Turnaround

6 Primeira vez, parte 2


Ele me fitou por alguns segundos, o que fez minhas bochechas corar. Comecei a ter uma taquicardia e por impulso me afastei por vergonha dele conseguir ouvir meus batimentos.

-Você está incrivelmente linda. — Stefan disse em um ar de admiração.

-Você também não está nada mal. – falei sem graça.

Podia sentir minhas pernas bambas e a ansiedade me consumia. Sentia vontade de gritar. Sentia-me pusilânime com a ideia de ter minha primeira vez.

-Vamos entrar, não quero que o jantar esfrie. Espero que goste.

-Ah, claro. – falei enquanto peguei a mão dele e cruzei com a minha.

Quando chegamos à sala de jantar, me deparo com a mesa fartamente composta. Havia canelones, fondue de chocolate, arroz branco, ostras gratinadas e ceviche de frutos do mar. No centro da mesa, um suporte com bastante gelo abrigava vinho e champanhe. O ambiente estava aromatizado e as luzes de tom arroxeado tornava o local realmente aconchegante e sofisticado.

-Foi o melhor que pude organizar em um final de tarde. – disse Stefan em meio sorriso.

_-Está brincando? Ficou perfeito. Nunca fizeram isso por mim. – minha voz exaltou no final, e comecei a rir.

-Porque está rindo?

-Desculpa, é que quando fico nervosa costumo ter crises de riso.

-Nossa, você é estranha. E eu adoro isso. – falou em um tom sexy deixando seus lindos dentes brancos à mostra.

-Tudo bem, vamos comer. Quero ver se você sabe fazer algo com essas mãos, além de encerar aquela prancha. –Falei em um tom desafiador.

-Olha que eu sei fazer muita coisa com minhas mãos. – Falou mordendo os lábios, o que me deixou ainda mais motivada.

Começamos a jantar e tudo estava delicioso. As porções pareciam terem sido milimetricamente colocadas nas travessas pois não sobrou uma migalha, o que me deixou mais relaxada por evitar o desperdício.

Depois de satisfeita, disse:

-Ahm, será que você não tem uma escova de dente perdida em alguma gaveta? Ou espera que depois desse jantar não irei querer te recompensar?

-Olha, vejo que não sou o único com outras intenções por aqui. Claro senhorita, irei te mostrar o banheiro. – ele falou sorrindo.

Escovamos os dentes e fomos até o seu quarto.

-Prefere que eu apague as luzes, acenda...? – ele falou num tom desconfortante.

-Ahm, como preferires. – fiquei nervosa por perceber que ele não estava blefando e que ele também queria o mesmo que eu.

Stefan apagou as luzes do quarto e trancou a porta. O local não ficou totalmente escuro, pois a luz da lua atravessava a janela, o que tornava aquilo ainda mais romântico.

Tirei o salto e me sentei na cama o encarando. Ele sorriu e sentou ao meu lado, colocou suas mãos em minha cintura e beijou meu pescoço, o que me fez arrepiar e soltar um ruído abafado.

Estava agoniada, queria me entregar completamente, queria me unir á ele. Comecei a acariciar suas costas com minhas unhas, levantando sua camisa até tira-la completamente. Stefan parou e me perguntou:

-É isso mesmo que você quer?

-Sim. – falei sussurrando, abrindo os olhos como se tivesse acabado de me despertar de um sonho intenso.

Stefan pôs-se na cama de modo que eu ficasse de costas para ele, e começou a beijar meu ombro enquanto tirava meu vestido, espartilho e em seguida virei-me, desabotoei sua calça e deitei-me cobrindo os seios. O suor do seu corpo pingava sobre o meu enquanto nos envolvíamos num ato de ternura e amor que muitos casais, com anos de convivência, não conseguiriam ter.

Conseguia sentir os espasmos de Stefan cada vez mais freqüentes, enquanto minha respiração pesada caia sobre sua orelha e ele mordia meu pescoço, roçando sua língua em minha pele. Minhas costas arquearam-se e senti quando minha virgindade enfim se foi.

Os lençóis estavam completamente encharcados com nosso suor e o calor estava se tornando quase insuportável. Levantei-me cobrindo o pouco que conseguia do meu corpo com o travesseiro e me dirigi até o banheiro. Enquanto estava de baixo do chuveiro, aparece Stefan completamente despido:

-Por que não me chamou? Acho que já conheço o suficiente do teu corpo para um banho inocente.

Fiquei sem palavras. Não me sentia a vontade. Não ali com aquelas luzes iluminando com perfeição todo o contorno do meu corpo.

Stefan me envolveu carinhosamente por trás, beijando minhas bochechas. Eu me afastei tentando cobrir meu corpo. Ele sorriu e encheu a mão de shampoo, jogando em meu cabelo. Era estanho como aquele garoto conseguia deixar uma situação tão constrangedora a mais boba. Ficamos assim por uns minutos, jogando shampoo um no outro, água, parecendo duas crianças idiotas.

Depois do banho, ele preparou sanduiches e suco para nós. Comemos enquanto assistíamos desenhos na TV. Em seguida, liguei para tia Jenna e aguardei até que ela fosse me buscar.

Ouço a buzina do carro de tia e me despeço de Stefan:

-Foi a melhor noite que um mortal poderia ter. –falei em um sussurro.

-Elena, eu amo você. – ele disse de uma forma tão verdadeira que quase me fez derramar uma lágrima.

-Também amo você. – falei dando um sorriso.

O abracei e fui em direção ao carro de tia Jenna.