Tudo por Bella Cullen
6 Capítulo 6- O vampirão mau
Notas iniciais
Para as fãzinhas do Edward, eu afirmo só falta um, e depois teremos ele narrando.
Obrigado as 4 recomendações e aos coméntários, lindos...
Vamos lá...
Bella
- Isabella Swan, o que está me escondendo?
- É Cullen, pai.
- Que seja! Não mude de assunto, me conte essa história de acampamento direitinho.
- Ai pai, não tem o que explicar, nós vamos acampar e ficaremos uns dois dias fora e só...
Eu odiava quando Charlie me tratava como uma garotinha. Será que custava muito ele entender que minha família precisava se alimentar? É talvez se eu tivesse contado a ele essa parte seria mais fácil.
- Vocês voltam mesmo?
- É claro que voltamos pai.
Encarei os olhos de Charlie tentando lhe passar toda segurança e verdade possível. Eu só via medo nos orbes dele e isso me incomodava ao extremo. Sei que num futuro não muito distante teremos que nos mudar, mas enquanto eu puder adiar esse sofrimento, eu o farei.
- E por que o Jacob vai? Não entendo isso Bells, até pouco tempo atrás, tenho certeza que existia um ódio mútuo entre ele e seu marido. Agora o Quileute não desgruda de vocês. Não sei não querida, mas essa proximidade toda pode não ser saudável para seu casamento. Vai que uma hora o Cullen se zanga? Já pensou? Eu não quero ver minha neta passando por tudo que você passou.
Pela primeira vez na vida eu não sabia o que responder a Charlie, o raciocínio dele era lógico. Então como explicá-lo que um imprinting idiota, tinha resolvido todas as rusgas e colocado todos os pingos nos is?
Seria demais para a cabeça dele.
Mas ao mesmo tempo vê-lo tão vulnerável ao falar de sua frustração com o casamento com minha mãe, me fez ver o quanto ele queria que o meu fosse perfeito, para o bem e estabilidade de Nessie.
Pobre pai! Como se suas preocupações fizessem sentido. Mal ele sabia que eu não poderia mais viver em um mundo sem meu Edward.
- Tá tudo bem, pai.
Toquei levemente seus cabelos, evitando que a temperatura de meus dedos o assustasse.
- Jake é meu amigo e Edward entende isso, não se preocupe pai. Nós não vamos nos separar.
Nessie que até então, estava muito quieta em meu colo, deu sua opinião e me salvou dessa conversa, que já tomara um rumo nada confiável.
- Vai ser divertido, vovô. O papai tá muito animado e eu quero ir.
- Ah princesa, mas e o vovô? Vou ficar muito sozinho aqui sem vocês.
Tá, senta lá Charlie! Como se eu não soubesse que Sue já se mudou de mala e cuia pra cá. A propósito, onde será que a minha madrasta fedo....
Bella.... Bella... Onde será que Sue estava? Melhor nem perguntar.
- Mas são só dois dias, vovô.
Quando que eu imaginei que iria ver uma cena dessas, sempre acreditei que depois de transformada sobraria a saudade e lembrança de minha família, mas Deus me surpreendeu de novo, me deu uma família nova e ainda me deixou Charlie para completar a pintura. Era felicidade demais para uma pessoa só.
- Porque não aproveita e vai pescar pai. Assim você faz companhia pro Billy e vocês podem chorar a nossa ausência juntos.
- É uma boa idéia, Bells. Mas aquele velho rabugento nunca sentirá o que eu sinto quando estou longe da garotinha do vovô.
Ele disse a última parte já fazendo cócegas na barriga de minha filha, que graciosamente se retorcia toda de tanto rir.
Passar algumas tardes com Charlie era quase que obrigatório em nossa rotina, claro que sempre tomando cuidado excessivo para que os vizinhos não me vissem, pois para eles eu já estava na faculdade.
Edward quase nunca vinha, para ele esse ato era íntimo demais para ser dividido com um “ladrão de filhinhas indefesas”, eu discordava, mas fazer o que? Uma vez Edward, sempre Edward.
- Vamos filha? A mamãe ainda precisa terminar de ajeitar as coisas que vamos levar.
Sem fazer objeções, meu pequeno anjo, beijou carinhosamente o rosto do avô e estendeu os braços pra mim, pedindo que eu a pegasse.
- Se cuide pai. E não se preocupe, quando o senhor menos esperar já teremos voltado.
Ele ainda resmungou um: ”Você é que pensa”. Mas não me importei Charlie sempre ficava apreensivo com nossas viagens e ignorar seus medos era o mínimo que eu podia fazer por ele.
- Não demore muito querida. E cuide direitinho da minha netinha.
Coloquei Nessie no banco de trás, travei o cinto e encarei os castanhos dos olhos de meu progenitor.
- Vou cuidar, pai. Se acalme, eu te prometo que logo estaremos de volta.
O abracei na medida em que o desconforto deixava. E logo coloquei a Mercedes Negra para deslizar pelas ruas úmidas da minha amada Forks.
A paisagem mantinha sua rotina, verde, marrom e cinza eram cores constantes por aqui, mas confrontando com a primeira impressão que tive quando retornei depois de anos de ausência, agora tudo parecia bonito, certo e familiar, meus novos olhos nunca deixavam de captar cada nova mudança que embelezavam o pedacinho do paraíso aqui na terra.
- Mamãe, por que o vovô acha que o papai não gosta do Jake? Ele gosta, não é mamãe? Eles já brigaram alguma vez?
- Não princesa, claro que não.
Por Deus! Eu achei que essa pergunta ainda ia demorar uns 10 anos para ser feita. Até quando a precocidade de Nessie me surpreenderia.
- O papai gosta do Jake. O que acontece, filha é que às vezes Jacob irrita o papai, mas é tudo brincadeirinha. Eles nunca brigaram, nem nunca vão brigar.
Eu rezava por isso todas as noites.
- O meu pai e o meu Jacob, amam você. Eles não podem brigar.
“O meu....” É Bella, quem tudo quer nada tem. Não existe nada igual a ficar velha e perder tudo que você julgava seu, para sua própria filha. O mundo tá perdido mesmo!
- E amam você também, princesa.
Mas era minha filha, então eu perderia tudo com gosto...
- Ah! Até que enfim...
Os aromas mais suaves adentraram minhas narinas e inundaram meu ser. Era maravilhoso estar em casa.
- Oi vovô.
Carlisle nem esperou que eu descesse para tirar Nessie do carro, ele mesmo o fez. Uma noite de plantão era o bastante para que ele sentisse o tamanho da falta que minha filha fazia em sua vida.
- Como vai à menininha do vovô?
- Bem...
Antes de ele perguntar mais alguma coisa ela descansou a mãozinha em seu pescoço, deixando-o a par dos últimos acontecimentos.
- Não incomode muito o vovô, meu anjo.
- Não se preocupe querida. Eu é que vou incomodá-la um pouquinho, quero matar a saudade. Se você não se importar, é claro? Mais tarde Esme e eu a levamos. Tudo bem?
- Claro que sim, Carlisle. Se comporte tá, filha?
- Eu sempre me comporto, mamãe.
Passei pela garagem mesmo, ia conversar com Alice e Rose antes de terminar de ajeitar as coisas para nossa pequena viagem.
- E aí Bellinha, convenceu o papai urso?
- Urso aqui só você Emmett. E sim, eu convenci o meu pai. Agora será que dá pra me explicar o que essa tralha toda está fazendo no meio da sala?
- Ah Bella. Você não achou que iríamos deixar toda diversão só pra vocês, não é? Egoísta você, hein maninha?
Era bom demais pra ser verdade.
- Estou louco pra ver a reação do Edward, quando um dos bem grandes te derrubar.
Emmett se referia a um urso. Essa viagem era basicamente para isso, testar a teoria de Carlisle, ou seja, me fartar com dois ou três carnívoros e depois, dar para..... Não comece Bella....
Tá, voltando..., e depois, amar meu marido até as pernas ficarem moles. E só então observar como eu me sentiria depois.
Sinceramente? Não estava me preocupando com isso, se um dia eu tiver que morrer que seja nessa hora. Partirei feliz, com certeza.
- Tômara Emmett, que você esteja bem perto dele, pois assim ele canalizará toda sua raiva para você. Eu vou amar ver, nem vou me importar de perder uns ursos, contanto que você leve umas bordoadas...
- Hum. Tá bravinha? Adoro!
- Ah Emmett! Vá se fu...
- Isabella Cullen! Você se esqueceu que existe uma criança nessa casa com super audição e que por obra do destino, é sua filha?
Um dia eu mataria Emmett. Isso é fato.
- Desculpe mãe, já não está mais aqui quem falou.
Eu ainda tentava ignorar os risinhos debochados dele, quando Alice me salvou.
- Bella, estamos te esperando. Esqueça o Emmett e venha aqui.
Esquecer,... Hunf,..., pra ela era fácil falar, não era uma recém criada com uma mente nova trabalhando a todo vapor, tramando mil e uma maneiras de esquartejar e queimar seu próprio irmão. Afh.... Alice.
Entrei no quarto e todos os impropérios que eu sabia ainda foram poucos, para tantos que eu queria dizer ao vê-las empoleiradas em minha cama.
Tá bom! Eu assumo a cama não era minha, mas e daí? Era do meu marido quando era solteiro, só que ele comprou pra eu dormir quando eu também era solteira. Então conseqüentemente...
- O que é isso?
Eu perguntava da invasão do meu quarto, na verdade ele não era meu.... é vocês sabem essa parte, mas voltando, eu perguntava a respeito da invasão, mas não sei se por ignorância ou propositalmente Rose se fingiu de distendida e me entregou um embrulho marrom adornado com uma linda fita dourada.
- Pra você.
- Agh! Ok! Agora já chega isso tá começando a passar dos limites, Edward está se aproveitando da situação para gastar horrores comigo.
- Edward? Que Edward? Ih Bella, dessa vez você errou feio e até acho que meu irmão vai ficar possesso quando descobrir que andou recebendo presentinhos de algum admirador.
Forçando minha mente a acreditar na mentira esfarrapada de Alice, arranquei o cartão de suas mãos e me deliciei com suas palavras, a delicadeza de cada linha não deixava dúvida de quem teria mandado o presente.
Bella
Se sua família não tivesse
Sua base sobre a rocha, saiba
Que eu faria de tudo para
Ruir com suas estruturas.
Mas, infelizmente
Encontrei-te tarde,
Meu presente é
Pra que se lembre
E meça sempre
O meu amor
Por você.
Pra sempre seu...
Pedreiro fogoso
Abri o embrulho ainda em transe e não resisti, um enorme sorriso brotou em meu rosto: debaixo do finíssimo papel de seda, uma fita métrica carinhosamente enrolada.
Se eu disser que gostei, estaria mentindo, eu amei, era original demais.
- Presentinho mais chinfrim em Bella? O meu pedreirão me mandou um colar de diamantes, hoje de manhã.
- E o meu me mandou, uma linda jaqueta de couro da coleção nova de inverno da Colcci.
Não me deixei atingir, elas não me conheciam mesmo...
- Pedreirinhos mais sem criatividade esses de vocês, o meu gastou bem menos e com um simples agrado, aflorou em minha mente cada momento que passamos juntos. É cunhadinhas, quem pode, pode...
E o que eu ia fazer com um colar de diamantes, nós nem saíamos? E uma jaqueta de couro? Vampiros não sentem frio.... Alôôôwww....
- Ok já que você desmereceu completamente os nossos presentes, que tal planejarmos a viagem?
- Então vocês vão mesmo, achei que o Emmett queria só me irritar.
- Ai Bella não seja ingrata, eu e Rose somos essenciais nessa viagem.
Tentei não me deixar levar pelo bico de minha fadinha.
- Se você diz Alice. Mas então me deixem ir pra casa, preciso...
- Não, não. Pode ficar quietinha aí, nós já arrumamos as coisas de vocês. Porque não aproveita que ainda temos um tempinho antes de sair e toma um banho, trouxemos uma roupa pra você.
- Enquanto isso, faço o mesmo com Nessie.
Rose saiu já indo ao encontro de minha filha, enquanto Licinha pegava alguma coisa no closet de meu marido.
- Esse aqui. Vai ficar perfeito eu previ.
- Por Deus Alice! Eu vou caçar, não vou a um baile de gala e além do mais Edward odeia vermelho.
Confesso que o vestido era lindo, de chantung, justíssimo e com um decote e uma fenda que me deixariam com metade do corpo de fora. Se Jacob me visse nele, com certeza não perderia a piada e Edward só pra não perder o costume, surtaria.
- Por isso mesmo...
- Como assim, por isso mesmo? Você tá querendo me deixar em maus lençóis com seu irmão, Alice?
- Que isso Bella? Você tá ouvindo demais, eu não falei nada disso. E só pra você saber a gente se veste é pra gente e não pros outros e eu sei que você vai ficar linda de vermelho, então é esse e não discuta comigo.
- Agh! Eu me rendo...
Frustrada, mal-humorada e sem a menor vontade de sair me dirigi ao banheiro. Tranquei-me lá e nem sei quanto tempo fiquei, deixei que a água quente molhasse meu corpo e aquecesse minha alma, alguma coisa não estava certa, esse nervosismo não era normal.
Saí do banho voltei para o quarto, em cima da cama um lindo lingerie também vermelho, me esperava, nem resmunguei. Do que adiantaria? Coloquei o vestido e por fim me enfiei em dois saltos 15 assassinos, também vermelhos. Eu estava parecendo um tomate.
- Nossa! Até eu assusto comigo de vez em quando. Você tá um arraso, Bellinha.
- Aham, pareço à miss tomate, ou seria a miss geléia de morango? Não sei, estou em dúvida.
- Ai rabugice... Mas vamos ao cabelo, eu só vou penteá-lo aqui, desembaraçar ali e...
A escova corria por meus cabelos enquanto me olhava no espelho. Eu estava bonita, isso era fato, só não entendia pra que tanto se iríamos caçar.
- Pronto! Agora faça um favorzinho pra sua irmãzinha, desça e nos espere no jipe de Emmett, logo estaremos lá. E não apronte Bella, não temos tempo de te ajeitar de novo.
- No jipe, mas Alice...
- Sem perguntas Bellinha, vá logo...
Cansada de tanto mistério e enrolação, me fingi de muda e fui para o carro. A casa estava completamente vazia, a não ser por nós três e minha filha, me neguei a pensar onde estaria todo mundo, tenho certeza que ninguém me contaria nada.
- Mamãe você tá uma gata.
- Oi filha.
Nessie falou a lá Jake, e estendeu os braços pra mim, mas Rose a segurou.
- Você vai amarrotar a mamãe, Docinho. Vem no colo da titia e depois mais tarde ela te pega, tá bom?
Trinquei os dentes pra ela e só não comecei a terceira guerra mundial, porque Alice entrou no jipe e logo o colocou em movimento.
- Eu posso pelo menos saber pra onde estamos indo?
- Nãããoo!!!
Minhas duas irmãs-cunhadas mau amadas e mau-comidas gritaram em uníssono. Então como sou uma mulher cabeça, que não desce do salto, bufei irritada e virei para a janela, ignorando-as completamente.
Andamos mais ou menos uma hora, mata adentro, tenho certeza que a carteira de Alice tinha sido comprada, vai dirigir ruim assim lá nos infernos.
- Vamos miss emburrada, já estamos chegando.
Continuei calada. Agora Alicinha ia ver com quantos ossos se fazem um servo.
E andamos e andamos e andamos de novo. Estava faltando pouco pra eu tirar o sapato...
- Chegamos.
Nessie já pulava no chão enquanto eu avaliava o local. Logo a nossa frente quatro barracas bem firmes e até bonitas estavam armadas.
- Bella, aquela é a sua.
E os saltos afundando na terra molhada.
- Obrigada ROSE...
Caminhei para a barraca, apesar do cheiro de Edward estar impregnado nela, ela estava completamente vazia.
- Uau! Bells, dessa vez você se superou...
- Ai Jake! Vai assustar sua mãe...
- Ah cachorro, nem ouse a colocar suas patas nela. Edward vai perder o juízo se vê-la assim e sentir seu cheiro nela, então vaza e vá fazer sua parte.
- Parte? Que parte? Rose do que você está falando? Jacob?
- Eu não sei de nada Bells, só vim pra cuidar da Nessie, falando nisso: Vem princesa, dá um beijo na mamãe, se despede que nós já estamos indo.
- Você pirou na batatinha, se acha que vou deixar minha filhotinha ir caçar sozinha com você.
- Magoei em Bells! Minha moral já foi melhor com você. E só pra você saber nós não vamos sozinhos, suas cunhadinhas lindas e sua sogra vão conosco, a propósito Esme já deve estar lá, portanto, vamos Florzinha?
Eu juro que tentava fingir que não ouvia os apelidos carinhosos dele, mas estava impossível hoje.
- Tchau mamãe! Mais tarde a Nessie volta pra dormir com você e o papai.
Estreitei minha cria nos braços.
- Tá bom, amor. Fique boazinha e não se meta em problemas. Cuide de tia Alice e Tia Rose, tá bom?
Ela gargalhou lindamente e foi para os braços de Jacob.
- Cuide da minha filha, Jacob.
- Cuidarei com a minha vida Bells.
Eles já se afastavam e Rose os seguia me dando um pequeno aceno de despedida.
- Aproveite Bella e não tire casquinha. Faz parte do show.
- Do que você tá falando, Rose?
- Nada, Rósalie não sabe de nada. Agora suma daqui, vá para o meio da floresta encontrar seus ursos.
A louca me empurrou para a borda da floresta e quando virei de frente para gritar com ela, a mesma já tinha sumido.
Por Jesus Cristim morto na Cruz, minha família estava enlouquecendo.
E como diz o ditado se não pode vencê-los, una-se a eles.
Coloquei-me no modo predadora e saí correndo tentado encontrar os vestígios da minha presa. Por incrível que pareça eu tive medo, um arrepio desconhecido me tomou.
Joguei essas idiotices para debaixo do tapete e continuei correndo.
- Vai a algum lugar, mocinha?
Eu conhecia essa voz, esse cheiro então... Mas por que será que o medo trespassou meu corpo me fazendo arrepiar.
- Alice não está comigo, ela foi por ali, Jasper.
Não sei por que, mas algo me dizia para afastá-lo. Apontei para onde minha irmã tinha desembestado, mas ele não pareceu nem um pouco interessado em minha informação.
- Mesmo? Que bom isso quer dizer que estamos completamente sozinhos.
Seria estranho, se não fosse assustador. De todos da minha nova família Jasper era o que mais impunha esses sentimentos nos outros. misture a pessoa dele, com uma noite escura, totalmente nublada, um poder que pode te levar a loucura e trajes completamente negros esvoaçantes e resultará em um vampiro ameaçador com cara de poucos amigos.
- Não estou entendendo, Jasper...
- Não mesmo, Isabella?
Com duas passadas ele me alcançou e me prendeu em suas mãos. O medo começava a me dominar.
- Você conhece a parte fictícia de nós, irmãzinha. Agora eu vou te mostrar a nossa face verdadeira.
A boca se abriu e seus dentes roçaram perigosamente meu pescoço. Aproveitei sua concentração em seu objetivo, dei-lhe uma joelhada na barriga, me desvencilhei de seus braços e corri o máximo que pude. Cada sentido gritando alerta, se eu ainda produzisse Adrenalina, com certeza ela estaria a mil agora.
- Eu vou pegar você ê...
A voz melodiosa não me afetava, eu sabia que era uma arma letal, assim como a sereia atrai os pescadores com seu canto.
- Eu posso te ver Isabella.
Corri ainda mais e passei a fazer curvas desproporcionais tentando despistá-lo.
E de repente, tudo se acalmou, o cheiro dele sumiu e um silêncio espectral imperou.
Por Deus! Eu estava com medo.
Amaldiçoei-me por não ter trazido o celular, eu precisava de Edward.
- Com medo, Isabella?
Dei um pulo pra trás. Será que vampiros morriam de susto?
- Ah Carlisle!
Contemplei meu pai.
- O Jasper, ele me perseguiu e parecia estranho e...
- Shi, shi, shiiii, se acalme, querida. Já passou...
Era um pesadelo, só pode. Quando ele me abraçou e passou a me consolar, meu corpo reagiu na hora. Era tão “Aro”, aquela cena.
- Eu vou cuidar de você direitinho.
Ah merda! Forcei minhas mãos no peito dele afastando-o de mim. Aquele não era o meu pai, não podia ser.
A roupa toda branca o deixava fantasmagórico demais, nem de longe lembrava o médico doce e humanamente lindo que conheci.
Virei-lhe as costas e voltei a correr, eu sentia que era perseguida, a respiração dele estava bem perto.
- Corre Isabella, corre..., se isso for o seu melhor, eu vou pegar você.
Passei a pular alternadamente. Minha mente tentava processar aquilo tudo, buscando alternativas de fuga.
Não sei se isso era possível, mas me sentia terrivelmente cansada. Onde estaria Edward que não me socorria. E Alice? Será que ela não previu isso?
E como aconteceu com Jasper, do jeito que ele apareceu, ele sumiu.
Parei perto de uma pedra. Minha respiração estava ofegante e minha cabeça zunia.
- Hum! Eu amo vampirinhas sozinhas e assustadas.
Abri meus olhos que nem me lembro de ter fechado, e encarei mais uma figura que até poucas horas atrás, eu jurava conhecer. Emmett.
- Se afaste Emmett.
Ele sorriu debochado mostrando a fileira de dentes imensamente brancos, que agora contrastavam com o roxo de suas vestes.
- E se eu não quiser? O que você vai fazer? Gritar? Vá em frente, pode começar Doçura.
Não havia resquícios do meu irmão urso nele. A figura a minha frente era ameaçadora. E como que para provar minha teoria, ele se aproximou e me encurralou, minhas costas na pedra, o penhasco a minha esquerda e ele na minha frente.
- Vou adorar dividi-la com Jasper e Carlisle.
Eu estava ferrada, ou não? Aquele era Emmett...
- Tá bom, Emmett. Eu me rendo. Acabe logo com isso.
E que Deus me ajudasse.
- Já que você insiste.
Ele se aproximou e firmou as duas mãos uma em cada lado de minha cabeça, as pernas ligeiramente abertas, a cabeça inclinada e os dentes a centímetros de meu pescoço.
- Vai ser rápido e indolor, Isabella.
Era uma pena que eu não poderia falar o mesmo.
- Vai pro inferno seu desgraçado.
Dobrei o joelho e com toda força que me restava acertei bem em suas partes íntimas. Rose me mataria se eu saísse dessa.
- Ah! Sua vadia. Eu vou pegar você...
Não sei se vampiros sentiam dor ali, ou se foi o susto da minha reação que fez com que ele se afastasse. Só sei que aproveitei sua distração e voltei a correr como uma louca.
Era uma batalha perdida, eu estava exausta e se um deles me alcançasse, seria o meu fim.
Como um bicho acuado, andei mais um pouco me espreitando por lugares improváveis e inabitáveis, tudo parecia calmo demais. A cena perfeita de um filme de terror.
Minha cabeça doía e a garganta ardia...
- Ora, ora, ora... Olha o que temos aqui? Uma garotinha perdida no covil.
Eu reconheceria aquela voz até debaixo d’água, mas a inércia me dominava. Eu nunca seria capaz de reagir, agredir ou lutar contra ele.
Eu ouvia, mas não via, as sombras o camuflavam.
- Tenho um presentinho pra você, Dama de vermelho.
Aquela voz, não era do meu amor. Se foi algo sobrenatural que os atingiu, com certeza afetou Edward.
- Se aproxime meu bem.
“Se o que não tem remédio, remediado está”, conformismo era a única solução. Meu último pedido era que fosse rápido.
Fui ao encontro de sua voz, as sombras ainda o encobriam, mas seu vulto era visível.
- Sacie-se, minha querida.
Aos pés dele um enorme urso pardo era mantido amarrado. Sua jugular pulsava e conseqüentemente o veneno se acumulou em minha boca. Meus instintos me avisavam que aquilo era uma armadilha, mas eu pouco me importei.
Abaixei-me sem pudor algum, nem o som do vestido se rasgando atrás me fez recuar, eu estava sedenta.
Cravei os dentes no pescoço do pobre animal, que ainda tentou se debater, sendo impedido pelo meu observador. Mesmo que eu morresse, eu ainda o agradeceria por isso, pois em minhas atuais condições, nem pegar a presa eu conseguiria.
- Isso meu amor, beba.
Eu tinha plena consciência de sua movimentação, que agora rumava para minhas costas, no entanto o líquido quente entrando por minha boca, descendo pela garganta e encharcando meu ser, era prazeroso demais, tirava qualquer linha de raciocínio que eu ainda mantinha.
- Beba minha querida. Beba enquanto pode.
Meu marido, que nesse momento não era meu marido... Entenderam? Nem eu...
Pois é, ele..., se abaixou a minhas costas e encaixou o corpo no meu. Como a Bella aqui está agachada, com a bunda empinada para cima, ele se obrigou fazer o mesmo. Seria excitante se não fosse apavorador.
- Ah! Macia e cheirosa, nem a corrida exagerada conseguiu estragar isso em você.
Deu-me uma vontade louca de rosnar pra ele, o filho da mãe, sabia de tudo o que passei e não fez nada.
Chutei-me mentalmente por esse pensamento, era a mesma coisa que eu estava fazendo agora, assistindo de camarote o fim se aproximar. Mas o que eu poderia fazer? O modo de caça de Edward era perfeito, fugir era praticamente impossível.
- Ah senhora Cullen, como eu esperei por você. Foram anos e mais anos de procura...
Como é que é?
- Pena que não fui o primeiro, mas eu me conformo, em contra partida, serei o último.
As últimas gotas do manjar dos deuses ainda deslizavam para dentro de mim, quando a realidade das palavras dele me atingiu.
- Ah Isabella! Como eu sempre fantasiei doce, gostosa e molhada.
As mãos dele apertavam minha cintura e a boca sugava a parte de pele exposta pelo rasgo do vestido.
- Estou louco por você, Isabella.
A força exagerada que ele usou para me levantar e virar me assustou de novo. O corpo forte prensava o meu, junto a uma árvore que infelizmente cederia a qualquer momento devido à pressão.
- Adorável senhora Cullen.
Ele agora segurava minha cabeça, a boca a centímetros da minha.
- Hoje você será minha, Isabella. Minha como sempre deveria ter sido. Propriedade única e exclusiva do Conde de Drácula de Cullen.
Ofegante, aturdida e assustada, se isso tudo não bastasse, agora a ignorância também me assolava.
- Você fugiu dos meus servos, mas não fugirá de mim.
A boca exigente e dominadora tomou a minha, sua língua explorava cada canto limpando os últimos resquícios de sangue.
Era bom!
Quando a minha se encontrou com a dele então? Foi surreal.
- Sou eu, amor. Eu que estou aqui.
Eu ainda não sei se ele falou de verdade, se o fez, foi mais baixo que um sussurro, só sei que ao ouvir isso e ao sentir o toque das mãos suaves em meu cabelo, tudo se encaixou:
“Ah Bella. Você não achou que iríamos deixar toda diversão só pra vocês, não é? Egoísta você, hein maninha?”
“Ai Bella não seja ingrata, eu e Rose somos essenciais nessa viagem.”
“Ah cachorro, nem ouse a colocar suas patas nela. Edward vai perder o juízo se vê-la assim e sentir seu cheiro nela, então vaza e vá fazer sua parte.”
“Aproveite Bella e não tire casquinha. Faz parte do show.”
“Você conhece a parte fictícia de nós, irmãzinha. Agora eu vou te mostrar a nossa face verdadeira.”
Era uma brincadeira, uma armadilha, mais um personagem entre tantos.
Por Deus!
Isabella lesada Swan Cullen, como você não percebeu isso antes?
- Isso! Muito mais saborosa do que imaginei.
Depois de, com certeza, ver a compreensão em meus olhos, Edward voltou ao personagem. Forcei minha mente a jogar para debaixo do tapete todo medo e pavor. Era a hora de ele pagar pelo aperto que me fez passar, se meu marido tinha uma tara por garotinhas amedrontadas e safadas, eu seria uma.
- Dourado... Eu amo dourado, Isabella.
- Eu também amo, conde.
As minhas palavras eram de duplo sentido e eu esperava que ele entendesse isso. Primeiro eu queria provar-lhe que já estava bem, a sede estava controlada, segundo a intenção era mostrar que a minha razão tinha voltado e que agora nós brincaríamos de verdade.
- Mas eu amo, conde é o dourado dos olhos, do meu marido e é pelos deles que os meus ficam negros de desejo, luxuria e tesão.
Com uma força de uma recém alimentada, forcei minhas mãos em seu peito e me esquivei dele. O movimento foi brusco e o tecido do vestido se desfez de novo. Até o final da brincadeira eu estaria nua. Se é que não era essa a intenção.
- Me pegue se for capaz...
Vi o momento exato em que a percepção passou por seus olhos.
- Como gato e rato, senhora Cullen. E você sabe no final os gatos sempre ganham.
- Você anda vendo os desenhos errados, senhor conde. Quando tiver uma filha pequena saberá o que eu digo.
Nosso diálogo era travado sem contato visual, eu corria na frente e ele no meu encalço, não era como das outras vezes, agora era um jogo de sedução que logo eu perderia.
- Você pode correr senhora Isabella, mas não pode se esconder. Eu quando eu te pegar...
Meus instintos de cachorra no cio me mandavam parar. O que eu estava fazendo? Correr pra que, se eu queria mesmo era me perder nele.
Não estrague a brincadeira. Sua louca.
- Você vai se arrepender, senhora Cullen. Eu vou te fazer pagar por ter se deixado tocar por meu pai e meus irmãos. Eu vou esfolar você. Pode confiar...
Ah eu confiava, e como confiava.
- Você tem uma família e tanto, conde. Amei seu irmão...
Um grunhido rouco rasgou a garganta dele e invadiu meus ouvidos. Era chegada a hora. Nossa brincadeirinha estava chegando ao fim.
Com um elemento surpresa, ele subiu em uma árvore, me distrai tentando adivinhar seus próximos passos e esse foi meu erro. Meu marido sem se fazer de rogado, se jogou ao meu encontro.
Nossos corpos se chocando causaram um barulho imenso tenho certeza que ouvido a quilômetros.
- Peguei você...
Com uma astúcia de um predador, ele forçou seu corpo ao meu, me fazendo girar e ficar por baixo, logo as mãos poderosas estavam por sobre o meu decote frontal.
- É a última vez que digo Isabella: EU. ODEIO. VERMELHO. PORRA.
Arrepios me dominavam, não de medo, mas de excitação.
Alice me mataria isso era fato, mas eu avisei, então se fôda...
- Ah! Assim está bem melhor.
Estava pra ele.
- Mas ainda pode melhorar. Continuo não gostando de vermelho.
E como de costume, meu vestido jazeu rasgado no chão e para que ele não se sentisse só e abandonado, meu lingerie o acompanhou.
- Gostosa como eu imaginei que seria. Geme pra mim, vai Isabella.
- Não! Meus gemidos são únicos e exclusivos do meu marido conde.
- Eu posso te obrigar, senhora Cullen..
E para me provocar, ele ficou de pé e passou a se despir. Os olhos nunca abandonaram os meus, cada parte de pele descoberta dele, era com um raio de alta voltagem que me atingia. Era perfeição demais.
- Vê o que faz comigo, Isabella. Tudo isso é por você.
Ele se tocava, masturbando-se, a ereção gigante aumentava ainda mais.
- Você fala muito e faz pouco, Conde.
E como eu previ. Logo ele estava sobre mim. A boca deliciosa mordendo e sugando desde o meu pescoço até a minha boca. O membro, pétreo e ereto, provocando, molhando minhas pernas.
- Geme Isabella. Eu quero ouvir.
- Não.
Mudando de planos bruscamente, ele se sentou sobre meus quadris e passou a provocar meus seios com as mãos.
- Teimosa! Eu sei que você quer. Fala vai, Isabella. Eu só vou te dar se você implorar. Eu sei que você quer, seus biquinhos rosados e túrgidos me dizem isso. Ponha pra fora, gostosa...
Nem pagando que eu falaria. Eu espero... E só para provocar...
- Edward.... Eu quero o Edward, eu amo o Edward, meu corpo só responde a ele.
- Não, resposta errada, senhora Cullen. Mas isso vai mudar...
Filho de uma puta! Por Deus, Isabella, se Esme pelo menos imaginar que você falou isso, você tá no sal.
Mas que merda! Ele era mesmo....
- Quero ver agora, Isabella...
O sem juízo, desceu as mãos pelo meu corpo, o toque era tão suave que mais parecia uma oração.
- Aqui Isabella, eu sei que você gosta aqui...
A ponta dos dedos, encontraram meu clitóris. Com uma maestria invejável ele passou a estimulá-los. Trinquei os dentes e mordi os lábios... Eu não ia gemer, ele não merecia.
- Não gatinha, não se machuque. Deixe-me ouvir, o que você tem a dizer?
Ele voltou a deitar o corpo no meu, a boca agora provocando meus lábios e os dedos ainda me provocando.
Eu não resistiria muito tempo. Seria vergonhoso se eu gozasse, sem ao menos ser penetrada?
Afh Isabella! Mantenha o foco.
- Eu posso ser implacável, senhora Cullen. E a senhora não está me dando alternativas. Você tem cinco segundos pra gemer meu nome, Isabella. Ou então, eu vou pegar pesado com você.
Agora é que eu fico muda mesmo... Ameaças? Amo-as.
- Cinco...
A boca dele passou a gemer meu nome..., Mas eu resisti.
- Quatro...
Os dentes começaram a morder minha orelha..., Mas eu resisti.
- Durona heim? Três...
Ele sentou de novo e passou a acariciar meus seios, os dedos dele estavam me deixando encharcada. Mas eu resisti...
- Dois... Não me faça de bobo, Isabella, eu sei que você quer.
E como para derrubar todos os meus planos, ele arriscou...
As mãos abandonaram meus seios dando lugar à boca, ele chupava, mordiscava e lambia. Eu via estrelas... Mas resisti...
- Um...
Ainda com a boca em um dos meus seios, ele desceu a mão e tocou meu clitóris com a ponta dos dedos. Mas eu heroicamente, resisti...
- Agora é pra valer, senhora Cullen...
Dizendo isso ele foi se abaixando, o corpo nu deslizando por sobre o meu era a coisa mais sensual e deliciosa que eu já tinha provado. Por cada lugar que o membro viril passava, deixava um rastro de seu pré gozo, me levava à loucura saber que tudo aquilo era por mim.
- Pronta Isabella?
Sem esperar resposta, ele passou a mordiscar meu clitóris, eu já dava sinais de entrega... E se não fosse o bastante a língua ávida me penetrou.... Céus era booommm.
- Geme vai, gatinha.
A voz rouca dele me certificava que ele também estava perdendo o foco.
- Delícia...
A língua me estocava, e eu me encolhia e mordia os lábios para não gemer.
- Hummm, cheiro bom, Isabella. Tem uma coisa muito gostosa vindo aqui... Você quer?
Os espasmos já estavam próximos, meus músculos se apertavam em torno dele, a visão embaçava...
- Vem pra mim...
Eu já começava a convulsionar quando o.... O... O.... Prefiro não dizer o palavrão....
O “meu marido”, se afastou. O olhei indignada, e nessa hora lamentei meu poder de meia tigela, se eu tivesse o poder do Ciclope ou do Wolverine, aposto que ele não faria isso.
- Sem gemer, não. Você é uma garotinha, muito má Isabella. Quer receber presentinho e não quer dar nada em troca.... Tsc, tsc, tsc, isso não é bom...
- Eu só imploro, para meu marido, conde. Isso é fato, nem meus cunhados gostosos, nem meu amigo sarado, conseguem me despertar interesse. Eu sou dele.
- Eu ainda não terminei senhora Cullen. Tenho uma carta na manga.
Se eu soubesse...., ah se eu soubesse...
Com uma desenvoltura até então desconhecida por mim, meu marido, senhor conde Drácula de Cullen, futuro assassino de Forks, que injustamente matou a esposa de tesão, passou a roçar a ponta do membro pulsante em minha entrada, se eu disser que era bom, estarei mentindo, era mais que bom, mas o problema é que como eu estive a ponto de gozar agora a pouco e não o fiz, o corpo ainda estava quente, aceso, o orgasmo estava ali..., na tampa..., com um empurrãozinho ele viria, mas como o ser desprovido de piedade, queria me torturar, quando ele percebia que estava quase lá, ele simplesmente parava de se esfregar em mim, e o pior, ainda tinha o disparate de gargalhar na minha cara.
- Vai senhora Cullen, uma palavrinha, só uma...
- Edward, Edward...
Ele estava inflando de alegria por dentro, isso era claro. Mas o personagem queria mais..., e como eu sou Isabella orgulhosa Cullen, resolvi virar esse jogo a meu favor. Duvidam? Pois confiram...
- Hei?
Aproveitei que ele estava só sentado em minhas pernas e de guarda baixa, pois acho que ele nunca esperava uma reação minha. Sério? Nem eu... Levantei e lhe virei às costas...
- Aonde pensa vai?
- Antes de chegar até aqui, passei por três vampiros boas pintas, tenho certeza que nenhum deles se importará em me dar uma ajudinha aqui.
Imaginem a cena: uma vampira, modestamente desprovida de gorduras, celulites e afins, completamente nua, falando para seu marido, completamente duro de tesão, que vai atrás de outro. Isso mesmo amiguinhas... Quem disse que Edward surtaria acertou...
- Ah mais num vai mesmo, além disso, eles são comprometidos e não se renderiam aos seus encantos.
Como um leopardo, ele se jogou sobre mim, e voltou a prensar meu corpo numa árvore.
- Tem problema não, mais pra frente tem um amigo que ama quando eu uso vermelho, imagina se ele me vê assim?
- Ele não vai ver nada, você é minha Isabella, só minha.
E foi a idéia mais brilhante que já tive na vida, essa eu tenho que anotar pra usar depois.
Como um bicho que queria demarcar território, Edward abocanhou meus lábios, as mãos se apossaram de meus seios e me penetrou sem um pingo de cuidado.
- Ahhhh!
Não gemer foi impossível. Ele abriu o sorriso torto assim que ouviu. Eu não ia durar muito, as constantes estimulações mostravam seu poder agora, e eu bem o conhecia ele logo se renderia também.
- Isso Isabella, isso... Rebola vai gostosa.
Eu obedecia, ele me apertava mais e estocava mais fundo.
- Mais rápido conde. Mais rápido...
Eram gemidos, misturados a sussurros. A árvore se balançava inteira...
- Agora vai, senhora Cullen, eu não agüento mais. Aperta-me, se entrega pra mim...
- Hum Edward! Vem? Agora...
E as estrelas desceram na terra. O orgasmo foi intenso, profundo, único. A sensação de paz e plenitude era a mesma de sempre.
- Perfeita. Como sempre...
Era meu marido ali.
- Pleno, como sempre.
Deitamos no chão, a sensação de paz era tanta. Nossos olhos não se desconectavam, era impossível não venerar o meu Deus particular.
- Você me deu trabalho dessa vez.
- Você me assustou dessa vez.
Sorri pra ele, sua cara de cachorro arrependido foi à melhor.
- Mas valeu cada instante, amei saber que você só geme pra mim.
- Ah por Deus Edward! Desde quando isso é novidade?
- Desde quando eu amo ouvir você falar...
- Eu amo você, seu vampiro mau.
- E eu amo você, sua vampira ingênua.
Nosso fogo voltava a ascender. Eu nunca me cansaria dele.... É claro lógico, se o som do celular dele tocando não tivesse nos atrapalhado.
- Vem? Pode se a Nessie.
Aceitei a mão que ele me oferecia e levantei, meu cabelo devia tá uma desordem.
- Fala Alice.
Ele pegou o telefone no bolso da calça e levou a orelha ao conferir o número no visor.
- Maninho rabugento, é mal de família isso, a esposa é assim, a filha também, que mal eu fiz a Deus pra merecer isso?
- Alice?
- Que?
- Foco...
- Pois bem, nós estamos voltando para o acampamento, em meia hora chegamos lá, sua filha está dando um piti, ela quer dormir e você sabe, não é? Nessa hora nem o cachorro serve, só a Bella. E como eu não quero que o meu Jas, tenha uma visão pra lá de inusitada, chegue lá antes de nós.
Reprimi uma risada, a cara de Jasper me vendo peladona, seria o máximo.
- Você tem que parar com essas manias, maninho. Esse que você rasgou era exclusivo, custou uma fortuna...
- Ai Alice, eu já entendi. Prometo que te levo no shopping semana que vem e te deixo estourar o meu limite. Agora dá um tempo. Eu preciso me recompor aqui.
Ela ficou em silêncio por uns minutos, supus que estava tento uma visão a respeito da promessa dele. Já vi que vai sobrar pra mim.
- Tá bom seu chato. Se apresse aí e passe no rio, sua mulher necessita de um banho.
Ela desligou na cara dele. Foi impagável ver Edward desacreditado encarar o celular.
- Ok, vamos para o acampamento.
Olhei bem para ele.
- Você tá de brincadeira né? Como eu vou? Assim?
Ele avaliou meu corpo nu e suspirou.
- Desculpa por isso, mas eu já te falei que odeio vermelho.
E me surpreendendo de novo, ele me pegou no colo e passou a correr comigo. Era uma sensação indescritível.
Passamos pelo rio, me banhei e logo avistamos nossas improvisadas alojações. Edward ainda parou um pouco antes certificando que não tinha ninguém e só então nos aproximamos.
Fomos direto para nossa barraca, minha mala já se encontrava ali, e um colchão inflável de casal já estava pronto, junto com grossos edredons, para que minha filha se aquecesse.
Vesti um pijama de perna comprida e me deitei, Edward fez o mesmo. Nosso silêncio só era quebrado pelos sons de nossos lábios se chocando, quando a coisa esquentava um pouquinho parávamos. Nossa princesa estava chegando e ser pegos no flagrante não seria bom.
- Mamãe?
Sorri ao ouvir a vozinha, baixinha e manhosa, ela lutava contra o sono.
- Aqui, Florzinha.
- Vou buscá-la.
Meu marido se levantou e foi até lá fora. Fechei meus olhos e me concentrei na conversa deles.
- Oi papai?
- Oi princesa? Você se divertiu?
- Muito. Mas vocês não estavam lá. Eu quero a mamãe agora...
Ele riu baixo. Os outros não se manifestavam, pareciam hipnotizados pelo luxinho dela.
- Então se despeça de todos, já está passando da hora de dormir.
- Boa noite tia Rose, boa noite tio Emmett, boa noite tio Jas, boa noite tia Alie, boa noite vovô, boa noite vovó, boa noite Jake.
À medida que ela ia falando eles iam respondendo.
- Durma bem Monstrinha.
Emmett ainda provocou. Edward se despediu deles e entrou.
- Nessie tá com soninho, mamãe.
Minha pequena estendeu os braços pra mim, a concheguei junto ao peito, Edward se deitou ao meu lado e passou a acariciar seus cabelos, uma linda canção saia de seus lábios e logo minha princesa estava entregue ao cansaço.
A imagem perfeita pra se terminar um dia perfeito.
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