Tudo que Vai...volta
6 Capítulo 6 - Deixa que chova.
-bom, eu vou pôr café pra você em outra xícara. – e fui jogar os cacos da xícara quebrada no lixo. -Deixa pra lá. Eu vou embora. -Tem certeza que não quer...?-tenho. Mas mesmo assim obrigado. Eu vou logo antes que a chuva piore. -Ta. Eu te levo até a porta. – fomos até a porta e quando abri pude ver que chovia granizo. -Caraca! E agora?-É perigoso você sair com esses granizos. -É. – ele olhou pra mim e depois pra rua. -Você está de carro?-Não. Eu vim a pé. To num hotel aqui perto, vinte minutos andando. -Sei, o Monteray. – disse cruzando os braços e me encolhendo de frio. -É. -E então? você vai...?-É. eu vou beirando as casas e rezando pra que nenhuma pedra de gelo me acerte. – e ele riu tentando me fazer achar graça, mas eu permaneci séria.
Não seria justo, por mais que ele seja um canalha, eu não podia deixa-lo ir daquele jeito. E se ele morresse com uma pedrada na cabeça? Eu me sentiria culpada e por mais que quisesse achar que não eu sentiria muito por aquilo, aquilo me doeria por dentro. -fica. – eu disse de repente. -Aqui? – e me olhou surpreso. -É. acho melhor ficar e dormir aí essa noite. – e olhei nos olhos dele. -Tem certeza? -É, pode dormir no sofá. Não me importo. Está perigoso pra sair assim.Minutos depois eu desci com lençóis, travesseiro e cobertor. -toma. – disse estendendo a ele. – se sentir fome de madrugada pode mexer na geladeira e nos armários. Fique à vontade. Boa noite. – quando me virei ele segurou no meu braço. -Obrigado. – disse ele com aqueles olhos penetrantes me encarando. -De nada. – disse me soltando dele e subi pro meu quarto. Me sentei na cama nervosa. O homem que eu mais amei na minha vida e que ao mesmo tempo me fez sofrer estava bem abaixo de mim dormindo no meu sofá. Eu mexia os dedos incontrolavelmente. Era uma tentação. Revê-lo fez com que velhas chamas se acendessem. Meu coração voltou a bater mais rápido. Me benzi e me deitei na cama tentando adormecer. Acordei e olhei o relógio. Não tinha dormido bastante, ainda era uma da manhã. Senti cede, na verdade não sabia se era cede ou vontade de passar pela sala propositalmente afim de observa-lo. Coloquei um roupão e desci as escadas vagarosamente e com cuidado pra não acorda-lo. Enquanto passava pra cozinha eu o olhava dormindo. Estava de costas pra mim e dormia feito um anjo. Fui na cozinha, enchi um copo de água e bebi. Respirei fundo antes de voltar pro quarto. Passei pela sala novamente indo pra escada pra voltar pro quarto, mas eu não resisti. Parei no meio do caminho e me virei o olhando da escada. Dessa vez ele estava de frente. Eu me aproximei lentamente e fiquei olhando aquele rosto, aquele corpo que um dia achei que foi meu. Estava com uma camiseta fina azul levemente suspensa deixando a mostra seu abdômen e um samba-canção branco. Minha mão se aproximava do rosto dele, eu excitei e recolhi a mão. Era tão lindo. Como pode alguém achar lindo uma pessoa mesmo depois de tê-la machucado? Eu me achei meio psicopata naquele momento e resolvi voltar pro quarto, mas algo não deixava. Meu interior. Por dentro eu queria aquilo, queria sentir a pele dele novamente. Mais uma vez aproximei minha mão do rosto dele e com ela próxima fiz como se tivesse fazendo carinho nele. Recolhi a mão e me virei pra voltar pro quarto quando chutei a mesa de centro e ele acordou num pulo. -natasha!? – disse assustado. -Eu te acordei...Me desculpa. – disse nervosa e envergonha, muito envergonhada mesmo. -Está tudo bem? – ele se levantou e veio até mim e me segurou no rosto.-Está. – eu tirei as mãos dele do meu rosto. – eu só vim beber água. Me desculpa, não queria te acordar. Foi sem querer. A sala está escura...-Não. Tudo bem. -Boa noite. Eu me virei ainda nervosa e pisei no primeiro degrau quando ele me puxou e colocou meu corpo contra o dele. Estávamos tão próximos que podia sentir a respiração dele. Ele me olhou de cima a baixo e depois olhou nos meus olhos e foi se aproximando, eu tentei me afastar, mas ele me apertou mais não me deixando correr dali. Foi quando nossos lábios se tocaram. Novamente senti aqueles lábios macios nos meus. De primeiro, ele me deu alguns selinhos de leve depois alguns demorados, eu levei meus braços envolvendo o pescoço dele me entregando. Senti sua língua pedindo passagem e depois se encontrando com a minha. Com o tempo fui sentindo os braços dele na minha cintura se afrouxarem, ele já não sentia medo que eu fugisse. Ele tirou meu roupão e eu deixei então ele levantou meu corpo e eu coloquei minhas pernas na cintura dele e ele me imprensou na parede. Ele parou de me beijar e passou a mão pelo meu rosto descendo pelo meu corpo. Passou a mão pelas minhas coxas observando cada centímetro por onde sua mão passava e subiu as mãos novamente até a altura dos meus seios e os acariciou. Eu arriei as alças da minha camisola e ele os contemplou e me beijou na boca. Dessa vez um beijo rápido, cheio de desejo e feroz com mordidinhas no lábio inferior. Depois desceu beijando-me nos seios. Eu gemi de prazer, sentia falta dos lábios e a língua dele nos meus seios. Ele os beijou depois me beijou na boca novamente e foi me beijando enquanto me carregava até o sofá onde me colocou deitada e deitou sobre mim. Ele parou de me beijar e colocou a mão na minha camisola e me olhou como se perguntasse se podia tirar, eu balancei a cabeça positivamente e ele a tirou e depois minha calcinha, me deixando nua. Ele deitou sobre mim e passou a mão sobre meu corpo com a respiração ofegante, como se aquilo o excitasse. Eu puxei a camisa dele e ele me ajudou a tira-la e depois ele tirou sua samba-canção ficando nu. Minha respiração ofegante ficou ainda mais rápida quando senti seu membro duro em mim. Ele me penetrou e eu gemi alto de prazer. Estava louca de desejo por ele. Fizemos amor com muitos beijos. Quando terminou, estávamos suados e cansados. Nem parecia que estava o frio que estava fazendo em Los Angeles. Ele deitou sua cabeça sobre meu corpo e ficou respirando forte, percebia pelo barulho que a respiração dele fazia o seu cansaço depois de nos amarmos.
-eu sonhava com esse dia. – disse ele. – eu te amo Natasha! – e nos beijamos.
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