Tudo por vocês
7 Capítulo 6 — Água e vinho
Notas iniciais
— Naruto vá pela direita, eu irei pela esquerda, cercaremos ele no pé da escada — gritou Sasuke, enquanto desviava da multidão e mantinha seu olhar sobre Madara para não perdê-lo.
O loiro assentiu, se separou do amigo, e seguiu o caminho que lhe fora indicado. Tentou acelerar sua velocidade com chakra, mas fora em vão, afinal estavam em uma época onde a existência do mesmo era nula.
— Droga — resmungou-o antes de encher os pulmões de ar e apelar para a sua força física.
O Uzumaki correu como nunca correra antes. Ora ou outra desviava de algum aldeão, pulava sobre as crianças e tomava cuidado para não tropeçar nas bengalas que os idosos carregavam junto aos seus corpos.
Por fim ele chegou ao pé da escadaria antes do ancião Uchiha, que ao avistá-lo sorriu e começou a fazer sinais com as mãos, indicando que faria um jutsu.
Por alguns instantes os orbes azulados arregalaram-se, em seguida se fecharam e o rapaz colocou os braços em frente o seu corpo, num movimento defensivo.
— Naruto ele não pode fazer jutsus — gritou Sasuke enquanto corria para alcançá-los.
— Engano seu pirralho — Madara lançou-lhe um olhar insano que condizia com o seu sorriso.
O que Sasuke vira de relance, fora o suficiente para amedrontá-lo e tirá-lo da jogada, afinal ele estava impotente, nada que tentasse faria efeito, na verdade só serviria para adiantar a sua morte. Morte, a qual ele vinha fugindo há um bom tempo.
— Naruto… — Tentara gritar, mas sua voz saiu num sussurro, em seguida olhou para o amigo que não mexia um músculo sequer, bufou frustrado. Virou a cabeça para procurar pelo seu ascendente, mas nada enxergara, tudo se resumia num breu frio e solitário. Logo ele percebera, havia caído num genjutsu.
Enquanto isso o jovem Uzumaki mantinha seus olhos fechados e o senho franzido, parecia estar irritado com algo.
“Vamos lá sua raposa fedorenta, eu sei que você está aí em algum lugar.” Disse-o mentalmente, buscando encontrar a Kyuubi no seu interior.
Não obtendo resposta alguma ele resolveu intensificar a sua busca, indo mais a fundo, procurando não só no seu consciente, como também no seu inconsciente.
“Sua velha raposa rabugenta apareça!” Urrou-o irritado. “Você é realmente irritante Kurama, quando você tornar a vir eu lhe darei um belo chute no traseiro.”
Alguns segundos se passaram e nada. Naruto suspirou derrotado, pela primeira vez em anos a sua velha amiga lhe deixara na mão.
Abriu os olhos voltando para o ambiente caótico, o qual seu corpo se encontrava. Avistou Madara vindo em sua direção, ele mantinha um dos olhos fechados, enquanto o outro brilhava em vermelho escarlate.
— Sharingan… Como? — Perguntou-se.
Logo correu seu olhar pela multidão, que parecia alheia de tudo que acontecia com eles, não demorou muito para encontrar um Sasuke caído de joelhos todo trêmulo. Volveu a mirar o Uchiha mais velho, que tinha um sorriso maléfico desenhado nos lábios.
— Droga! Droga! — Desesperou-se. — Preciso…
“De quem você vai chutar o traseiro?” Uma voz irritada ecou em sua mente. “Quem é fedorenta, rabugenta e irritante? Responda seu moleque insolente!”
“Kurama, finalmente! Depois o lerdo sou eu.” Fez bico.
“O quê?” A imagem da enorme raposa surgiu em sua mente. “Escuta aqui moleque…”
“Lá vem você com esse seu blá, blá, blá” Fez careta. “Eu até perderia tempo ouvindo o seu sermão, mas a questão é que não tenho tempo, então se você quiser continuar viva me empreste um pouco do seu chakra.”
“Você é realmente irritante… Saiba que ainda não terminamos essa conversa, pois eu ainda não chutei o seu traseiro.”
Não demorou muito para que a imagem da Kyuubi sumisse da sua mente, e para que o chakra voltasse a fluir por todo o seu corpo.
Abriu um grande sorriso no melhor estilo Naruto Uzumaki, o ninja número um, imperativo e cabeça oca, agora sim as coisas iriam esquentar.
— Um ninja nunca deve abaixar a sua guarda — Madara disse-lhe segundos antes de lançar um ataque usando o elemento fogo.
Rapidamente Naruto desviou dando uma sequência de três piruetas para o seu lado direito, em seguida lançou algumas shurikens como contra-ataque. Enquanto seu adversário desviava das pequenas armas, o rapaz fez uma série de sinais com as mãos.
— Kage Bushin no jutsu! — Inúmeros Narutos surgiram.
— Mas o que? — O Uchiha mais velho ficara espantado. — Maldito garoto — proferiu num tom furioso.
Na sequência um grupo de Narutos avançara em direção ao oponente, com objetivo de utilizar taijutsu para distraí-lo, enquanto o verdadeiro Naruto, junto com dois outros clones confeccionavam um rasenshuriken, e uma outra equipe de cópias ia ajudar Sasuke.
— Nós vamos pulverizá-lo — gritaram os falsos Uzumakis enquanto deferiam chutes, socos, joelhadas, etc, de forma desenfreada.
O inimigo, por sua vez, estava ficando extremamente irritado e com um único golpe fez com que todas os clones se reduzissem a nada.
— Merda… — esbravejou o loiro ao notar que não tinha terminado de fazer a sua técnica.
— É inútil resistir Naruto — Madara disse num tom calmo —, se tentar vai acabar morto, assim como seus pais.
O jovem rapaz rangeu os dentes, não precisava que ficassem lhe lembrando que seus pais estavam mortos, ele sabia disso, e muito bem. Mas também sabia que tanto Kushina, quanto Minato tinham sido pessoas maravilhosas no passado e acima de tudo tinha orgulho de ser filho deles, portanto de se tivesse que morrer ali para proteger o futuro e tudo o que ele amava, ele morreria.
— Você não sabe de nada… — sussurrou. — Diga o que quiser, eu não vou me render, vou resistir até que não reste mais forças no meu corpo porque esse é o meu jeito ninja!
Logo Naruto lançou o ataque, que preparava minutos antes, contra o seu oponente. Madara, por sua vez, não se surpreendeu e desviou do golpe com facilidade, em seguida fitou o loiro com um olhar de superioridade.
— Achou que algo assim funcionaria? — Debochou. — Bem, agora é a minha vez — disse-o abrindo o outro olho, exibindo o seu rinnegan. — Agora é o fim.
Porém, antes que Madara fizesse qualquer movimento um estrondo se ouviu, seguido de uma ventania que começou a arrastar tudo o que via.
O vendaval começou a formar um gigantesco tornado, que alcançou Sasuke e o engoliu. Em seguida a grande massa de vento furiosa rumou em direção aos dois ninjas, que ao menos conseguiam respirar, logo também foram engolidos.
Um raio ecoou no horizonte e tudo sumiu.
(…)
Abriu os olhos ébanos, nenhuma claridade o incomodou. Piscou algumas vezes para se certificar de que algo não estava errado, por fim encontrou algumas nuvens acinzentadas no céu negro exílio, prova de que sua visão estava normal novamente.
Tateou o chão a sua volta e pode sentir a textura da grama sob suas mãos. Lentamente sentou-se e tentou identificar o local aonde estavam.
— Parece-me que estamos na aldeia da Folha — a voz de Naruto adentrou em seus ouvidos. — Até que enfim acordou bela adormecida.
— Voltamos?— perguntou-o pondo-se em pé ao lado do companheiro.
O Uzumaki abriu a boca para responder, mas fechou-a assim que avistou um vulto se aproximando deles. A medida que ele os alcançava sua silhueta ficava mais nítida.
— Eu não acredito… — o loiro murmurara boquiaberto.
— O que você estava fazendo aqui fora no meio da noite? — A voz do vulto ecoou num tom de indiferença, que tentara de todas as formas se sobrepor a surpresa que o mesmo sentia, e no fim, conseguiu.
— Todos os que querem sair da vila tem que passar por este caminho… Sempre por este caminho.
Uma voz feminina soou triste, atraindo a atenção de um par de olhos azuis, que pairaram sobra a dona da mesma e a fitaram com compaixão. Já os orbes ônix de ambas as figuras, tanto da versão mais jovial do passado, quanto a mais madura do futuro, estavam inexpressivos.
— Você deveria voltar para a cama. — Disse o jovem Sasuke, que em seguida passou pela moça de cabelos róseos e continuou o seu caminho.
— Eu… sempre deixo você irritado Sasuke… — As palavras proferidas pela moça exalavam tristeza. — Você ainda se lembra?
O Uchiha parou de andar, porém não se virou para encará-la, apenas pôs-se a ouvi-la.
— De quando nós nos tornamos genins, de quando formamos um grupo juntos... — Continuou-a. — A primeira vez que eu falei sozinha com você, e você pirou comigo… — Os olhos esmeraldinos lutavam contra as lágrimas que aos poucos iam se acumulando.
— Eu não me lembro. — Respondeu-o secamente.
A arrogância do Sasuke jovem estava tirando Naruto do sério, ora ou outra o mesmo lançava um olhar mortal para o atual ex-companheiro de time.
— Você era um tremendo filho da puta! — Falou-o ao fechar os punhos para conter a sua raiva — Eu estou com uma enorme vontade de te socar. Não, tive uma ideia melhor… Eu estou com uma enorme vontade de chutar o seu traseiro.
O moreno nada disse, apenas deu as costas e começou a adentrar naquela pequena floresta que tinha ali perto. Ele sabia muito bem que tinha errado várias vezes e com muitas pessoas, mas não podia fazer nada, afinal, era impossível corrigir os erros do passado.
— Corrigir os erros do passado… — sussurrou para si mesmo.
Uma ideia começou a rondar sua mente, logo o rapaz concluiu que tudo aquilo tinha um objetivo, só falta descobrir qual era ele.
Meus olhos estavam ficando pesados. As letras do livro que eu lia estavam cada vez menores e menos nítidas, era o seu corpo clamando por um descanso.
— Você não pode dormir Sakura, não pode — repeti para mim mesma, mas de nada adiantou, já que meus olhos continuaram a pesar.
Eu queria me irritar comigo mesma, assim reuniria forças para continuar tentando, porém estava tão cansada que nem irritada eu conseguia ficar.
Suspirei pesadamente.
— Oi feia! — Alguém puxou a cadeira a minha frente e sentou-se nela, certamente era Sai. — Fazia tempo que eu não a via na biblioteca.
— Uhum — Murmurei.
— Sabe, todos estavam muito preocupados com você… — Eu até tentei prestas atenção no que ele dizia, mas sua voz estava tão melódica que embalou o meu sono.
~~♥~~
Os galhos floridos balançavam de um lado para o outro fazendo com que algumas pétalas róseas caíssem no chão.
Andei até as árvores de cerejeira e me sentei embaixo da maior e mais florida, ficando de frente para o pequeno lago próximo dali. O lugar era belo, e o pôr do sol contemplava essa beleza ao compartilhar suas encantadoras cores com o ambiente.
Era como uma utopia.
— Sonhando acordada Haruno?
Gritei. Pulei. Olhei para o lado e vi um sorriso torto brotar em seus lábios, o típico sorriso Uchiha Suspirei aliviada.
— Você me assustou — comentei e ele deu de ombros. — Na verdade diria que estou fantasiando em meus sonhos.
Sasuke virou-se e me fitou por alguns segundos, logo arqueou uma de suas sobrancelhas.
— Estou respondendo a sua pergunta — sorri. — Aonde está o Naruto?
— Faz sentido — ele voltou a olhar o céu.
— O que? — Perguntei confusa.
— Ele está perdido por aí — disse-o.
— Quem? — Dessa vez fui eu quem arqueou a sobrancelha em sinal de confusão, assim que Sasuke notou isso, ele bufou zangado.
— Você continua mesma irritante de sempre.
Virei-me para encará-lo, sua expressão serena, contrariava essa sua mudança repentina de humor, era da água para o vinho. Quando água instigava a minha sede de tê-lo, quando vinho, embriagava-me com a sua presença.
Ao perceber meu olhar sobre si, ele me olhou com a sobrancelha direita erguida… Maldita sobrancelha. Se ele conhecesse o poder que as palavras tem, talvez fosse mais comunicativo.
— Estava analisando… — comecei — o seu humor é algo muito mutável, ora é água, ora é vinho.
— Hm.
— Isso Sakura-chan se chama bipolaridade, vulgo frescura — Naruto sentou do meu lado.
— Desde quando está aqui? — Perguntei.
— Desde sempre — ele deu de ombros.
O silêncio pairou no ambiente, seria algo agradável, se não fosse estranho, afinal era difícil o Naruto manter a boca fechada.
— Então… — disse atraindo a atenção de dois pares de olhos curiosos. — Vocês estão mesmo vivos? — Ambos reviraram os olhos, mas assentiram. — Sabem, isso é estranho a assustador ao mesmo tempo.
— O Teme sempre foi estranho e assustador — falou o meu melhor amigo num tom de zombaria.
— Olha quem fala.
Sorri, isso era nostálgico. Mas tudo que é bom dura pouco, e isso acabaria assim que eu acordasse. Soltei o ar que pesava em meus pulmões.— Como faço para tirá-los daqui? Vocês já tem algum plano?
Não houve respostas para as minhas perguntas. Na verdade talvez não houvesse resposta para nada.
— Entendi… Bem, vou ver se consigo encontrar o pergaminho original, por ora farei algumas pesquisas a parte sobre jutsus de selamento, e vocês, por favor… — senti algo me incomodar, era como se eu estivesse sendo sugada aos poucos. — O que está havendo?
— Você está acordando — respondeu Sasuke.
— Sakura, lembre-se: os pergaminhos menos valiosos e perigosos ficam ao lado da sala da Shizune, os outros estão trancafiados na sala da Hokage, e mais uma coisa, você não irá encontrar nada em livros de ninjutsu básico.— Naruto alertou-me.
— Isso significa…
Não pude concluir a minha fala, pois tudo aquilo não estava mais lá. Era apenas eu e o nada.
~~♥~~
Acordei com a face amortecida e o corpo todo dolorido, resultado de ter adormecido na biblioteca. Com um pouco de dificuldade ergui a cabeça e olhei a minha volta, o local estava escuro e vazio. De esguelha olhei para a janela, notei que já tinha anoitecido.
Rapidamente juntei todas as minhas coisas e rumei em direção a porta, que com um pouquinho de força foi aberta.
Sai andando calmamente pelas ruas de Konoha, que estavam mais movimentadas que o habitual, talvez seja porque grande parte dos restaurantes e casas de banho já tenham sido restaurados.
Um pouco mais de seis meses tinha se passado desde o fim da guerra, porém a recuperação de toda a nação foi lenta. A vila oculta da Folha foi a que trabalhou mais rápido, nosso pequeno, vilarejo nunca mais será como antes, mas está quase reconstruído por inteiro.
— Boa noite senhorita Haruno! — Duas senhorinhas cumprimentaram-me, sorri-lhes docemente.
Continuei seguindo o meu caminho até que avistei Ino parada na porta da floricultura, ela entregava um belo buque de lírios para Kiba, que pareceu extremamente grato.
— Ele ainda está tentando conquistar a Hinata? — Indaguei assim que me aproximei dela.
— Ele está se esforçando o máximo que pode, mas ela não colabora — suspirou-a. — Acho que ela, assim como muita gente não superou a morte deles.
— Naruto, no caso dela — corrigi.
— Sim. Mas o que a traz aqui?
— Estava apenas tomando o rumo de casa quando a avistei — dei de ombros.
— Nós vamos sair hoje — disse-a. — Chouji estava louco para comer churrasco, então decidimos lembrar os velhos tempo, acho que será bom para você ir e esfriar a cabeça.
— Hum… eu não sei.
— Nove horas na casa de churrasco em frente ao Ichiraku. Estarei te esperando, até mais — em seguida ela rumou para dentro de casa, certamente iria começar a se arrumar.
Suspirei, meus planos de estudar jutsus de selamentos teria que ficar de lado, por ora.
(…)
O cheiro de carne assada adentrou em meu nariz, fazendo com que meu estômago desse sinal de vida, fingi ignorá-lo.
Caminhei até a mesa mais cheia do estabelecimento, lá estava todo o pessoal, alguns conversavam, outros bebericavam o líquido que tinha em seus copos e ficavam apenas observando a vida passar diante de seus olhos.
— Boa noite — disse num tom audível.
Assim que notaram a minha presença todos se calaram e direcionaram olhares surpresos em minha direção.
— Sakura! — Ino levantou-se num pulo e me abraçou. — Achei que não viria — apenas dei de ombros. — Sente-se e se junte a nós.
Sentei-me ao lado de Hinata, que sorriu timidamente antes de me abraçar, ao lado dela estava uma Tenten tão alheia do mundo que ao menos percebera a minha presença.
Peguei um copo e virei nele o líquido da garrafa a minha frente, depois coloquei alguns pedaços de carne em um pequeno prato de vidro, estava servida, agora mataria a fome que me atormentava.
Comi silenciosamente, assim como Tenten e Hinata, enquanto os outros falavam sem parar. Vez ou outra eu podia ver uma faísca de felicidade irradiar dos vários pares de olhos dos ali presentes. Eles estavam se dando uma nova chance, se permitindo recomeçar.
— Então o coelho saiu da toca — Kiba virou-se para mim. — Você não aparenta estar louca, mas as aparências enganam, não?
— Talvez não — fui seca. — Sua aparência de idiota condiz com a sua personalidade — retruquei.
— Pelo menos eu sou um idiota que tem um time, mas e você, aonde está o seu time Haruno?
— Kiba-kun, por favor… — Hinata pronunciou-se.
— Acho que o Naruto não era tão forte no final das contas— ele riu. — Vejamos pelo lado bom não é mesmo, agora não tenho mais concorrentes para o posto de Hokage.
Apertei minhas mãos, enquanto tentava ignorar todas as bobagens que aquele cara idiota e estúpido dizia.
— Cala a boca Kiba! — Ino explodiu.
— O que falar do seu amado Sasuke, um ninja patife, desertor… Ele mereceu o destino que teve — disse-o num tom de zombe.
— Kiba! — Shikamaru chamou sua atenção.
Virei o copo de saquê que tinha em mãos, soltei-o na mesa e me levantei atraindo os olhares de todos.
— Ela está irritada, céus, como estou com medo.
— Você ainda vai morder a língua Inuzuka, só tome cuidado com o veneno — falei num tom frio misto com raiva, depois rumei para o corredor, precisava sair de lá antes que a raiva tomasse conta e me fizesse socar o verme.
— Idiota! — Ouvi Ino gritar para em seguida vir atrás de mim. — Ei, Sakura, você está bem?
— Sim, vou para casa. Até mais Ino.
Sai deixando-a sozinha no meio do local, certamente ela voltara a se sentar quando percebeu isso. Olhei para o céu negro, ele estava repleto de nuvens acinzentadas que encobriam a lua, a brisa fria se chocava contra a minha face, fazendo-a gelar.
No instante em que virei o rosto para me proteger do frio, a lua e todo o seu encanto reluziram no céu, iluminando o escritório da Hokage. Naquele momento eu havia decidido meus próximos passos, mesmo que eles significassem burlar algumas regras.
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