Tudo por Bella Cullen

21 Epílogo- O melhor remédio


Notas iniciais
Obrigada de coração pela paciência e carinho. Obrigada, de novo, pelas 17 pessoas lindas que indicaram essa história. Twilight é minha vida, por isso continuo a escrever, espero vocês em minha nova Fanfic: http://fanfiction.com.br/historia/627545/Tres_Principes_Tres_Princesas/ Beijos e até breve

Bella

– Mamãe, Nessie acordou.

Sai da cozinha e fui ao encontro de minha garotinha em seu quarto, é lógico que ela tinha acordado, hoje um pouco mais tarde que o normal, mas quem poderia culpá-la, Nessie estava louca de saudades do avô, dos tios, de Jake e do pai e como controle e horários não eram problema para essa família, um dia e uma noite ainda não tinham sido o bastante para aplacar esse sentimento corrosivo que impregnava nessa família.

Portanto, Nessie acordar às 13 horas, não era natural, mas naquelas condições, aceitável.

– Nessie ainda está com soninho, mamãe.

Peguei-a em meus braços e imediatamente, minha manhosinha, escondeu o rosto em meu pescoço.

– Eu sei princesa, mas já está muito tarde. Você tem que almoçar. E mamãe promete que deixa você descansar mais tarde.

– Nessie não quer almoço. Nessie quer caçar com o papai e o Jake.

Isso também não era novidade, até eu estava louca de vontade de caçar com meu marido.

– E você vai, amor. Porém, papai está na casa da vovó preparando uma refeição deliciosa pra você e pro Jake. E ele prometeu que a noite, nós quatro sairemos para uma caçada bem legal. O que você acha? Vamos comer a comidinha deliciosa do papai somente para deixá-lo feliz? Porque você sabe, ele estava morrendo de saudades. Vamos dar essa alegria a ele?

Minha garotinha colocou o dedinho indicador na testa, pensou por alguns segundos e depois de me presentear com seu melhor sorriso, concordou.

– Tudo bem, mamãezinha. Vamos pra casa da vovó.

Peguei Nessie no colo a levei para o banheiro e a mergulhei na banheira anteriormente preparada por mim para quando ela acordasse.

– Esse vestido?

– Não, mamãe. Vestido não.

Peguei o cabide da pequena peça de algodão lilás e voltei para o closet, incrivelmente grande, mas que já estava pequeno para o tamanho dos exageros de Rose e Alice.

– Então que tal, esse?

Tirei um conjunto composto por uma calça jeans, blusa de mangas curtas listradas em azul, vermelho e branco e para completar um mini, sobretudo em moletom preto com os punhos e a gola também listrados de acordo com a blusa debaixo.

– Sim, sim. Esse sim. E pra calçar posso colocar a bota que o Jake me deu?

– Filha, tia Alice vai fazer cara feia, mas pode. Afinal, quem resiste a esse seu biquinho.

E era verdade, até para mim que era uma avessa a moda, aceitar que aquelas botas que Jake tinha presenteado minha filha eram um horror, era fácil. A tal bota era vermelha, mas vermelha mesmo, e para finalizar era de um material que parecia plástico. Horrorosa. Mas, meu amigo, a achou incrivelmente linda e essencial, segundo ele, toda criança que se preze e moradora de Forks, devia ter uma dessas. Ainda mais se tratando de uma família como a nossa, que gosta tanto de explorar as florestas dessa região. Alice e Rose não concordaram, para elas estilo, personalidade e bom gosto cabiam em qualquer lugar. Edward e eu nos mantemos neutros, a saudade era tanta que tempo para “picuinhas” era o que menos tínhamos.

– Vamos?

– Vamos.

Peguei minha gatinha no colo e fui calmamente para a casa de meus sogros. O trajeto era curto e a parte mais emocionante para ela, era quando chegávamos ao riacho e tínhamos que saltar. Nesse instante Nessie sempre pedia colo, ela afirmava que no colinho os saltos se tornavam uma aventura e tanto.

– Pula bem “altão”, mamãe.

Para satisfazer meu bebê, peguei impulso, contraí os joelhos e saltei o mais alto e rápido que meu corpo conseguiria.

– Isso...

Nessie jogava os braços para cima e gargalhava. Ela sempre dizia que, com o papai ia mais rápido, no entanto com a mamãe a altura não tinha limite. E como sua felicidade e seu sorriso eram um dos meus mais importantes combustíveis, satisfazê-la era mais que obrigação.

– Oi tia Leah, oi Seth.

Nessie cumprimentou os enormes lobos a espreita, na porta de entrada dos Cullen. Sorri para a matilha de Jake e continuei andando.

– O Jake já chegou mamãe.

– Já, meu amor. O Jake já chegou.

Aquele cheiro era inconfundível.

– Bom dia família.

Saldei assim que coloquei os pés na sala. As respostas vieram de várias partes da casa.

– Ei Bells. Coloque esta garotinha no chão.

– Na cozinha, amor.

Ignorei Jake e caminhei com Nessie para a cozinha. O lobo disfarçado de garoto bufou e arrastou seus pés atrás de nós. Minha filha bem que tentou se desvencilhar de mim, mas mantive o aperto, ela cumprimentaria o pai primeiro,

– Bom dia!

Edward se aproximou já tirando Nessie de mim. Seus lábios foram de encontro aos meus, doces, suaves, calmos. Um delicioso cumprimento.

– Tudo bem?

Seus dedos, vieram para o meus rosto e traçaram lentamente a linha dos meus olhos, das sobrancelhas e dos lábios.

– Sim.

– Você está mais pálida que o normal e com certeza perdeu peso. Tudo bem mesmo?

Franzi a testa me afastei dele e olhei para meu corpo, eu parecia igual a quando ele saiu.

– Ih Bells! Agora que o Edward falou, reparando bem mesmo, até eu consigo ver que você está com uma aparência horrível.

– Não exagere, lobo. Minha mulher é perfeita, ela só apresenta estar mais cansada que o normal.

Edward reagiu mal à crítica do meu amigo.

– Querem parar os dois? Eu estou bem. E agora alimente sua filha.

– Ah não! A conversa “tava” tão legal.

– Ah é, sua mocinha travessa. Então quer dizer que você está querendo fugir da comidinha do papai.

Voltei para sala ouvindo as gargalhadas de minha filha. Encontrei Esme e Jasper acomodados confortavelmente, enquanto Jas assistia a uma partida de beisebol, minha sogra estava concentrada em uma revista de jardinagem.

– Oi querida.

– Oi.

Abracei minha segunda mãe e sorri retribuindo o aceno de cabeça de meu cunhado.

– Redecorando, sogra?

– Não. Apenas estive pensando em complementar aquele belo jardim da casa nova de vocês, acredito que se acrescentarmos umas mini palmeiras e algumas espécies de flores nativas da nossa região, enriquecerá muito a fachada da casa. Você concorda?

Peguei os riscos que ela me oferecia e fiquei admirada com o tamanho da dedicação dela. Esme tinha no mínimo quinze esboços diferentes para uma fachada perfeita. Se usássemos qualquer uma delas, creio que ficaria mais que perfeito.

– Concordo com qualquer um que escolher. Nossa, Esme eles são lindos!

– Fico contente em saber que gostou. Hoje mesmo vou fazer as encomendas necessárias. Bella você...

Ela não completou a frase, entretanto me olhava com tanta intensidade que me deu arrepios.

– Querida você está bem? Quando foi a última vez que se alimentou?

Ela com toda sua docilidade e instinto materno aproximou sua mão e delicadamente a instalou em minha testa, como se com esse gesto pudesse sentir minha temperatura e conferir se eu não estava febril, o que, convenhamos, era impossível para um vampiro.

– Eu estou bem, me alimentei no mesmo dia em que vocês, não têm nada de errado, vocês estão exagerando.

Devolvi os esboços, me levantei e fui ao encontro de minhas cunhadas e como nada pode ser calmo no meu dia, no meio da escada encontrei Carlisle que muito gentilmente me disse que eu parecia cansada.

Isso estava começando a me estressar. Será que eu estava assim tão ruim? Ou melhor, será que vampiros adoeciam?

– E aí Bells?

– Olá, Emmett.

– Rose e Alice estão te esperando no antigo quarto do Ed.

– Ok.

Antes de chegar ao ambiente ainda tive que ouvir uma piadinha sem graça do irmão urso.

– Bells, a noite deve ter sido ótima, porque sinceramente, você está um trapo.

– Argh!

Rosnei irritada.

– Temos um acordo, lembra Emmett.

– Ok, Bellinha. Eu lembro, só que foi mais forte que eu.

Rolei os olhos e adentrei o quarto. Será que todo mundo tinha tirado o dia para dizer a quão pálida eu sou. Isso é irritante!

Me joguei na cama muito mal educadamente, nem me dando trabalho de cumprimentar minhas cunhadas. Minha respiração estava acelerada e eu podia sentir uma raiva animalesca quase na borda, pronta pra transbordar e derramar em quem estivesse por perto.

– Bom dia pra você também Bella. Se não se lembra, deixe-me refrescar sua memória, nós não passamos essa noite com você.

– Ignore a acidez de Rose. O que foi, irmã? Você não me parece bem.

– Argh! Se mais alguém falar que não estou bem, eu juro que mandarei meu super autocontrole pro inferno.

Encarei seriamente minhas irmãs e com aquele ato fui capaz de sentir toda a tensão que meu comportamento vinha gerando.

– Ok Bella. Esqueça minha brincadeira de mau gosto e nos diga o que está acontecendo?

Virei de bruços, abracei o outro travesseiro que estava ao lado do que eu usava, fechei os olhos e desabafei pra elas todas as minhas frustrações.

– Esse é o problema, Rose. Não está acontecendo nada! A noite foi esplendorosa, o dia amanheceu mais que perfeito, no entanto todos, e quando digo todos, quero dizer todos mesmo, teimam em dizer que eu pareço péssima ou que não estou bem. Isso está me enlouquecendo! Alice, por um acaso, vampiros ficam doentes?

– Claro que não, Bella! Não seja absurda!

– Então, o que está acontecendo comigo? Ou com todos, sei lá.

Alice gentilmente se deitou ao meu lado, tirou uma mexa insistente de cabelo que caia nos meus olhos e acariciou meu rosto.

– Ei, não se torture, Bella. É normal que você aparenta cansaço ou até que esteja mais pálida afinal, essa foi a primeira que você e meu irmão estiveram separados desde que se tornaram íntimos.

Suspirei, fechei de novo os olhos e absorvi as palavras dela.

– Alice tem razão. Acho que o que você precisa, de verdade, é de um dia de bobeira, Bella. Um longo banho de banheira, um bom livro, uma caçada fenomenal e para o “gran finalle” uma noite carregada de sexo e luxúria para espantar qualquer mau humor e saudade.

– Isso!!!

Alice bateu palmas, empolgada como uma criança.

– Fique aqui, descanse. Nós temos que ir até a cidade encomendarmos algumas coisas com Esme. Carlisle vai para o hospital. E para que você possa ficar mais confortável e em paz levaremos Edward, Nessie e Jacob conosco.

– Não! Alice, espere eu...

Antes que eu pudesse completar meu raciocínio ela já estava de pé no meio do quarto encarando um Edward raivoso tomado de indignação.

– Fora de cogitação! Repense seus planos, Alice.

– Mesmo irmãozinho?

O sorriso sínico dela e a troca de olhares deles, foi tão intensa que acabei me sentindo uma intrusa naquele ambiente tão íntimo.

Não tenho a mínima noção do que ela mostrou ao irmão, mas seja o que for, foi poderoso, pois o convenceu no mesmo instante. O sorriso que estava na sua face depois da visão foi instantâneo e caloroso, tipo aqueles de propaganda de pasta de dente.

– Será que vocês duas podem nos dar licença, preciso me despedir decentemente de minha linda esposa.

Franzi o cenho e inspirei profundamente, eu podia sentir a raiva na borda, de novo. Eu não queria acreditar que ele estava concordando com aquela insanidade, não depois de uma semana separados.

– Bella?

Inspirei e espirei audivelmente, mesmo que não precisasse.

– Amor, eu não creio que você vai apoiar essa maluquice. Uma semana longe já não foi o bastante pra você? Porque pra mim foi! Que porcaria de saudades é essa que com uma noite já foi aplacada?

– Princesa, se acalme.

– Não! Eu não quero me acalmar, poxa.

Bufei irritada já me condenando por ter aumentado a voz em dois tons.

– Por favor? Só se acalme. Eu necessito sentir sua raiva se esvaindo. Te prometo, princesa, que esse último sacrifício valerá a pena e ainda te garanto que essa será a última vez que participaremos das loucuras de nossos irmãos.

– Edward?!

– Silêncio Alice!

Jasper rosnou para a hostilidade dos irmãos.

– Eu não quero que você vá.

Desabafei e fiz manha.

– Isso, Bella! Faz bastante drama e acaba com mais uma de nossas diversões. Você está virando mestre nisso.

– Emmett!!!

Esme, Carlisle, Rose e Edward repreenderam automaticamente a maneira rude com que meu irmão “urso” me julgou. E confesso, se a intenção dele era fazer com que eu me sentisse uma “cadela destruidora de laços fraternos”, ele podia se vangloriar, porque “putz” ele tinha conseguido.

– Ah! Edward! Me perdoe!

Afundei mais ainda a cabeça no travesseiro. Inexplicavelmente eu estava começando e me sentir exausta e doente.

– Amor...

Ele se deitou ao meu lado, afundou o nariz em meus cabelos e apreciou meu cheiro.

– Não, Edward. Emmett está certo. Estou sendo uma “vadia mau- humorada”. Vá com sua família. Vou aproveitar para colocar a leitura em dia.

– Esqueça, princesa. Vou ficar. Nós vamos pra nossa casa e destinarei meu dia inteiramente a minar a mulher da minha vida. Você merece!

– Isso! Erga um altar pra ela também. O próximo passo será você exigindo que ajoelhemos e prestemos reverência quando ela passar. Como vocês são patéticos!

– Emmett!!!

Os rosnados vieram de várias partes da casa e até Nessie sentiu a agressividade do tio, pois instantaneamente se pôs a chorar baixinho, coisa que ela nunca fazia.

– Droga Emmett! Olha o que você fez.

Rósalie bradou nervosa.

– Sanguessuga idiota!

Jacob disse irritado.

Saltei da cama. Agora eu sentira a raiva tomando conta de mim. A situação tinha atingido seu limite e eu precisava me afastar antes que fosse tarde demais.

Um segundo depois eu já tinha arrancado Nessie dos braços de Rose e já a consolava.

– Tudo bem Florzinha. Não precisa disso. Já passou. Se acalme.

– O titio gritou mamãe. Por que todo mundo “tá” nervoso? Por que a mamãezinha tá triste?

Edward nos abraçou, tentando nos consolar.

– Não é nada Princesa. Ninguém está nervoso. Que tal se nós déssemos um passeio? Você e eu, sozinhas. Nós podíamos ir pra casa do vovô Charlie?

– Bella...

Edward tentou chamar minha atenção, no entanto agora era eu que queria ficar longe deles.

– Só nós duas, mamãezinha?

– Sim, Amor. Somente nós duas.

– Eu quero. Vai ser legal!

Meio bruscamente, me soltei dos braços de Edward, peguei minha a bolsa de Nessie, que provavelmente Rose já tinha arrumado pensando que minha filha iria com eles para Port Angeles. Peguei as chaves do Volvo e me encaminhei para a garagem.

– Bella?...

– Bells?...

– Amor?... Por favor, vamos resolver isso. Eu não quero que você saia assim.

Parei, voltei minha atenção para todos eles e deixei toda minha mágoa transparecer naquelas palavras.

– Infelizmente, você não tem que querer, Edward. Aproveite seu dia com sua família e a noite quando eu estiver mais calma e me sentir menos doente do que agora, conversamos.

Continuei meu percurso e pela minha visão periférica vi Jacob me seguindo.

– Parado Jacob Black! Eu disse: Nessie e eu, somente.

– Mas, Bells...

– Nada de mas. Vá pra casa ver seu pai. Agora eu verdadeiramente quero ficar sozinha.

– Bella, desculpe-me eu não queria...

– Não, Emmett. Não se desculpe, você queria sim. Aproveite seu tempo com Edward. Utilize-o pra pensar o quão egoísta você tem sido, se eu tenho que me adaptar a nova situação, você também tem. Agora se vocês me permitem, tenho um pai pra visitar.

POV Edward

O barulho da porta da garagem se abrindo e o motor do carro roncando foram pra mim a certeza de que eu tinha feito mais uma besteira.

– Edward! Se mexa! Pare-as! Não permita que Bella saia de casa naquele estado.

Na metade do falatório de Alice eu já estava na outra extremidade da sala. A situação ainda podia ser concertada contanto que eu fosse rápido, ainda podia pegá-las antes que alcançassem a rodovia.

– Não mesmo! Paradinho aí!

O aperto de Carlisle veio forte ao meu redor. Puxei meus braços tentando me desvencilhar, no entanto o aperto apenas se intensificou.

– Carlisle... pai, eu necessito...

– Você não necessita nada!

Exclamou exasperado Para mim.

– Bella está magoada. Vocês armaram este circo, agora se divirtam com ele.

– Pai, você não entende? Era pra ser somente mais uma brincadeira. Bella perdeu o controle.

– Não, Alice. Vocês a levaram ao limite. Acho que simplesmente se esqueceram o quanto ela é nova nessa vida. Agora eu ordeno que sosseguem e deixem que minha caçula descanse. À tarde quando ela voltar, aposto que vai estar mais calma. Enquanto isso já que os anjinhos do papai começaram com mais uma encenação, tratem de terminá-la e sinceramente, espero, mas espero mesmo, que esta seja a última, até porque Edward, você já deu a sua palavra.

– Carlisle está certo. Já passou da hora das vidas de vocês entrarem na nossa tão sonhada calmaria.

Esme concordou com meu pai. Eu concordei, meus pais sempre sabiam o que diziam, ainda mais quando o assunto era relacionamento.

– Faça como Bella disse: Vá pra casa, Jacob. Passe o dia com seu pai e então volte à noite quando meus filhos já tiverem concertado a burrada que fizeram. Enquanto isso: Emmett para o meu escritório, agora. Acho que você e eu precisamos ter uma conversa séria para acertarmos alguns pontos.

Assim que meu pai mencionou meu irmão, toda raiva que eu vinha reprimindo transbordou e acredito que era muita, pois Jasper rosnou audivelmente e logo se postou ao meu lado e segurou firmemente meus braços.

– Se acalme, Edward. A intensidade de suas emoções estão me deixando com dor de cabeça.

Eu podia sentir o poder de meu irmão tentando me atingir, no entanto eu queria, mais que tudo, ser capaz de bloqueá-lo, eu necessitava colocar estes sentimentos sufocantes pra fora.

– Solte-me irmão, eu preciso ir pra casa agora, antes que eu perca a cabeça.

Enfatizei para Jas, encarando deliberadamente Emmett.

– Desculpe-me, Edward. Fui cruel com sua companheira, eu sei. Mas, você tem que entender que ela...

– Ela nada, Emmett. O problema aqui é você. Espero que, como Bella disse, você faça um exame de consciência e então perceba o quanto tem sido injusto comigo, com meus sentimentos e com a nova situação a qual estou tentando me adaptar.

Emmett abaixou a cabeça, o arrependimento prontamente o carcomia, a julgar por seus pensamentos.

– Eu apenas, desejo que você relembre quando se apaixonou por Rose, Emm. Pois, eu me lembro, e sei que demorou anos até que você considerasse a hipótese de se afastar por mínimas horas que fosse. Pegando sua experiência como referência, acredito que minha filha, esposa e eu estejamos nos saindo muito bem e que sua compreensão e complacência sejam o mínimo que mereçamos. Portanto eu exijo que assim que as coisas se acalmarem, que você trate de se desculpar, porque eu juro pra você irmão, que se eu vislumbrar aquele olhar em Bella novamente eu sou bem capaz de inventar uma segunda lua de mel para a “Conchinchina”, que seja, somente para afastá-la de qualquer um que ouse, magoá-la.

Terminei meu discurso “acalourado” e quase fora de controle. Então, pude sentir imediatamente como cada palavra atingiu os membros de minha família. Sentimentos de compreensão, por parte de Esme e Carlisle. Indignação e cansaço vieram de Alice e Jasper. Raiva era expresso por Jacob. Medo e principalmente arrependimento eram o que transmitiam Rose e Emm.

Fiquei tentado a me sentir mal, por ter sido tão rude e estar causando este turbilhão neles, no entanto ignorei este sentimento, neste momento eu precisava pensar em minha pequena família e em mim.

– Agora se vocês não se importam e me permitem, vou pra casa antes que fique insano de vez e me arraste até Bella, implorando que volte pra casa. Ela precisa de espaço e eu preciso estar no único lugar que faz com que eu me sinta mais perto dela. Com licença, e tenham um bom dia!

Corri pra casa sem esperar respostas. O vento batendo em meu rosto me fez relaxar. Não permiti que o medo do abandono me assolasse, lá no fundo, eu tinha certeza que o sentimento que minha Bella e eu compartilhávamos era intenso demais para se findar no primeiro obstáculo.

E ali, tão- somente ali, no refúgio de nossa casa, onde o cheiro dela e de Nessie eram quase que palpável é que fui capaz de tomar a decisão de que eu nunca mais deixaria que alguém me influenciasse. A partir daquele dia eu faria apenas aquilo que minha mulher e eu discutíssemos e concordássemos, pois como diz as palavras do livro sagrado:

“...o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua esposa, e os dois se tornarão uma só carne.”

POV Bella

Visitar meu pai foi uma boa escolha. Desde que Nessie foi apresentada a ele minha filha passara a ser prioridade para Charlie e não, isso não me incomodava. Poder contar com meu pai em minha nova vida era uma dádiva, uma ponte entre o antigo e o novo “eu”.

Nosso dia foi calmo, cheio de risadas e brincadeiras. Charlie se desdobrava para encantar meu bebê e ela, como boa neta que era, se derretia toda para o avô. Eu sempre me sentia realizada com essa interação e às vezes, até nostálgica de não poder ter dado mais de minha infância e adolescência para aquele homem incrível. Por isso que eu o recompensaria, enquanto pudesse, com a presença de minha filha. Charlie merecia esse agrado.

– Vamos, amor? Já está tarde.

– Ah, mamãe! Nós temos mesmo que ir agora?

– Temos, princesa. Lembra que temos um compromisso com o papai?

Nessie sorriu empolgada recordando da promessa de uma caçada a quatro.

– É mesmo, vovô. Nós precisamos ir. Papai, mamãe, Jake e eu vamos sair pra comer. Vai ser bem legal!

Charlie faz uma careta, mas não é capaz de especular sobre o nosso tal compromisso. Ser discreto era uma das qualidades que eu mais admirava em meu pai.

– Então querida, ligue pro seu marido e peça pra que ele encontre vocês aqui. Ir até lá e voltar vai atrasar vocês.

– Ah, pai! Fica pra próxima. Além de estarmos de carro, eu realmente preciso de um bom banho. Não tem como não passar e casa.

– Ok, Bells. Só não desapareça. Sinto uma falta absurda de vocês.

– Eu prometo, pai. Agora fique bem e até mais.

Charlie pegou Nessie no colo e a carregou até o carro, afivelou com segurança o sinto que a prendia em sua cadeirinha e fechou a porta em seguida.

– Até mais, querida.

Acenei um até logo, para ele.

– Tchau, vovô.

– Tchau, meu amor. Volte logo.

Coloquei o Volvo em movimento.

A respiração calma de Nessie me garantiu que ela já estava cochilando. Natural, depois de um dia regado a divertimento com meu pai.

Não pisei muito no acelerador, quanto mais à pequena viagem demorasse mais eu teria tempo para pensar e colocar as ideias em ordem.

Eu esperava, de verdade, que ao chegar em casa, o clima já tivesse melhorado. Claro, não sou tão ingênua ou inocente assim, sei que tenho minha parcela de culpa pelo incidente e sei também que todos me perdoariam e que provavelmente colocariam a culpa na minha pouca idade “vampiresca”. Eu até acho que minha imaturidade e o grau elevado de sentimentos que essa situação causa, tenham contribuído para o meu ataque, no entanto, nada justifica o meu mau comportamento, e era nisso que eu pensava e me massacrava agora. Acredito que ter suas emoções elevadas e a constante situação de convivência com uma família grande e que insistem em partilhar todos os momentos com um casal recém-comprometido, sejam o ápice do meu desconforto e penso que seria por aí que as coisas tinham que começar a mudar. A solitária e filha única Isabella Swan precisava ser esquecida para que a receptiva integrante do grande clã Cullen pudesse assumir seu lugar gozando então de todas as vantagens que somente a eternidade me proporcionaria.

E era exatamente isso que eu faria, deixaria para trás todas as inseguranças que esta pequena separação causou e recomeçaria como a mulher forte que luta e ama sua família acima de qualquer coisa.

E foi com este pensamento que acelerei mais o carro e logo me vi chegando a imponente residência que abrigada meus entes queridos.

Encontrar Emmett me esperando na garagem não era o que eu esperava para começar a consertar as coisas, eu necessariamente preferia ver meu marido primeiro, contudo pelo que pude constatar meu marido não estava ali então, me resolver com meu irmão havia se tornado prioridade.

Estacionei delicadamente, desci e fechei levemente a porta, fui calmamente à porta traseira com o intuito de pegar Nessie. É acreditem, eu estava ignorando a presença de meu irmão e não, não era maldade, era covardia mesmo.

Então coube a ele dar o primeiro passo.

– Bella, você teria uns minutinhos para mim? Prometo não estender muito nossa conversa.

Admirei, Emmett. Negar algo para aquele rosto bonito, era impossível.

– Esme você se importa de ficar com minha filhar por alguns minutos, por favor?

– Claro que não, querida. Será um prazer.

Antes de um piscar de olhos minha sogra já estava ao meu lado me cumprimentando com um suave beijo na testa e instantes depois já indo de encontro a minha garotinha adormecida.

– Podemos caminhar um pouco?

Assenti.

Saímos pelas portas dos fundos e começamos a caminhar despreocupadamente, como dois humanos sem responsabilidades.

– Permita que ele se desculpe, Bella. Não seja altruísta dessa vez.

Suspirei. As palavras de Esme ainda ecoavam, mas eu já tinha tomado a minha decisão, dificultar a vida de Emmett, não estava nos meus planos.

– Bella eu...

– Não, Emm. Você não precisa...

– Shiiii... fique quieta, por favor.

Eu queria para- ló. Ele não precisava fazer aquilo, contudo parecia importante para meu irmão, se levarmos em consideração a pressão que seu dedo indicador fazia sobre meus lábios.

– Assim que você saiu, Carlisle e Edward me fizeram cair na real. Tenho sido um imbecil e é por isso que imploro, me perdoe, Bells? Eu realmente perdi o foco e não sabia o que estava fazendo.

Neguei.

– Não tem o que perdoar, irmão. Acho que todos, temos é que nos adaptar a essa nova situação. Eu também tenho minha parcela de culpa.

– Como disse Esme, seu altruísmo é louvável. Por isso, prometo que a partir de hoje serei menos,... hum... babaca?

Gargalhei para ele e com ele. Emm nunca cresceria.

– Tudo bem, Emm. Agora que tal esquecermos essa confusão toda?

– Feito.

Sorriu ele apertando minha mão.

Continuamos a caminhar até alcançarmos minha casa, o percurso era curto, mas Emmett era tão intenso e divertido que em minutos eu me sentia leve, renovada e feliz.

– Entregue, maninha.

– Você não vai entrar?

Ele encarou a casa, pensativo.

– Querer, eu até quero. Tenho que me desculpar com Edward também. Mas, creio que nossa conversinha possa esperar até amanhã, já a de vocês, não.

– Acho que você tem razão.

Concordei.

– Eu “quase” sempre tenho.

Ele sorriu mostrando os belos dentes e as duas covinhas que enfeitavam seu pálido, belo rosto.

– Vá, irmã. Aproveite seu momento e não se preocupe com a Nessie, nós a entreteremos até que vocês tenham se acertado e que estejam completamente saciados, um do outro.

– Hum! Isso pode demorar um pouco, Emmett.

Sussurrei sarcástica, já na soleira de casa.

– Eu sei, Bella. Acredite, eu sei. Leve o tempo que precisar.

Sem olhar para trás toquei a maçaneta e entrei.

Edward estava imaculadamente lindo, sentado no sofá. Ele não disse uma palavra, no entanto sua expressão facial era de alguém torturado e triste.

– Oi.

Caminhei devagar e me posicionei de frente pra ele.

– Oi.

Suspirou baixo e aliviado. Instantaneamente me puxando para entre suas pernas.

Edward fechou os olhos, encostou a cabeça em meu abdômen e inspirou profundamente o meu cheiro.

– Senti sua falta.

Sussurrei.

– Não tanto quanto eu senti a sua.

Embrenhei minhas mãos em seu cabelo e acariciei lento e delicadamente.

– Preciso, mesmo, que me prometa algo, Bella.

– Que seria?

Indaguei já sabendo que faria qualquer coisa que ele quisesse, contanto que aquela tristeza aparente desaparecesse.

– Por favor, eu imploro, nunca mais saia de casa com raiva ou brigada comigo. O medo que senti de você me abandonar é algo inexplicável, torturante. Não quero sentir isso de novo. O medo machuca, destrói. Nessie e você são meu ar, meu alimento. A presença de vocês é vital para mim.

Eu o entendia, pois era inteiramente igual ao que eu sentia.

– Me prometa, amor.

E tinha como não prometer?

– Claro que prometo, Edward. Amo-te demais e nunca teria paz sabendo do mal e da dor que lhe causei.

Edward respirou aliviado e com uma doçura enorme traçou beijos e carinhos por meu abdômen, barriga, seios e assim por diante...

Quente, tudo muito quente.

– Huum!!! Que saudades de você!!!

Ele ousou mais. Abriu a boca e passou a mordiscar, lamber e chupar cada pedaço de pele exposta.

– Deliciosa! O alimento mais saboroso, vital.

Reclinei a cabeça para trás e já estava pronta pra me entregar ao calidoscópio de sensações, quando de repente o som irritante do toque de seu telefone, quebrou todo o clima.

– Deixe tocar. Deve ser Alice.

Seu aperto e suas carícias se intensificaram. Era o modo de ele tentar me distrair, me levar de volta ao clima era o objetivo final. Só que infelizmente, ele falhou, eu já estava mais do que alerta.

– Nada disso! Eu já superei minha cota de problemas por hoje. Atenda sua irmã.

Esquivei-me de seus braços sem esperar por sua resposta.

– Além disso, preciso mesmo de um bom banho.

Aceitação e conformismo, sem dúvida, não eram as maiores qualidades de Edward.

– Bella? Amor?

– Te vejo no banheiro, baby.

Deixar meu marido “embasbacado” não era uma tarefa fácil, mas como sou PHD em facetas difíceis, eu consegui.

Edward e Alice, mantiveram a conversa a murmúrios baixíssimos, o que era uma dica de que o assunto não deveria ser partilhado comigo, por isso me desliguei do mundo lá fora e foquei minha concentração na deliciosa água quente que escorria pelo meu corpo, lavando não somente a “sujeira” do dia, como também todas as amarguras, confusões e problemas que me tomaram hoje.

Meia hora depois, quando eu já tinha lavado até a alma, resolvi sair do banho, seja qual for o teor da conversa de Lice e Edward, era óbvio que o assunto tinha mudado a opinião de meu marido.

Passei rapidamente uma toalha pelo corpo e cabelo secando-os sem muita precisão. Vesti um roupão e fui para o quarto.

Meus sentidos hipersensíveis delataram-me que Edward estava na nossa pequena e charmosa biblioteca, lugar para onde eu estava indo quando uma caixa prateada, decorada com delicadas fitas azuis, repousada em cima de minha cama, tomou toda minha atenção.

Curiosíssima, me aproximei e sorri ao ver a delicada caligrafia de Alice no envelope que descansava sobre o embrulho.

Bella

Este presente é oficialmente um pedido de desculpas, contudo ele também significa que nós, sua família, estamos torcendo e rezando pra que você e Edward encontrem a plenitude, tanto sentimental, quanto sexual, portanto perdoe o afoito e nossas intromissões.

Prometemos pegar mais leve, ou não...

Beijos

Alice e família

P.S.: Vista esta “ropitcha” e vá encontrar seu maridinho na biblioteca.

Se divirta!

Alie

P.S. (de novo): Espero que sua saúde já esteja 100%.

Beijos!

Lice

Sorri ao pegar a peça em minhas mãos, eles estavam aprontando, eu podia sentir.

O tal presente de reconciliação, era uma belíssima lingerie azul que combinava perfeitamente com uma camisola de organza e um longo roupão de cetim, também azuis.

Era fascinante como as peças cantavam entre si. O bom gosto de Alice era algo a ser investigado cientificamente.

Sem poder conter o entusiasmo, deslizei as pecas pelo meu corpo, pus uns sapatos que encontrei estrategicamente separados no closet (Ahh Alice!). Soltei e penteei os cabelos, borrifei um pouquinho de perfume e pronto.

Eu estava pronta.

Ignorei a súbita vontade de me olhar no espelho, vai que eu desistia, e fui de encontro a meu amor.

– Oi.

Que Edward me deslumbrava, isso era fato. Mas, confirmar a intensidade de seus sentimentos por mim somente ao encarar seus belos olhos dourados, me fazia derreter ainda mais por ele.

– Oi!

Eu também o afetava.

– Bella, Amor, me peça para parar com essa babaquice, baixe seu escudo e me mostre como ficou chateada mais cedo, para que eu desista disso, nós não precisamos...

– Não! Deixe-me falar das minhas dores, doutor.

Assim que depositei meus olhos nele minha mente clareou e então entendi as indagações e brincadeirinhas quanto a minha saúde mais cedo. E confesso, eu estava ansiosa para me esbaldar nessa nova encenação.

– Muito prazer, doutor. Sou Isabella Cullen.

Comecei com o teatro ignorando a carranca de desgosto que ele insistia em fazer. Edward se sentir incomodado em continuar com nossos joguinhos, depois da manhã de hoje, era aceitável, contudo eu não estava disposta a deixar que esses sentimentos de culpa e remorso o dominassem.

– Princesa...

Disse ele se aproximando.

– Nós não precisamos...

– Sabe, doutor...

Comecei me afastando de seu toque. Estrategicamente me encostei na escrivaninha e tentei seduzi- lo.

– Hoje eu não acordei bem. Tive tonturas de manhã e a tarde uma dor de cabeça insuportável me atingiu, além disso minha família insiste que eu estou mais pálida e que pareço mais cansada que o normal.

Fiz biquinho.

– O que eu tenho? Será que estou mesmo doente, doutor?

– Bella, por favor, eu não...

– Ah doutor! Se concentre. Ou então eu serei obrigada a procurar o Dr. Cullen pai, para que ele me examine direitinho.

Joguei baixo? E daí? Cada um joga com as armas que tem. E alias, se Edward reagisse, os fins, justificam os meios.

– Nunca! Enlouqueceu.

Exclamou ele, se aproximando, me agarrando e me sentando ao móvel imobilizando meus movimentos, propositalmente, possessivamente.

– Ninguém toca no que é meu. Se você quer uma consulta, pode ter certeza que é isso que terá.

Abri meu maior e melhor sorriso.

– Agora diga-me, Senhora Cullen, onde dói? É aqui?

Perguntou ele, apalpando com dedos de seda o meu pescoço.

– Não doutor, não é. Talvez se o senhor tentasse um pouquinho mais pra baixo.

– Hummm! Então por um acaso é aqui que está machucado, senhora?

Os dedos agora acariciavam bem perto dos seios, mas ele propositalmente os desviava da parte mais sensível e carente.

– Um pouquinho mais para o lado, Doutor. A dor principal não é aí, no entanto acho que essa região também foi afetada, pois estou sentindo uma leve dormência nessa parte.

Aproveitei que ele se distraiu com minha atuação e abri o roupão, a camisola sexy seria um bom estímulo.

Meu marido parecia fascinado.

– Um pouquinho mais para o lado seria aqui, senhora Cullen linda?

Seus dedos tocaram levemente o bico do seio esquerdo, estremeci. Se somente com o toque eu ficava assim...

– Sim, doutor. Acho que meu problema começa aí.

– Hum! Acho que para examinar melhor terei que me livrar desse impedimento.

Levantei os braços para que ele retirasse a camisola e como de bobo ele não tem nada já arrancou o soutien junto.

– Hum! Deliciosa. Adoro meu trabalho, Isabella.

Sem esperar minha resposta, Edward agarrou meus seios nas mãos, seu toque era estimulante e forte. Nunca duvidei que ele seria capaz de me fazer gozar, apenas me tocando ali.

– Sabe, senhora. A primeira vista não vejo nada de anormal. Diga-me o que sente quando eu toco assim.

Suas mãos tomaram todo o volume, apertando- os displicentemente.

– Hum, doutor. Eu não sei explicar. Sinto um fogo se acumulando em algum lugar dentro de mim. Uma ansiedade, parece que sou um vulcão se preparando para entrar em erupção.

– Acho que seu caso é muito grave, linda. Deixe- me examinar mais de perto.

Sem que me desse tempo de assimilar aquelas palavras, Edward se abaixou e abocanhou um de meus seios já completamente sensíveis.

– Ah, doutor.

Gemi descaradamente. A boca e a língua eram tão potentes quanto ele todo. Mordidas, sucções, tudo de mais delicioso ele fazia com o intuito de me explorar e excitar. Se bem que imagino que não seria possível eu me excitar mais.

– Hum...

Gemi de novo. Espasmos deliciosos se acumulavam em meu baixo ventre.

– Saborosa, senhora Cullen. Seu marido é um homem de sorte.

– Ele é.

Sorri matreira ainda tentando me recuperar do ataque.

– Então doutor, depois desse exame tão minucioso, o senhor já pode me diagnosticar?

– Não com precisão, Isabella. Acredito que seu problema aqui...

Disse ele, tocando de novo meus seios.

– Esteja inteiramente interligado com um problema aqui.

Desceu deliberadamente com as pontas dos dedos até parar em cima de meu sexo, já estimulado.

– Como assim, doutor? Explique melhor.

– Sabe, senhora Cullen. Acredito que suas dores de cabeça, sua palidez e as dores na deliciosa região dos seios, sem contar no fogo se acumulando por dentro, sejam consequências de uma doença que eu intitulo de FDADMR.

Sorri para o teatro, Edward se segurava para também não gargalhar.

– E o que seria isso? É grave doutor?

– Estas siglas são de uma doença chamada “Falta De Atenção Do Marido Relapso”. E sim, é muito grave, Isabella. Os altos índices de divórcios e infidelidades são em grade parte consequências dessa doença maldita.

Fiz minha melhor cara de preocupação.

– E ela tem cura, doutor?

– Hum tem sim. Só preciso avaliar mais de perto. Espere só um minuto. Vou te fazer umas perguntas e preciso que me responda, ok?

– Sim, senhor.

Edward passou os dedos nas laterais da minúscula calcinha e rasgou-a.

– Você é linda demais, Isabella. Mas, pare de me desconcentrar e me responda. Dói aqui?

Ele pressionou o indicador na minha entrada.

Fingi gemer de dor, quando na verdade eu estava era arfando.

– Dói, doutor. Dói muito. Seus dedos estão pesados, talvez se você fizesse esse exame mais delicadamente...

Deixei a ideia no ar e ele pegou...

– Hum, boa ideia, princesa.

Com a mão impulsionou meu corpo pra trás, fazendo com que eu me deitasse sobre a escrivaninha e foi então que o ataque começou e que eu realmente me rendi ao meu doutor particular.

– Assim, não vai doer Isabella e eu vou literalmente te curar agora.

Com a boca, língua e dentes Edward me atacava de todas as maneiras. Seu toque não era gentil, era necessitado, como de um sedento por algo vital.

– Aí doutor, é bem aí que dói.

Como uma louca, desvairada remexia os quadris, o fogo se acumulava e eu estava muito perto de deixar a lava derramar.

– Vem princesa, deixe vir o que te incomoda. De pra mim o que anseias e tenho certeza de que você estará quase curada.

As palavras dele eram abafadas e os sons que emitíamos juntos eram sinfonia para meus ouvidos.

– Pare, amor. Eu vou, eu vou...

Meus protestos foram calados pelo acréscimo de um dedo a tortura. Eu não suportava mais.

– Ah! Edward!

Suspirei me entregando a inundação de sensações.

......

Horas mais tarde em nossa cama.

Eu descansava, ainda nua, nos braços de Edward, enquanto ele fazia desenhos imaginários em minhas costas.

– Lembra quando discutimos quando você estava grávida?

Ah eu lembrava e como lembrava.

– Sim.

– Naquele dia, eu prometi que nunca te chatearia de novo e pra meu desespero eu fiz de novo e sabe o que pior?

Neguei.

– É que dessa vez o desespero de ter ver saindo, quase me deixou louco.

– Destempero seu, amor. Eu só precisava esfriar a cabeça.

– Bella, acho que as brincadeirinhas insanas de Alice já deram o que tinha que dar. Podemos agora, ter uma vida normal, de casal, de Edward e Bella?

– Acho que merecemos isso amor. No entanto acho que vou sentir falta das nossas atuações.

Edward agilmente nos virou e mordeu minha orelha, sedutor.

– Nos podemos brincar de vez quando, afinal Edward encanador, diretor, piloto, mergulhador, astronauta, caçador e etc e etc, tem uma eternidade pra mostrar pra essa mulher deliciosa o que de mais saboroso existe no mundo.

E sem nenhuma interferência, nos amamos de novo.

Edward poderia encarnar qualquer personagem, mas no fim da noite era sempre o meu marido que me conquistava outra vez...

Quer vida melhor que essa?

Eu não consigo imaginar.

FIM

Notas finais
Comentem, me digam o que acharam. Beijos E até breve (eu espero).
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!