Notas iniciais
- New Chapter *-*
-Espero que gostem!! Beijos!!

POV Dayanna Phoenix

O pêndulo ia de trás para a frente, estava no cimo da torre do Castelo Phoenix, era meu local favorito desde pequena, estava sozinha, isolada por vontade própria.

As lágrimas caiam sem governo e sem pareo. O que eu estava fazendo de minha vida ? Quem sou eu, o que estás fazendo da tua vida Dayanna ?

Como é que a minha vida tinha perdido rumo e sentido ? Eu estava vivendo para o Tom...? Era submissa a ele, onde estava minha força e minha tenacidade?

Eu quase havia matado a vadia da Bellatrix por ele...quase que havia desejado que a Ruby fosse soterrada pela terra.

Não conseguia reconhecer-me agora. Minha mente começa fugindo para o dia anterior depois do Baile de véspera de natal, não dormi toda a noite pensando nisso, havia voltado para as terras de meus antepassados, ainda ontem. A cabeça pesava nos ombros, a cada pensamento discorrido.

“ Tom estava falando com seu grupo restrito, conhecidos desde a última reunião de comensais da morte. Observava meu copo de cerveja de manteiga, meu interior fervia ao olhar aquela maldita garota cobiçando o homem alheio e nem vergonha de o mostrar. Estava farta de ser boa samaritana, boa menina que se esperava que eu fosse, farta de clã, farta de mãe.

Levantei da mesa onde me encontrava desde o inicio do baile, caminhei até ela,que sorria deslavada e rindo no seu grupo de amigas que eu reconhecia como Bellatrix e minhas colegas de quarto desde o inicio do ano letivo .Ao perceber meu olhar, Ruby olha-me altiva e com a arrogância presente no seu olhar, ia virar-se novamente para continuar a falar com Bellatrix ,voltando-me costas,mas antes disso puxo-a pelo o braço, a mim ninguém volta costas, andas demasiado submissa Dayanna Phoenix, já não te respeitam,aperto o braço da maldita,que esboça um muxoxo de dor, mas não faz um pio.

Arrasto-a para um canto afastado do salão de baile, sob o olhar de espanto das minha colegas de quarto, vendo minha reacção para com ela,creio que nunca viram-me irritada.

_Que você tem,Dayzinha?- Oh! Que voz enjoativa, parecia regojizar com a minha impaciência e sensível irritabilidade.

_A que você está jogando garota, quem você se julga ? – Rude , foi como soei e não me importo nem um pouco, que ela ficasse séria, soltando-se bruscamente.

_Nada, sua idiota...- Sua voz era pesada e fria, as palavras proferidas saiam como farpas de gelo na minha direcção, mas como não via o efeito pretendido, ela silenciou-se, irritada, com seu cabelo ruivo oscilando, com seu salto batendo no chão.

_Idiota é ? Não arranjou insulto melhor... Qual teu problema garota ? Que você quer de mim ?

_Teu fim...- Semicerrei os olhos, analisando-a minuciosamente, muito séria. Porque essa hostilidade, o que eu havia feito a ela? Porque seu olhar era ferino e impiedoso, como se de facto eu merecesse um fim bem cruel ?

_Porque ? – Única pergunta monossilábica que saio de minha boca, passado uns longos segundos.

_És uma fraca, uma inútil...Dayanna, hei-de ver-te no chão, porque assim desejo e quero. Tudo o que eu quero, eu ei de consegui- Analisava suas respostas, olhando directamente os olhos, sem desviar, ela sustentava meu olhar, com anos de bajulação e reuniões de clã desde pequena, que havia aprendido a decifrar olhares das pessoas, ela tinha um olhar frio, gelado, levemente trocista. Ela falava a verdade, mas não toda.

_Não estás contando tudo...

_A impaciência é um defeito,Dayzinha...logo descobrirás... E creio que não iras gosta — Nisto ela deixou-me perto da parede , limito-me a encostar aonde ela antes estava, vendo-a afastar-se.Tinha que descobrir mais sobre esta Ruby Selwyn, o mais rápido possível.

Decido sair do salão de baile, não estava fazendo nada lá,e se Tom quisesse reclamar que fosse ter comigo, porque nada me ligou o baile todo, que se infiltrasse na sua vida mesmo. Estava totalmente sem paciência, cansada .

Um brilho dourado chama-me a atenção, caminho seguindo o rasto, era uma bela ave, oh era uma Fénix, ela pousou no chão , ajeito meu vestido de baile para puder ajoelhar na relva ressequida da neve, abaixo perto dela, que piava alegre, mas com melodia meio moribunda, devia estar em dia de arder. Afago suas asas, ela bica minha mão carinhosa.

_Tendes atracção natural ás Fénix, Srta Phoenix...- Aquela voz penetrante e sabia, adentra meus ouvidos, volto costas para ver quem era. Era o professor Dumbledore de transfiguração.

Volto meu olhar a fénix, continuando a afagar, ela nesse instante fechara os olhos, começando a arder, o fogo delas não me queima, faz sobressair a cor laranja em meus olhos, sorrio involuntária, amava ver o milagre do renascimento delas, e assim sucedeu das cinzas, uma pequena fénix surgira, pego-a no colo, olhando o professor, ele olhava carinhoso, gostando do meu gesto para com a fénix.

_Gosto imenso, vivo rodeada delas, em minha terra.

_Elas sentem a alma pura das pessoas, tendes boa alma, Srta Phoenix, só desejo que não a percas...- A fénix bica minha mão , olho-a.- E a Fawkes também...

Começo pensando em suas palavras, tudo que vem fazendo e planeando desde que chegara em Hogwarts, começa pesando na consciência, sinto-me suja perante o olhar que lançava-me.

Era presa a um trato que nunca desejei, era presa a um clã que tudo esperava de mim. Subitamente meu cansaço aumenta de tamanho, levanto do chão enevado, caminhando até ao professor,silenciosamente,entregando a Fawkes a ele. Do mesmo jeito, o professor retomou a conversa.

_Sua mãe mandou uma diligência vir buscá-la a si e ao Sr Riddle. Boa noite ... E bom Natal. – Olho seus olhos, ao mesmo tempo que palmas vindas do baile preenchem o ambiente silencioso do jardim.

_Feliz Natal, professor...- Já era Natal, o sino de Hogwarts soou. Era tempo de fé e esperança. “

Em menos de um ano, sua vida estava do avesso, estava noiva , obrigada a seguir os ideais de Tom, que estava cheio de métodos errados apesar de fins certos, a desvairada da Black queria acabar comigo pelo simples fato deu respirar. Uma louca ruiva decidiu querer acabar com minha vida igualmente.

Suspiro tristemente, mantendo-se impassiva a olhar o pêndulo, observando seu movimento que marcava o compasso do tempo, tinha que mudar as coisas, controla-las pelo menos, antes que nunca mais se reconhecesse, pois o pêndulo nunca parava e esperava por ninguém. E eu não seria apenas mas uma parte do tempo. Obescura, sem brilho, algo esquecido pelo tempo...”

Um som incomodativo de uma porta abrindo é apreendido pelos os meus ouvidos. Queria paz, porque nunca me deixavam sozinha no meu santuário ?

Sinto um abraço forte pelas costas, aquele hálito gélido na minha nuca, seguido de um leve beijo molhado, que faz-me fechar os olhos prazerosamente, era Tom.

_Correu bem a conversa com a minha mãe,Tom ?

_Correu, ela chamou para jantar.

_Tudo bem, já desço, pode ir se quiser...- Viro-me para ele, esboçando com esforço, um sorriso.

Ele olhou fixamente meus olhos, com seu olhar profundo como o oceano revolto, semicerrou os olhos, erguendo meu rosto para mais próximo a si, com um dedo.

_Está tudo bem ?

Sustento seu olhar, com um dedo contorno sua boca rosada. O que eu vira nele? Porque amava tanto, se sabia como ele era e provavelmente iria ser?

_Não é nada, está tudo bem . – Ele beijou-me, puxando-me para si, afago-o docemente, não adiantava, ele beijava-me e o Mundo saia de cena, só existia eu e ele. Pois irracionalmente, amo ele.

_Vamos indo, então.

Confirmo, acenando com a cabeça, encaminho-me com ele para a sala de jantar.

Antes de abrir a porta da sala de jantar, paro em frente a mesma. Tom arquejou a sobrancelha, olhando-me. Nada digo, limito-me a sentir a forte presença que havia lá dentro, era energia parecida a de Ruby. Estranho !

_Dayanna ?

_Desculpe...vamos entrar....- Ele abriu a porta, mal entro deparo-me com alguém que não conhecia, era um homem de idade com uma barba grisalha, era ruivo de olhos gelidamente verdes, encarava-me serio. Volto meu olhar a pessoa que queria encontrar, minha mãe que estava no lugar de anfitriã, olhando-me impassiva. Enfim, sempre igual, que irritação.

_ Boa noite, Dayanna, sentem-se os dois, por favor, temos que conversar . – O olhar de minha mãe não desviava do meu, vejo um lampejo em seus olhos, de preocupação.

Ergo meu olhar, olhando dela para o homem mistério. Ele me parecia ser problema, normalmente meu instinto não falha.

Notas finais
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