Tudo que Vai...volta

5 Capítulo 5 – Acorda!


Sexta-feira, casas dos Way, 1:00 p.m. chegamos do colégio jogando a mochila no chão. Eu saí correndo dando gargalhadas em direção ao sofá e ele veio correndo atrás de mim me segurando por trás.

-calma. Não fuja.

-Eu vou chegar primeiro. – disse tentando tirar os braços dele da minha cintura.

-Ah é? eu estou te segurando e daqui você não sai.

-Então ta. – fiz uma cara travessa e botei a mão no negócio dele e ele se estremeceu todo ficando vulnerável e eu corri pro sofá e peguei o controle do playstation.

-Assim não vale. – disse sentando no sofá.

-Sou o player um. – disse dando língua pra ele.

-Foi golpe baixo! – gritou ele rindo. – baixo até demais, até me deu vontade de... – e me beijou. Eu não conseguia resistir àqueles beijos dele. Eram tão gostosos. Ele foi lentamente com sua mão no controle e o pegou de mim sem que eu percebesse. – ahá! – disse sacudindo o controle na minha cara.

-Não, não vale. Eu peguei primeiro.

-Estamos quites Natasha.

-Não! Me dá ele. – disse tentando pegar o controle que ele colocava no alto. O telefone começou a tocar e nós nem ligamos e continuamos dando risadas enquanto ele me fazia de boba com o controle suspenso no alto. A ligação acabou caindo na secretária eletrônica.

“Gerard! Gerard, você está aí? É a Clarisse.”

Eu parei quando vi que era uma garota e ele me olhou assustado. Ele deu um pulo do sofá e correu pra atender.

“liguei pra saber se ainda vamos sair hoje. Você está aí? Quando chegar...”

e ele pegou o telefone. Eu o olhei com raiva e triste ao mesmo tempo. Ele estava me traindo com a Clarisse, a menina mais “bonita” da escola, a que ganhava como a rainha do baile todos os anos e que eu detestava.

-oi. * pausa * não! – falava ele ao telefone mexendo na orelha sem graça e me olhando. Eu me levantei e fui em direção à porta. – não! Ta bom...ta eu preciso desligar agora. Tchau. – ele falava apressado ao me ver andando até a porta e pegando a mochila do chão. ele saiu correndo pra me impedir de ir embora e colocou a mão na porta por trás de mim quando eu coloquei a mão na maçaneta. Com o desespero dele o corpo dele me empurrou contra a porta e eu bati a cara nela.

-ai! – eu larguei a mochila e botei a mão no nariz.

-Me desculpa. OMG. Foi mal. Seu rosto bateu na porta?

-É, deve ser o chifre que ta grande demais. – disse irritada.

-Me desculpa. – disse ele me virando pra ele. – OMG. – disse arregalando os olhos e passando a mão no cabelo nervoso.

-O que foi? – perguntei nervosa e abaixei as mãos que estava cheia de sangue. – ai! Você me matou.

-Do que você está falando? Calmaí. – disse me pegando no colo e eu comecei a chorar. – calma amor. assim você me deixa mais nervoso. – ele me levou no banheiro e me sentou na privada e molhou um pano e passou tirando o sangue que escorria enquanto eu chorava. – tira a mão! Peraí.

-Não! Eu te odeio! – disse tapando o nariz.

-Calma. – ele tirou minha mão a força.

Momentos depois o nariz parou um pouco de sangrar e ele colocou papel higiênico nele pra estancar o sangue. Eu ainda choramingava sentada e ele se agachou e pegou nas minhas mãos que eu fiz questão de recolher. – Natasha...

-Não! Não! Me solta. Você me traiu. – disse descontrolada e meu choro voltou novamente.

-Não. Você entendeu mal.

-Me traiu com aquela nojenta da Clarisse.

-Não meu amor. eu não te trai.

- Ah não? Então porque ela ligou pra sua casa? Iam sair hoje, eu ouvi.

-Não! Foi tudo um mal entendido.

-Não foi não.

-Nós íamos sair sim.

-Ainda admite? Como pode isso?

-Calma. Deixa eu terminar? Nós íamos sair, mas eu ia levar você. – eu contive meu choro e olhei pra ele que enxugou minhas lagrimas. – eu ia te levar bobinha. Íamos sair todos juntos, você e eu junto com o pessoal do colégio.

-Sair?

-É. a Valeria da minha sala faz anos hoje e vai fazer uma festa na casa dela. – ele me olhou e eu fiz cara de espanto o encarando. — Você gosta de festa? – perguntou secando meu rosto com as mãos.

-Gosto. – ele me abraçou e eu deixei. Acreditei na desculpa dele. – ai que vergonha Gerard! eu pensei que você...

-Esquece isso. Eu te amo sua boba. Te amo. – e então nos separamos e ele mais uma vez enxugou minhas lágrimas. – devia ver como fica horrível chorando. – e eu ri. – to brincando. Você é linda de qualquer jeito. – e ele colocou meu cabelo pra trás da orelha e me beijou.

-Eu não quero ir pra festa Gerard. – disse parando de beija-lo.

-Tudo bem. Vamos ficar aqui juntos. – ele sorriu e me beijou de novo.