Tudo por Bella Cullen

20 Eu sempre gostei das chegadas


Notas iniciais
Oi meninas! Bom, postando rapidinho e último capítulo, logo vem o epílogo e fim.... Só queria agradecer a paciência e persistência de vocês, são leitoras assim que fazem isso valer a pena. Desculpem de novo a demora, mas a faculdade estava acabando comigo e agora graças a Deus, acabou. Tirando que ainda tive uns probleminhas mas... já passou. Agora é bola pra frente. Gostaria de agradecer a todas que comentaram no capítulo anterior e a "Jesus meu Salvador" que lindamente recomendou a Fanfic. Obrigada a todas, tenham um 2015 repleto de amor, saúde, prosperidade e felicidade... Beijos.

Edward

Forks...

Como pode um lugar que aparentemente é tão monótono e longínquo, causar em mim uma paz e uma alegria descomunal e inexplicável?

Esta é fácil! Não é o lugar, mas sim quem dele faz parte. Essa cidadezinha não tinha nada de espetacular, mas aqui era o lugar onde voltei a viver, o lugar onde encontrei não uma, mas duas razões mais do que necessárias para minha plenitude.

Teoricamente falando, eu ainda não estava em casa, mas já estava no território de Forks e só isso já bastava para que eu respirasse aliviado e que despontasse em meu rosto um sorriso bobo.

Também é bem verdade, que para que eu estivesse sentindo este turbilhão de sensações, é claro que alguém tinha que estar contrariado. E neste caso o contrariado, era ninguém mais ninguém menos que Emmett Cullen vulgo, meu irmão.

Eu não podia julga- lo, se fosse eu no lugar dele também estaria frustrado, acho que Emm se acostumou com a minha condição de solteiro, o que no caso não podia mais se aplicar a minha situação. E se pensarmos que eu era o primeiro a botar pilha quando ele inventava essas viagens, dava pra entender sua irritação.

Esse era meu dilema atualmente. Jasper, Carlisle e Jacob, nem se importaram quando me viram fazendo as malas, a propósito acho que eles até se surpreenderam do quanto demorei a tomar esta atitude. Já Emmett, esse não se conformava, ele queria porque queria aproveitar até o último minuto e eu ter adiantado a volta em um dia somente o fez ficar mais insuportável que de costume. Eu esperava, sinceramente, que Rose desse um jeito nele, pois já não aguentava mais a altura e o baixo nível de seus pensamentos.

– Quantas horas, Edward?

– Nove e meia, Jas.

Observei a escuridão, ainda faltava mais ou menos uma hora para que chegássemos em casa. E só porque era Emm que estava dirigindo. A volta foi infinitamente mais longa, meu irmão não fez questão nenhuma de “apertar o pé”, era a maneira dele de me castigar e mostrar o quanto estava insatisfeito comigo. Eu até insisti para que me deixasse dirigir, mas ele foi categórico, me respondendo que o carro era dele e que quem impunha o ritmo era ele. Fazer os que? Contei até 100 e deixei passar. Eu só queria e precisava estar nos braços de minha mulher. Ela era a cura pra todas as minhas amarguras e eu esperava, de novo, que Rose também fosse à de meu irmão.

– Sabe Emm, por que você não pensa pelo lado bom, você vai se libertar de nós e se fartar com sua loira.

Emmett não respondeu. Só trincou os dentes e apertou o volante com mais força. Nem Jake era capaz, naquele instante de melhorar aquele “humor do cão”.

– Vai Emmett, me desculpe. Eu não queria te frustrar. No entanto irmão, veja pelo meu lado, tente me entender, sou um recém- casado.

– Cale Edzinho. Não quero ouvir sua voz.

–Emmett.

A acidez dele era tanta que até Carlisle resolveu intervir.

– Eu te prometo irmão, que farei quantas viagens que você quiser, contanto que eu possa levar Bella e Nessie comigo.

– E que graça vai ter nisso? Onde fica a diversão de irmãos? Os jogos? As competições?

– Eu não sei! Nós daremos um jeito. Hospedamo-las em alguma cidade próxima, ou sei lá, montamos acampamento e nos dividimos elas vão para um lado e nós para o outro, eu só quero ter o prazer de me aconchegar nos braços dela a noite.

Ele bufou resignado.

– Por favor, irmão! Dê-me mais alguns anos, vocês já estão acostumados com essas separações, eu não.

Pelos pensamentos dele e pelo aumento da velocidade do carro, notei que ele começava a ceder, mas eu sabia que não seria uma parada fácil e que eu ainda teria que aguentar e muito, suas piadinhas e seu mau- humor.

– Ah! Era só o que me faltava!

Nessa conversa, me distraí e nem percebi que já entrávamos na nossa propriedade. E só então entendi a exclamação de Jacob. A casa estava terrivelmente escura e silenciosa, eu não conseguia captar nenhum pensamento.

Onde essas mulheres tinham se enfiado?

– Vou pra casa. Elas devem estar lá.

Nem esperei resposta, só notei Jacob em meu encalço.

– Putz!

Dessa vez fui eu a me expressar.

A casa também estava terrivelmente escura e silenciosa.

Tinha que ter uma explicação para estas ausências. E sim, havia. Na mesa da cozinha um envelope preto se destacava.

A letra era inconfundível. Bella e seus bilhetes...

Amor

Que alegria você está em casa!

Vamos comemorar?

Quando te vi pela primeira vez eu já sabia que existia algo de muito especial em você. Enquanto você num primeiro momento ficou entediado com o assunto “da aluna nova” e depois quando me conheceu quis me devorar e por fim fugiu de mim, de nós. Por esses e outros detalhes é que te faço uma proposta: Vamos recomeçar?

Se quiseres, estarei te esperando onde tudo começou.

Saudades

P.S. Tome um banho, tem uma roupa separada para você em cima da nossa cama.

Ah! Diga ao Jake que Nessie está na casa de papai e vai dormir lá. Seth e Leah estão a 5 metros da casa. Mande ele para lá Edward, ela está morrendo de saudades.

Sua Bella

Não precisei nem dar o recado. Jake que lia o bilhete por cima de meus ombros, saiu em disparada assim que leu a sua parte do bilhete.

– Valeu, Edward. Vejo-te depois.

– Ok.

Caminhei para nosso quarto sem muita pressa, a saudade era tanta que só agora que estava de volta é que me dei conta do quanto nosso cantinho era importante para mim. Eu podia ver Bella e nossa filha em cada detalhe desta casa, elas davam vida e inundavam de alegria por onde passassem.

No quarto fui totalmente tomado pelo cheiro inebriante de minha esposa. Se eu fechasse os olhos poderia descrever por onde foram seus últimos passos, o que fez, onde tocou. Pode parecer loucura, mas amar minha Bella foi melhor insanidade que já cometi.

O banheiro não estava diferente, o perfume era intenso e eu tinha consciência que ele me supria tanto ou até mais do que nosso próprio alimento.

– Então, vamos logo com este banho, não é Isabella.

Conversei sozinho, enquanto deixava a água quente escorrer por meu cabelo e lavar os últimos resquícios dos meus dias fatídicos de solidão.

Ainda pingando água e com uma toalha enrolada na cintura, voltei para o quarto e encontrei sobre a cama a roupa que ela queria que eu usasse. Uma camisa branca, uma calça preta e uma gravata em vermelho e azul e para completar, tênis preto com duas listras brancas da “Adidas”. Era “o” uniforme, bem estilo novela mexicana ou adolescentes hollywdianos daqueles que passam naqueles filminhos bem água com açúcar. Eu só esperava que ela também estivesse vestida como um deles, só de imaginar o tamanho da saia que deve estar usando chego a ficar tonto.

Depois de vestido e mais ou menos penteado, voltei para a casa de meus pais, e parece que minha família também tinha algo para fazer, pois a casa continuava um breu e não havia em parte alguma, sinal de ninguém.

Deixando para me preocupar com isso mais tarde, fui até a garagem, meu Volvo, o Auston e a Ferrari de Bella estavam no mesmo lugar de sempre, o que provava que minha mulher certamente estava de carona com algumas das outras mulheres desta casa.

Coloquei o carro em movimento e relembrei o mesmo caminho que fiz até algum tempo atrás, a única diferença era que agora a expectativa e a realidade eram outras, deve ser por isso que a ansiedade parecia maior, eu já sabia o que e quem me esperava.

Um sorriso despontou de mim ao imaginar, que um dia teríamos que recomeçar nossas vidas em outro lugar, e desta vez eu não estaria sozinho. Eu teria minha companheira comigo e acho que “egoistamente” eu ansiei por este dia, ver a reação dos humanos a minha nova família era algo que me empolgava. Se tem uma coisa de que eu tinha certeza nesta minha vida era que seria invejado por todos em qualquer lugar que passássemos, pois minha mulher e minha filha eram duas das pessoas mais belas e adoráveis que eu já conheci e Jacob que se cuidasse e trabalhasse sua paciência e controle, porque com aquele gênio, ao contrário do meu, era evidente de que sofreria horrores de ciúmes.

Forcei meu carro no limite e menos de 15 minutos depois, eu abria um portão mal fechado, e já estacionava na minha vaga tão conhecida, bem ao lado da Mercedes preta de Carlisle e do Poshe amarelo canário de Alice.

Nada ali havia mudado, o cenário era o mesmo de sempre, mais silencioso, é claro, mas nem por isso menos atrativo, achei que nunca diria isto, no entanto a Forks High School definitivamente teria um lugar especial em meu coração e em minha vida.

Num primeiro momento fiquei em dúvida se deveria me dirigir ao refeitório, lugar em que vi minha princesa pela primeira vez, ou se me encaminhava direto para a sala de biologia, local onde tivemos nosso primeiro fatídico contato.

Inspirando o cheiro, seguindo meus instintos e ouvindo os pensamentos por mim tão conhecidos decidi pela sala. O caminho era curto, por isso o fiz sem pressa deixei que as memórias me invadissem e aproveitei para pensar com mais clareza no que faria para recompensar minha Bella por esses dias de solidão e simplesmente, por existir e me amar.

Ok, Edward Cullen, se transformou mesmo em um melodramático sem volta, nisso Emmett tinha razão!

Chegando, notei que a sala estava silenciosa e que sua porta se encontrava fechada. Como todo bom aluno, dei três leves batidinhas e aguardei. Logo, um Carlisle sério e caracteristicamente vestido como um professor se fez presente.

– Boa noite, senhor Cullen, entre, sente-se. Nossa aula já vai começar.

Encaminhei-me para o mesmo lugar daquele dia, se era para reescrever memórias que nenhum detalhe passasse batido.

Notei que meus irmão estavam sentados em pares e que só Esme se encontrava sozinha na primeira mesa, bem em frente ao professor. Isso seria, no mínimo, divertido.

Pela minha visão periférica notei também que o clima ruim e que a tensão que existia entre Emmett e eu, era coisa do passado. Meu irmão tinha um sorriso sínico nos lábios e uma postura muito relaxada pra quem estava zangado. Não sei se essas atitudes eram devido ao fato de que mais uma brincadeirinha estava prestes a acontecer ou se era por causa da roupinha nada apropriada para uma estudante, que Rose e Alice vestiam, vai saber. Jasper também parecia estar se divertindo, acho que a luxuria e excitação que Rose e Emmett exalavam, surtiam um bom efeito nele, coitada de Alice, que ela se preparasse, pois, a noite seria longa.

Esme também estava vestida de estudante, mas ao contrário de Alice e Rose que estavam enfiadas em uma saia pregueada branca curta, e bota curta nisso, um top branco com uma gravatinha vermelha e azul no pescoço e nos pés meias ¾ também brancas e sapatos pretos de saltos, minha mãe tinha sua versão mais comportada de seu uniforme. Tentei ver pelos pensamentos das mulheres de minha família como Bella estava vestida, mas fracassei, parece que só Alice tinha essa informação, e como ela só ela conseguia, a mantinha para si mesma.

– Muito bem turma, abram seus livros na página 215.

Peguei embaixo de minha mesa um exemplar novíssimo de “Biologia Avançada” e abri na página que ele mandou. Isso começava a ficar interessante, a matéria tratada ali era sobre a compatibilidade sanguínea, não era o assunto da nossa primeira aula, mas também estudamos isso naquela época.

– Comece lendo para nós Alice...

Antes que Carlisle pudesse completar seu raciocínio o som de batidas na porta o interrompeu.

Com toda paciência que só meu pai possuía e acho que como um meio de me torturar, Carlisle se dirigiu lentamente até a porta, entreabrindo- a minimamente para que somente ele pudesse ver quem estava do lado de fora. Como se eu precisasse da visão, aquele cheiro e os pensamentos de meu pai o delataram rapidamente.

– Oh! Seja bem vinda, senhorita Swan. A senhorita chegou cedo para a aula de amanhã.

– É Senhora Cullen.

Respondi automaticamente.

– Você disse alguma coisa, Edward? Acho que não ouvi direito.

É claro que ele tinha ouvido, mas meu pai estava de “cabeça” no personagem.

– Não professor.

Neguei me mantendo quieto. O que eu menos precisava agora era que ele resolvesse adentrar ainda mais naquele teatro, e me colocar pra fora da sala ou ainda pior, de castigo.

– Pois bem! Então entre, senhorita Swan, ou você pretende passar a noite aí?

– Desculpe professor, o carro de minha mãe estragou e como meu pai está viajando, tivemos que pegar um táxi.

Mentiu lindamente, minha mulher.

– Dá próxima vez, se contente em entrar na segunda aula, senhorita Swan. Odeio que atrapalhem minha aula.

– Ok, professor. Prometo que isso nunca mais vai acontecer. Como o senhor sabe minha família e eu somos novos na cidade e ainda estamos nos adaptando a horários, trajetos e...

– Tudo bem eu já entendi, senhorita Swan, agora, por favor, queira se sentar bem ali, do lado do senhor Cullen para que eu possa finalmente começar a minha aula.

Assim que minha mulher colocou seus belos olhos em mim, minha resolução se apagou e todo aquele joguinho foi pelos ares...

– Certo, irmãos, pai, mãe. Dêem-me só um minuto...

Assim que Bella sentou-se ao meu lado, puxei-a para mais perto, arrastei minhas mãos por seus cabelos e grudei minha boca na dela.

Em um canto bem longe de minha mente, pude ouvir a surpresa, os sussurros, os gemidos e até os gritos de minha família, no entanto eu estava pouco me importando, eu só queria saber de saciar um pouquinho da minha saudade.

E confesso, valeu à pena, beijar Bella me trazia a borda sensações que só minha doce garota era capaz de despertar em mim.

– Senti sua falta em cada segundo, princesa. É muito bom estar em casa. Nunca mais me deixe cometer uma loucura dessas.

Ela sorriu ainda com os lábios grudados aos meus.

– Pode crer em cada palavra dele, Bellinha.

Ignoramos Emmett e voltamos a colar nossas bocas, eu só queria arrastá-la dali, leva- la para nossa casa.

– Eu também senti sua falta. Tenho certeza que fiz da vida das mulheres de nossa família um inferno.

– Ah fez mesmo!

Alice confirmou.

E nós?

Estávamos ocupados demais em nossa bolha pessoal, para dar atenção às “picuinhas” de nossos irmãos.

– Te amo.

Confessei a ela.

– Te amo.

Respondeu minha esposa, alegrando ainda mais meu coração petrificado.

– Ok, ok, todo mundo aqui sabe que vocês se amam. Mas, agora será que vocês podem entrar no clima, pra que possamos terminar isso aqui? Eu também estou louco pra matar as saudades da minha esposa.

Afastei-me de Bella e voltei minha atenção para meu pai, ele estava certo, todos ali estavam doentes de saudades e para meu bel prazer e de minha esposa era bem provável de que aquele teatro não durasse tanto.

– Muito bem já que todos já estão presentes comecemos a nossa aula. Alice leia para nós na página...

– Professor?

Bella levantou a mão e interrompeu Carlisle, que suspirou frustrado.

– Sim, senhorita Swan.

– Eu não tenho um livro.

– Ah não, Bella! Não estrague a brincadeira...

Alice tinha os olhos vidrados e já reclamava da decisão de Bella. Eu bem que tentei ver pelo pensamento de minha irmã o que elas estavam tramando, porém foi inútil, pois Bella tinha estendido seu escudo até Alice.

– Isso é um problema Isabella. O que você sugere que façamos, pois infelizmente eu não posso ver o futuro nem ler mentes.

Minha mãe e irmãos riram da colocação de nosso pai. Estava claro que esse ato de minha Bella não estava no combinado e Carlisle tentava levar as coisas pelo caminho que minha princesa seguia, já que como ele mesmo disse, “estava às escuras”.

Bella ficou de pé:

– Eu sugiro professor, que o senhor deixe-me ir até a biblioteca buscar um exemplar de “Biologia Avançada”.

Carlisle sorriu, acho que já adivinhando que ela tramava.

– Certo, senhorita Swan, “vá num pé e volte noutro”.

– Ah professor?

– O que foi agora?

Se eu não conhecesse meu pai, juraria que ele estava perdendo a paciência.

– Nada, é só que...

Bella vacilou e sorriu imitando uma garotinha.

– Fale de uma vez.

– Como o senhor sabe, sou nova na escola e...

– Ok, ok, já entendi. Senhor Cullen, faça o favor de acompanhar sua espos.... ah desculpe... faça o favor de acompanhar Isabella até a biblioteca.

Levantei sem esperar ele mandar de novo.

– Você me paga, Bella. Isso não era o combinado. Você me paga...

– Desculpe-me Alie...

Bella sorriu e saiu pela porta comigo em seu encalço. Seus passos eram seguros, eu só não tinha conseguido captar ainda o porquê de ela estar se dirigindo para o lado totalmente contrário da biblioteca.

– Ah, senhorita Swan, eu não queria te interromper, mas acredito que nosso destino seja pra lá.

Apontei para minhas costas, enquanto meus olhos não se desgrudavam do balançar daquele pedaço de pano, que elas teimavam em chamar de saia.

– Acredite, senhor Cullen, nosso destino é pra cá.

Logo estávamos na porta do refeitório e somente então, descobri quais eram de verdade seus planos.

Bella caminhou a passos comedidos até a mesa onde minha família e eu estávamos sentados quando me viu a primeira vez.

– Sei que frustrei nossa irmã, no entanto, estou ansiosa demais e saudosa demais para encarar essa atuação de hoje. Contribua comigo, amor, foque sua mente em mim e em nossa família, se qualquer um deles se aproximar daqui, me avise.

Acenei com a cabeça, incapaz de verbalizar algo.

– Aqui nesse local, Edward, eu descobri sentimentos que nem imaginava serem capazes de existir. Aqui...

Ela falava enquanto abria os braços e mostrava o lugar.

– Eu descobri que a Isabella que amava o sol, era uma farsa. Aqui eu descobri que família não é formada somente por laços co- sanguíneos e que o amor pode estar onde menos se espera o meu, por exemplo, apareceu aqui em Forks. O plano de hoje era que eu te provocasse a “aula” toda.

Fez aspas com a mão quando disse aula.

– Entretanto eu não suporto mais a ideia de não estar logo nos seus braços. Portanto, senhor Cullen, eu sugiro que me pegue em seus braços, me faça sua e apague qualquer resquício de memória desses dias sem você.

As últimas palavras dela foram ditas enquanto suas mãos já se encaminhavam para os botões da camisa. Aproximei-me, aquela função era minha. Mas, surpreendentemente ela estendeu as duas mãos abertas com a palma voltada inteiramente para mim.

– Deixe que eu tire minha roupa, eu preciso dela inteira, voltar para casa nua, não está nos meus planos. Enquanto isso você poderia tirar a sua para mim?

Ela tinha um ponto, também não era de meu agrado que meu pai e meus irmãos pudessem ver minha mulher sem roupas.

Bella

Quando o amontoado de roupas já jazia em alguma mesa do refeitório, me aproximei cautelosamente de meu marido e juntei minha boca a sua. Eu tentava controlar meus atos e sentimentos, pois sabia que a saudade era tanta e que se fosse muito afoita nem ele nem eu duraríamos muito, não que isso fosse um problema, mas eu queria retardar no máximo o auge de nossa união.

– Por Deus, princesa! Como senti sua falta.

Edward me agarrou com decisão, nos aproximou da nossa “famosa” mesa do refeitório e me depositou lá.

– Sabe Bella, tenho que agradecer a Alice, desde que você e eu nos casamos ter você aqui é uma de minhas fantasias. Desde que te vi aqui, pela primeira vez, sabia que tudo em minha vida se transformaria. Naquela época eu não entendia se era pro bem ou mal, mas graças a Deus posso afirmar você foi o melhor presente que alguém poderia ganhar.

Edward voltou sua boca para minha, ao mesmo tempo em que me puxava para a ponta da mesa e me penetrava duro e implacável. Eu queria ser capaz de falar alguma coisa em troca da sua perfeita declaração, contudo naquele momento era impossível. Ali quando sua boca encontrava a minha, suas mãos me apertavam, me acariciavam, seu sexo friccionava loucamente contra o meu, eu só poderia me deixar sentir como era poderoso e cheio de poder, esse nosso sentimento.

– Isso, meu bem. Assim, como eu gosto...

Tenho certeza que murmurava desconexamente.

– Como você gosta, amor. Só você, por você e para você.

Edward aumentou o ritmo, eu podia sentir a doce sensação se formando no baixo ventre.

– Perto, muito perto...

– Deixe vir, Bella. Deixe vir...

E eu deixei...

Poderoso, intenso, suave como só ele sabia fazer.

Aquela noite seria pequena para nós, apesar de estar louca para tê- lo em nossa casa e nosso quarto, eu me daria o luxo de provoca- lo totalmente, pois a sala de biologia e o estacionamento também eram lugares que mereciam novas memórias e deixar nossa marca ali, era mais que obrigação.

Notas finais
Beijos! Até o epílogo e se preparem "um reino" de amor veem chegando aí...