Notas iniciais
( Joycce Andrade )
- Espero que gostem do cap *-*
- Desculpem qualquer coisa *-*
- Boa leitura.

Chuva.

Porque ?

Lágrimas.

Fui traída ?

Dor.

Correr ou ficar ?

Soluços.

A chuva chicoteava violentamente minha pele exposta, enquanto corria floresta a dentro.

Eu não sabia para onde estava indo, mas naquele momento, qualquer lugar era melhor que ficar na casa dela.

Porque ? Era tudo o que eu queria saber.Lágrimas se misturavam a pequenas gotas de chuva, que escorriam pelo meu rosto de encontro ao solo.

Fui traída, justamente pela pessoas que eu menos esperava ou pelo o menos esperava que não chegassem tão longe.

Dor era a minha única companheira fiel no momento para não dizer a mais fiel ao longo da minha vida. Correr ou ficar ? Corre, Covarde.

Sim, naquele momento eu fui covarde, mas minha dor me cegou como tantas outras vezes. Soluços, lágrimas, tudo isso se misturava e me deixava ainda mais impotente.

As árvores que sucediam no trajeto passavam como borrões ao meu lado. Corro, até não ter mais forças para permanecer em pé,deixo meu corpo ir de encontro ao chão.

A dor do impacto foi forte, mas a dor que jazia em meu coração era maior. Chorei ali mesmo, em meio aquela areia úmida da chuva.

A única coisa que eu queria naquele momento era dormir e nunca mais acorda. Assim que fecho meus olhos, lembranças de hoje mais cedo me atingem em cheio. Me deixando mais vulnerável e impotente do que nunca.

Flashback/ Dayanna Phoenix

- Então ? – Pergunto a minha mãe.

Sento-me do lado direito dela, Tom se põe ao meu lado. A minha frente jazia o homem misterioso, que me encarava fixamente. Nossa, ele sabe assustar! Não que fizesse a mim alguma diferença, era-me indiferente estar ali.

- Depois do jantar coversamos ...

Poderia ver no fundo dos seus olhos verdes, que algo muito sério a atormentava. Eu não sabia o que era, mas possuia um terrível pressentimento.

O jantar logo foi servido. Tom passou o jantar todo calado, apenas observando o homem mistério, que vez ou outra lançava-me um olhar desdenhoso.

Eu percebi, que só estivéssemos nos três naquele sala de jantar mais ninguém nem outra alma viva por ali passara.

Pude perceber o olhar nada amigável que ela lançava para o tal homem misterioso, esse por sua vez, apenas a ignorava. Algo muito serio havia entre esses dois.

XX...XX XX...XX XX...XX XX...XX

- Então. O que a senhora deseja falar comigo ? – Pergunto já acomodada, em uma poltrona qualquer da biblioteca, minha mãe jazia na poltrona a minha frente.

Tom e o tal homem misterioso, não partilharam nada da nossa conversa, o que eu achei muito estranho,mas relevei.

- Dayanna, o que eu vou te contar é muito importante, não quero que em momento nenhum você me interrompa, certo ?

- Sim.

- Bem, tudo começou a muitos anos atrás, quando seus avós ainda eram vivos. Eu era uma menina um tanto problemática , nao desejava casar-me, muito menos ter filhos. Era bonita, inteligente, esperta, mas acima de tudo, eu era orgulhosa demais, fria demais, não achei que alguém um dia estaria a minha altura.

- Mas até agora você não me disse nada que eu já não tenha imaginado .– Ela me fulmina com o olhar .

- Não me interrompa Dayanna – Me corta friamente. Levanto meus braços em sinal de rendição – Quando eu encontrei, finalmente um homem que preenchesse no minimo os requisitos.Ele já era comprometido .- Quem seria esse Arthur, estava muitissimo intrigada mas minha mãe prosseguira.– Mas mesmo assim, nós encontrávamos as escondidas, éramos como amigos. Eu não o amava, mas gostava da presença dele .Ao completar 17 anos, seu avô me intimou a me casar com um homem que eu nunca tinha visto na minha vida, seu pai, já que eu tinha assustado todos os meus futuros maridos. Eu fiquei desesperada, pois eu ainda não conhecia seu pai. Naquele mesmo dia eu me encontrei com Arthur .Contei tudo a ele. Ele no começo ficou irritado, mas depois se acalmou, nos conversamos, mais eu cheguei a conclusão que ele não poderia me ajudar, já que ele ia se casar na semana seguinte. Mas mesmo assim, ele queria fugir comigo, só que eu era dependente demais das regalias que seus avós me proporcionavam.- Riqueza,dinheiro e poder, incrivel como até ai isso foi mais importante, ela continuava relatando e mais enjoada ficava.- Ao recusar sua proposta, ele ficou possesso, cheio de raiva. Eu nunca tinha o visto com tanta raiva assim antes, logo me afastei do mesmo. Logo eu teria que me casar com tal homem misterioso. Quando finalmente o dia do casamento chegou, eu estava uma pilha de nervos, mas tudo correu bem, dizemos nossos votos diante do sacerdote da família. Após toda aquela palhaçada de festa, pessoas chatas e muita falsidade, nós ficamos sozinhos. Seu pai era um homem de 21 anos, mas tinha a fisionomia de um garoto de 18 anos, ele era muito bonito, engraçado, inteligente, logo me cativou. No começo nós começamos uma amizade, mas fomos nos envolvendo mais. Os anos foram se passando, até que um belo dia eu descobri estar grávida,de você — Ela sorri – Seu pai e eu ficamos muito felizes, seus avós também. Minha gravidez foi tranquila, sem nenhuma complicação, nesse meio tempo, eu e sei pai a cada dia, nos apaixonávamos mais um pelo outro. Foi a época mais feliz da minha vida. Quando você nasceu, era um dia lindo repleto de sol. Você era o bebezinho mais lindo do mundo para mim e para o seu pai.

- Mãe, eu não to entendendo o rumo dessa história – Falo por fim, meia desconfortável dela estar sendo tão doce, falando sobre mim, não estava acostumada..

O silêncio fúnebre se instala entre nós.

- Era um dia chuvoso – Ela começa, seu semblante era sofrido o que muito espantara-me, ela nunca fora de demostrar fraqueza. – A chuva não dava trégua em nenhum momento. Eu estava aqui nessa mesma biblioteca, com você em meus braços. Você dormia feito um anjinho. Seu pai tinha saído, não sei ao certo pra onde.– Seus olhos começam a brilhar, mostrando assim os primeiros sinais de lagrimas – Eu estava com você e ele havia chegado todo molhado. Logo ele foi se trocar e banhar-se. Quando eu te coloquei no berço, já com a intenção de me juntar ao mesmo no banho, Nanda me trouxe uma carta – Seu olhar agora era vago, mas ainda podia-se ver as lagrimas brotando nos cantos dos seus olhos – Era... – Uma lágrima solitária desce sobre sua face, mas logo ela a elimina veemente e ligeiramente irritada.

- De quem era mãe ?

- Arthur...

- O que ele queria ? – Eu já estava aflita.

- Se encontrar comigo.

- Por que ? – Pergunto.

- Ele tinha sofrido um acidente. Havia sido atingido por uma maldição antiga e poderosa. Pelo menos era isso que eu pensava.

- Como assim ? Mãe eu não entendo.

- Eu fui ao seu encontro, mas não falei nada para seu pai, pois ele poderia ficar chateado ou até mesmo me impedir de ir. Ele estava na mansão da família dele, o que de primeira eu achei estranho, mas nada comentei. Assim que cheguei lá, logo fui conduzida ao quarto em que ele estava..Ele estava muito magro, pálido demais. Eu nunca o reconheceria naquele estado. Nos coversamos por horas a fio. Ele me disse que dois anos depois do casamento sua esposa havia falecido. E que os dois viviam brigando. Que ele não tinha um casamento feliz como o meu. E que nunca o conseguira dar-lhe filhos. Eu numa tentativa de animá-lo falei sobre você, meu amor.- Estava abismada com tamanho sentimento que ouvia em sua voz, minha mãe falando aquilo para mim, meus olhos começaram marejando mas antes que caissem ela continuara falando.- Ele ficou feliz em saber que eu tinha uma filha. Nós conversamos mais e mais sobre você, até que eu percebi que já era noite. Voltei pra casa, mas antes tive que prometer que o visitaria. Seu pai não ficou tão furioso como eu pensava que ele ia ficar, pela minha saída sem explicações. O que só me fez o admirar mais.

Ela estava estranha muito mesmo, seus ombros estavam tensos, sua mandíbula estava travada, como se estivesse com raiva de algo ou alguém, seu olhar era desfocado, era como se a mente dela não estivesse presente ali. E de certa forma não estava mesmo.Ela parara no tempo, calara-se.

Após vários minutos em um silêncio constrangedor,eu estava frustrada por não compreender o rumo daquela conversa todo. Continuei encarando-a o tempo todo, decidida a ir embora, estava levantando-me

- Ele morreu? É essa a conclusão da história sem mais pés e nem cabeça que estais contando-me.

- Ele não morreu ...

- Então que desejas dizer-me?

- Eu nunca realmente perdi totalmente o contato com ele.

- Por que não ?

- Um motivo muito forte nos une. – Falara baixo, eu tive que fazer um esforço para poder ouvir. Que motivo une eles dois? Expressei verbalmente minha questão.

- Que motivo ? – Ela desvia seu olhar do meu, vejo lagrimas sendo formadas em seus olhos.

- Day, prometa não me odiar – Súplica? Aquela súplica me pega completamente desprevenida. Minha boca forma um perfeito “O” de descrença,mas de total espanto e certa pena por vê-la naquele estado, ficara estática no lugar.

- Mãe... – Ela se aproxima de mim rapidamente, aninhando minhas mãos nas suas. Seu rosto estava mergulhado em lágrimas. Ela tremia um pouco. Seu estado era angustiante.

- P-por favor, me prometa. E-eu não aguentaria ver v-você me o-odiando – Súplica mais uma vez? Nem em meus mais loucos sonhos, tal sucedera.

- Mãe eu não...

- Por favor...

- Tudo bem. – Disparo quase automaticamente, só querendo sair daquele estranho sonho, porque só podia ser um, no qual encontrava-se.Seus olhos adquirem um brilho um pouco mais feliz.

Ela limpa o rastro de lágrimas com os dedos esguios. Sua postura agora era rígida, sofrida.

- Eu e ele temos... – Seu olhar recai sobre mim. Ela já estava de novo com lágrimas nos olhos e isso me deixava frustrada e meio sem saber que fazer.

- Vocês tem... ? – Tento encorajá-la a falar, mesmo que o terrível mau pressentimento aumentasse de tamanho e meu coração bombeasse forte.

- F-filha...

- O que mãe ? O que vocês tem ?

- Filha. Nós temos uma filha .

De tudo, aquilo era o que eu não esperava.Tudo começa a rodar a minha volta, tudo vai escurecendo. Tento equilibrar-me segurando numa estante de livros. Logo senti seus braços me envolvendo de uma forma protetora. Algo que a muito tempo ela não fazia.

- Vai fica tudo bem querida.Tudo bem... – Eu mal consigo entender o que ela fala – TOM... ARTHUR, VENHA AQUI, RAPIDO POR FAVOR.

Arthur... Arthur... Ela disse mesmo Arthur ?

A porta se abre em um estrondo. A primeira pessoa que passou por ela foi o Tom, em seguida ele entra. Os dois tinham feições preocupadas. O homem que até aquele momento permanecera um mistério, olhara-me suspirando fortemente, meio cansado.

- Você contou a ela ? – Arthur pergunta, sua voz era grossa e cansada, chegava até a me dar anciã de vomito, só de ouvi-lo falar.

- Sim .

_Qual seu nome?- Minha voz saira cortantemente fria, que fizera todos na sala silenciarem-se e o homem olhar-me sério.

Algo como necessidade fizera com que eu precisasse saber o sobrenome daquele desgraçado, algo dizia-me que era importante, por segundos a imagem daquela Selwyn viera-me a mente, odiava nestas alturas ser descendente de Merlin e deter pressentimentos certeiros, nunca amaldiçoei tanto como nos momentos que seguiram-se.

- Arthur Selwyn .

- O que você é da Ruby Selwyn ?

- Eu sou pai dela .

Não podia ser ela... Não, ele deveria ter outra filha... Não pode ser ela... Por favor que não seja ela...

- Você tem outra filha ? –Nesse momento meu mundo desaba, ao vê-lo negar.

Meu corpo começa ater espasmos de choque. Minha visão volta a ficar turva. Tom tem que me segurar com mais força, para me manter de pé. Mas não... Eu não ia desmaiar. Eu não ia dar esse gostinho para eles. Empurro Tom bruscamente para longe de mim. A primeira instância eu cambaleio um pouco para poder ficar de pé. Mas assim que me sinto firme no chão, minha raiva me deixa cega.

- Dayanna...filha....-Começara minha mãe detera-a veemente, falando definitivamente e furiosamente.

- NÃO ME CHAME DE FILHA. VOCÊ NÃO É MINHA MÃE. Eu me recuso a ter uma mãe como você –Eu tremia de raiva, não queria saber, não queria escutar, não queria ouvi-la.

Eles dois olhavam-me, minha mãe aflita mas controlada como sempre fora e aquele ser olhava superior, mas eu tiraria esse olhar nem que fosse a ferros,erguera minha mão que começara brilhando em tons vermelho.

_Crucio maxima...- Somente limito-me a pronunciar e ele começara em segundos contorcendo-se furiosamente no chão,começara vendo seus músculos abrindo e sangue jorrando era uma variante da maldição, minha mãe olhara-me surpresa e assustada por primeira vez em sua vida,até Tom ficara apreensivo como se nunca esperasse aquilo de mim.Cessara o feitiço, baixando-me perto dele, que ficara muito sério.- Se fosse ao senhor, tiraria sua amada filha de Hogwarts, se ela ousar passar por meu caminho de novo, ela tera mesmo destino senão pior que o seu, ela não é-me nada..-Olhara fixamente minha mãe, que engolira dolorosamente em seco.- Esqueça-me...

Voltara costas, andando e saindo dos limites do Castelo a passos magicamente rápidos.

Uma voz conhecida ressoa no vento,fazendo-me olhar para trás parando.

- DAYANNA !! – Tom, a única pessoa que eu ainda podia confiar ou pelo o menos ainda assim pensava.

A chuva e o vento me faziam-me encolher,ele abarcara-me entre seus frios braços levando-me para longe dali e eu aparatara do nada, chegando num local que eu refugiava-me em pequena, era um antiga floresta perdida no tempo e espaço tendo ao seu fundo uma belíssima cascata que detinha algo atrás como uma caverna,Tom estava surpresa e limitava-se a seguir descrente , sem soltar-me. Neste momento só precisava daquele abraço e desacordara sendo segura em seus braços, sonhando e pensando inconscientemente.

Sem rumo, sem destino, apenas com um vazio no peito, no lugar do meu coração.

A traição é uma das piores dores que alguém pode causar em outra pessoa, sem dúvida uma das piores.

Notas finais
Comentem, adoro vossos cometários *-*
BjSS.