doeu em eu ver eles de novo, não só por causa das coisas que eles fizeram para mim mais também para as coisas que eles fizeram para outras pessoas e iriam fazer para Anne, eu gosto da nos, não quero o mal dela, e por mais que a minha família queria o mal dela e da família dela, eu fui diferente. No conflito entre os dois eu não tomei partido nenhum, eu só fui la e não fiz nada, eu só olhei, e se eu tivesse que lutar contra minha família para defender a família de Ness, que estava certa eu o faria. Eu amo minha família, e acho que mesmo com tudo eu não os trocaria por outros, mais eles não eram justos. Eu já levei muitas coisas ruins por causa deles, boas também, mais as ruins eram maiores. Eu queria fazer o certo pelo menos uma vez na minha vida. Eu queria tentar.
Eles decidirem tratar disso por eles mesmos era triste porque eu sabia que alguém ia morrer hoje. E eu realmente não acreditava que ia ser eu. E isso doía.
Eles riram, não falaram nada, só riram. Como se eles achassem essa situação toda muito engraçada, uma comedia. Algo que eles iriam fazer com bom humor e depois ir embora, sem problemas. Eu pretendia ser o problema deles hoje.
Meu pai foi até Ness, sorrindo, ela olhou pra baixo. Ele a chutou, ela gritou. Eu sabia que ele era muito forte, Ness era forte mais não o bastante para ele, nem para agüentar ele, de jeito nenhum, ela não suportaria, em minha opinião era demais para ela, era demais para mim. Ele a chutou de novo e ela tentou não gritar, eu virei o meu rosto e deixei as lagrimas caírem pelo meu rosto, eu não podia ver isso, não podia agüentar. Não queria mesmo ver, porque eu sabia que podia fazer pouco para ela, quase nada, mais talvez a salvasse, eu só precisava fazer na hora certa.
Quando achei que teria paz, pelo menos por alguns segundos, pensando por mim mesma, eu sou arrancada da parede. E isso dói, corta meus pulsos e tornozelos, arranha minha garganta, queima, corta, dói. As mãos viram minha cabeça, sou obrigada a abrir os olhos, o que vejo dói, talvez mais do que ser arrancada de la. Ela esta no chão, sangrando, chorando, mais ela não gritou, não falou nada. Ela foi mais forte do que eu imaginei, muito mais. Mais isso irritava meu pai, ele gostava de ver as pessoas sofrerem nas mãos dele. Ele a levantou pelo cabelo e a levou para mais perto de mim. Disse algo no ouvido dela, ela gritou,, eu gritei.
Um dos meus tios me soltou, eu gritei para ela correr, que eu ia atrás. Ela foi, o mais rápido que ela conseguia, eu acredito. Eu realmente tentei ir atrás dela, mais o que eu previa aconteceu. Eu fui derrubada no chão, ouvi o riso do meu pai. Olhei para cima. Eu conseguia ver ele, rindo, sorrindo para mim, com uma faca preta na Mao. Eu não gritei, eu ri com ele, estava tudo bem. Pelo menos eu seria libertada dessa vida. Ele me olhou de novo. Eu olhei para a porta, a ultima coisa que eu vi foi Ness saindo, sem olhar para trás. Me senti orgulhosa.
E tudo virou escuridão. As dores desapareceram. Os sentimentos se foram. Os amores sumiram. Tudo que eu tinha se foi, e eu fui com eles. Finalmente. Eu estava livre.
Todos nós temos um anjo. Uma pessoa que nos protege. Pode tomar qualquer forma, uma dia um idoso, outro, uma garotinha. Mais não deixem que as aparências te enganem. Eles podem ser tão cruéis como qualquer demônio.
Nós podemos negar que nossos anjos existem, podemos falar que eles não podem ser reais. Mais eles aparecem de qualquer jeito. Em lugares estranhos e em tempos diferentes. Eles podem ser qualquer personagem que podemos imaginar. Serão verdadeiros demônios se eles precisarem. Nos chamando.. Nos desafiando a lutar
E finalmente, a pergunta, de quem seria a historia, quem atravessou a cortina, quem escolhe nossos passos de dança e quem nos deixa loucos. Chicoteadas para os derrotados e coroas para os vitoriosos.Aqueles que sobreviveram ao impossível.Quem é? Quem é que faz todas essas coisas? Quem honra aqueles que amamos pela vida que vivemos? Quem envia monstros para nos matar? E, ao mesmo tempo, canções que nunca vão morrer? Quem nos ensina o que é real e a rir das mentiras? Quem decide quem vai viver ou morrer defendendo? Quem nos acorrenta, e quem tem a chave para nossa liberdade? É você. Você tem todas as armas que precisa. Agora lute.
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