Turnaround
1 O Começo
Notas iniciais
Sinto-me estranha. Esses pesadelos estão me atormentando há semanas, e essas lembranças estão me deixando louca, não sei como agir diante a isso, não suporto mais acordar no meio da noite aos berros relembrando aquele dia, aquele trágico dia, o dia qual eu perdi tudo, o dia em que a minha vida desmoronou...
11 de Julho de 2011
Férias, verão, sol , praia não a nada melhor. As férias de julho chegaram finalmente, depois de um semestre de aulas chatas e cansativas, estamos indo para a casa da tia Jenna no Oregon aonde tudo se resume a calor. Estou afim de esquecer de tudo, esquecer o meu termino com Matt, esquecer que agora tenho que dividir o Kol com a Caroline , eles nem são amigos , mais nesses últimos meses eles estão bastante próximos. Acredita que ele esqueceu o nosso ritual de sexta-feira a noite –Pipoca, chocolate e filmes de terror –com a desculpa de que teve que levar a “Carol”em casa depois de irem ao cinema; Poxa ele não entende que ter terminado com o Matt me deixou realmente devastada, e que tudo foi por culpa da irmãzinha dele –Rebekah, líder de torcida a mais inteligente de classe e também a mais fácil –ter aberto as pernas pro meu namorado, PRO MEU NAMORADO , o meu Matt, ainda esta meio difícil de acreditar, nós nos conhecemos desde de quando ? Ele é meu primeiro namorado, quer dizer “ foi “ meu primeiro namorado, namoramos desde de os 6 anos de idade quando ele me deu aquele anel de alcaçuz da maquina de doces do Grill e disse que seria para sempre. Boba eu ter acreditado tanto tempo, foi só a primeira vadiazinha abrir as pernas e ele me trai ? Sim isso mesmo ele me traiu durante a festa de inicio das férias que o Tyler Lockwood dá todos os anos aonde TODA a escola estava. E a pior coisa é que foi na cama da mãe do Tyler, vergonha dupla eu realmente me sentir um lixo, além de ter que agüentar os olhares –de toda a escola –de pena.
Mas então é para isso que serve as férias não é ? pra esquecer da vida mesmo que seja por um mês –Um misero mês, pura injustiça! –vou largar tudo. Finalmente estamos chegando na casa da tia Jenna, depois de 4horas de carro da Virginia ate o Oregon, com o Jeremy no meu pé querendo ler as mensagem que mando para a Bonnie. É ela agora é a nova fixação dele, deveria ser lei impedir que seu irmão de 10 anos se apaixone por sua amiga, isso é tão clichê.
A vista do mar me enlouquece, esse calor é tão contagiante. Finalmente papai estacionou na garagem da tia Jenna; E lá vem ela com aqueles cabelos ruivos, sua pele bronzeada, e seus olhos verdes. Lembro-me que quando criança sentia tanta inveja dela –Não que eu não sinta mais, por que isso seria impossível, a tia Jenna faz o tipo capa da revista vogue, ela é simplesmente perfeita. –que entrava no seu quarto escondido só para usar suas roupas e fingir ser ela. Mas o tempo só fez bem a ela, ela esta mais linda –como se isso fosse possível –e radiante, mal vejo a hora de sentar em sua cama e contar a ela tudo o que aconteceu, por que alem de linda a tia Jenna sempre tem os melhores conselhos, alem de que ela ser só 6 anos mais velha que eu.
Enfim desci do carro, e tia Jenna vinha na minha direção com os braços abertos.
–Elena querida, como você cresceu. –Disse ela com aquele sorriso contagiante, que fazia qualquer um perder o fôlego.
– Ah tia Jenna, eu estava com tantas saudades sua. – Disse, dando um abraço bem apertado nela.
– A querida pode ter certeza que eu estava mais. –Disse ela no meu ouvido – E então como vai Matt ? quero que você me atualize de tudo que aconteceu desde que sai de Mystic Falls.
–Não a mais Matt, Jenna ela o pegou na cama com outra –Disse papai, naquele tom zombeteiro, do qual vinha tratando essa historia desde de o inicio
–Como assim não a mais ? o que aconteceu Elena ?- Disse minha tia com uma expressão de que não estava entendendo nada.
–Longa historia, ela pode te contar tudo mais tarde, irmã agora vamos tirar a bagagem do carro –Disse mamãe, querendo mudar rapidamente de assunto.
–A mais é claro Miranda, vamos, vamos tirar a bagagem. –Disse tia Jenna.
E assim ficamos cerca de 10 minutos até tirarmos toda a bagagem do carro. Estava ansiosa para chegar à noite, aonde eu poderia sentar e conversar com a minha tia, mais já que era 2 horas da tarde, resolvi dá um passeio na praia –Apos ter que desarrumar toda a minha mala é arrumar tudo na velha cômoda do quarto que a minha tia havia feito especialmente pra mim – para pensar um pouco. A areia estava quente abaixo de mim –e eu adorava essa sensação –e o sol gerava um calor, tão intenso que eu tive que resistir ao impulso de tirar a blusa e continuar o caminhar de sutiã mesmo.
A praia estava vazia –Algo que não é muito comum aqui no Oregon –como se estivesse esperando apenas por mim, ao longe podia vê alguns surfistas, deslizando nas ondas. Decidi sentar por ali mesmo e ficar observando o mar. Eu estava evitando momentos assim há dias, ficar sem fazer nada me faz lembrar ao Matt e com isso um turbilhão de lagrimas. Olhei para os lados e não vi ninguém decidi deixar as lagrimas sair, segura-las não adiantaria mais nada. E fiquei assim durante uns 5 minutos até sentir uma pancada na cabeça. Depois de ficar um bom tempo alisando o meu couro cabeludo deformado olhei para trás e vi uma prancha de surf e bem atrás dela havia alguém.
–Me desculpe, desculpa mesmo eu não tive a intenção de te machucar, quer dizer não literalmente a prancha estava tapando minha visão –Disse um cara –E QUE CARA, ele era alto moreno com olhos castanhos marcantes que te envolve de tal forma que faz seu cérebro parar-.
–Pois você deveria olhar por onde anda, você realmente me machucou. –Eu disse com a cara vermelha de raiva e um pouco de vergonha
–Eu já pedir desculpas, ué eu te juro que não tive a intenção –Disse o cara
–Nunca se tem, não é ? Quer saber ? Deixa pra lá , eu já vou indo, se não vai ficar tarde para mim voltar pra casa. –Disse já me levantando.
–Ei espera –Disse o cara me puxando pelo braço.
O seu toque provocou uma sensação estranha dentro de mim. Sentir meu estômago afundar e as minhas mãos começarem a suar.
– O que é ? – Eu disse meio trêmula
–Eu disse que não tive a intenção, dá pra você me desculpar ? ou de onde você vêm não tem a palavra desculpas ? –Disse ele num tom arrogante e incrivelmente sexy.
–Primeiro você esta me machucando, e segundo como sabe que eu não sou daqui ? – Eu disse soltando o meu braço do aperto dele
–Desculpe –Disse ele ficando meio vermelho
– A tanto faz, vou indo tchau. – Eu disse um pouco irritada, quem ele pensava que era pra mexer tanto assim comigo ?
–Ei , não respondi sua pergunta, por aqui o pessoal geralmente é educado e mais bronzeado, você parece um marshmallow de tão branca –Disse ele num tom arrogante, que me fazia lembrar a Kol quando queria minha atenção para me ensinar uma questão de matemática.
–QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA ME CHAMAR DE MARSHMALLOW ? –Eu disse bem zangada. Quem ele acha que era mesmo para falar comigo com tanta arrogância ?
–Calma garota só estou brincado, ou de onde você vem também não existe a palavra brincadeira? – Disse ele rindo.
–Para inicio de conversa, eu não sou de outro planeta e segundo eu estou perdendo tempo aqui com licença. – Disse vermelha de raiva
– Qual é garota, você não vai me dizer nem o seu nome? Quem sabe o seu numero? A gente pode marcar de sair qualquer dia, e eu lhe ensino bons truques de educação. – Disse ele com sorriso largo e com o rosto vermelho .
–Eu tenho namorado esta bem ? e também tenho educação! Não preciso de truques de nenhum cara metido, que anda por ai com uma prancha batendo na cabeça das pessoas- Disse quase rindo mais me contendo.
–Namorado ? e onde esta ele ? sabia que você já passou da idade de ter namorado imaginário ? –Disse ele quase se dobrando de tanto rir.
–Argh – grunhi com bastante raiva.
O contornei, decidida a voltar pra casa da tia Jenna, e nem olhar pra trás. Quando ele me puxou de novo e disse :
–Desculpa , qual é ? você é bem irritadinha eim ? se quiser eu sei uns truques de Yoga que são bem relaxantes.
– EU NÃO QUERO SABER DE TRUQUES DE YOGA, EU NÃO QUERO NEM ESTA AQUI E SE VOCÊ ME DÊ LICENÇA EU JÁ VOU. –Disse aos berros pra vê se assim ele me entendia.
–Calma ai apressadinha, você pode ir sim, mais você me deve seu nome- Disse ele num tom sedutor.
–E você me deve DESCULPAS- Soletrei bem devagar essa ultima palavra pra vê se assim penetrava naquele cérebro de minhoca.
–Eu já lhe pedi desculpas, você poderia me desculpar ? – Disse ele como se estivesse falando com uma criança de 5 anos.
Quem aquele garoto achava que era pra me tratar assim? Dei as costas a ele rapidamente decidida a dessa vez ir embora, que não percebi um pequeno buraco na minha frente. E era obvio que eu ia cair, mas de repente sentir braços fortes segurando minha cintura me pegando antes que chega-se ao chão
–Além de mal educada e irritada é atrapalhada também? –Disse ele com um sorriso de tirar o fôlego de qualquer uma.
Eu estava aninhada no seu peito forte bem perto do seu rosto, conseguia sentir sua respiração e seu hálito me roçando as bochechas, mais de repente voltei a mim e me afastei
–aaaaa ééé ... quer dizer obrigado, ee eu te desculpo .. – Eu disse um tanto sem fôlego, sentindo as minhas bochechas ficarem vermelhas.
–Olha ela descobriu o caminho pro senso de educação – Disse ele dando mais um dos sorrisos matadores.
– Ê eu vou indo, tchau –Disse nervosa me virando e andando rapidamente.
–EI , EI ESPERA AE –Disse ele vindo correndo em minha direção –Stefan , me chamo Stefan.
Afastei-me um pouco mais dele, virei para trás e disse:
–Elena, meu nome é Elena
–Foi um prazer te conhecer Elena, espero que nos encontremos novamente. –Disse ele gritando enquanto eu corria de volta ao caminho que leva a casa da tia Jenna.
Eu não havia percebido quanto tempo havia passado, aquele garoto, o Stefan tinha me roubado um bom tempo; Mas felizmente cheguei em casa antes do jantar. Subir direto pro banheiro tomei um longo banho frio, vestir meu pijamas do Garfield e desci para jantar. O jantar foi tranqüilo, mamãe deixou papai bem ocupado, o impedindo de falar do Matt, enquanto o Jeremy estava conversando com seus amigos em Mystic Falls pelo What’s App. Já a tia Jenna não parava de olhar para mim e eu sabia que como eu, ela queria muito que o jantar acabasse logo e fossemos para o seu quarto conversar. Quando jantar acabou mamãe me fez secar a louça e desfazer a mesa quanto tia Jenna limpava a cozinha e ela lavava os pratos. Era interessante observar mamãe e tia Jenna as duas tinham uma sincronia perfeita era como Yin e Yang, elas tinham um amor um pela outra que era visível, era um sentimento tão forte, um sentimento que com certeza eu nunca teria pelo Jeremy aquele pirralho me enlouquecia, parecia que ele nunca crescia, e o pouco que crescia só o fazia piorar.
Depois que a cozinha estava limpa eu e tia Jenna preparamos pipoca de microondas e fomos para o quarto dela conversar, primeiro ela me contou tudo sobre a faculdade e um cara – um tal de Alaric –que havia lhe convidado para sair algumas vezes, depois lhe contei tudo sobre Matt, enquanto as lagrimas rolavam pelo meu rosto, ela chorou junto comigo lembrando da época quando rompeu com o seu primeiro namorado. Mais o bom de conversar com a tia Jenna era que ela sempre tinha ótimos conselhos e ela me ajudou a entender que se o Matt fez isso é por que ele não me merecia de verdade, que eu devia seguir enfrente e procurar um novo amor.
–E ai –Disse ela enxugando algumas lagrimas que ainda rolavam pelo meu rosto –Tem algum outro gatinho a vista ?
–Não –Disse sorrindo, a como eu amava a minha tia, ela sempre me fazia rir nos momentos mais difíceis.
–Ah vamos lá Elena eu sei que tem! Sempre tem , vamos me conte. –Disse ela como se pudesse ler meus pensamentos.
–Não tem tia, quer dizer tem um, mais não é nada assim, eu nem gosto muito dele. O conheci hoje na praia –Disse ficando vermelha só de lembra do Stefan
–AQUI NA PRAIA ? SERIO ? E COMO ELE É ? –Disse ela bem animada
–A ele é surfista, me atingiu com a prancha dele na cabeça e é bem mal educado, mais tenho que admitir ele tem um sorriso lindo –Contei a minha tia
–A você tem que voltar amanha na praia, qual é, você não vai deixar ele passar, vai ?
–Tia você ouviu o que eu disse? Ele é MAL EDUCADO e não quero nada com ele, alem de ter sido por acaso –Disse um tanto temerosa
– As melhores coisas acontecem por acaso Elena, pense bem nisso –Disse ela por um momento bem seria. Mais logo voltou a sorrir e me jogou um travesseiro e dali começou a nossa guerra de travesseiros.
Mais algo eu tenho que confessar por mais maluco que possa parecer, não pude parar de pensar no Stefan.
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