Twisted Life
19 A batalha do céu e a terra (1)
Notas iniciais
A cidade estava em ruínas. Como se uma desgraça, um mal, um pecado havia tomado a cidade e instaurado o caos e a morte. O cheiro era forte, e a sensação de falta de vida era visível. A parte intacta da cidade havia sido isolada com sucesso por terceiros da fundação, evitando maior polêmica e caos. Mas a parte de Hyoshi que havia sido atacada, não havia mais salvação. Mas, haveria aquele que acabaria com aquilo, traria justiça. A todas as vidas perdidas naquela manhã. As pessoas na organização observavam pelo portal o cenário. Os sobreviventes eram caçados e mortos pelo divergente, friamente.

O divergente virou-se assim que notou a presença de Kizuko Oma. Com um olhar frio, porém cruel e cheio de falta de remorso. Enquanto o jovem apenas o encarava, seriamente, pronto para por um fim nas mortes.

Ainda haviam muitas emoções para serem processadas, tudo havia acontecido muito rápido. Mas a arrogância de Kizuko não o permitia permanecer em tal estado. Então, decidiu largar todos esses sentimentos negativos para depois, e soltou um sorriso pretencioso.
Kizuko se cala ao ser interrompido pelo divergente, que se vira de frente para o rapaz e começa a dar passos lentos em sua direção, enquanto o jovem apenas o encara com um sorriso leve. O divergente então levanta seu braço esquerdo, fazendo com que uma aura vermelho escuro, com ondas escuras, circulando por sua mão, cobrirem sua mão totalmente, causando impacto no ar. E no mesmo momento que a habilidade do divergente foi demonstrada, Kizuko lentamente agarra a gola do seu casaco e puxa, abrindo o zíper. enquanto sua auréola começasse a surgir lentamente. A luz aparece no ar e se completa num círculo perfeito, sendo a luz emitida pela "coroa" de Kizuko radiante.
O divergente então some velozmente, e tenta surpreender Kizuko, tentando agarrar seu pescoço com seu poder. Mas não esperava que o jovem também fosse veloz, que moveu-se suavemente em alta velocidade para o lado, e agarra o pulso do divergente, dando uma risadinha. "Não, senhor." — Diz o rapaz, aumentando a força que segura o pulso do divergente, que tenta se soltar, mas falha. Kizuko sorri, e arregalando seus olhos, gira rapidamente enquanto segura seu oponente, e o lança com força para longe, atingindo um prédio, que cai devido a colisão, levantando bastante poeira e destroços. O jovem comemora, e urra. "Home run!!" — Grita o rapaz, que ainda sorrindo, começou a alongar-se.
De longe, dos destroços, levantou o divergente, aparentemente intacto mas sujo de poeira, que começou a andar em direção à Kizuko. No meio da caminhada, o divergente pegou uma longa barra de metal, e atira contra o rapaz, que não se move, mesmo notando o objeto sendo jogado contra si. Assim que a barra chega perto o mesmo consegue segurar o objeto metálico com precisão, mas o mesmo gira em 360 graus enquanto sorri, devido a força que o objeto foi lançado. A expressão de incômodo constante do divergente nunca se dissipa, e o mesmo, irritado, avança mais uma vez contra Kizuko, avança também, de maneira quase que "furiosa".
Os dois se colidem, numa tentantiva de encaixar ataques. Mas não se afastam, e começam a trocar socos, bloqueando, e atacando, seguindo tal ritmo. "Olha só, até que você é agil... pra um corpo tão fraco." — Comenta o rapaz, caçoando do seu oponente, que se irrita e acha uma brecha na defesa de Kizuko, aproveitando-se o mais rápido possível. Enquanto o rapaz atacava, o divergente contra-atacou e atirou seu punho em direção ao queixo do rapaz. O sucesso era garantido. Mas no último segundo, se joga para trás, desviando do golpe. Logo em seguida dando um pulo grande para trás, criando distância.
"Essa foi quase." — Disse Kizuko, sem parar de sorrir arrogantemente, enquanto observava o divergente, que se mantinha quieto e concentrado. "Você não é muito de falar né? Uma pena... Ainda quero saber por quê você é tão esquisito." — Completou o rapaz, zoando da aparência do homem, que claramente se irrita com o comentário maldoso do jovem, que ri silenciosamente. Kizuko não espera por resposta, e parte para cima do oponente, que é pego de surpresa pelo avanço em velocidade surreal do rapaz, que encaixa um soco leve na barriga do divergente, atordoando-o e causando uma sensação terrível de queimação no estômago. Logo em seguida, o jovem saltita levemente na frente do mesmo, enquanto fica na clássica posição de um boxeador. E quando o divergente se move novamente quando a dor torna-se suportável, Kizuko volta a atacar, encaixando um soco na costela direita do divergente, seguido de um soco no rosto, finalizando com um gancho de direita, que faz o homem ser lançado no ar. O jovem então pula em direção do divergente, que consegue se recuperar e bloquear um golpe poderoso que estava por vir, mas é lançado para longe.
O divergente voa alguns metros e cai num pátio de dois prédios já caídos pela metade enquanto rola no chão mesmo depois de cair. O mesmo se levanta rápido, como se esperasse por outro ataque vindo de Kizuko, as o jovem rapidamente chega no local vindo de cima. Ao pisar no chão, o mesmo arruma o cabelo enquanto observa o divergente. "Vai ficar esperando eu atacar que nem um bom menino? Que sem graaaça..." — Diz o rapaz. Cada vez que Kizuko faz um comentário, o divergente se irrita cada vez mais. E o mesmo se deixa levar pela raiva e se prepara para avançar, mas antes que partisse para o ataque, o jovem fez um gesto de "arma" com sua mão direita e fez um "saque rápido", atirando uma pequena esfera de energia produzida pelo seu poder. A esfera passou de raspão pelo divergente, que não moveu um músculo assim que uma pequena explosão aconteceu logo atrás de si.
Kizuko ri enquanto bate palma. "Gostou dessa, né? Fiquei praticando pra fazer isso com alguém um dia." — Diz o jovem, que continua sorrindo, como se estivesse se divertindo bastante, enquanto no outro lado, o divergente se torna cada vez mais irritável. O mesmo range os dentes e fecha os punhos. "Cale a boca e lute!" Grita o divergente, que num movimento de zigue-zague, avança em agilidade extrema, conseguindo chegar perto de Kizuko e o golpeia, mas como era esperado, o mesmo bloqueou o ataque. Mas o divergente já esperava isso, e agarra o pulso de Kizuko. O jovem imediatamente percebe o plano do divergente de ativar seu poder enquanto o agarrava. E sem dar satisfação, ele puxou seu braço de volta, forçando o divergente a se aproximar, e o atacou com uma cabeçada, que atordoa o divergente por um tempo e o força a soltar o punho do rapaz.
"Eu diria que foi um plano inteligente... Mas você precisa pensar mais." — Murmura o jovem para o divergente que rapidamente se recuperava. O rapaz então avançou no mesmo, e novamente começaram a trocar socos. A arrogância estava começando a subir a cabeça de Kizuko mais uma vez, e ele começou a atacar de maneira mais selvagem e menos cautelosa. Golpes alheios e sem sentido, e o homem notou isso. Vendo uma brecha num golpe de Kizuko, ele lançou mais uma fez seu punho na direção do rapaz, rasgando o ar com a força massante vindo daquele golpe. Kizuko foi então pego de surpresa. O golpe encaixou perfeitamente no seu rosto, e cambaleou para trás, virando-se de costas.
O divergente fica levemente surpreso consigo mesmo por ter conseguido acertar o soco, e fica observando, com a guarda alta. Kizuko fica surpreso com o golpe, não esperava que o divergente fosse mesmo acertar um soco nele, mas o mesmo não se importa, mesmo com uma dor moderada na sua bocheca, e um pouco de sangue descer do seu nariz. Ele se levanta e se vira de lado, olhando para o divergente. "Olha só, não é que doeu?" — Diz Kizuko, com um sorriso de canto leve, que cresce assim que Kizuko termina de falar, fazendo uma expressão um tanto quanto ameaçadora. De repente, o jovem some, que faz o divergente ficar em estado de alerta. Repentinamente, o mesmo apenas vê um "flash" de Kizuko na sua frente, e tenta golpear, mas falha. Então é surpreendido pelo mesmo, que estava dando voltas no divergente em velocidade máxima, oque o impedia de notá-lo. O jovem então encaixa um soco na barriga do divergente mais uma vez, mas não toma pausa, e começa a golpeá-lo de maneira selvagem diversas vezes, mas o divergente consegue se recompor e bloqueia, começando a trocar golpes novamente.
Dessa vez, o divergente começa a seguir o ritmo de Kizuko, apesar da enorme diferença de força dos dois. O divergente consegue acertar alguns golpes no mesmo, mas aparentemente os socos já não fazem mais tanto efeito no rapaz, que ataca sem misericórdia. "Você tá me acertando?" — Comenta o jovem, que debocha da falta de força nos golpes do divergente, que se irrita com o comentário. E como uma maneira de humilhar ainda mais seu oponente, Kizuko finge um bocejo, e depois ri. Com velocidade máxima, Kizuko acerta um golpe certeiro e imprevisto no rosto do divergente, que se surpreende mas não para de atacar. Mas o jovem acerta dezenas de golpes velozes no homem, quebrando sua guarda e o desestabilizando.
Kizuko então gira na frente do divergente, e lança um chute vertical no mesmo, que voa para cima. Mesmo com a arrogância cada vez mais subindo a cabeça, Kizuko não deixa de bater cada vez mais forte. A sensação de poder se soltar, a liberdade, a intensidade, adrenalina e excitação de uma luta como essa é suficiente para fazer um monstro como Kizuko Oma fazer oque bem entender. Enquanto o divergente voa para cima, o divergente aparece em cima do mesmo, enquanto sua mão direita, carregando um ataque com sua famigerada "Energia Divina". Seu punho brilhava fortemente, igualmente como seu sorriso quase que maníaco, enquanto olhava para o divergente que vinha voando em sua direção.
" "Isso vai ser rápido" , Você disse, não é?" — diz o jovem. "Eu só vou falar isso uma vez..." — Murmura Kizuko enquanto o divergente se aproxima cada vez mais. Seus olhos então se arregalam enquanto ele se prepara para lançar um ataque decisivo. "Você não é nada!!!" — Grita Kizuko, que lança seu golpe nas costas do divergente, que é atirando em alta velocidade para o meio da cidade. O divergente foi pego em cheio pelo golpe, tal qual o fez sentir sua pele, carne e ossos queimarem, uma dor excruciante e insuportável, mas que passava rápido. O homem então colidiu contra os destroços, causando um impacto enorme.
Na organização, era uma mistura de emoções na multidão que assistia a luta. Ninguém no local entendia ao certo oque acontecia, devido a alta velocidade dos dois, mas todos tinham certeza de uma coisa, a vitória do invicto era garantida. O diretor parecia um tanto quanto impaciente devido a enrolação de Kizuko na luta. Não esperava que o mesmo fosse ficar tão animado. Enquanto por outro lado, Fukushima, Alaska, Masato, assim como todos os outros, estavam muito envolvidos com o confronto de duas forças definitivas. "Isso é incrível... surreal, impossível. Ouvi dizer que ele era muito forte, mas não imaginava que fosse... assim." — Murmurava Alaska ao lado de Masato, que estava com um sorriso confiante. "Ele é incrível." — Disse Masato. "O pico de poder que uma pessoa pode chegar, em todos os sentidos. Ele é invencível." — Completa Masato. Alaska então vira o rosto por um momento, mas depois volta a olhar para a tela. "Oque é essa... Auréola? Me pergunto desde aquele dia. É o poder dele, certo?" — Pergunta a garota. "Sim, é sim. Aquela auréola é núcleo do poder dele. É inquebrável, se perguntar, ele mesmo já testou. Essa auréola concede como um aumento em atributos dele que já são anormais para um humano, como força e velocidade. Costumam chamar de "benções"." — Explica Masato. A garota concorda com a cabeça, demonstrando entendimento. "Isso explica os apelidos que dão a ele." — Diz a garota. "E acho que o mais impressionante do poder dele... É a energia gerada pela auréola. Sua "Energia Divina"." — Comenta Masato, chamando a atenção de Alaska. "É oque ele usou pra atacar o divergente? agora pouco?" — Questiona a garota.
"Sim, correto. A energia divina é muito versátil, pelo oque ele me disse uma vez. Ele consegue fazer quase tudo com ela. É uma energia extremamente maleável, então como pôde ver ele consegue atirar projéteis, intensificar golpes, como fez agora pouco... Pode até se proteger utilizando ela, e muitas, muitas outras coisas. Como te disse, ela é bem versátil." — Completa Masato, se distraindo enquanto explicava para Alaska. A multidão estava quieta e concentrada no silêncio que se tornou no campo de batalha depois do golpe de Kizuko. O mesmo desceu do céu quase um minuto depois do golpe. Sem sinal do divergente. A poeira atrapalhava muito, mas não era problema para o jovem. "O divergente!! Está vivo! Bem ali no meio da poeira!!" — Gritou alguém no meio das pessoas. Fukushima manipulou o portal para investigar perto da poeira, e era possível ver uma silhueta se levantando lentamente dos destroços.
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