Two Hearts, Two Bloods
11 Capítulo 11
Cap. 11
“Acho que eu não quero que você saia daqui.” Ele fala.
“Bem, querido, eu acho que eu vou” Eu falei e sorri, olhei para Ann, ou Ness, e ela saiu andando normalmente, parou para comprar as passagens e ele ficou na minha frente. Encarei-o. Ele havia pintado o cabelo, estava loiro e os olhos eram pretos como nunca havia visto antes. “Gosto mais do seu cabelo preto, assim você parece um palerma, perdoa as minhas palavras se o ofendem.” Eu disse, ele ficou um pouco perplexo, então sai andando, ele veio atrás de mim.
“É agora mesmo” ela disse, me deu a passagem que havia comprado, e andamos mais rápido para entrar no avião, passamos rapidamente por tudo que estava a nossa frente, olhei para e ele ele estava comprando passagens, revirei os olhos, ele iria me seguir até o inferno agora. Entreguei minha mala para a garota e corri até ele, beijei-o, e assim distraído, abri a mala dele jogando as coisas dele no chão e rasguei sua passagem, então sorri para ele, e correndo fui para o avião. Ele ficou ali parado, sem fazer nada. Então uma lagrima caiu do meu olho.
Peguei minha passagem com Ann, e entramos juntas, ela olhava para mim com uma cara muito curiosa. Parecia que hoje iria dividir minha vida com aquela garota, claro que eu ficaria muito feliz se ela retribuísse isso depois. De minha cidade para Paris era uma viajem um pouco grande, ela conseguiria me explicar tudo, e eu explicá-la sobre ele. Mesmo não sabendo muito que falar.
Nós sentamos, lado a lado ela sorriu para mim me encorajando e eu revirei meus olhos. Então falei lhe.
“Meu primo. É o que ele é, meu primo e meu ex-namorado. Outro cara que quebrou meu coração. Olhe assim, ele era apaixonado por uma amiga minha, e foi assim que nos conhecemos, sendo meu primo, mesmo assim não mantinha contato com ele, até ele ir em minha casa procurando auxilio por ter um amor tão doentio por ela, e ela não o retribuía, jogando em sua cara um namorado muito melhor, pelo menos nos conceitos dela. Ele no agüentava mais isso, me procurou em minha casa, sentou no chão e chorou, então nós conversamos e ele me contou tudo, tudo da vida dele que eu perdi, ficamos por horas conversando e chorando, chorei com ele pois entendia o que ele estava passando, que era uma dor para ele. Em um minuto, recebi uma ligação de um amigo, com uma noticia bem irritante, fiquei muito irritada e comecei a jogar minhas coisas na parede, quando parei, chorando, com o cabelo bagunçado e sem sapatos, ele foi para perto de mim e me beijou. Simples, um tempo depois saiu de perto de mim, eu fiquei paralisada, não sabia o que fazer.Então sai de casa, na chuva, o deixei la sozinho, e chorei. Não queria ter outro amor, quebrar meu coração de novo, não queria mesmo, passei a noite em claro, na chuva, chorando. Pode-se imaginar que quando cheguei em casa estava adoentada, e encontrei uma carta dele. E chocolates, falando que ele começara a gostar de mim enquanto conversávamos, e que gostava mais a cada minuto, e depois de beijar-me provou te que queria me. Que se eu fosse o encontrar nesta noite estaria falando que eu queria ter laços com ele, se não, que iria me esquecer para sempre. Chorei, porque começara a gostar dele também durante aquele tempo, mais não queria quebrar meu coração de novo. No fim eu fui ao encontro dele, e a cada palavra ele me fazia acreditar que ele não iria me largar nunca. Namoramos então, por alguns meses, então tivemos uma briga e nos separamos, ele foi procurar apoio na sua amiga, ou minha amiga que ele estava apaixonado no inicio, e começou assim a namorar com ela,e isso partiu-me o coração e adoeci, de uma maneira que nunca antes havia adoecido, ele me deixou assim, só depois de 3 semanas foi me visitar, disse estar arrependido de ter ficado com a garota, de ter me feito aquilo, pediu para voltar para mim, eu neguei no inicio, mais ele ia me visitar todos os dias, eu não falava com ele, nem mesmo o olhava, mais ele continuava ali tentando, até que um dia meu coração amoleceu e voltei a ele. Foram meses maravilhosos, até que um dia um antigo amigo me chamou para ir a sua casa, eu fui de bom grado, mais quando cheguei la ele começou a falar e fazer coisas estranhas que me deixaram com medo, então liguei para meu namorado, quando ele chegou me tirou dali, mais estava mal humorado, quando chegamos em minha casa me perguntou o que havia acontecido la, em tom brincalhão o respondi que não era da conta dele. Ele fez uma careta, tirou o anel que eu havia feito para ele, jogou nos meus pés e disse que se não era da conta dele isso não era também. E saiu. Eu chorei. Me tranquei em casa, sem comer ou beber, só chorava, sabia que havia feito errado, mais não conseguia parar de chorar para o ligar, quando aconteceu ele não me atendeu, havia saído da cidade. Entrei em forte depreçao, depois em cuidado de médicos por meses, quando melhorei, perto do natal, o escrevi, pedindo que voltasse por um dia como meu presente de natal. Ele veio, falou que tinha que ir embora e falou também às palavras que nunca saem da minha cabeça, não tinham muito significado para ele, ele falou “Eu te amo, mais você sabia que um dia isso iria ter que acabar” ou algo assim, então chorei, e ele me deixou de novo. Quebrei tudo em minha casa, fiquei presa la no escuro, não queria sair. Então dias atrás eu sai, voltei para escola e tudo. E te conheci. O resto tu já sabes.” Então me calei, havia falado por muito tempo, e ela havia ouvido tudo que falei, sem expreçoes, como sempre. “Assim consigo resumir” eu falei.
“Eu sinto muito, muito mesmo querida.” Ela fala, e sorri um pouco. “Ele foi horrível para você, porque o agüentou?” ela perguntou.
“Porque o amava mais que a mim mesma. Sei disso porque quando rezava pedia a Deus que ele morresse primeiro, para não sofrer muito, preferia ser eu a sofrer do que ele. O amava mais do que respirar, e se tivesse que escolher entre respirar e amá-lo usaria meu ultimo suspiro para dizer-lhe que o amo.” eu disse.
“Bonitas palavras. Minha vez?” ela fala, eu assinto. Ela sorri.
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