Notas iniciais
Hey, guys :)Pela primeira vez eu e a Aylla estamos escrevendo juntas e como duas loucas pensando juntas nunca sai nada extremamente normal, trouxemos para vocês nossa Short-fic com uma pitada de suspense e drama. Galera, desculpa as aspas, no próximo capítulo terá o bom e velho travessão.

Matthew:

Seres humanos são presas fáceis, facilmente manipuláveis. Talvez, quando um dia me descobrirem eu não esteja mais entre eles. Criaturas estúpidas. Isso facilita muito para mim. Eu vejo o mundo de um jeito, vejo tudo como ele realmente é. Não deixo que um singelo sentimento me atinja, para que existe isso? Não há fundamento amar, odiar e chorar. Eles dão sentido as coisas e eu apenas as vejo com elas são.

Olho para os lados e me deparo com um par de olhos me encarando, o olhar era tão intenso, que esse simples fato me deixou ciente do que ela queria. A encaro com a mesma intensidade, e ela sorri, me parece que alguém está travando uma batalha com o subconsciente se deve ou não conversar com o estranho do outro lado do restaurante. Mas no final a parte do seu subconsciente que deseja que ela se arrisque falará mais alto e a parte sensata perderá. E como eu tinha pontuado ela realmente veio.

Humanos tão previsíveis.

"Olá ela jogou o cabelo pro lado."

"Uma menina tão linda deveria manter distância de um estranho eu" disse sem olha-la.

Ela riu encabulada.

"Eu vi você me olhando..." ela sentou no banco ao meu lado. "E bom, pensei: o que custa ir conversar com o homem solitário do outro lado? Duas pessoas solitárias se completam."

Bom pensamento. Mas duas pessoas solitárias se completam, eu só vejo uma. Eu não sou solitário. Vivo cercado de pessoas que dizem me amar, entretanto eu nunca retribui tal sentimento.

"Por que não me diz logo o que quer?" perguntei rude.

"Só conversar" um sorriso malicioso brotou em seus lábios." A propósito, meu nome é Clair Bittencourt. Qual seu nome?"

"Secret" sussurrei no ouvido dela e a mesma estremeceu.

"Então, senhor secreto o que faz da vida?"

"Sou dono de uma concessionária, dirijo um Jaguar e moro sozinho num apartamento não muito longe daqui "eu disse e dei um gole no meu Uísque.

"Podíamos ir pra la ela sugeriu e chegou mais perto de mim."

"Puta!"

"O que?" o olhar dela de espanto, me fez ri por dentro.

"Puta!" repeti. "Uma senhorita do seu porte deveria se comportar como uma dama e não atracar-se para cima de um estranho e ainda ter a audácia de se auto convidar pra casa dele."

O horror estava estampado em sua face.

"Quer que eu te leve em casa?" mudei de assunto.

"Tudo bem" ela assentiu.

Paguei a conta e a guiei ate meu carro. Todo o percurso o interior do carro pairava sobre uma grossa camada de silêncio.

"Vou te deixar aqui e você vai andando. Ok?"

A rua deserta dava para a rua dela. Uma rua perfeita, para uma noite perfeita.

"Por quê? Aqui é meio deserto."

"Não costumo deixar putas na porta de casa" prendi o ri.

Foi o estopim para Clair. Ela saiu do carro batendo porta e adentrou na escuridão da rua. Apaguei os faróis do carro, acelerei e ele bateu em cheio nos joelhos dela. Passei por cima do corpo duas vezes e sai cantando pneu.

§♥ §

Melissa:

"Cinco minutos!!" o cara com uma prancheta gritou.

"Linda como sempre" Maxon (meu produtor) colocou as mãos no meu ombro.

"Linda ela é, entretanto engordou nas férias" Eliza (uma das modelos) disse.

"Não liga para o que ela diz" Maxon sussurrou pra mim.

É difícil não ligar para esse tipo de observação quando se é uma modelo. Esse ramo é uma corrida contra a balança. Não coma isso, não coma aquilo, cadê a salada? e dois quilos fazem a diferença trate de perde-los. Uma loucura.

"Mel, dez segundos!" o cara da prancheta gritou.

"Boa sorte, menina" Max depositou um beijo na minha bochecha.

Os adoráveis flashes das câmeras começaram a me cegar, como de costume.

Sai da passarela, me vesti e Maxon me deixou em casa.

Joguei-me no sofá e relaxei.Totalmente solitária.A garota confusão não entra mais em confusão, deixou a prisão e resolveu dar um rumo a própria vida. Vive a submissão de remédios psicóticos, calmantes e antedepressivos, entretanto sobrevive muito bem.

Mesmo depois de incidentes causados por ela mesma;

Mesmo depois de ver o sangue de entes queridos escorrer pelas próprias mãos;

Parei na frente da pia da cozinha, com meus remédios diários na mão. Acabei jogando tudo no ralo e fui me deitar feliz.

Agora serei uma gorda e louca. A Melissa Confusão está por tempo indeterminado de volta.

Notas finais
Eai, gostaram? Algum palpite de qual seja o problema deles?Se tiverem nos diga seu palpite nos comentários...Beijinhos :)