Two Dimensions, One Fate
4 Memória Musical
Notas iniciais
Alphys e sua companheira, a outra Alphys, assistiam as crianças humanas que brincavam pela Waterfall. Ok, talvez aquilo não fosse bem uma brincadeira. Entre flores azuis, água, estrelas, facadas e lágrimas, as crianças prosseguiam, rumando para Hotlands. Ambas as Alphys estavam tristes, mas uma delas já havia perdido a esperança.
Ela estava com um mau pressentimento.
Enquanto uma batalha era finalizada com Woshua evaporando, Sans entra no laboratório, acompanhado por Papyrus. Alphys, ao ouvir os dois entrando, se assusta um pouco, mas logo vai recebê-los.
— Oh, olá vocês dois. Não esperava vê-los tão cedo.
— Atalhos, como sempre... Como vão as crianças ??
— Oh... As coisas... Não vão muito bem. Melhoraram, mas continuam indo mal.
Os três observam a Alphys da segunda dimensão, que nem tinha mais força para aguentar o peso de seu corpo. Ela se apoiava no painel do televisor, querendo chorar.
Papyrus estava meio confuso, mas preferiu não interromper a conversa.
Alphys 1: — Ela, hum, anda muito abalada com isso tudo. Claro q-que eu t-também !!!
Sans: — Uh, saquei. Provavelmente ela sabe o que vai acontecer... Né, Alphys ??!!
Alphys 2: — Talvez, Sans, talvez. Eu estou com um mau pressentimento, só isso.
Sans: — Espero mesmo que seja "só isso".
Alphys 2: — Eu também.
Um pouco de silêncio...
Papyrus: — Então..... Eu vou conhecer o Mettaton ou não ??
Alphys 1: — Ah, ok.
Alphys tira do bolso de seu jaleco um pequeno aparelho, com apenas um botão, que ela aperta.
Alphys 1: — Ele já vem.
Papyrus comemora de vários jeitos, que vão desde pronunciar "Nyeh heh heh" infinitamente até beijar todos no cenário. Alphys 2 nem se entusiasmou com isso.
Sans: — Então o Mettaton tem um controle remoto ??
Alphys 1: — NÃO !!! É s-só um aparelho extra, que emite um sinal para ele com a mensagem que é para ele seguir o sinal de GPS e também tem como ajustar a urgência mas nesse caso...
Sans: — Wow, vai com calma, eu entendi. Bem pensado, é mais simples que usar um celular.
Papyrus havia parado de comemorar para assistir seu amigo humano e sua má companhia. Sans e Alphys 1 se juntaram a ele.
Alphys 2: — Mataram mais um enquanto vocês conversavam. Eu preciso espairecer um pouco, não aguento mais isso.
Então a Alphys da segunda dimensão finalmente se desprende do painel e resolve descer para o seu verdadeiro laboratório, um lugar onde ninguém sabe o que acontece. A inocente placa de banheiro disfarçava a porta que escondia a passagem entre o laboratório tão amigável de Alphys e o que parecia um cenário de filme de terror. Ela usa o elevador e resolve caminhar pelos seus próprios corredores cheios de neblina. Queria parar de pensar naquilo, mas era difícil. Quanto mais eles, os humanos, avançavam, mais a esperança sumia. Era muito bom saber que o pacifista estava conseguindo se manifestar entre a maldade do seu parceiro, mas não era o suficiente.
Por que ela se sentia assim, como se ela já soubesse o final ??
Ela sabia o final ??
~~ Na Waterfall ~~
Frisk caminhava na direção da placa enquanto aproveitava o ambiente tranquilo da Waterfall. Era mais fácil ficar tranquilo por lá do que em outros lugares, apesar de tudo. E, depois de uma conversa amigável com Onionsan, era mais fácil ter pensamentos positivos em mente.
Uma música meio baixa tocava no ambiente, e as crianças se sentiam observadas. Depois de poucos passos, a figura apareceu, por mais que não quisesse ter aparecido.
♥ ♥
Shyren hides in the corner but somehow encounters you anyway.
Um dos Frisks libera seu sorriso macabro enquanto pega sua faca. O outro, ao perceber, tenta ser ágil.
♥ ACT
— Não ouse me atrapalhar !!!
Mas antes que ele pudesse clicar em FIGHT, seu companheiro já estava imitando o ritmo de Shyren, e ela sincronizou.
E então veio a magia. Pelo que o Frisk da segunda dimensão se lembrava, Shyren tinha vergonha de usar sua magia, de cantar sua música, mas o apoio do Frisk pacifista fez com que ela conseguisse cantar melhor.
Foi difícil desviar. Ele se machucou um pouco, diferente de seu amigo pacifista.
Shyren seems much more comfortable singing along.
— O QUE ACONTECEU AQUI ??!!
— Estou ajudando a Shyren.
— NÃO !!! E ela nos atacou muito pior do que o normal. Isso vai ser um...
Mas enquanto o menino tentava repreender seu parceiro por ser uma boa pessoa, ele clicou em ACT e cantou mais um pouco. Ele e Shyren faziam um belo dueto.
O ataque de Shyren ficou ainda pior, mas dessa vez eles conseguiram desviar de tudo.
Alguns monstros, ouvindo o dueto, se aproximaram. Frisk olhou para eles estranhando, mas ficou feliz. No final, iria conseguir bastante EXP com aqueles ali.
O outro Frisk mais uma vez acompanhou Shyren enquanto ela soltava a voz. Mais ataques, e eles se esquivaram de todos novamente.
Por um momento, ambos os Frisks se sentiram observados. O pacifista procurou e percebeu uma sombra familiar um pouco mais adiante.
— Sans ??
♥ FIGHT
— EI, NÃO, EU ESTOU QUASE...
O garoto atacou Shyren bem no meio, e ela nem queria tanto lutar, o que fez com que, em um só ataque, ela evaporasse.
...
YOU WON !!! You earned 90 EXP and 160 gold.
— NÃO !!! SHYREN !!! Ei, espera o que você está FAZENDO ??!!
O Frisk assassino matou mais uns dois monstros depois de terminar o dueto, ganhando mais 90 EXP. Foi o suficiente para fazer ele subir de LV.
— Você estragou tudo.
— Ah, a música estava muito boa. Vocês dois cantam bem juntos.
— E você matou ela, você matou a Shyren, você...
— Ei, você não percebeu que quanto mais cantava, mais ela ficava forte ?? Ela queria era nos matar.
— É uma pena que a música dela cause dano. Mas faltava pouco...
— Hey, relaxa, você pode cantar mais no meio do caminho, eu gostaria de ouvir !!
É, estava bom demais para ser verdade. Sans respirou fundo antes de sair de cena e encontrar Toriel chorando sentada em uma pedra.
— Minha criança canta muito bem. Minha criança matou a cantora de apoio com um só movimento. E depois mais dois.
— Hey, não cante com a vitória deles. O outro vai dar um jeito de arrumar tudo. Vamos lá, ainda temos um caminho pela frente.
Toriel riu, mas não parou de chorar.
— Só você para me fazer rir em uma hora dessas...
Sans disse aquilo da boca pra fora. Ele não achava que o pacifista iria conseguir mudar a mente do outro. Ele só não queria ver a Toriel daquele jeito.
Os Frisks seguiram para uma sala na direção norte, onde encontraram um piano.
— Woah !!! Eu vou tocar primeiro !!!
— Vá em frente.
Um deles se sentou na frente do piano, mas quando foi tocar, ele parou e ficou olhando para o nada.
— Vai, toca aí a música que você estava cantando pra sereia lá. Shyren, né ??
— É, isso mesmo, seu chato. Mas eu não sei tocar essa música no piano.
— Então toca alguma coisa que você sabe.
Frisk engoliu seco e começou a apertar algumas teclas. Tinha alguma melodia, mas não estava saindo como ele esperava.
— Hey, o que você está fazendo ???
— Estou tentando tocar alguma coisa.
O menino encarou o piano. Era como se a música que seu companheiro estivesse tentando tocar… Fosse familiar. Se ele ao menos soubesse tocar direito…
— Que “coisa” ??
— Não sei. Alguma coisa que me veio na cabeça.
Aquilo estava começando a ficar estranho. O pacifista se levantou do piano e perguntou se seu parceiro queria tentar. Ele negou e os dois saíram do aposento, se dirigindo para o lugar onde Shyren teve seu primeiro e último show. Lembrar daquilo deixou Frisk desconfortável, mas ele continuou determinado.
Mais alguns passos na direção do escuro para ambos ouvirem sons de chuva. Aquilo só acontecia na Waterfall.
Cubos de gelo eram enviados para o CORE, onde eles evaporavam. Então as nuvens fracas passeavam por algumas partes do Underground até chegarem na Waterfall, onde, com a umidade do local, as nuvens carregavam. Por isso só chovia por lá. E é assim que os monstros fabricam a chuva debaixo da terra.
Waterfall, a caverna úmida com rios e cachoeiras, era um lugar tão lindo e tão calmo… Os Frisks estavam tendo um tempo bom por lá, apesar das dificuldades que Undyne impunha.
Eles andaram mais um pouco e encontraram uma estátua de pedra estranha, que ambos admiraram por algum tempo. O pacifista se aproximou e percebeu que os pés da estátua estavam secos.
Havia um buraco no teto da caverna, bem em cima dessa estrutura, e por isso chovia em cima dela, e só em cima dela. O garoto pensou se tinha algum jeito de fechar essa abertura. Assim não choveria sobre a estátua esquisita.
Após esse devaneio, Frisk percebeu que seu parceiro não estava consigo. Olhou para trás e o viu distraído, encarando a estátua como se fosse um fantasma. Resolveu não atrapalhar, ele também devia estar se perdendo em pensamentos.
Após ficar lá mais um pouco, ele cutucou seu amigo, que levou um pequeno susto.
— Ah, eu estava… Pensando em algumas coisas…
— Foi o que eu imaginei. Pense o quanto quiser, eu não tenho pressa.
— Não, não. Vamos continuar.
— Tem certeza ??
O garoto acenou com a cabeça, sinalizando “sim”. Um pouco decepcionado, o pacifista aceitou e os dois seguiram um pouco mais, onde acharam um foco de luz. Era uma pequena sala com algumas goteiras, uma placa e um cesto cheio de guarda-chuvas. Os meninos se aproximaram da placa para lê-la.
“Pegue um”
Um dos Frisks foi até o cesto e pegou um guarda-chuva. Por alguns instantes, ele se animou e olhou para frente, com a sensação de que estava pronto para qualquer desafio. Mas ele teve uma pequena ideia, e correu na direção de onde vieram. O outro estranhou:
— Já vimos tudo o que tinha aí, por que você está voltando ??
Como não teve resposta, ele seguiu seu amigo pacifista e o viu tentando encaixar o guarda-chuva na estátua de pedra. Achou aquilo engraçado. O menino se apoiou na parede e ficou assistindo o colega, que girava o guarda-chuva de um lado para o outro, até a hora em que ele encaixou. O garoto pareceu satisfeito e olhou para a estátua com um sorriso enorme. Depois ele se virou para o amigo do mal, que apenas assistia encostado na parede. Como ele sabia da mania do parceiro de ajudar até formigas, nem questionou o motivo.
— Demorou, hein ??
— A estátua vai ficar mais feliz agora.
— Estátuas… São estátuas. Elas não ficam felizes.
Os dois rumaram para fora do cômodo, mas antes que saíssem, uma música calma preencheu o ambiente. Uma caixinha de música dentro da estátua estava tocando, e parecia que nada iria pará-la. Era uma música tão gostosa de ouvir que eles preferiram sentar e ficar ali por mais um tempo.
Mas enquanto Frisk curtia a melodia tranquila sentado no chão rochoso, o outro Frisk tentava decifrar aquela música. Ela era tão… familiar.
Então, ela se lembrou. Duas crianças, uma humana e uma monstra, ganharam uma caixinha de música de natal. Alguns meses depois, elas resolveram fazer uma cápsula do tempo misturada com caça ao tesouro. Sabe como é, criança gosta de brincar, por isso misturaram. Várias coisas foram guardadas em diferentes lugares do Underground, e a bendita caixinha de música foi encaixada escondida dentro da estátua estranha da Waterfall. Como aquele era um lugar calmo e silencioso, a pista da caça ao tesouro era “precisa de uma música suave para ficar ainda mais tranquilo”. Naquela época, ainda não chovia, e o lugar realmente era silencioso.
Frisk mantinha os olhos fechados para que Chara pudesse se lembrar. A garota começou a chorar, mas tentava engolir as lágrimas. Então o Frisk da segunda dimensão, mesmo sem estar mais no controle, a confortou com um abraço:
— Está tudo bem, pode chorar, eu estou aqui.
— Asriel…
— Ninguém está vendo…
— Asriel…
O Frisk da primeira dimensão percebeu que seu companheiro parecia estar falando sozinho, chorando e abraçando a si mesmo. Estranhando, ele se levantou.
— Vamos, temos um caminho pela frente.
Apesar de parecer ser Frisk, era Chara que estava controlando. Ela respirou fundo e estendeu o braço, pedindo ajuda para se levantar. O garoto, sorrindo, estendeu de volta. Agora Chara/Frisk 2 estava(m) de pé.
Eles caminharam e voltaram para a sala do guarda-chuva. O pacifista pegou outro guarda-chuva, uma vez que aquele estava na estátua… Que por sinal, ainda tocava. Ambos caminharam mais um pouco e acharam o longo corredor em que chovia.
Eles ficaram em baixo do guarda-chuva e caminharam um pouco até encontrarem, em um canto da parede rochosa, duas crianças montras. Elas eram laranja, em um estilo meio de dinossauro, e usavam um blusão listrado também laranja. Não tinham braços, mas Frisk 1 e Chara não sabiam se era uma deficiência ou se apenas era a espécie. Mas, de qualquer forma, eram duas crianças idênticas, cada uma de uma dimensão.
Monster Kid 1: — Yo !!!
Monster Kid 2: — Woah, você têm um guarda-chuva !! Estamos a fim de sair daqui. Podemos ir com vocês ??
Frisk 1: — Por mim tudo bem !! E por você ??
Frisk 2 (Chara): — Tanto faz. Pode ser.
Monster Kid 1: — Yay !!!
As crianças monstras também se encaixaram em baixo do guarda-chuva. Ficou um pouco apertado lá embaixo, então Frisk 2 resolveu se distanciar.
Frisk 1: — Ei, você vai ficar na chuva ?? Não precisa !!
Frisk 2: — Não tem problema, podem ficar com um espaço maior… Eu nem ligo.
Frisk 1 foi dizer alguma coisa, mas percebeu o reflexo de seu companheiro na água: não era ele. A roupa não era azul e roxa, e sim verde e amarela. A pele e cabelo estavam mais claros. Como ele achou aquilo estranho, preferiu não comentar.
Monster Kid 1: — Vamos !!
E os quatro caminharam pelo corredor chuvoso. As crianças monstras sempre ficavam falando sobre aquela guerreira, Undyne. Sobre como ela era forte. Sobre como ela nunca perdia uma disputa. Frisk 1 sentia medo, mas continuava determinado. No meio do papo, uma delas comentou que Undyne era legal demais para machucar pessoas inocentes, e isso o aliviou um pouco. Eles andaram um pouco mais até encontrarem a saída da caverna no fim do corredor.
A paisagem era linda, como uma noite no paraíso. Os quatro sentiram a necessidade de parar para admirar. Tudo estava escuro, apenas algumas cores no horizonte. Várias estrelas piscavam no céu. Dava para avistar a capital e seu castelo, que se destacavam naquele breu.
Algumas estrelas eram maiores que as outras, e elas chamaram a atenção do Frisk pacifista. Novamente ele teve a sensação de que as estrelas estavam torcendo por ele. Aquilo o fez respirar fundo e sorrir. Ele estava cheio, mas não só de determinação. Ele estava cheio de determinação, esperanças e sonhos.
Eles precisavam continuar, então o garoto resolveu continuar andando, e o trio que vinha atrás o acompanhou. Provavelmente não queriam perder o portador do guarda-chuva de vista.
A entrada para a caverna apareceu, e logo após tinha uma sala que parecia não ter saída. Apenas um muro que bloqueava o caminho. As crianças monstras se aproximaram do muro.
Monster Kid 2: — O que você acha ??
Monster Kid 1: — Acho que ele não é muito alto.
Enquanto elas conversavam, Frisk 1 viu um cesto cheio de guarda-chuvas. Ele retornou o seu e encarou o parceiro, que estava encharcado por ter ficado afastado do grupo durante o passeio. Ele estava com sua expressão soturna natural. Parece que o efeito da caixinha de música havia acabado.
Monster Kid 2: — Hum… Vocês dois querem ver a Undyne, certo ??
Frisk 2: — Yep.
Monster Kid 1: — Vocês podem subir no nosso ombro. Acho que assim poderão subir no muro.
Os Frisks acenaram que sim com a cabeça e se aproximaram enquanto as crianças monstras agachavam. Depois, cada um subiu nos ombros de uma e escalaram o muro, que tinha um chão consigo. O pacifista olhou para trás e percebeu que uma das crianças havia caído no chão. Justamente aquela que serviu de escada para Chara/Frisk 2.
Monster Kid 1: — Woah !! Você está bem ??
Monster Kid 2: — Sim. Você, hum, poderia não ter me chutado no final.
Monster Kid 1: — Deve ter sido sem querer. Bem, sigam em frente, nós vamos achar um jeito de ir atrás. Nós sempre damos um jeito !!
E as duas crianças correram para fora da caverna. Antes de saírem, elas tropeçaram e caíram de cara no chão. Os dois Frisks riram, mas o pacifista se preocupava em saber se elas estavam bem. As duas se levantaram normalmente e voltaram a correr, tranquilizando o garoto.
Os humanos andaram um pouco e pararam na frente de uma ponte. Acredite se quiser, a caixinha de música ainda tocava, e dava para ouvir dali.
Juntando o som da caixinha, o fato dele saber que tinha ajudado a estátua e as estrelas, o Frisk pacifista estava cheio de determinação.
Juntando o som da caixinha com a grande quantidade de monstros mortos na Waterfall, Chara estava cheia de determinação.
Eles deram seus primeiros passos na ponte. Ela fazia um barulho alto, mas só isso. Então as duas crianças humanas caminharam tranquilamente. No entanto, depois de andarem um pouco, alguns círculos azuis apareceram no chão. O pacifista se assustou, enquanto Chara parecia irritada.
Lanças feitas de pura magia saíram dos círculos, e uma voz feminina foi ouvida. Vinha de debaixo da ponte.
Undyne: — Eu sei que são vocês, humanos !!!
Chara: — CORRE !!!
Chara segurou o braço de Frisk 1 e o puxou. Eles corriam pela ponte, que mais parecia um labirinto. Como se isso não fosse o suficiente, Undyne criava muitos círculos no chão. As crianças evitavam pisar nos círculos, pois deles saíam lanças mágicas.
Eles retrocederam um pouco por terem errado o caminho. Mas, nisso, Frisk 1 avistou duas sombras um pouco afastadas, que pareciam assistir.
Uma era a de Sans. Ele reconhecia muito bem aquela sombra.
A outra era mais alta, e parecia ter um vestido longo. Lembrava muito Toriel. Quem seria ??
Sombra 2: — Minha criança, cuidado !!
Frisk olhou para baixo e viu o círculo. Ele pulou para o lado, desviando da lança por pouco. Mas aquela voz… Era mesmo a Toriel !!!
Toriel: — Eu vou lá, Sans !!
Sans: — Tori, não !!!
Toriel entrou na ponte-labirinto.
Undyne: — O quê ?? Ouço passos !!! Seja lá quem for que esteja aí, meu assunto é com esses humanos. Sugiro que saia ou vou acabar te machucando !!
Toriel ignorou o aviso. A ponte fazia o mesmo barulho quando alguém dava um passo, e não dava pra saber quem mais estava andando ali além das crianças. Mas se a pessoa não saiu, estava assumindo o risco.
Toriel também começou a ser atacada.
Sans entrou em desespero e também entrou na ponte-labirinto.
Agora eram quatro. Undyne estava maluca com a muvuca na ponte. Sans também passou a ser atacado.
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