Two Hearts, Two Bloods
12 Capítulo 12
Cap. 12
“Acho que sim” eu digo.
“OK. Até onde você sabe, os Perazo nos “visitaram” naqueles dias, depois disso eu e minha mãe Alice vivemos muito bem, embora meu pai estivesse ainda um pouco preocupado, ele começou a se focar muito em seu emprego e isso me machucava muito, no inicio tentei chamar a atenção dele para mim, mais ele não me notava mesmo quando eu forçava muito, e isso acabava comigo, até quando eu decidi parar, então fui viver minha vida por mim, e assim eu cometi vários erros na vida, me envolvi em coisas que não deveria me envolver e fui renunciando minha família assim, com essas coisas erradas, agora eu sei que fiz coisas horríveis, que não gosto nem de pensar agora. Me arrependi, mais quando eu voltei para minha família eles meio que falaram que talvez eu deveria ficar um pouco fora, minha mãe teria me perdoado facilmente se meu pai não tivesse falado nada. Ele acabou com tudo e falou que eu não merecia ficar ali, foi mal. Ele não é assim, eu fui mal e o transformei nisso, não acho que eles vão nos aceitar muito felizes sabe, mais acho que no mínimo vão tentar nos ajudar, não me querem morta ainda eu acho. Minha historia é muito menor que a sua, 1 ano da sua vida é muito maior que minha vida toda. Minha vida não tem graça, conte-me da sua.” Ela falou, eu sorri um pouco.
“Seu pai é legal, ele deveria estar machucado por causa de algumas coisas que você falou. Minha vida é grande e triste, só isso, mais mesmo com finais tristes, as historias são bonitas, felizes até. Querida, só durma agora ok?” Eu falo, sorrindo.
“Não quero dormir mulher, eu acabei de acordar, quero te ouvir. A suas historia, vamos vamos, abra tua boca!” Ela fala, eu reviro os olhos.
“O que queres ouvir então minha querida?” Digo eu.
“Conte-me.. De seu primeiro namorado, não o primeiro primeiro, o mais marcante.” Ela disse.
“OK.. Não sei o que falar, não guardo a ordem de meus namorados, menina. Podemos falar sobre Romeu. Conheci Romeu, eu acho que com uma amiga minha, Victoria, nós estávamos passeando, ele era amigo dela e foi, bom fiquei apaixonada por ele Pode se dizer que era fácil se apaixonar por ele, ele era muito bonito, realmente, minha amiga não gostava dele deste jeito então eu decidi que estaria tudo bem eu gostar dele. Sabe, ele era maravilhoso, e sempre me tratava bem, às vezes me chamava de algo como minha linda e essas coisas, eu fui ficando cada vez mais apaixonada e tudo. Bom, ele pediu para namorar comigo, nós namoramos, foi ótimo, como um sonho e são coisas que acredito que eu nunca, nunca mesmo vou esquecer, ele fazia eu me sentir bem mesmo estando mal, me fazia sorrir só porque ele estava chorando, eu estava muito apaixonada. Mais isso mudou, e muito na verdade. Não, eu não parei de gostar dele ou ele de mim eu acho, mais nossas famílias descobriram, elas já eram totalmente inimigas, quando souberam que nós estávamos juntos eles simplesmente tentaram nos separar, por tudo. Claro que eu e ele não queríamos que isso se transformasse em uma nova historia de Romeu e Julieta, com a morte de nós dois, ou mesmo a morte só de um. Não podíamos nem pensar nisso, magoava demais. Bom, um dia nós estávamos em casa, à casa de Victoria na verdade, ele me deu um anel e nós estávamos super felizes. Felizes simplesmente porque nós estávamos ali, juntos, e que ninguém poderia nos separar. Fomos idiotas. Nossas famílias já haviam planejado tudo, mais a minha família foi mais rápida. Invadiu minha casa, me seguraram e fizeram-meeu assistir enquanto torturavam ele. E no final, o mataram, não foi simples, ele sofreu muito. Eu sabia que podia fazer algo, mais eu não conseguia. Sabia que se me livrasse dos braços que me prendiam eu poderia ter salvado a vida dele. Talvez se tivesse feito isso estaria morta, mais eu não ligava. Pedia para o deixarele morrer primeiro, mais sem dor, por que assim seria eu a sofrer. Mais não pude fazer nada, não consegui fazer nada, e isso o matou. No inicio eu me culpava, mais eu sei que não foi minha culpa agora, mais ainda dói em eu lembrar dele, e de tudo que passamos juntos, e de que no final, todas as nossas lutas não valeram em nada, foram simplesmente um capitulo chato das vidas de nossos pais.” Eu contei a ela, então encostei minha cabeça no banco e fechei os olhos, tentando não pensar em nada por um tempo, achando que assim seria muito mais fácil. Bom, talvez realmente seria.
Ness, não fala nada, posso a ouvirela respirando do meu lado, esta meio deitada, talvez pensando. Será que ela pensaria sobre mim, teria pena de mim e ficaria achando que eu mereço pena? Que minha vida foi tão ruim que eu me sentiria bem com isso? Ou talvez ela ficou meio chateada, pessoas gostam de historias felizes, eu não tenho muitas dessas, só tristes. É uma conseqüência de nascer na minha família. Temos tudo, mais ao mesmo tempo, não temos nada.
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